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118167 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

Durante o período colonial, formou-se, no Ceará, a chamada Civilização do Couro, assim nomeada pelo célebre historiador cearense, Capistrano de Abreu. Assim denominava-se a formação cultural sertaneja, fruto da miscigenação das raças branca, indígena e negra. Sobre a importância da pecuária na história do Ceará, marque V para a verdadeira e F para a falsa.

(__) Possuir gado bovino em grande número significava sinônimo de poder, enquanto dispor de rebanho caprino definia a situação de cada um na escala social. A cabra, ou vaca do pobre, era criada, como ainda é hoje, no conjunto regional, pelas pessoas que detinham menos poder aquisitivo.

(__) A vegetação extremamente espinhenta fez com que o vaqueiro nordestino se diferisse dos outros campeadores de gado espalhados Brasil afora. O couro passou a ser utilizado na confecção de gibões, chapéus, cantis, alforjes, luvas, silhas, selas, perneiras e uma gama de outros apetrechos de trabalho, indispensáveis para que o campear do gado fosse realizado no semiárido.

(__) Com o couro, os sertanejos passaram a fazer verdadeiras obras de arte, usando-o em camas, cadeiras, estofados, mesas, portas, enfim, na própria construção cultural que se efetivou enquanto produto direto da habilidade humana. Com essa produção, nascem as primeiras fábricas de couro no Brasil.

(__) As relações sociais entre o grande proprietário de terra e o vaqueiro tinham particularidades próprias da região. A negociação do pagamento em nascimento de cabeças de gado era comum. Tais relações eram conhecidas como meeiro, terceiros e quartil.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

 

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118166 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

A colonização de Fortaleza tem reflexo direto com a invasão holandesa no Brasil. Devido à expansão dos flamengos em todo o Nordeste, a futura capital cearense acabou recebendo expedições e um Forte de nome Schoonenborch.

Sobre as invasões holandesas no Ceará, é correto dizer que:

 

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118165 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

Durante a Belle Époque, as relações entre a cidade de Fortaleza e a população de retirantes que periodicamente pressiona os equipamentos urbanos, entre os anos de 1877 e 1915. Através das ações de um novo sujeito político - a multidão -, os retirantes alteram os usos e os sentidos da cidade, exigindo de autoridades uma nova postura de ação, gerando um amplo sistema de socorros baseado no trabalho, e, da população urbana, uma nova atitude, em que a caridade e a solidariedade cristã são colocadas em xeque.

NEVES, F. C., Estranhos na belle époque: a multidão como sujeito político (Fortaleza, 1877-1915) - Disponível em: http://repositorio.ufc.br/ri/handle/riufc/19993

Analise as opções a seguir sobre o período em questão.

I. Durante o período da Belle Époque, Fortaleza passou por um processo de aformoseamento com a construção de praças e jardins. O desenvolvimento de clubes literários e academias de ilustrados agitavam a vida cultural e forneciam à elite urbana um sentido de pertencimento a uma esfera pública burguesa.

II. A chegada de um volume de mais de cem mil retirantes à capital cearense provocou diversas transformações em Fortaleza, reflexos de uma desordem urbana de proporções graves. Porém, mesmo com esse crescimento habitacional, os cidadãos de Fortaleza exigiram do governo municipal políticas públicas sociais que amenizassem o sofrimento dos retirantes.

III. Na Belle Époque de Fortaleza, a ideia de aformoseamento da capital cearense não só orientava as construções e as linhas de urbanização da cidade, como também se tornava uma referência básica para a criação de mecanismos de controle urbano e social.

Sobre as proposições, marque a alternativa correta.

 

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118164 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

O tempo é uma questão fundamental para a nossa existência. Inicialmente, os primeiros homens a habitar a Terra determinaram a contagem desse item por meio da constante observação dos fenômenos naturais. Apesar de ser um referencial de suma importância para que o homem se situe, a contagem do tempo não é o principal foco de interesse da História.

O tempo empregado pelos historiadores é o chamado “tempo histórico”, que possui uma importante diferença do tempo cronológico. Sobre tempo histórico, marque a opção verdadeira.

 

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118159 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

Sobre o Caldeirão dos Jesuítas e a história do Ceará, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__) Foi um movimento político-messiânico, articulado inicialmente pelo Padre Cícero Romão Batista para garantir votos nas suas campanhas eleitorais na recém-criada Juazeiro do Norte.

(__) Liderados pelo negro paraibano conhecido como beato José Lourenço, os membros do Caldeirão viviam em uma comunidade coletiva, onde a produção era dividida por todos os membros.

(__) As ideias do beato José Lourenço e a estruturação social do Caldeirão como comunidade, começou a atrair cada vez mais nordestinos de todos os estados, reduzindo a mão de obra barata nas fazendas de algodão e açúcar, o que vai gerar uma forte reação por parte dos latifundiários e da Igreja Católica.

(__) A lenda do Boi Mansinho foi responsável pelo rompimento do beato José Lourenço e o Padre Cícero Romão. Após esse rompimento, Padre Cícero autorizou a atuação forte do exército e da polícia na destruição do Caldeirão.

(__) Considerado pela elite cearense como um antro de “comunistas” e “fanáticos”, o Caldeirão do Deserto de Santa Cruz era na realidade apenas uma comunidade camponesa com base na religiosidade popular e no igualitarismo, no sertão nordestino, na primeira metade do século XX.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

 

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118158 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

Figura de grande importância no Estado do Ceará durante o período Getulista, Francisco Menezes Pimentel foi governador do Estado, eleito pela Liga Eleitoral Católica, de 1935 a 1937, e interventor a mando de Getúlio de 1937 a 1945 no Ceará. Sobre o período, analise as assertivas.

I. Durante o governo de Menezes Pimentel, um amplo programa de criação de campos de concentração, em que os retirantes fossem induzidos a entrar e proibidos de sair, foi implementado com total apoio da Interventoria Federal no Ceará. A fim de prevenir a "afluência tumultuária" de retirantes famintos a Fortaleza, cinco campos localizavam-se nas proximidades das principais vias de acesso à capital, atraindo os agricultores que perdiam suas colheitas e se viam à mercê da caridade pública ou privada.

II. No governo de Menezes Pimentel, a Igreja Católica se fortalece no Ceará e, como consequência, lojas maçônicas, centros espíritas e terreiros de candomblé foram fechados na capital e no interior do Estado. Livrarias tiveram seus estoques revisados para a apreensão de livros e revistas portadoras de ideias consideradas subversivas ou amorais.

III. Estimulou a ida de migrantes para o Norte do Brasil para que estes atuassem na Amazônia, nos chamados exércitos da borracha. Foi no governo de Menezes Pimentel que foi inaugurada a famosa Hospedaria Getúlio Vargas, criada para abrigar confortavelmente cerca de 1.200 pessoas e que tinha por finalidade oferecer pouso provisório, na travessia do Estado do Ceará para a região Norte.

São corretos:

 

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118157 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

“O escravocrata Antônio Benício Saraiva libertou seus escravos cinco anos antes da princesa Isabel assinar a Lei Áurea. Fazendeiro e político, Saraiva concedeu alforria em troca de indenização paga pelo Governo Provincial. Segundo o jornal abolicionista Libertador, o escravista fez da “liberdade” um negócio lucrativo. Inicialmente soltando “seus negros” no município de Baturité, o fazendeiro levou-os para Quixeramobim e alforriou novamente os mesmos escravos – ganhando, assim, indenização em dobro.

A denúncia sobre o episódio envolvendo Antônio Benício Saraiva (1823 – 1920) foi publicada, em outubro de 1883, no jornal Libertador. A história do fazendeiro e outras irregularidades que antecederam a abolição no Ceará foram noticiadas pelo periódico oficial da Sociedade Cearense Libertador, mais destacada agremiação abolicionista que atuou no Ceará.”

(https://www20.opovo.com.br/app/opovo/dom/2014/03/22/noticiasjornaldom,3224538/a-libertacao-dos-escravos-e-a-corrupcao-na-provicia-do-ceara.shtml. Acesso em: 22/09/2017)

Sobre a escravidão no Ceará, podemos destacar como verdadeira qual afirmativa?

 

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118156 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

“O fato de me perceber no mundo, com o
mundo e com os outros me põe numa posição
em face do mundo que não é a de quem
tem nada a ver com ele”.

(Viver, lembrar e aprender - Paulo Freire)

O trecho trata de um conceito da História que é o sujeito histórico. Sobre a significação desse conceito, podemos afirmar que as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO qual?

 

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118134 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

Em 2017 se completam 200 anos da Revolução Pernambucana. Embora o centro das ações tenha sido, como o nome da revolta sugere, em Pernambuco, o Ceará teve participação no processo, mais especificamente o Cariri. Sobre a Revolução Pernambucana, marque o item correto.

 

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118132 Ano: 2017
Disciplina: História
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

Sobre a relação entre a história do Brasil e o ensino de História no país, podemos estabelecer as seguintes relações.

I. No início do século XIX, o ensino de História nas escolas não era mais do que uma forma de educação cívica. O fito dessa forma de ensino consistia em sancionar a nação na disposição em que se encontrava, noutras palavras, legitimar sua ordem social e política, além de inculcar nos membros da nação o orgulho de a ela pertencerem para, então, melhor servi-la. A didática do ensino de História se baseava no emprego de uma narração factual seleta, elegendo grandes personagens, acontecimentos simbólicos e, eventualmente, mitos fundadores.

II. Em fins do século XIX, com o recrudescimento dos debates abolicionistas e o nascer dos movimentos imigratórios, a história a ser ensinada deveria incentivar valores direcionados à preservação da ordem e à obediência à hierarquia, de sorte que a nação estivesse apta a galgar tranquilamente rumo ao progresso. Nesse ínterim, à história caberia a incumbência de situar cada indivíduo em seu lugar na sociedade. Uma vez que a nação havia sido erigida por grandes homens, restava a cargo de seus descendentes o “fardo” de conduzir o país em direção ao progresso.

III. Durante o período da ditadura estadonovista (1937-1945), a propaganda nacionalista espraiou-se também por intermédio do ensino de História. No auge do governo getulista, o então ministro da educação e saúde Gustavo Capanema empreendeu, em 1942, uma segunda reforma educacional. O ponto a assinalar é que a história do Brasil passou a gozar do status de disciplina autônoma. Em se tratando de um governo ditatorial de viés nacionalista, o ensino de História foi revestido com as cores da bandeira, objetivando a conjuração de uma consciência patriótica por meio da seleção de episódios significativos e de grandes nomes do passado. As novas gerações deveriam conhecer seus direitos e, mais importante, seus deveres para com a pátria.

IV. As metas para o ensino de História posterior ao ano de 1964 estavam amplamente vincadas pelo ideário de segurança nacional e desenvolvimento econômico, dois dos principais pilares de sustentação de governo dos militares. O ideário marxista, que ganhou força nas escolas durante o início do século XX no Brasil, é abolido das universidades e escolas do país com as reformas educacionais de 1968 (ano da decretação do Ato Institucional número 5) e de 1971, o ensino de História é efetivamente voltado para atender aos interesses do Estado ditatorial.

V. Com a redemocratização em 1985, inaugurava-se o “tempo do repensar”. A disciplina História deixava de ajustar-se aos interesses do Estado autoritário para ser prostrada ao serviço da sociedade democrática. “Preparação dos cidadãos para uma sociedade democrática”, tornar o recém-cidadão capaz de intervir e transformar a realidade brasileira. Esses eram, então, os novos objetivos da velha disciplina. A organização do ensino de História não mais consistia em celebrar grandes feitos e personagens, mas sim em discutir os problemas da realidade social vivida.

Podemos afirmar que são verdadeiros apenas os itens:

 

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