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Figura de grande importância no Estado do Ceará durante o período Getulista, Francisco Menezes Pimentel foi governador do Estado, eleito pela Liga Eleitoral Católica, de 1935 a 1937, e interventor a mando de Getúlio de 1937 a 1945 no Ceará. Sobre o período, analise as assertivas.
I. Durante o governo de Menezes Pimentel, um amplo programa de criação de campos de concentração, em que os retirantes fossem induzidos a entrar e proibidos de sair, foi implementado com total apoio da Interventoria Federal no Ceará. A fim de prevenir a "afluência tumultuária" de retirantes famintos a Fortaleza, cinco campos localizavam-se nas proximidades das principais vias de acesso à capital, atraindo os agricultores que perdiam suas colheitas e se viam à mercê da caridade pública ou privada.
II. No governo de Menezes Pimentel, a Igreja Católica se fortalece no Ceará e, como consequência, lojas maçônicas, centros espíritas e terreiros de candomblé foram fechados na capital e no interior do Estado. Livrarias tiveram seus estoques revisados para a apreensão de livros e revistas portadoras de ideias consideradas subversivas ou amorais.
III. Estimulou a ida de migrantes para o Norte do Brasil para que estes atuassem na Amazônia, nos chamados exércitos da borracha. Foi no governo de Menezes Pimentel que foi inaugurada a famosa Hospedaria Getúlio Vargas, criada para abrigar confortavelmente cerca de 1.200 pessoas e que tinha por finalidade oferecer pouso provisório, na travessia do Estado do Ceará para a região Norte.
São corretos:
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“O escravocrata Antônio Benício Saraiva libertou seus escravos cinco anos antes da princesa Isabel assinar a Lei Áurea. Fazendeiro e político, Saraiva concedeu alforria em troca de indenização paga pelo Governo Provincial. Segundo o jornal abolicionista Libertador, o escravista fez da “liberdade” um negócio lucrativo. Inicialmente soltando “seus negros” no município de Baturité, o fazendeiro levou-os para Quixeramobim e alforriou novamente os mesmos escravos – ganhando, assim, indenização em dobro.
A denúncia sobre o episódio envolvendo Antônio Benício Saraiva (1823 – 1920) foi publicada, em outubro de 1883, no jornal Libertador. A história do fazendeiro e outras irregularidades que antecederam a abolição no Ceará foram noticiadas pelo periódico oficial da Sociedade Cearense Libertador, mais destacada agremiação abolicionista que atuou no Ceará.”
(https://www20.opovo.com.br/app/opovo/dom/2014/03/22/noticiasjornaldom,3224538/a-libertacao-dos-escravos-e-a-corrupcao-na-provicia-do-ceara.shtml. Acesso em: 22/09/2017)
Sobre a escravidão no Ceará, podemos destacar como verdadeira qual afirmativa?
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“O fato de me perceber no mundo, com o
mundo e com os outros me põe numa posição
em face do mundo que não é a de quem
tem nada a ver com ele”.
(Viver, lembrar e aprender - Paulo Freire)
O trecho trata de um conceito da História que é o sujeito histórico. Sobre a significação desse conceito, podemos afirmar que as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO qual?
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Em 2017 se completam 200 anos da Revolução Pernambucana. Embora o centro das ações tenha sido, como o nome da revolta sugere, em Pernambuco, o Ceará teve participação no processo, mais especificamente o Cariri. Sobre a Revolução Pernambucana, marque o item correto.
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Sobre a relação entre a história do Brasil e o ensino de História no país, podemos estabelecer as seguintes relações.
I. No início do século XIX, o ensino de História nas escolas não era mais do que uma forma de educação cívica. O fito dessa forma de ensino consistia em sancionar a nação na disposição em que se encontrava, noutras palavras, legitimar sua ordem social e política, além de inculcar nos membros da nação o orgulho de a ela pertencerem para, então, melhor servi-la. A didática do ensino de História se baseava no emprego de uma narração factual seleta, elegendo grandes personagens, acontecimentos simbólicos e, eventualmente, mitos fundadores.
II. Em fins do século XIX, com o recrudescimento dos debates abolicionistas e o nascer dos movimentos imigratórios, a história a ser ensinada deveria incentivar valores direcionados à preservação da ordem e à obediência à hierarquia, de sorte que a nação estivesse apta a galgar tranquilamente rumo ao progresso. Nesse ínterim, à história caberia a incumbência de situar cada indivíduo em seu lugar na sociedade. Uma vez que a nação havia sido erigida por grandes homens, restava a cargo de seus descendentes o “fardo” de conduzir o país em direção ao progresso.
III. Durante o período da ditadura estadonovista (1937-1945), a propaganda nacionalista espraiou-se também por intermédio do ensino de História. No auge do governo getulista, o então ministro da educação e saúde Gustavo Capanema empreendeu, em 1942, uma segunda reforma educacional. O ponto a assinalar é que a história do Brasil passou a gozar do status de disciplina autônoma. Em se tratando de um governo ditatorial de viés nacionalista, o ensino de História foi revestido com as cores da bandeira, objetivando a conjuração de uma consciência patriótica por meio da seleção de episódios significativos e de grandes nomes do passado. As novas gerações deveriam conhecer seus direitos e, mais importante, seus deveres para com a pátria.
IV. As metas para o ensino de História posterior ao ano de 1964 estavam amplamente vincadas pelo ideário de segurança nacional e desenvolvimento econômico, dois dos principais pilares de sustentação de governo dos militares. O ideário marxista, que ganhou força nas escolas durante o início do século XX no Brasil, é abolido das universidades e escolas do país com as reformas educacionais de 1968 (ano da decretação do Ato Institucional número 5) e de 1971, o ensino de História é efetivamente voltado para atender aos interesses do Estado ditatorial.
V. Com a redemocratização em 1985, inaugurava-se o “tempo do repensar”. A disciplina História deixava de ajustar-se aos interesses do Estado autoritário para ser prostrada ao serviço da sociedade democrática. “Preparação dos cidadãos para uma sociedade democrática”, tornar o recém-cidadão capaz de intervir e transformar a realidade brasileira. Esses eram, então, os novos objetivos da velha disciplina. A organização do ensino de História não mais consistia em celebrar grandes feitos e personagens, mas sim em discutir os problemas da realidade social vivida.
Podemos afirmar que são verdadeiros apenas os itens:
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“O processo de expansão da Ação Integralista Brasileira – A.I.B. para o interior do Ceará, com a criação dos Núcleos Municipais, ocorreu intensamente a partir de 1934, dois anos após o início das atividades integralistas na capital do estado. A bibliografia e a documentação não são precisas, dois trabalhos, porém, dão as pistas desse deslocamento. João Alfredo Montenegro nos fala das primeiras visitas de uma comissão de integralistas aos municípios de Soure (atual Caucaia) e de Pacatuba, logo após a sua fundação, ainda no ano de 1932 (MONTENEGRO, 1986, p. 20). Josênio Parente menciona a intervenção da dinâmica turma de padres ordenados em 1931 no Seminário da Prainha como elemento primordial nesse processo (PARENTE, 1999, p. 180-181). Os jornais da época noticiavam as visitas da caravana integralista a diversos municípios no intuito de difundir a doutrina e de neles fazerem criar núcleos”.
RÉGIS, João Remeris. O INTEGRALISMO NO INTERIOR DO CEARÁ (1932-1937): ADEQUAÇÕES AO JOGO POLÍTICO LOCAL. XXVII Simpósio Nacional de História. Natal, 2013.
Sobre a atuação do integralismo no interior do Ceará, todos os itens abaixo estão corretos, EXCETO qual?
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“Aprender a ser sujeito da história, adquirir a consciência do mundo como o ser-estar-do-homem-no-mundo e saber praticar esta consciência em prol da construção de um mundo cada vez mais humano, de modo que por meio de seus atos o homem o construa como um mundo cada vez mais para si mesmo, isso dá certo sobretudo quando se começa desde pequeno”.
GUIMARÃES, M. N.; FALLEIROS, I. Os diferentes tempos e espaços do homem: atividades de Geografia e de História para o ensino fundamental. SP: Cortez, 2005.
De acordo com o texto acima, analise os itens abaixo.
I. As propostas curriculares para o ensino de História nas séries iniciais do ensino fundamental estão centradas no desenvolvimento de noções de espaço e tempo e de habilidades, na utilização de diferentes linguagens como literatura, músicas e imagens e de procedimentos de pesquisa e na vivência de situações de aprendizagem que aproximem o aluno de sua própria realidade e ao mesmo tempo ampliem suas experiências e visão de mundo.
II. Ao planejar a disciplina Fundamentos e Métodos do ensino de História, consideramos as determinações da legislação vigente, as atuais perspectivas de formação do professor, o projeto educativo da instituição, o projeto pedagógico do curso, as especificidades do conhecimento e do ensino de História, bem como o perfil, as expectativas e os conhecimentos prévios dos alunos e as condições para o seu desenvolvimento como a carga horária, o material disponível, dentre outras.
III. No ensino de História, podemos recorrer à memória e aos referenciais dos alunos sobre as aulas de História, questionando sobre sua importância e fundamentos e, em seguida, propomos algumas questões para discussão em grupo. As questões buscavam instigar os alunos a perceber que nossa identidade está fundamentada em referenciais de tempo e de espaço e, após a discussão dos grupos e a apresentação de suas considerações, foram retomadas pelo professor e direcionadas para a reflexão sobre a importância do estudo da História para o conhecimento de si e do outro.
São verdadeiros os itens:
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“Em 1891, ocorreu a primeira greve de ferroviários do Ceará. Essa greve, que durou cerca de um mês, foi feita pelo pessoal das oficinas localizadas na Estação Central, em Fortaleza. O jornal A Verdade (7/6/1891) relatou os acontecimentos e afirmou que ‘52 operários das officinas da estrada de ferro de Baturité depois do almoço, deixaram seus trabalhos e delegaram ao Director da Estrada exigindo a demissão do mestre das officinas, e augmento de salário’.”
CÂNDIDO, Tyrone Apollo Pontes. Os trilhos do progresso: episódios das lutas operárias na construção da estrada de ferro de Baturité (1872-1926). Trajetos. Revista de História UFC, Fortaleza, v. 1, n. 2, p. 83-101, 2002.
De acordo com o texto e o contexto histórico da época, marque a opção correta.
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A origem da Didática está vinculada ao Pensamento Pedagógico de Amos Comênio. Sobre a origem da sistematização da Pedagogia e da Didática no Ocidente, podemos dizer:
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São elementos estruturantes do ensino e de seu planejamento:
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