Magna Concursos

Foram encontradas 910 questões.

Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Considerando o emprego correto do locativo “onde”, assinale a alternativa que apresenta palavra que possa substituí-lo corretamente.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
De acordo com texto, assinale a alternativa que contempla uma proposta com a qual Sorkin concorda sem restrições.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Analise as assertivas a seguir de acordo com o texto:
I. Sorkin sempre foi entusiasta da arquitetura modernista e sempre avaliou o projeto da capital brasileira como algo de vanguarda e democrático.
II. Para o filósofo americano, Marshall Berman, Brasília não é uma cidade que privilegie os encontros humanos.
III. Para Sorkin, o trabalho do arquiteto extrapola os limites das projeções numéricas e do trabalho meramente técnico.
Quais estão corretas?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2302848 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Provas:
O aumento da procura-oferta de educação extrafamiliar, que pode ser observada na segunda metade do século XX, não se explica apenas pelo trabalho da mulher, pois no Brasil ainda há um número significativo de crianças pequenas, filhas de mães que não trabalham fora, que frequentam creches e pré-escolas. Essa procura se deve também:
I. Pela construção de uma nova imagem de sociabilidade infantil, pois as crianças pequenas necessitariam de novos espaços de sociabilidade extrafamiliar.
II. Pelo entendimento de uma nova concepção de pequena infância.
III. Pela movimentação importante em torno da criança e das suas necessidades educativas, bem como pela reavaliação de suas competências.
Quais estão corretas?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2302847 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Provas:
Conforme Furlan (2007), a função da avaliação é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2302846 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Provas:
Para Bujes (CRAIDY, 2001), “as instituições de educação infantil são hoje indispensáveis na sociedade”. Assim, ela afirma que a experiência da educação infantil, necessariamente, precisa:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2302845 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Provas:
A tendência pedagógica em que o método de ensino realiza-se na vivência grupal, na forma de autogestão, em que os alunos buscarão encontrar as bases mais satisfatórias de sua própria “instituição”, graças às suas próprias iniciativas e sem qualquer forma de poder, chama se:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2302844 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Provas:
Assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso, em relação aos fatores que podem estar presentes em um resultado insatisfatório na prática avaliativa, segundo Luckesi.
( ) Utilizar-se de instrumentos adequados e planejados para aferir o desempenho dos alunos.
( ) Insuficiência de atenção às necessidades dos alunos.
( ) Os alunos demonstrarem um maior grau de dificuldade do que se imagina.
( ) Falta de entusiasmo e de liderança por parte do professor.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2302843 Ano: 2019
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Provas:
Considerando !$ P !$ e !$ Q !$ proposições simples, a fórmula !$ (P\lor\sim Q)\leftrightarrow (P\rightarrow Q) !$ é uma:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas