Foram encontradas 60 questões.
Leia o texto para responder à questão.
Um dia vou contar numa crônica a lenta agonia do meu
gato amazonense quando tive de me separar dele para viver
em São Paulo. Agora a história é outra: um cachorro…
Um cão de raça, com pedigree, como se diz. Forte, belo,
musculoso, de pelagem castanha, focinho altivo e dentes
perfeitos. Um príncipe de quatro patas.
Uma corrente de aço amarrava-o a um poste, enquanto o
dono, que comprava brioches numa das boas padarias afrancesadas de São Paulo, andava livremente.
Gania como um louco. Às vezes parecia chorar de dor,
saudade, solidão ou desamparo. Dava dó. E o dono demorava. Então os transeuntes se apresentaram. Paravam perto
do poste, admiravam a beleza do animal e se condoíam com
o sofrimento alheio. Alguém se revoltou com tamanha insensibilidade do dono. Uma mulher se agachou, murmurou palavras ternas ao pobre bicho, acariciou-o com dedos cheios de
anéis. Esse gesto comoveu o mundo.
Enfim, ele apareceu à porta da padaria. É natural que o
cão tenha sido o primeiro a farejar a presença de seu dono;
os transeuntes abriram-lhe passagem, e o reencontro foi um
alvoroço, uma festa diurna. “Ele é mimado”, disse o dono,
como se falasse de um filho.
O pelourinho foi banido, e o poste readquiriu sua função de poste. Solto e livre como um verdadeiro cidadão, o
cachorro saltou de alegria, enchendo a manhã de esperança; depois, ele e outros bichos foram o centro da conversa.
É uma dádiva que, num domingo ensolarado, o assunto não
seja política.
A calçada ficou quase deserta. Um homem a poucos metros do poste permaneceu na mesma posição. É um negro
desempregado. Nesse domingo de Ramos ele é também um
mendigo. O animal roubou-lhe a atenção, mas o homem ainda mantinha seus gestos. Sentado e com a mão espalmada,
o homem pede uma moeda ou restos de comida.
Outro dia, bem cedo, passei pela calçada da padaria e lá
estava o homem. Uma roda de curiosos o observava. Sentado no mesmo lugar, mãos e braços caídos. Morto. Desde
quando? Continuei meu passeio fútil. E perguntei a mim mesmo, com curiosidade, por onde andaria aquele belo cachorro.
(Milton Hatoum. “Domingo sem cachorro”.
http://terramagazine.terra.com.br, 17.04.2006. Adaptado)
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Leia o texto para responder à questão.
Ao longo de todo o ano passado, assistentes sociais municipais abordaram cerca de 105,3 mil pessoas nas calçadas da cidade de São Paulo. Esse número é 66% maior do
que a quantidade de pessoas abordadas na mesma situação
em 2016, quando foram contabilizados 63,2 mil indivíduos, e
88% acima da de 2015.
O número de indivíduos abordados não representa a
quantidade de pessoas que vive de fato nas ruas. Entre os
abordados há, por exemplo, moradores da periferia que passam dias e noites vivendo nas calçadas da região central em
busca de doações, mas em parte do mês retornam a suas
casas, pessoas que estão de passagem pela cidade, entre
outras situações.
O cálculo oficial de moradores de rua na capital paulista
está defasado, uma vez que é feito a cada quatro anos pela
prefeitura por meio da contratação de um censo específico.
O levantamento mais recente é de 2015, quando foram contabilizados cerca de 15 mil moradores de rua. Naquele ano,
foram abordados 56,1 mil indivíduos.
Com a crise econômica que já dura cinco anos, mudou
também a motivação principal que leva as pessoas à rua.
Os conflitos familiares, que, em 2018, apareciam em primeiro
lugar como motivo mais frequente para permanecer nas ruas,
foram ultrapassados pelo desemprego, que figura como a explicação mais comum dada pelas pessoas abordadas.
A consolidação de São Paulo como destino de imigrantes em busca de melhores condições representa outra camada no cenário social devastador da cidade. Ao longo do
ano passado, mais de 260 estrangeiros foram abordados
como moradores de rua. Migrantes também engordam as estatísticas. Entre os abordados pelos assistentes sociais que
informaram origem, metade veio de fora da capital, apesar
de o estado ser citado pela maioria como local de origem.
Os outros estados mais citados são Bahia, Minas Gerais,
Pernambuco e Paraná.
(Mariana Zylberkan. “Em dois anos, SP vê salto de 66% de pessoas
abordadas vivendo nas ruas”. www1.folha.uol.com.br, 22.06.2019. Adaptado)
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Ao longo de todo o ano passado, assistentes sociais municipais abordaram cerca de 105,3 mil pessoas nas calçadas da cidade de São Paulo. Esse número é 66% maior do
que a quantidade de pessoas abordadas na mesma situação
em 2016, quando foram contabilizados 63,2 mil indivíduos, e
88% acima da de 2015.
O número de indivíduos abordados não representa a
quantidade de pessoas que vive de fato nas ruas. Entre os
abordados há, por exemplo, moradores da periferia que passam dias e noites vivendo nas calçadas da região central em
busca de doações, mas em parte do mês retornam a suas
casas, pessoas que estão de passagem pela cidade, entre
outras situações.
O cálculo oficial de moradores de rua na capital paulista
está defasado, uma vez que é feito a cada quatro anos pela
prefeitura por meio da contratação de um censo específico.
O levantamento mais recente é de 2015, quando foram contabilizados cerca de 15 mil moradores de rua. Naquele ano,
foram abordados 56,1 mil indivíduos.
Com a crise econômica que já dura cinco anos, mudou
também a motivação principal que leva as pessoas à rua.
Os conflitos familiares, que, em 2018, apareciam em primeiro
lugar como motivo mais frequente para permanecer nas ruas,
foram ultrapassados pelo desemprego, que figura como a explicação mais comum dada pelas pessoas abordadas.
A consolidação de São Paulo como destino de imigrantes em busca de melhores condições representa outra camada no cenário social devastador da cidade. Ao longo do
ano passado, mais de 260 estrangeiros foram abordados
como moradores de rua. Migrantes também engordam as estatísticas. Entre os abordados pelos assistentes sociais que
informaram origem, metade veio de fora da capital, apesar
de o estado ser citado pela maioria como local de origem.
Os outros estados mais citados são Bahia, Minas Gerais,
Pernambuco e Paraná.
(Mariana Zylberkan. “Em dois anos, SP vê salto de 66% de pessoas
abordadas vivendo nas ruas”. www1.folha.uol.com.br, 22.06.2019. Adaptado)
“Entre os abordados há, por exemplo, moradores da periferia que passam dias e noites vivendo nas calçadas da região central em busca de doações, mas em parte do mês retornam a suas casas, pessoas que estão de passagem pela cidade, entre outras situações.” (2º parágrafo)
Nessa passagem, o seguinte vocábulo expressa sentido de direção:
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Ao longo de todo o ano passado, assistentes sociais municipais abordaram cerca de 105,3 mil pessoas nas calçadas da cidade de São Paulo. Esse número é 66% maior do
que a quantidade de pessoas abordadas na mesma situação
em 2016, quando foram contabilizados 63,2 mil indivíduos, e
88% acima da de 2015.
O número de indivíduos abordados não representa a
quantidade de pessoas que vive de fato nas ruas. Entre os
abordados há, por exemplo, moradores da periferia que passam dias e noites vivendo nas calçadas da região central em
busca de doações, mas em parte do mês retornam a suas
casas, pessoas que estão de passagem pela cidade, entre
outras situações.
O cálculo oficial de moradores de rua na capital paulista
está defasado, uma vez que é feito a cada quatro anos pela
prefeitura por meio da contratação de um censo específico.
O levantamento mais recente é de 2015, quando foram contabilizados cerca de 15 mil moradores de rua. Naquele ano,
foram abordados 56,1 mil indivíduos.
Com a crise econômica que já dura cinco anos, mudou
também a motivação principal que leva as pessoas à rua.
Os conflitos familiares, que, em 2018, apareciam em primeiro
lugar como motivo mais frequente para permanecer nas ruas,
foram ultrapassados pelo desemprego, que figura como a explicação mais comum dada pelas pessoas abordadas.
A consolidação de São Paulo como destino de imigrantes em busca de melhores condições representa outra camada no cenário social devastador da cidade. Ao longo do
ano passado, mais de 260 estrangeiros foram abordados
como moradores de rua. Migrantes também engordam as estatísticas. Entre os abordados pelos assistentes sociais que
informaram origem, metade veio de fora da capital, apesar
de o estado ser citado pela maioria como local de origem.
Os outros estados mais citados são Bahia, Minas Gerais,
Pernambuco e Paraná.
(Mariana Zylberkan. “Em dois anos, SP vê salto de 66% de pessoas
abordadas vivendo nas ruas”. www1.folha.uol.com.br, 22.06.2019. Adaptado)
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Leia o texto para responder à questão.
Um dia vou contar numa crônica a lenta agonia do meu
gato amazonense quando tive de me separar dele para viver
em São Paulo. Agora a história é outra: um cachorro…
Um cão de raça, com pedigree, como se diz. Forte, belo,
musculoso, de pelagem castanha, focinho altivo e dentes
perfeitos. Um príncipe de quatro patas.
Uma corrente de aço amarrava-o a um poste, enquanto o
dono, que comprava brioches numa das boas padarias afrancesadas de São Paulo, andava livremente.
Gania como um louco. Às vezes parecia chorar de dor,
saudade, solidão ou desamparo. Dava dó. E o dono demorava. Então os transeuntes se apresentaram. Paravam perto
do poste, admiravam a beleza do animal e se condoíam com
o sofrimento alheio. Alguém se revoltou com tamanha insensibilidade do dono. Uma mulher se agachou, murmurou palavras ternas ao pobre bicho, acariciou-o com dedos cheios de
anéis. Esse gesto comoveu o mundo.
Enfim, ele apareceu à porta da padaria. É natural que o
cão tenha sido o primeiro a farejar a presença de seu dono;
os transeuntes abriram-lhe passagem, e o reencontro foi um
alvoroço, uma festa diurna. “Ele é mimado”, disse o dono,
como se falasse de um filho.
O pelourinho foi banido, e o poste readquiriu sua função de poste. Solto e livre como um verdadeiro cidadão, o
cachorro saltou de alegria, enchendo a manhã de esperança; depois, ele e outros bichos foram o centro da conversa.
É uma dádiva que, num domingo ensolarado, o assunto não
seja política.
A calçada ficou quase deserta. Um homem a poucos metros do poste permaneceu na mesma posição. É um negro
desempregado. Nesse domingo de Ramos ele é também um
mendigo. O animal roubou-lhe a atenção, mas o homem ainda mantinha seus gestos. Sentado e com a mão espalmada,
o homem pede uma moeda ou restos de comida.
Outro dia, bem cedo, passei pela calçada da padaria e lá
estava o homem. Uma roda de curiosos o observava. Sentado no mesmo lugar, mãos e braços caídos. Morto. Desde
quando? Continuei meu passeio fútil. E perguntei a mim mesmo, com curiosidade, por onde andaria aquele belo cachorro.
(Milton Hatoum. “Domingo sem cachorro”.
http://terramagazine.terra.com.br, 17.04.2006. Adaptado)
Quanto à ocorrência do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir:
A população assiste, indiferente, _____ pessoas que vivem ______ margem da sociedade, alegando que cabe _____ prefeituras fazer algo ______ respeito.
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701858
Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
Correndo paralela à historiografia oficial produzida no
século XIX e começo do XX, que deu visibilidade apenas aos homens como personagens principais das lutas
pela independência, encontra-se outra literatura – obras
de uma série de autores menos valorizados que escreveram biografias sobre as heroínas desse movimento.
Existe um repertório composto por livros sobre “mulheres
célebres”, “mulheres patrióticas”, “mulheres ilustres”, que
devia servir como lição de moral para as jovens e que,
muitas vezes, era leitura obrigatória nas escolas.
(Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX. Tramas, telas e textos)
O excerto acima está relacionado ao contexto
(Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX. Tramas, telas e textos)
O excerto acima está relacionado ao contexto
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701851
Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
Para além de certa vertigem populista, a História Cultural procura hoje revisitar o lado mais fraco da produção
da cultura: o da recepção anônima da cultura ordinária
da criatividade (ou passividade) das pessoas comuns. O
que temos então é o deslocamento do foco da análise
cultural do campo da produção para o campo da recepção, do consumo ou dos chamados usos sociais da imagem. O foco analítico se desloca para acompanhar como
as inovações tecnológicas da mídia (rádio, televisão,
videocassete, multimídia, etc) se inserem no cotidiano
improvisado dos grupos sociais, como se dá a relação
dos receptores com essas formas culturais eletrônicas ou
como interagem “textos” e “leitores”.
[Elias Thomé Saliba. Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo das imagens. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]
A respeito da discussão feita pelo autor, sugere-se, entre outros pontos, que
[Elias Thomé Saliba. Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo das imagens. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]
A respeito da discussão feita pelo autor, sugere-se, entre outros pontos, que
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701838
Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
O surrealismo, embora igualmente dedicado à rejeição
da arte como era até então conhecida, igualmente dado
a escândalos públicos e (como veremos) ainda mais
atraído pela revolução social era mais que um protesto negativo: como seria de esperar de um movimento
centrado principalmente na França, um país onde toda
moda exige uma teoria. Na verdade, podemos dizer
que, enquanto o dadaísmo naufragava no início da década de 1920 com a era de guerra e revolução que lhe
dera origem, o surrealismo saía dela com o que se tem
chamado de “uma súplica pela ressureição da imaginação, baseada no inconsciente revelado pela psicanálise,
os símbolos e sonhos”.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos)
O excerto traz referências ao contexto
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos)
O excerto traz referências ao contexto
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701837
Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
Sua obra escrita com propósito de divulgação e exaltação das riquezas do Brasil será a consolidadora definitiva
da imagem do senhor de engenho e do complexo microcosmo social que ele encabeçava.
O início da descrição do que representava econômica, social e politicamente o senhor de engenho é um texto de prosa clássica com sabor da épica camoniana dos Lusíadas, com suas armas e barões assinalados e já definido magistralmente o conteúdo de toda Primeira Parte dedicada ao açúcar.
O senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado por muitos.
[Laima Mesgravis, A sociedade brasileira e a historiografia colonial. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva]
O excerto traz elementos da obra de
O início da descrição do que representava econômica, social e politicamente o senhor de engenho é um texto de prosa clássica com sabor da épica camoniana dos Lusíadas, com suas armas e barões assinalados e já definido magistralmente o conteúdo de toda Primeira Parte dedicada ao açúcar.
O senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado por muitos.
[Laima Mesgravis, A sociedade brasileira e a historiografia colonial. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva]
O excerto traz elementos da obra de
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701827
Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Cerquilho-SP
Entre os procedimentos, é importante que aprendam a
coletar informações em bibliografias e fontes documentais
diversas; selecionar eventos e sujeitos históricos e estabelecer relações entre eles no tempo; observar e perceber
transformações, permanências, semelhanças e diferenças;
identificar ritmos e durações temporais; reconhecer autorias
nas obras e distinguir diferentes versões históricas; diferenciar conceitos históricos e suas relações com contextos; e
elaborar trabalhos individuais e coletivos (textos, murais,
desenhos, quadros cronológicos e maquetes) que organizem estudos, pesquisas e reflexões.
(Brasil. Secretaria de ensino fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol. História. Brasília: MEC/SEF)
De acordo com os PCNs, é correto afirmar que
(Brasil. Secretaria de ensino fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol. História. Brasília: MEC/SEF)
De acordo com os PCNs, é correto afirmar que
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