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Foram encontradas 41 questões.

366723 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Capão Canoa-RS
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
  • Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/oque-

    gera-mais-benef%C3%ADcios-caminhar-ou-correr-tiago-pellizzaro/.

    No fragmento do texto “Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de objetos jogados no mar”, o sujeito é:

     

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    366722 Ano: 2019
    Disciplina: Português
    Banca: FUNDATEC
    Orgão: Pref. Capão Canoa-RS
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    Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


    O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
  • Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/oque-

    gera-mais-benef%C3%ADcios-caminhar-ou-correr-tiago-pellizzaro/.

    A pergunta “Viu um cachorro branco” (l. 06) aparece entre aspas no texto com a finalidade de:

     

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    366721 Ano: 2019
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    Banca: FUNDATEC
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    Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


    O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
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    A locução conjuntiva “Assim que” (l. 33) está introduzindo uma oração que exprime:

     

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    366720 Ano: 2019
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    Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


    O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
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    No excerto “A mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando”, retirado do texto, se o termo “mulher” fosse flexionado no plural, quantas palavras ao todo precisariam ter a grafia modificada para haver a correta concordância verbo-nominal?

     

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    366719 Ano: 2019
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    Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


    O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
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    Assinale a alternativa que apresenta um adjetivo classificado como uniforme quanto ao gênero.

     

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    O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
  • Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/oque-

    gera-mais-benef%C3%ADcios-caminhar-ou-correr-tiago-pellizzaro/.

    Com base exclusivamente no que é exposto pelo texto, pode-se concluir que seu autor:

     

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    366717 Ano: 2019
    Disciplina: Português
    Banca: FUNDATEC
    Orgão: Pref. Capão Canoa-RS
    Provas:

    Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


    O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
  • Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/oque-

    gera-mais-benef%C3%ADcios-caminhar-ou-correr-tiago-pellizzaro/.

    Assinale a alternativa que mostra uma palavra retirada do texto que apresenta uma semivogal.

     

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    366716 Ano: 2019
    Disciplina: Português
    Banca: FUNDATEC
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    Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


    O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
  • Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/oque-

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    As lacunas tracejadas das linhas 27, 28 e 33 do texto são, correta e respectivamente, preenchidas por:

     

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    366715 Ano: 2019
    Disciplina: Português
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    Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


    O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
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    Assinale a alternativa que apresenta, ao lado da palavra retirada do texto, um termo que semanticamente a substitua de forma correta.

     

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    366714 Ano: 2019
    Disciplina: Português
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    Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


    O que gera mais benefícios: correr ou caminhar?


  • Desde os 14 anos sou fascinado por uma corrida. “A essência da vida é o movimento”,
  • lembra Nuno Cobra, preparador físico de ninguém menos que o imortal Ayrton Senna. Acontece
  • que a caminhada é um estágio de retomada da corrida, depois que a gente se recupera de um
  • pequeno revés na saúde. Esses dias, quando percorria o terceiro dos dez quilômetros de
  • caminhada que tinha planejado cumprir, fui abordado por uma mulher que estava meio atônita.
  • “Viu um cachorro branco?”, foi a pergunta que fez para mim. Prontamente e com ar desolado,
  • respondi que não. Continuei o meu exercício, e no fluxo da minha consciência sucederam as
  • seguintes elucubrações: “Poderia ter dito ao menos ‘bom dia’ e ‘por favor’. Calma lá, deixa a
  • empatia falar mais alto, ela estava começando a ficar aflita e pediu uma ajuda. Numa ocasião
  • como essa, as palavras polidas são formalidades esquecidas. Tudo bem, vou ficar alerta se o pet
  • dela aparecer por aqui”.
  • De repente, um sentimento de culpa se instalou na minha mente: “por que não parou de
  • caminhar e não passou a procurar o cãozinho? Ficou subentendido que ela gostaria de contar
  • contigo nessa missão. Por que, então, tal omissão?”. De fato, não há justificativa. O que sei é
  • que no passado me imaginei um super-herói na vida dos meus familiares e demorei para
  • compreender que nunca fui nada disso, nem mesmo quando me fantasiei de The Flash para
  • visitar, juntamente com meus alunos, as crianças da Unidade Pediátrica de um hospital caxiense
  • em 2018. A pista por onde eu caminhava permitia um visual amplo, o que resultava em duas
  • conclusões paradoxais: a chance de localizar o bichinho era muito boa, porém a área não
  • avistada era imensamente maior e mais compartimentada, o que dificultava sobremaneira as
  • buscas. Com essa descrição, você consegue dimensionar melhor o tamanho da angústia d
  • mulher e o falso heroísmo que estava novamente me perseguindo, não é mesmo?
  • Sabe-se que é possível correr e caminhar em grupo, e que a prática desportiva estimula a
  • sociabilidade, mas, depois de uma inesperada interpelação como a que relato, você se dá conta
  • que correr, implicitamente, cria embaraços para a comunicação entre pessoas estranhas. A
  • mulher, caso me visse correndo, talvez nem teria exposto o problema que estava enfrentando. A
  • caminhada, ao contrário, habilita o indivíduo ___ potencializar sua inteligência social. Assim, não
  • tardei a me preparar mentalmente para, quem sabe, atender ___ altura uma futura investida de
  • outra pessoa. Pois não é que no oitavo quilômetro me deparei com uma fila de crianças e uma
  • delas me perguntou: “moço, onde fica o aquário?”. Fiquei de novo devendo a resposta que
  • agradaria àquela meninada inteira. Desta vez, larguei a caminhada prematuramente, porém feliz
  • pelos benefícios físicos que ela havia me proporcionado e parti em busca daquela preciosa
  • informação. Assim que a obtive, corri em vão na tentativa de encontrar ___ criançada. Decidi,
  • então, ir até o ambiente que os pequenos tanto queriam conhecer. Eles lá estavam quando
  • cheguei para também contemplar, pela primeira vez, a beleza de aproximadamente 100 espécies
  • de moluscos, equinodernos, peixes e plantas, distribuídos em 13 aquários. “Olha aquele
  • grandão”, ainda ouvi da mesma criança que me chamou de moço, apontando para uma pirarara
  • que pesava cerca de 30 quilos. Havia, igualmente, painéis mostrando a cadeia alimentar
  • marítima, as expedições pioneiras nas profundezas aquáticas e o tempo de decomposição de
  • degetos jogados no mar, aguçando, assim, a curiosidade dos visitantes e, ao mesmo tempo,
  • despertando uma consciência ecológica.
  • Devido ao fato de agregar benefícios físicos e intelectuais, a caminhada pode valer mais
  • que a corrida. Para isso, é necessário reconhecer, em primeiro lugar, que ninguém é uma ilha,
  • afinal vivemos em comunidade; que, mesmo sem sermos super-heróis, ajudar e receber ajuda é
  • algo que se pode aprimorar com as experiências que a vida nos presenteia; que a inteligência
  • humana é fruto de uma obra coletiva que, por essa mesma razão, deve nos irmanar em vez de
  • nos dividir; que a natureza precisa ser respeitada, preservada e admirada, do contrário jamais
  • saberemos o que é viver em harmonia; e, acima de tudo, que aprender com uma criança é
  • sempre uma dádiva.
  • Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/oque-

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    Quanto à grafia de palavras encontradas no texto, considere as seguintes afirmações:

    I. “revés” (l. 04) está escrita corretamente.

    II. “elucubrações” (l. 08) está escrita incorretamente, pois o correto é “elocubrações”.

    III. “equinodernos” (l. 36) está escrita incorretamente, pois o correto é “equinodermos”.

    IV. “degetos” (l. 40) está escrita corretamente.

    Quais estão corretas?

     

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