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2639711 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT

Texto II

Onde se encontra a força de um texto?

“De onde vem a força de um texto? Da autoridade de quem faz uso da palavra? Ou será que quem tem força é a própria palavra?”. Eis aqui a reprodução mais literal possível – tanto quanto me permite minha memória – da pergunta que me chamou a atenção, certa vez, em uma aula de língua portuguesa no ensino médio. A pergunta se dirigia a uma aluna que havia feito uma exposição oral sobre tema constante do programa e era formulada em um tom benevolente pelo professor – algo do tipo “sei que esta é uma pergunta difícil, mas não me importarei se você não tiver no momento uma resposta definitiva e preferir continuar pensando nela...”. Contrariamente à expectativa do professor, a aluna optou por responder imediatamente, escolhendo uma das duas opções que lhe eram oferecidas. Talvez houvesse pressentido que, fosse qual fosse sua resposta, esta seria aceita por seu arguidor.

Na verdade, a pergunta soava bastante infantil. “ Quem tem a força ? ” é algo que me faz imediatamente pensar em um personagem de desenho animado da televisão dos anos 1980 que, na hora de deixar sua identidade mundana e transformar-se em super-herói, dizia, empunhando sua espada mágica, em tom destemido: “Eu tenho a força!”. Sim, é ele mesmo: He-Man! Que as novas gerações me perdoem o anacronismo do exemplo, mas, se o mantenho, é porque hoje, em tempos de YouTube, nada está definitivamente fora do alcance dos (mais) jovens! De fato, um rápido passeio pela internet permitirá que se conheçam os efeitos prodigiosos dessa força que se manifesta com o protagonista da série, o príncipe Adam, capaz, dentre outras coisas, de executar todo tipo de acrobacias, destruindo um diamante com apenas uma das mãos ou transformando o tímido Pacato – felino de sua propriedade – no terrível Gato Guerreiro.

Se não me falha a memória, a aluna disse que a força estava na palavra. Bem, tanto faz a resposta dada: quer tenha escolhido uma ou outra opção, na realidade nada ainda terá sido dito que esclareça esse tipo de mistério. Ou, pelo menos, nada de verdadeiramente importante, posto que ambas as respostas são extremamente simplistas e, por isso, inadequadas. Porque a força não pertence nem ao sujeito, nem à palavra. Porque a força não é propriedade de nada, nem de ninguém...

A escolha feita pela aluna na ocasião talvez tenha sido motivada pela ilusão de que a “resposta certa” estaria numa das opções apresentadas, e somente numa delas. Nesse caso, considerando que só mesmo um super-herói como He-Man poderia ter incondicionalmente a força – nós, simples mortais, não seríamos capazes de tanto! –, não lhe restava outra saída senão localizar a força na própria palavra.

A hipótese que faço tenta justificar a resposta dada, mas que ela não convence, isso certamente não! Talvez mais sensato fosse lembrar que a palavra, em situações como as vivenciadas no texto do He-Man, anuncia uma transformação no mundo que certamente não decorre de quaisquer “poderes inerentes” ao enunciado proferido, ou de pretensas “qualidades excepcionais” daquele que o emite, mas da simultaneidade de uma série de fatores: somente aquele personagem, em situações reais de perigo, empunhando aquela exata espada mágica, poderia produzir um novo mundo no qual ele seria o herói capaz de interromper a tempo as ardilosas investidas de um inimigo, etc. Fosse qualquer outro personagem fazer o mesmo e talvez nada acontecesse; ou então, caso o personagem tivesse vontade de proferir o refrão “Eu tenho a força!” na ausência de um perigo iminente, seguramente nada aconteceria. Qualquer criança conhecedora dos mistérios do Castelo de Grayskull – objeto dos cuidados de nosso herói – saberia disso. Saberia que o poder não pertence ao He-Man, uma vez que o próprio He-Man já é um dos efeitos do que se costuma chamar de dimensão performativa da palavra: falo e, por força do que digo, estando reunidas determinadas condições, algo se modifica no mundo à minha volta. E eis que, desse modo, Adam se transforma em He-Man!

Isso que estou chamando de dimensão performativa da palavra pode parecer complicado, mas, na realidade, é até bastante simples: trata-se de ações que se realizam pelo simples fato de serem formuladas verbalmente. Um exemplo: como é que você se desculpa com alguém por alguma falha cometida? Simplesmente dizendo “Me desculpe”. Eis aí um performativo: ao enunciar a ação, você já a está praticando. Ou, se preferir, ao dizer “me desculpe”, você já está se desculpando. É exatamente o mesmo caso das sentenças proferidas pelos juízes, quando dizem “Eu o declaro inocente” ou “Eu o declaro culpado”. Esses enunciados produzem uma verdadeira revolução no mundo daquele que se transformará, dependendo do veredito, em homem livre ou em prisioneiro sentenciado à reclusão.

Décio Rocha (Disponível em: revista.vestibular.uerj.br Acesso em 31/10/2019)

A discussão conceitual presente no primeiro parágrafo se baseia em:

 

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2639710 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT

Texto II

Onde se encontra a força de um texto?

“De onde vem a força de um texto? Da autoridade de quem faz uso da palavra? Ou será que quem tem força é a própria palavra?”. Eis aqui a reprodução mais literal possível – tanto quanto me permite minha memória – da pergunta que me chamou a atenção, certa vez, em uma aula de língua portuguesa no ensino médio. A pergunta se dirigia a uma aluna que havia feito uma exposição oral sobre tema constante do programa e era formulada em um tom benevolente pelo professor – algo do tipo “sei que esta é uma pergunta difícil, mas não me importarei se você não tiver no momento uma resposta definitiva e preferir continuar pensando nela...”. Contrariamente à expectativa do professor, a aluna optou por responder imediatamente, escolhendo uma das duas opções que lhe eram oferecidas. Talvez houvesse pressentido que, fosse qual fosse sua resposta, esta seria aceita por seu arguidor.

Na verdade, a pergunta soava bastante infantil. “ Quem tem a força ? ” é algo que me faz imediatamente pensar em um personagem de desenho animado da televisão dos anos 1980 que, na hora de deixar sua identidade mundana e transformar-se em super-herói, dizia, empunhando sua espada mágica, em tom destemido: “Eu tenho a força!”. Sim, é ele mesmo: He-Man! Que as novas gerações me perdoem o anacronismo do exemplo, mas, se o mantenho, é porque hoje, em tempos de YouTube, nada está definitivamente fora do alcance dos (mais) jovens! De fato, um rápido passeio pela internet permitirá que se conheçam os efeitos prodigiosos dessa força que se manifesta com o protagonista da série, o príncipe Adam, capaz, dentre outras coisas, de executar todo tipo de acrobacias, destruindo um diamante com apenas uma das mãos ou transformando o tímido Pacato – felino de sua propriedade – no terrível Gato Guerreiro.

Se não me falha a memória, a aluna disse que a força estava na palavra. Bem, tanto faz a resposta dada: quer tenha escolhido uma ou outra opção, na realidade nada ainda terá sido dito que esclareça esse tipo de mistério. Ou, pelo menos, nada de verdadeiramente importante, posto que ambas as respostas são extremamente simplistas e, por isso, inadequadas. Porque a força não pertence nem ao sujeito, nem à palavra. Porque a força não é propriedade de nada, nem de ninguém...

A escolha feita pela aluna na ocasião talvez tenha sido motivada pela ilusão de que a “resposta certa” estaria numa das opções apresentadas, e somente numa delas. Nesse caso, considerando que só mesmo um super-herói como He-Man poderia ter incondicionalmente a força – nós, simples mortais, não seríamos capazes de tanto! –, não lhe restava outra saída senão localizar a força na própria palavra.

A hipótese que faço tenta justificar a resposta dada, mas que ela não convence, isso certamente não! Talvez mais sensato fosse lembrar que a palavra, em situações como as vivenciadas no texto do He-Man, anuncia uma transformação no mundo que certamente não decorre de quaisquer “poderes inerentes” ao enunciado proferido, ou de pretensas “qualidades excepcionais” daquele que o emite, mas da simultaneidade de uma série de fatores: somente aquele personagem, em situações reais de perigo, empunhando aquela exata espada mágica, poderia produzir um novo mundo no qual ele seria o herói capaz de interromper a tempo as ardilosas investidas de um inimigo, etc. Fosse qualquer outro personagem fazer o mesmo e talvez nada acontecesse; ou então, caso o personagem tivesse vontade de proferir o refrão “Eu tenho a força!” na ausência de um perigo iminente, seguramente nada aconteceria. Qualquer criança conhecedora dos mistérios do Castelo de Grayskull – objeto dos cuidados de nosso herói – saberia disso. Saberia que o poder não pertence ao He-Man, uma vez que o próprio He-Man já é um dos efeitos do que se costuma chamar de dimensão performativa da palavra: falo e, por força do que digo, estando reunidas determinadas condições, algo se modifica no mundo à minha volta. E eis que, desse modo, Adam se transforma em He-Man!

Isso que estou chamando de dimensão performativa da palavra pode parecer complicado, mas, na realidade, é até bastante simples: trata-se de ações que se realizam pelo simples fato de serem formuladas verbalmente. Um exemplo: como é que você se desculpa com alguém por alguma falha cometida? Simplesmente dizendo “Me desculpe”. Eis aí um performativo: ao enunciar a ação, você já a está praticando. Ou, se preferir, ao dizer “me desculpe”, você já está se desculpando. É exatamente o mesmo caso das sentenças proferidas pelos juízes, quando dizem “Eu o declaro inocente” ou “Eu o declaro culpado”. Esses enunciados produzem uma verdadeira revolução no mundo daquele que se transformará, dependendo do veredito, em homem livre ou em prisioneiro sentenciado à reclusão.

Décio Rocha (Disponível em: revista.vestibular.uerj.br Acesso em 31/10/2019)

A pergunta formulada no título ressalta, na discussão, a capacidade da linguagem de:

 

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2639709 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT
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O fragmento de texto a seguir faz uma breve análise acerca da crise da República Oligárquica no Brasil.

“ O fato de Washington Luís (1869-1957), presidente da República de 1926 a 1930, não abrir mão de um candidato paulista para a sua sucessão, ajudou a organizar a oposição à oligarquia cafeicultora paulista. Como era a vez de um presidente mineiro no rodízio, a insistência de Washington Luís no nome do paulista Júlio Prestes (1882-1946), levou ao lançamento de um candidato de oposição. O rompimento de Minas Gerais com São Paulo foi decisivo para os acontecimentos políticos que se seguiram (...).”

VIANNA, Marly de Almeida Gomes. IN. Revista de História da Biblioteca Nacional. 26/10/2010.

O fato histórico descrito acima, conhecido como o fim da Política do Café com Leite, prática política que chegou a predominar durante boa parte da Primeira República no Brasil (1889 - 1930), promoveu vários impactos na vida política, econômica e social brasileira.

Um desses impactos vem a ser:

 

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2639708 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT
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Texto I:

“Coketown era uma cidade de tijolos vermelhos, ou melhor, de tijolos que seriam vermelhos se a fumaça e as cinzas permitissem, cidade de máquinas e de altas chaminés. Apresentava muitas ruas largas, todas iguais, e muitas ruazinhas ainda mais iguais, cheias de pessoas também muito iguais, pois todas saíam e entravam nas mesmas horas, andando com passo igual na mesma calçada, para fazer o mesmo trabalho, e para elas cada dia era parecido com o da véspera e com o dia seguinte.”

CHARLES DICKENS. In: ENDERS, Armelle e outros. História em curso. RJ: FGV, 2008.

Texto II:

“A possibilidade de ocorrência de poluição acidental por eventos não previstos, como derramamentos, vazamentos e emanações não controladas, assim como a contaminação ambiental por lançamentos industriais de gazes, material particulado, efluentes líquidos e resíduos sólidos, é particularmente crítica nas áreas que combinam indústria e baixa prevenção.”

JURAS, I. da A.G.M. Os impactos da indústria no meio ambiente. Brasília: Consultoria Legislativa, 2015, p. 51.

Os dois fragmentos de texto descrevem duas realidades, separadas por séculos, dos possíveis impactos gerados pelas Revoluções Industriais: o primeiro texto descreve uma das mais importantes cidades industriais inglesas impactada pela industrialização, o segundo texto trata dos riscos cada vez maiores dos acidentes ambientais.

A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra na segunda metade do século XVIII, apresentou ao mundo uma nova forma de fabricar produtos, levando as unidades fabris a demandarem cada vez mais recursos naturais para produzir bens de consumo.

É fato também que o planeta Terra está passando por mudanças ambientais importantes.

Pode-se afirmar corretamente acerca dos impactos econômicos, sociais e ambientais promovidos pela Revolução Industrial inglesa que o:

 

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2639707 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT
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“As distinções entre o distrito do Mato Grosso e o do Cuiabá, bem como entre suas respectivas vilas e termos, Vila Bela e Vila Real do Cuiabá, passaram a ser contempladas e algumas das pesquisas recentes romperam com certa ideia de homogeneidade ambiental, econômica e política com generalizações que servissem para toda a capitania. As comunicações estabelecidas por cada distrito, por exemplo, têm sido consideradas, já que são importantes para a compreensão da experiência histórica da região.”

JESUS. Nauk Maria de. Revista Territórios & Fronteiras, Cuiabá, vol. 5, n. 2, jul.-dez., 2012.

A diversidade e a riqueza da história do Mato Grosso, como avalia a autora do fragmento de texto, permite afirmar corretamente que:

 

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2639706 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT
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“O Egito faraônico não somente representa o primeiro reino unificado historicamente conhecido, como também a mais longa experiência humana documentada de continuidade política e cultural. Mesmo não incluindo o período greco-romano - embora os monarcas helenísticos e os imperadores de Roma tenham figurado como 'faraós' em monumentos egípcios -, a história do Antigo Egito se estende por uns dois mil e setecentos anos, de aproximadamente 3000 a.C. até 332 a.C. (...)Tal história conheceu, é verdade, frases de descentralização, anarquia e domínio estrangeiro mas, durante estes longos séculos, o Egito constituiu uma mesma entidade política reconhecível.”

CARDOSO, Ciro Flamarion Santana. O Egito Antigo. Brasiliense, 6ª edição. SP. 1987. p.7

O fragmento de texto descreve, de forma resumida, sobre a longevidade histórica da civilização egípcia. Em relação às características do Egito Antigo é correto afirmar:

 

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2639705 Ano: 2019
Disciplina: Geografia
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT
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Para um professor de Geografia, é fundamental analisar os fenômenos e os fatos através da espacialidade, entendida pelo geógrafo Roberto Lobato Corrêa (2019, p. 289) “como o olhar do geógrafo, o modo pelo qual a ação humana sobre a superfície terrestre é descoberta, analisada e interpretada”. Para este autor, a espacialidade é constituída por três temas, a saber:

 

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2639704 Ano: 2019
Disciplina: Geografia
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT
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“O estudo das religiões e suas espacialidades pode colaborar na construção de um currículo de Geografia que rompa com a padronização típica presente na organização escolar (MORAIS, 2014).” A relevância do tema, para o ensino da Geografia, pode ser justificada pela importância de:

 

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2639703 Ano: 2019
Disciplina: Geografia
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT
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“Se os professores podem ser vistos trabalhando em paisagens de conhecimento profissional, então eles precisam de uma bússola profissional para navegar nessas paisagens. Os valores dos professores, particularmente aqueles que portam uma identidade disciplinar docente, são uma parte fundamental dessa bússola profissional. (...) Mas a bússola profissional é apenas uma metáfora de como e por que os professores se comportam da maneira que fazem, embora eu argumente que é uma ideia útil para entender o profissionalismo docente e as políticas que os envolvem”

(BROOKS, C. Uma bússola profissional. In: ROCHA, A. A; MONTEIRO, A. M.; STRAFORINI, R. Conversas na escada: currículo, docência e disciplina escolar. Rio de Janeiro: Consequência, 2019, p. 76).

Segundo a autora, a bússola profissional pode, portanto, permitir ao professor de Geografia:

 

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2639702 Ano: 2019
Disciplina: Geografia
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Cuiabá-MT
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“Imigrantes têm dificuldades para arrumar emprego em Cuiabá

De acordo com a Pastoral do Migrante, a capital recebe pessoas de vários países e diferentes nacionalidades, como haitianos, argentinos, cubanos e venezuelanos.”

(Adaptado. Disponível em: https://g1.globo.com/mt/matogrosso/ noticia/2019/08/23/imigrantes-tem-dificuldades-para-arrumar- emprego-em-cuiaba.ghtml. Acesso em 27/10/2019)

Dentre os fatores responsáveis pelo aumento do fluxo migratório de latino-americanos para o Brasil, pode-se destacar a:

 

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