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Seja uma determinada aplicação financeira que segue as diretrizes estabelecidas por uma instituição bancária: todas as taxas são mensais, com sistema de juros compostos. Estudando opções de investimento, uma jovem verificou que a taxa mensal nessa instituição era de 1%. Entretanto, precisaria da taxa trimestral para comparar com outras instituições. Assim, a jovem fez a equivalência, chegando à conclusão de que a taxa trimestral seria de:
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Visíveis para si mesmo
- Se você fosse um super-herói, qual o poder que
- gostaria de ter? Pergunta clássica, resposta clássica:
- 99% das pessoas gostariam de ficar invisíveis. É o
- desejo também do senhor Y, o enigmático personagem
- de O homem visível, de Chuck Klosterman, livro que
- mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa
- trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz
- refletir. Y trabalhou num projeto ________________ do
- governo americano e acabou desenvolvendo uma
- tecnologia de camuflagem — ele criou uma espécie de
- segunda pele que o torna invisível. Com que propósito?
- Entrar na casa de pessoas que morem sozinhas e,
- sem ser percebido, vê-las em sua rotina comum. O
- obcecado Y acredita que uma pessoa é 100%
- autêntica apenas quando ninguém a está observando.
- Ah, super Y. Além de invisível, você lê
- pensamentos? Acredito no mesmo que você. Sozinha
- não finjo, não disfarço, não retruco, não provoco, não
- julgo, não condeno, não sumo, não volto. Sozinha não
- ___ céu que me rejeite — assim encerra um poema que
- escrevi certa vez sobre o benefício da solidão. Não que
- sejamos todos uns falsos ao sair pela porta de casa,
- mas é indiscutível que, assim que entra um vizinho no
- elevador, você automaticamente aciona um dispositivo
- que produz um sorriso e um comentário sobre o clima,
- quando na verdade está morta de sono e preferiria
- continuar calada. Uma atuação inofensiva e gentil, mas,
- ainda assim, uma atuação. É preciso contracenar.
- No entanto, em suas visitas secretas a homens e
- mulheres que se acreditavam em total privacidade
- dentro de seus apartamentos, Y repara que elas não
- se sentem tão relaxadas como deveriam. Ele se dá
- conta de que as pessoas não consideram o tempo que
- passam sozinhas como parte de suas vidas. Diz o
- personagem: “Sempre me senti mais vivo quando
- estava sozinho, porque esses eram os únicos
- momentos que não sentia medo de ter minhas ações
- examinadas e interpretadas. O que acabei
- descobrindo é que as pessoas precisam que suas
- ações sejam examinadas e interpretadas, para
- acreditar que o que fazem tem importância”.
- É preocupante. Hoje, as pessoas só confirmam
- sua existência quando estão em público. No entanto,
- creio que é justamente quando estamos misturados
- aos demais que nos tornamos invisíveis. Acabamos
- infiltrados na manada e compartilhamos opiniões
- originadas do senso comum, tudo pela ansiedade de
- fazer parte de alguma coisa. Já ao nos concedermos
- momentos de isolamento, entramos em real conexão
- com nossos desejos, processamos as experiências
- vividas e esculpimos silenciosamente o homem e a
- mulher que estamos nos tornando. Ficar sozinho não
- é estar abandonado, ao contrário: é encontro dos mais
- sagrados. Invisível para os outros, extremamente
- visível para si mesmo.
- É divertido ser invisível e todos nós temos esse
- poder, basta estar numa festa para 800 convidados,
- por exemplo. A visibilidade é que é rara: olhar
- profundamente para dentro e enxergar o que ninguém
- mais consegue ver.
Autora: Martha Medeiros.
Considere o trecho abaixo e analise as assertivas que seguem.
ele criou uma espécie de segunda pele que o torna invisível (l.10-11).
I. O sublinhado em invisível é o prefixo.
II. ele e o são classificados como pronomes.
III. criou consiste em um verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo.
Está(ão) CORRETA(S):
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Visíveis para si mesmo
- Se você fosse um super-herói, qual o poder que
- gostaria de ter? Pergunta clássica, resposta clássica:
- 99% das pessoas gostariam de ficar invisíveis. É o
- desejo também do senhor Y, o enigmático personagem
- de O homem visível, de Chuck Klosterman, livro que
- mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa
- trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz
- refletir. Y trabalhou num projeto ________________ do
- governo americano e acabou desenvolvendo uma
- tecnologia de camuflagem — ele criou uma espécie de
- segunda pele que o torna invisível. Com que propósito?
- Entrar na casa de pessoas que morem sozinhas e,
- sem ser percebido, vê-las em sua rotina comum. O
- obcecado Y acredita que uma pessoa é 100%
- autêntica apenas quando ninguém a está observando.
- Ah, super Y. Além de invisível, você lê
- pensamentos? Acredito no mesmo que você. Sozinha
- não finjo, não disfarço, não retruco, não provoco, não
- julgo, não condeno, não sumo, não volto. Sozinha não
- ___ céu que me rejeite — assim encerra um poema que
- escrevi certa vez sobre o benefício da solidão. Não que
- sejamos todos uns falsos ao sair pela porta de casa,
- mas é indiscutível que, assim que entra um vizinho no
- elevador, você automaticamente aciona um dispositivo
- que produz um sorriso e um comentário sobre o clima,
- quando na verdade está morta de sono e preferiria
- continuar calada. Uma atuação inofensiva e gentil, mas,
- ainda assim, uma atuação. É preciso contracenar.
- No entanto, em suas visitas secretas a homens e
- mulheres que se acreditavam em total privacidade
- dentro de seus apartamentos, Y repara que elas não
- se sentem tão relaxadas como deveriam. Ele se dá
- conta de que as pessoas não consideram o tempo que
- passam sozinhas como parte de suas vidas. Diz o
- personagem: “Sempre me senti mais vivo quando
- estava sozinho, porque esses eram os únicos
- momentos que não sentia medo de ter minhas ações
- examinadas e interpretadas. O que acabei
- descobrindo é que as pessoas precisam que suas
- ações sejam examinadas e interpretadas, para
- acreditar que o que fazem tem importância”.
- É preocupante. Hoje, as pessoas só confirmam
- sua existência quando estão em público. No entanto,
- creio que é justamente quando estamos misturados
- aos demais que nos tornamos invisíveis. Acabamos
- infiltrados na manada e compartilhamos opiniões
- originadas do senso comum, tudo pela ansiedade de
- fazer parte de alguma coisa. Já ao nos concedermos
- momentos de isolamento, entramos em real conexão
- com nossos desejos, processamos as experiências
- vividas e esculpimos silenciosamente o homem e a
- mulher que estamos nos tornando. Ficar sozinho não
- é estar abandonado, ao contrário: é encontro dos mais
- sagrados. Invisível para os outros, extremamente
- visível para si mesmo.
- É divertido ser invisível e todos nós temos esse
- poder, basta estar numa festa para 800 convidados,
- por exemplo. A visibilidade é que é rara: olhar
- profundamente para dentro e enxergar o que ninguém
- mais consegue ver.
Autora: Martha Medeiros.
Em qual das seguintes frases tem-se a ocorrência de sujeito oculto/desinencial?
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- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoSujeito
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicado
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Direto
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Indireto
Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Visíveis para si mesmo
- Se você fosse um super-herói, qual o poder que
- gostaria de ter? Pergunta clássica, resposta clássica:
- 99% das pessoas gostariam de ficar invisíveis. É o
- desejo também do senhor Y, o enigmático personagem
- de O homem visível, de Chuck Klosterman, livro que
- mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa
- trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz
- refletir. Y trabalhou num projeto ________________ do
- governo americano e acabou desenvolvendo uma
- tecnologia de camuflagem — ele criou uma espécie de
- segunda pele que o torna invisível. Com que propósito?
- Entrar na casa de pessoas que morem sozinhas e,
- sem ser percebido, vê-las em sua rotina comum. O
- obcecado Y acredita que uma pessoa é 100%
- autêntica apenas quando ninguém a está observando.
- Ah, super Y. Além de invisível, você lê
- pensamentos? Acredito no mesmo que você. Sozinha
- não finjo, não disfarço, não retruco, não provoco, não
- julgo, não condeno, não sumo, não volto. Sozinha não
- ___ céu que me rejeite — assim encerra um poema que
- escrevi certa vez sobre o benefício da solidão. Não que
- sejamos todos uns falsos ao sair pela porta de casa,
- mas é indiscutível que, assim que entra um vizinho no
- elevador, você automaticamente aciona um dispositivo
- que produz um sorriso e um comentário sobre o clima,
- quando na verdade está morta de sono e preferiria
- continuar calada. Uma atuação inofensiva e gentil, mas,
- ainda assim, uma atuação. É preciso contracenar.
- No entanto, em suas visitas secretas a homens e
- mulheres que se acreditavam em total privacidade
- dentro de seus apartamentos, Y repara que elas não
- se sentem tão relaxadas como deveriam. Ele se dá
- conta de que as pessoas não consideram o tempo que
- passam sozinhas como parte de suas vidas. Diz o
- personagem: “Sempre me senti mais vivo quando
- estava sozinho, porque esses eram os únicos
- momentos que não sentia medo de ter minhas ações
- examinadas e interpretadas. O que acabei
- descobrindo é que as pessoas precisam que suas
- ações sejam examinadas e interpretadas, para
- acreditar que o que fazem tem importância”.
- É preocupante. Hoje, as pessoas só confirmam
- sua existência quando estão em público. No entanto,
- creio que é justamente quando estamos misturados
- aos demais que nos tornamos invisíveis. Acabamos
- infiltrados na manada e compartilhamos opiniões
- originadas do senso comum, tudo pela ansiedade de
- fazer parte de alguma coisa. Já ao nos concedermos
- momentos de isolamento, entramos em real conexão
- com nossos desejos, processamos as experiências
- vividas e esculpimos silenciosamente o homem e a
- mulher que estamos nos tornando. Ficar sozinho não
- é estar abandonado, ao contrário: é encontro dos mais
- sagrados. Invisível para os outros, extremamente
- visível para si mesmo.
- É divertido ser invisível e todos nós temos esse
- poder, basta estar numa festa para 800 convidados,
- por exemplo. A visibilidade é que é rara: olhar
- profundamente para dentro e enxergar o que ninguém
- mais consegue ver.
Autora: Martha Medeiros.
Na frase processamos as experiências vividas (l.50-51), os termos sublinhados cumprem a função sintática de:
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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Coordenativas
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Subordinativas
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Visíveis para si mesmo
- Se você fosse um super-herói, qual o poder que
- gostaria de ter? Pergunta clássica, resposta clássica:
- 99% das pessoas gostariam de ficar invisíveis. É o
- desejo também do senhor Y, o enigmático personagem
- de O homem visível, de Chuck Klosterman, livro que
- mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa
- trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz
- refletir. Y trabalhou num projeto ________________ do
- governo americano e acabou desenvolvendo uma
- tecnologia de camuflagem — ele criou uma espécie de
- segunda pele que o torna invisível. Com que propósito?
- Entrar na casa de pessoas que morem sozinhas e,
- sem ser percebido, vê-las em sua rotina comum. O
- obcecado Y acredita que uma pessoa é 100%
- autêntica apenas quando ninguém a está observando.
- Ah, super Y. Além de invisível, você lê
- pensamentos? Acredito no mesmo que você. Sozinha
- não finjo, não disfarço, não retruco, não provoco, não
- julgo, não condeno, não sumo, não volto. Sozinha não
- ___ céu que me rejeite — assim encerra um poema que
- escrevi certa vez sobre o benefício da solidão. Não que
- sejamos todos uns falsos ao sair pela porta de casa,
- mas é indiscutível que, assim que entra um vizinho no
- elevador, você automaticamente aciona um dispositivo
- que produz um sorriso e um comentário sobre o clima,
- quando na verdade está morta de sono e preferiria
- continuar calada. Uma atuação inofensiva e gentil, mas,
- ainda assim, uma atuação. É preciso contracenar.
- No entanto, em suas visitas secretas a homens e
- mulheres que se acreditavam em total privacidade
- dentro de seus apartamentos, Y repara que elas não
- se sentem tão relaxadas como deveriam. Ele se dá
- conta de que as pessoas não consideram o tempo que
- passam sozinhas como parte de suas vidas. Diz o
- personagem: “Sempre me senti mais vivo quando
- estava sozinho, porque esses eram os únicos
- momentos que não sentia medo de ter minhas ações
- examinadas e interpretadas. O que acabei
- descobrindo é que as pessoas precisam que suas
- ações sejam examinadas e interpretadas, para
- acreditar que o que fazem tem importância”.
- É preocupante. Hoje, as pessoas só confirmam
- sua existência quando estão em público. No entanto,
- creio que é justamente quando estamos misturados
- aos demais que nos tornamos invisíveis. Acabamos
- infiltrados na manada e compartilhamos opiniões
- originadas do senso comum, tudo pela ansiedade de
- fazer parte de alguma coisa. Já ao nos concedermos
- momentos de isolamento, entramos em real conexão
- com nossos desejos, processamos as experiências
- vividas e esculpimos silenciosamente o homem e a
- mulher que estamos nos tornando. Ficar sozinho não
- é estar abandonado, ao contrário: é encontro dos mais
- sagrados. Invisível para os outros, extremamente
- visível para si mesmo.
- É divertido ser invisível e todos nós temos esse
- poder, basta estar numa festa para 800 convidados,
- por exemplo. A visibilidade é que é rara: olhar
- profundamente para dentro e enxergar o que ninguém
- mais consegue ver.
Autora: Martha Medeiros.
Na frase livro que mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz refletir (l.5-6), os termos sublinhados expressam uma:
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Visíveis para si mesmo
- Se você fosse um super-herói, qual o poder que
- gostaria de ter? Pergunta clássica, resposta clássica:
- 99% das pessoas gostariam de ficar invisíveis. É o
- desejo também do senhor Y, o enigmático personagem
- de O homem visível, de Chuck Klosterman, livro que
- mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa
- trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz
- refletir. Y trabalhou num projeto ________________ do
- governo americano e acabou desenvolvendo uma
- tecnologia de camuflagem — ele criou uma espécie de
- segunda pele que o torna invisível. Com que propósito?
- Entrar na casa de pessoas que morem sozinhas e,
- sem ser percebido, vê-las em sua rotina comum. O
- obcecado Y acredita que uma pessoa é 100%
- autêntica apenas quando ninguém a está observando.
- Ah, super Y. Além de invisível, você lê
- pensamentos? Acredito no mesmo que você. Sozinha
- não finjo, não disfarço, não retruco, não provoco, não
- julgo, não condeno, não sumo, não volto. Sozinha não
- ___ céu que me rejeite — assim encerra um poema que
- escrevi certa vez sobre o benefício da solidão. Não que
- sejamos todos uns falsos ao sair pela porta de casa,
- mas é indiscutível que, assim que entra um vizinho no
- elevador, você automaticamente aciona um dispositivo
- que produz um sorriso e um comentário sobre o clima,
- quando na verdade está morta de sono e preferiria
- continuar calada. Uma atuação inofensiva e gentil, mas,
- ainda assim, uma atuação. É preciso contracenar.
- No entanto, em suas visitas secretas a homens e
- mulheres que se acreditavam em total privacidade
- dentro de seus apartamentos, Y repara que elas não
- se sentem tão relaxadas como deveriam. Ele se dá
- conta de que as pessoas não consideram o tempo que
- passam sozinhas como parte de suas vidas. Diz o
- personagem: “Sempre me senti mais vivo quando
- estava sozinho, porque esses eram os únicos
- momentos que não sentia medo de ter minhas ações
- examinadas e interpretadas. O que acabei
- descobrindo é que as pessoas precisam que suas
- ações sejam examinadas e interpretadas, para
- acreditar que o que fazem tem importância”.
- É preocupante. Hoje, as pessoas só confirmam
- sua existência quando estão em público. No entanto,
- creio que é justamente quando estamos misturados
- aos demais que nos tornamos invisíveis. Acabamos
- infiltrados na manada e compartilhamos opiniões
- originadas do senso comum, tudo pela ansiedade de
- fazer parte de alguma coisa. Já ao nos concedermos
- momentos de isolamento, entramos em real conexão
- com nossos desejos, processamos as experiências
- vividas e esculpimos silenciosamente o homem e a
- mulher que estamos nos tornando. Ficar sozinho não
- é estar abandonado, ao contrário: é encontro dos mais
- sagrados. Invisível para os outros, extremamente
- visível para si mesmo.
- É divertido ser invisível e todos nós temos esse
- poder, basta estar numa festa para 800 convidados,
- por exemplo. A visibilidade é que é rara: olhar
- profundamente para dentro e enxergar o que ninguém
- mais consegue ver.
Autora: Martha Medeiros.
Considere o último parágrafo do texto e analise as assertivas abaixo.
I. O trecho ressalta a complexidade das interações sociais e destaca a importância de buscar a visibilidade externa, mesmo em um mundo que, muitas vezes, valoriza mais a visibilidade interna.
II. Ao afirmar que a visibilidade é que é rara (l.58), a autora destaca a dificuldade de alcançar uma compreensão profunda de si mesmo.
III. A expressão olhar profundamente para dentro e enxergar o que ninguém mais consegue ver (l.58- 60) incentiva a introspecção.
Está(ão) CORRETA(S):
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Visíveis para si mesmo
- Se você fosse um super-herói, qual o poder que
- gostaria de ter? Pergunta clássica, resposta clássica:
- 99% das pessoas gostariam de ficar invisíveis. É o
- desejo também do senhor Y, o enigmático personagem
- de O homem visível, de Chuck Klosterman, livro que
- mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa
- trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz
- refletir. Y trabalhou num projeto ________________ do
- governo americano e acabou desenvolvendo uma
- tecnologia de camuflagem — ele criou uma espécie de
- segunda pele que o torna invisível. Com que propósito?
- Entrar na casa de pessoas que morem sozinhas e,
- sem ser percebido, vê-las em sua rotina comum. O
- obcecado Y acredita que uma pessoa é 100%
- autêntica apenas quando ninguém a está observando.
- Ah, super Y. Além de invisível, você lê
- pensamentos? Acredito no mesmo que você. Sozinha
- não finjo, não disfarço, não retruco, não provoco, não
- julgo, não condeno, não sumo, não volto. Sozinha não
- ___ céu que me rejeite — assim encerra um poema que
- escrevi certa vez sobre o benefício da solidão. Não que
- sejamos todos uns falsos ao sair pela porta de casa,
- mas é indiscutível que, assim que entra um vizinho no
- elevador, você automaticamente aciona um dispositivo
- que produz um sorriso e um comentário sobre o clima,
- quando na verdade está morta de sono e preferiria
- continuar calada. Uma atuação inofensiva e gentil, mas,
- ainda assim, uma atuação. É preciso contracenar.
- No entanto, em suas visitas secretas a homens e
- mulheres que se acreditavam em total privacidade
- dentro de seus apartamentos, Y repara que elas não
- se sentem tão relaxadas como deveriam. Ele se dá
- conta de que as pessoas não consideram o tempo que
- passam sozinhas como parte de suas vidas. Diz o
- personagem: “Sempre me senti mais vivo quando
- estava sozinho, porque esses eram os únicos
- momentos que não sentia medo de ter minhas ações
- examinadas e interpretadas. O que acabei
- descobrindo é que as pessoas precisam que suas
- ações sejam examinadas e interpretadas, para
- acreditar que o que fazem tem importância”.
- É preocupante. Hoje, as pessoas só confirmam
- sua existência quando estão em público. No entanto,
- creio que é justamente quando estamos misturados
- aos demais que nos tornamos invisíveis. Acabamos
- infiltrados na manada e compartilhamos opiniões
- originadas do senso comum, tudo pela ansiedade de
- fazer parte de alguma coisa. Já ao nos concedermos
- momentos de isolamento, entramos em real conexão
- com nossos desejos, processamos as experiências
- vividas e esculpimos silenciosamente o homem e a
- mulher que estamos nos tornando. Ficar sozinho não
- é estar abandonado, ao contrário: é encontro dos mais
- sagrados. Invisível para os outros, extremamente
- visível para si mesmo.
- É divertido ser invisível e todos nós temos esse
- poder, basta estar numa festa para 800 convidados,
- por exemplo. A visibilidade é que é rara: olhar
- profundamente para dentro e enxergar o que ninguém
- mais consegue ver.
Autora: Martha Medeiros.
Preenchem, CORRETA e respectivamente, as lacunas das linhas 8 e 20 do texto:
Provas
Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Visíveis para si mesmo
- Se você fosse um super-herói, qual o poder que
- gostaria de ter? Pergunta clássica, resposta clássica:
- 99% das pessoas gostariam de ficar invisíveis. É o
- desejo também do senhor Y, o enigmático personagem
- de O homem visível, de Chuck Klosterman, livro que
- mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa
- trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz
- refletir. Y trabalhou num projeto ________________ do
- governo americano e acabou desenvolvendo uma
- tecnologia de camuflagem — ele criou uma espécie de
- segunda pele que o torna invisível. Com que propósito?
- Entrar na casa de pessoas que morem sozinhas e,
- sem ser percebido, vê-las em sua rotina comum. O
- obcecado Y acredita que uma pessoa é 100%
- autêntica apenas quando ninguém a está observando.
- Ah, super Y. Além de invisível, você lê
- pensamentos? Acredito no mesmo que você. Sozinha
- não finjo, não disfarço, não retruco, não provoco, não
- julgo, não condeno, não sumo, não volto. Sozinha não
- ___ céu que me rejeite — assim encerra um poema que
- escrevi certa vez sobre o benefício da solidão. Não que
- sejamos todos uns falsos ao sair pela porta de casa,
- mas é indiscutível que, assim que entra um vizinho no
- elevador, você automaticamente aciona um dispositivo
- que produz um sorriso e um comentário sobre o clima,
- quando na verdade está morta de sono e preferiria
- continuar calada. Uma atuação inofensiva e gentil, mas,
- ainda assim, uma atuação. É preciso contracenar.
- No entanto, em suas visitas secretas a homens e
- mulheres que se acreditavam em total privacidade
- dentro de seus apartamentos, Y repara que elas não
- se sentem tão relaxadas como deveriam. Ele se dá
- conta de que as pessoas não consideram o tempo que
- passam sozinhas como parte de suas vidas. Diz o
- personagem: “Sempre me senti mais vivo quando
- estava sozinho, porque esses eram os únicos
- momentos que não sentia medo de ter minhas ações
- examinadas e interpretadas. O que acabei
- descobrindo é que as pessoas precisam que suas
- ações sejam examinadas e interpretadas, para
- acreditar que o que fazem tem importância”.
- É preocupante. Hoje, as pessoas só confirmam
- sua existência quando estão em público. No entanto,
- creio que é justamente quando estamos misturados
- aos demais que nos tornamos invisíveis. Acabamos
- infiltrados na manada e compartilhamos opiniões
- originadas do senso comum, tudo pela ansiedade de
- fazer parte de alguma coisa. Já ao nos concedermos
- momentos de isolamento, entramos em real conexão
- com nossos desejos, processamos as experiências
- vividas e esculpimos silenciosamente o homem e a
- mulher que estamos nos tornando. Ficar sozinho não
- é estar abandonado, ao contrário: é encontro dos mais
- sagrados. Invisível para os outros, extremamente
- visível para si mesmo.
- É divertido ser invisível e todos nós temos esse
- poder, basta estar numa festa para 800 convidados,
- por exemplo. A visibilidade é que é rara: olhar
- profundamente para dentro e enxergar o que ninguém
- mais consegue ver.
Autora: Martha Medeiros.
Considere o trecho as pessoas precisam que suas ações sejam examinadas e interpretadas, para acreditar que o que fazem tem importância (l.39- 41) e analise as assertivas que seguem.
I. O trecho sugere que, para muitas pessoas, a validação externa desempenha um papel crucial na percepção de que suas ações têm significado.
II. A ideia de que as pessoas precisam que suas ações sejam interpretadas por outros destaca a busca de significado fora de si mesmas.
III. O trecho indica que as pessoas anseiam por solidão, pois acreditam que apenas nesses momentos podem conferir importância às suas ações.
Está(ão) CORRETA(S):
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Visíveis para si mesmo
- Se você fosse um super-herói, qual o poder que
- gostaria de ter? Pergunta clássica, resposta clássica:
- 99% das pessoas gostariam de ficar invisíveis. É o
- desejo também do senhor Y, o enigmático personagem
- de O homem visível, de Chuck Klosterman, livro que
- mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa
- trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz
- refletir. Y trabalhou num projeto ________________ do
- governo americano e acabou desenvolvendo uma
- tecnologia de camuflagem — ele criou uma espécie de
- segunda pele que o torna invisível. Com que propósito?
- Entrar na casa de pessoas que morem sozinhas e,
- sem ser percebido, vê-las em sua rotina comum. O
- obcecado Y acredita que uma pessoa é 100%
- autêntica apenas quando ninguém a está observando.
- Ah, super Y. Além de invisível, você lê
- pensamentos? Acredito no mesmo que você. Sozinha
- não finjo, não disfarço, não retruco, não provoco, não
- julgo, não condeno, não sumo, não volto. Sozinha não
- ___ céu que me rejeite — assim encerra um poema que
- escrevi certa vez sobre o benefício da solidão. Não que
- sejamos todos uns falsos ao sair pela porta de casa,
- mas é indiscutível que, assim que entra um vizinho no
- elevador, você automaticamente aciona um dispositivo
- que produz um sorriso e um comentário sobre o clima,
- quando na verdade está morta de sono e preferiria
- continuar calada. Uma atuação inofensiva e gentil, mas,
- ainda assim, uma atuação. É preciso contracenar.
- No entanto, em suas visitas secretas a homens e
- mulheres que se acreditavam em total privacidade
- dentro de seus apartamentos, Y repara que elas não
- se sentem tão relaxadas como deveriam. Ele se dá
- conta de que as pessoas não consideram o tempo que
- passam sozinhas como parte de suas vidas. Diz o
- personagem: “Sempre me senti mais vivo quando
- estava sozinho, porque esses eram os únicos
- momentos que não sentia medo de ter minhas ações
- examinadas e interpretadas. O que acabei
- descobrindo é que as pessoas precisam que suas
- ações sejam examinadas e interpretadas, para
- acreditar que o que fazem tem importância”.
- É preocupante. Hoje, as pessoas só confirmam
- sua existência quando estão em público. No entanto,
- creio que é justamente quando estamos misturados
- aos demais que nos tornamos invisíveis. Acabamos
- infiltrados na manada e compartilhamos opiniões
- originadas do senso comum, tudo pela ansiedade de
- fazer parte de alguma coisa. Já ao nos concedermos
- momentos de isolamento, entramos em real conexão
- com nossos desejos, processamos as experiências
- vividas e esculpimos silenciosamente o homem e a
- mulher que estamos nos tornando. Ficar sozinho não
- é estar abandonado, ao contrário: é encontro dos mais
- sagrados. Invisível para os outros, extremamente
- visível para si mesmo.
- É divertido ser invisível e todos nós temos esse
- poder, basta estar numa festa para 800 convidados,
- por exemplo. A visibilidade é que é rara: olhar
- profundamente para dentro e enxergar o que ninguém
- mais consegue ver.
Autora: Martha Medeiros.
No texto, a autora descreve a solidão como um encontro dos mais sagrados. Qual é a mensagem principal transmitida por essa expressão?
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
Visíveis para si mesmo
- Se você fosse um super-herói, qual o poder que
- gostaria de ter? Pergunta clássica, resposta clássica:
- 99% das pessoas gostariam de ficar invisíveis. É o
- desejo também do senhor Y, o enigmático personagem
- de O homem visível, de Chuck Klosterman, livro que
- mistura ficção científica, bizarrice e suspense numa
- trama que, ainda que inverossímil, prende o leitor e faz
- refletir. Y trabalhou num projeto ________________ do
- governo americano e acabou desenvolvendo uma
- tecnologia de camuflagem — ele criou uma espécie de
- segunda pele que o torna invisível. Com que propósito?
- Entrar na casa de pessoas que morem sozinhas e,
- sem ser percebido, vê-las em sua rotina comum. O
- obcecado Y acredita que uma pessoa é 100%
- autêntica apenas quando ninguém a está observando.
- Ah, super Y. Além de invisível, você lê
- pensamentos? Acredito no mesmo que você. Sozinha
- não finjo, não disfarço, não retruco, não provoco, não
- julgo, não condeno, não sumo, não volto. Sozinha não
- ___ céu que me rejeite — assim encerra um poema que
- escrevi certa vez sobre o benefício da solidão. Não que
- sejamos todos uns falsos ao sair pela porta de casa,
- mas é indiscutível que, assim que entra um vizinho no
- elevador, você automaticamente aciona um dispositivo
- que produz um sorriso e um comentário sobre o clima,
- quando na verdade está morta de sono e preferiria
- continuar calada. Uma atuação inofensiva e gentil, mas,
- ainda assim, uma atuação. É preciso contracenar.
- No entanto, em suas visitas secretas a homens e
- mulheres que se acreditavam em total privacidade
- dentro de seus apartamentos, Y repara que elas não
- se sentem tão relaxadas como deveriam. Ele se dá
- conta de que as pessoas não consideram o tempo que
- passam sozinhas como parte de suas vidas. Diz o
- personagem: “Sempre me senti mais vivo quando
- estava sozinho, porque esses eram os únicos
- momentos que não sentia medo de ter minhas ações
- examinadas e interpretadas. O que acabei
- descobrindo é que as pessoas precisam que suas
- ações sejam examinadas e interpretadas, para
- acreditar que o que fazem tem importância”.
- É preocupante. Hoje, as pessoas só confirmam
- sua existência quando estão em público. No entanto,
- creio que é justamente quando estamos misturados
- aos demais que nos tornamos invisíveis. Acabamos
- infiltrados na manada e compartilhamos opiniões
- originadas do senso comum, tudo pela ansiedade de
- fazer parte de alguma coisa. Já ao nos concedermos
- momentos de isolamento, entramos em real conexão
- com nossos desejos, processamos as experiências
- vividas e esculpimos silenciosamente o homem e a
- mulher que estamos nos tornando. Ficar sozinho não
- é estar abandonado, ao contrário: é encontro dos mais
- sagrados. Invisível para os outros, extremamente
- visível para si mesmo.
- É divertido ser invisível e todos nós temos esse
- poder, basta estar numa festa para 800 convidados,
- por exemplo. A visibilidade é que é rara: olhar
- profundamente para dentro e enxergar o que ninguém
- mais consegue ver.
Autora: Martha Medeiros.
O texto destaca que, ao ficar invisível, Y percebe que as pessoas não se sentem tão relaxadas quanto deveriam em sua privacidade. O que isso revela sobre a percepção das pessoas em relação à solidão?
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