O ensino híbrido, em suas múltiplas modalidades,
propõe a articulação entre atividades presenciais e
virtuais, rompendo com a lógica transmissiva tradicional
e ampliando a autonomia discente. Moran (2015)
destaca que esse modelo exige do professor papel
mediador, com ênfase em curadoria de conteúdos,
acompanhamento de trajetórias e estímulo à
autorregulação dos estudantes.
Libâneo (1994) afirma que o planejamento é ato político,
pois envolve opções pedagógicas, ideológicas e
metodológicas que definem os rumos do processo
educativo. Ao elaborar planos de aula, o educador não
apenas organiza conteúdos, mas também assume
compromisso ético com a formação cidadã, o que se
articula à LDB e à BNCC no contexto brasileiro.
Rousseau, em Emílio ou da Educação (1762), rompe
com a ideia de ensino como mera transmissão, ao
afirmar que a educação deve respeitar a natureza da
criança, garantindo-lhe autonomia e liberdade
progressiva. Essa concepção naturalista contrasta com
visões rígidas e conteudistas que marcaram práticas
escolares posteriores, bem como antecipa princípios
defendidos por pedagogias modernas centradas no
aluno.
Qual alternativa reflete mais adequadamente essa
ruptura rousseauniana?
O comportamentalismo, consolidado a partir de
Skinner, entende a aprendizagem como modificação
observável do comportamento por meio de estímulos e
reforços. Já Ausubel, em sua teoria da aprendizagem
significativa, desloca a ênfase para a estrutura cognitiva
prévia do estudante, defendendo que novos conteúdos
adquirem sentido quando ancorados em conceitos já
internalizados. Esse embate epistemológico evidencia a disputa entre modelos mecanicistas e construtivos da
aprendizagem.
Ao refletir sobre a obra Didactica Magna de Comenius
(1657), observa-se que o autor inaugura uma
concepção sistemática do ensino, ao propor a escola
como espaço universal de transmissão ordenada do
conhecimento. Essa visão, de caráter enciclopédico,
contrastava com práticas espontâneas ou meramente
orais, ao defender a instrução como processo acessível
a todos, com gradação lógica e progressiva. No entanto,
a modernidade trouxe à tona tensões entre
universalidade e singularidade, sobretudo quando se
considera a diversidade cultural e a emergência de
abordagens críticas, como as defendidas por Paulo
Freire no século XX.
Assinale a alternativa que apresenta a interpretação
mais adequada desse contraste histórico.
A inovação social no Serviço Social é
concebida como processo crítico que integra
criatividade, participação e territorialidade,
articulando-se ao projeto ético-político da profissão. Qual proposição reflete mais rigorosamente essa
concepção?
A Resolução CNS 510/2016 específica
parâmetros para Ciências Humanas e Sociais,
exigindo TCLE como regra, análise por CEP/CONEP,
proteção de grupos vulneráveis, salvaguardas
proporcionais ao risco e retorno social dos
resultados; prevê exceções justificadas, sem afastar
princípios. Qual proposição está correta?
O vínculo entre trabalho e questão social
permanece central na análise crítica da profissão,
sobretudo diante da precarização, da informalidade e da flexibilização contemporâneas. Qual
proposição expressa mais adequadamente esse
entendimento?
A doutrina (Saraiva; Volpi) destaca que o
ECA afirma proteção integral e prioridade absoluta,
requer escuta qualificada, medidas protetivas
proporcionais, responsabilização estatal e atuação
em rede intersetorial. À luz do paradigma jurídicopolítico, qual proposição está correta?
A literatura (Amarante; Yasui) e a Lei
10.216/2001 sustentam a desinstitucionalização e o
cuidado em liberdade, territorial, intersetorial e
centrado no Projeto Terapêutico Singular. A RAPS integra CAPS, Atenção Básica, leitos em hospital
geral e reabilitação psicossocial, com participação
familiar e comunitária. Qual alternativa está correta?