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765325 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
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Texto I (Questões 11 a 25)

O QUERERES

Caetano Veloso


Onde queres revólver, sou coqueiro

E onde queres dinheiro, sou paixão

Onde queres descanso, sou desejo

E onde sou só desejo, queres não

E onde não queres nada, nada falta

E onde voas bem alto, eu sou o chão

E onde pisas o chão, minha alma salta

E ganha liberdade na amplidão


Onde queres família, sou maluco

E onde queres romântico, burguês

Onde queres Leblon, sou Pernambuco

E onde queres eunuco, garanhão

Onde queres o sim e o não, talvez

E onde vês, eu não vislumbro razão

Onde o queres o lobo, eu sou o irmão

E onde queres cowboy, eu sou chinês


Ah! Bruta flor do querer

Ah! Bruta flor, bruta flor


Onde queres o ato, eu sou o espírito

E onde queres ternura, eu sou tesão

Onde queres o livre, decassílabo

E onde buscas o anjo, sou mulher

Onde queres prazer, sou o que dói

E onde queres tortura, mansidão

Onde queres um lar, revolução

E onde queres bandido, sou herói


Eu queria querer-te amar o amor

Construir-nos dulcíssima prisão

Encontrar a mais justa adequação

Tudo métrica e rima e nunca dor

Mas a vida é real e de viés

E vê só que cilada o amor me armou

Eu te quero (e não queres) como sou

Não te quero (e não queres) como és


Ah! Bruta flor do querer

Ah! Bruta flor, bruta flor


Onde queres comício, flipper-vídeo

E onde queres romance, rock'n roll

Onde queres a lua, eu sou o sol

E onde a pura natura, o inseticídio

Onde queres mistério, eu sou a luz

E onde queres um canto, o mundo inteiro

Onde queres quaresma, fevereiro

E onde queres coqueiro, eu sou obus


O quereres e o estares sempre a fim

Do que em mim é de mim tão desigual

Faz-me querer-te bem, querer-te mal

Bem a ti, mal ao quereres assim

Infinitivamente pessoal

E eu querendo querer-te sem ter fim

E, querendo-te, aprender o total

Do querer que há e do que não há em mim.

Sobre o título do texto:

 

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765324 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
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Texto I (Questões 11 a 25)

O QUERERES

Caetano Veloso


Onde queres revólver, sou coqueiro

E onde queres dinheiro, sou paixão

Onde queres descanso, sou desejo

E onde sou só desejo, queres não

E onde não queres nada, nada falta

E onde voas bem alto, eu sou o chão

E onde pisas o chão, minha alma salta

E ganha liberdade na amplidão


Onde queres família, sou maluco

E onde queres romântico, burguês

Onde queres Leblon, sou Pernambuco

E onde queres eunuco, garanhão

Onde queres o sim e o não, talvez

E onde vês, eu não vislumbro razão

Onde o queres o lobo, eu sou o irmão

E onde queres cowboy, eu sou chinês


Ah! Bruta flor do querer

Ah! Bruta flor, bruta flor


Onde queres o ato, eu sou o espírito

E onde queres ternura, eu sou tesão

Onde queres o livre, decassílabo

E onde buscas o anjo, sou mulher

Onde queres prazer, sou o que dói

E onde queres tortura, mansidão

Onde queres um lar, revolução

E onde queres bandido, sou herói


Eu queria querer-te amar o amor

Construir-nos dulcíssima prisão

Encontrar a mais justa adequação

Tudo métrica e rima e nunca dor

Mas a vida é real e de viés

E vê só que cilada o amor me armou

Eu te quero (e não queres) como sou

Não te quero (e não queres) como és


Ah! Bruta flor do querer

Ah! Bruta flor, bruta flor


Onde queres comício, flipper-vídeo

E onde queres romance, rock'n roll

Onde queres a lua, eu sou o sol

E onde a pura natura, o inseticídio

Onde queres mistério, eu sou a luz

E onde queres um canto, o mundo inteiro

Onde queres quaresma, fevereiro

E onde queres coqueiro, eu sou obus


O quereres e o estares sempre a fim

Do que em mim é de mim tão desigual

Faz-me querer-te bem, querer-te mal

Bem a ti, mal ao quereres assim

Infinitivamente pessoal

E eu querendo querer-te sem ter fim

E, querendo-te, aprender o total

Do querer que há e do que não há em mim.

Observe o fragmento:

“Ah! Bruta flor do querer

Ah! Bruta flor, bruta flor”

O trecho acima separa o texto em três grandes blocos de duas estrofes de oito versos, cada. Sobre esse refrão é correto afirmar, EXCETO:

 

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765323 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
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Texto I (Questões 11 a 25)

O QUERERES

Caetano Veloso


Onde queres revólver, sou coqueiro

E onde queres dinheiro, sou paixão

Onde queres descanso, sou desejo

E onde sou só desejo, queres não

E onde não queres nada, nada falta

E onde voas bem alto, eu sou o chão

E onde pisas o chão, minha alma salta

E ganha liberdade na amplidão


Onde queres família, sou maluco

E onde queres romântico, burguês

Onde queres Leblon, sou Pernambuco

E onde queres eunuco, garanhão

Onde queres o sim e o não, talvez

E onde vês, eu não vislumbro razão

Onde o queres o lobo, eu sou o irmão

E onde queres cowboy, eu sou chinês


Ah! Bruta flor do querer

Ah! Bruta flor, bruta flor


Onde queres o ato, eu sou o espírito

E onde queres ternura, eu sou tesão

Onde queres o livre, decassílabo

E onde buscas o anjo, sou mulher

Onde queres prazer, sou o que dói

E onde queres tortura, mansidão

Onde queres um lar, revolução

E onde queres bandido, sou herói


Eu queria querer-te amar o amor

Construir-nos dulcíssima prisão

Encontrar a mais justa adequação

Tudo métrica e rima e nunca dor

Mas a vida é real e de viés

E vê só que cilada o amor me armou

Eu te quero (e não queres) como sou

Não te quero (e não queres) como és


Ah! Bruta flor do querer

Ah! Bruta flor, bruta flor


Onde queres comício, flipper-vídeo

E onde queres romance, rock'n roll

Onde queres a lua, eu sou o sol

E onde a pura natura, o inseticídio

Onde queres mistério, eu sou a luz

E onde queres um canto, o mundo inteiro

Onde queres quaresma, fevereiro

E onde queres coqueiro, eu sou obus


O quereres e o estares sempre a fim

Do que em mim é de mim tão desigual

Faz-me querer-te bem, querer-te mal

Bem a ti, mal ao quereres assim

Infinitivamente pessoal

E eu querendo querer-te sem ter fim

E, querendo-te, aprender o total

Do querer que há e do que não há em mim.

Para expor sua temática textual, o eu lírico utiliza de um mecanismo em que aproxima elementos contrastivos que requerem conhecimento prévio do receptor. A este recurso denominamos:

 

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765322 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
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Texto I (Questões 11 a 25)

O QUERERES

Caetano Veloso


Onde queres revólver, sou coqueiro

E onde queres dinheiro, sou paixão

Onde queres descanso, sou desejo

E onde sou só desejo, queres não

E onde não queres nada, nada falta

E onde voas bem alto, eu sou o chão

E onde pisas o chão, minha alma salta

E ganha liberdade na amplidão


Onde queres família, sou maluco

E onde queres romântico, burguês

Onde queres Leblon, sou Pernambuco

E onde queres eunuco, garanhão

Onde queres o sim e o não, talvez

E onde vês, eu não vislumbro razão

Onde o queres o lobo, eu sou o irmão

E onde queres cowboy, eu sou chinês


Ah! Bruta flor do querer

Ah! Bruta flor, bruta flor


Onde queres o ato, eu sou o espírito

E onde queres ternura, eu sou tesão

Onde queres o livre, decassílabo

E onde buscas o anjo, sou mulher

Onde queres prazer, sou o que dói

E onde queres tortura, mansidão

Onde queres um lar, revolução

E onde queres bandido, sou herói


Eu queria querer-te amar o amor

Construir-nos dulcíssima prisão

Encontrar a mais justa adequação

Tudo métrica e rima e nunca dor

Mas a vida é real e de viés

E vê só que cilada o amor me armou

Eu te quero (e não queres) como sou

Não te quero (e não queres) como és


Ah! Bruta flor do querer

Ah! Bruta flor, bruta flor


Onde queres comício, flipper-vídeo

E onde queres romance, rock'n roll

Onde queres a lua, eu sou o sol

E onde a pura natura, o inseticídio

Onde queres mistério, eu sou a luz

E onde queres um canto, o mundo inteiro

Onde queres quaresma, fevereiro

E onde queres coqueiro, eu sou obus


O quereres e o estares sempre a fim

Do que em mim é de mim tão desigual

Faz-me querer-te bem, querer-te mal

Bem a ti, mal ao quereres assim

Infinitivamente pessoal

E eu querendo querer-te sem ter fim

E, querendo-te, aprender o total

Do querer que há e do que não há em mim.

Em uma leitura global do texto podemos inferir:

I. Predominantemente metafórico, o eu lírico lança mão de diversos recursos literários, tais como: antítese, metonímia, hipérbatos, hipérboles, etc.

II. Pode-se dizer que a grande temática do texto se pauta na eterna insatisfação do ser humano, que, por ser dual, vive em uma constante incompletude.

III. O mecanismo de textualidade intitulado de intertextualidade é uma constante ao longo do texto.

IV. Utilizando-se de recursos estilísticos próprios da poesia, o eu lírico ressalta a ideia de que o homem, perdido de si mesmo e dos outros, deve conformar-se, assim como nos ensinam os elementos naturais.

V. A grande ideia do texto é que ele induz o homem a sair do seu estado letárgico de alienação, apontando-lhe uma possibilidade de transformação do estar-no-mundo: o querer.

Marque a alternativa CORRETA:

 

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765321 Ano: 2014
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
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  1. Based on the comic strip, answer question 40.

enunciado 765321-1

http://curiousstgeorge.com/2013/04/04/everyonelovesagrammarcartoon/Accessed on 08/01/2014

Check the alternative that contains a noun whose plural is made by adding –i to the base of the word.

 

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765320 Ano: 2014
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
Provas:
  1. Based on the comic strip, answer question 39.

enunciado 765320-1enunciado 765320-2

http://blog.writeathome.com/index.php/2012/03/sundaycomicsstopteachingyourdogsbadgrammar/ Acessed on 02/08/2014

About the verb lay down, it is right to say that:

 

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765319 Ano: 2014
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
Provas:
  1. Based on the comic strip, answer question 38.

enunciado 765319-1

http://mediaspecialistsguide.blogspot.com.br/2011/07/16sitestofindhumorforteachers.html Acessed on 02/08/2014

The verb can in these two sentences means, respectively:

 

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Questão presente nas seguintes provas
765318 Ano: 2014
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
Provas:
  1. Based on the comic strip, answer questions 36 and 37.

enunciado 765318-1

http://www.respiratorycareonline.com/cartoons/vh.shtml Acessed on 02/08/2014

The verb to creep out means:

 

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765317 Ano: 2014
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
Provas:
  1. Based on the comic strip, answer questions 36 and 37.

enunciado 765317-1

http://www.respiratorycareonline.com/cartoons/vh.shtml Acessed on 02/08/2014

The words visiting and creeping are respectively:

 

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765316 Ano: 2014
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: URCA
Orgão: Pref. Farias Brito-CE
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  1. Based on the poem, answer questions 33, 34 and 35.

I'm nobody! Are you nobody too?

(Emily Dickinson)

I'm nobody! Who are you?

Are you Blank I too?

Then there´s a pair of us – don´t tell

They´d banish us, you know.

How dreary be Blank II!

How public, like a frog.

To tell your name the livelong day

To an admiring bog!


http://www.onlineliterature.com/dickinson/448/ Acessed on 02/08/2014

In this poem, Emily Dickinson:

 

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