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3398805
Ano: 2024
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Guaraciaba Norte-CE
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Guaraciaba Norte-CE
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Segundo o Art. 2º da Lei Orgânica do Município de
Guaraciaba do Norte, a soberania popular será
exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com valor igual para todos, nos termos da lei,
mediante:
I- Plebiscito.
II- Referendo.
III- Iniciativa popular.
IV- Sistema Proporcional.
V- Orçamento Participativo.
VI- Eleições mistas distritais.
VII- Veto popular.
São CORRETOS:
I- Plebiscito.
II- Referendo.
III- Iniciativa popular.
IV- Sistema Proporcional.
V- Orçamento Participativo.
VI- Eleições mistas distritais.
VII- Veto popular.
São CORRETOS:
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3398804
Ano: 2024
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Guaraciaba Norte-CE
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Guaraciaba Norte-CE
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Quanto à maneira como concorrem para satisfazer ao
interesse geral, os serviços públicos podem ser:
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Assinale o que é o “Chat secreto” presente no
Telegram:
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Assinale qual biblioteca do Telegram é voltada para
quem deseja ter seu próprio aplicativo, mas sem
precisar cria-lo do zero:
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Resolvendo a expressão \( \left( \dfrac{3}{5} + \dfrac{2}{3} \right) \times \left( \dfrac{4}{7} \div \dfrac{20}{28} \right)\), obtém-se como resposta um número racional \(\dfrac{a}{b}\). O valor de a – b é:
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Uma sala de aula de uma escola é formada por 25
meninas e 24 meninos, sendo que 12% das meninas
namoram e 25% dos meninos namoram. A
quantidade de alunos que namoram nessa sala é de:
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Em 6 horas, 15 caminhões descarregam 150 m3
de
britas. A quantidade de caminhões necessários para
descarregar 240 m3 em 4 horas é:
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TEXTO
O mato
Rubem Braga
Veio o vento frio, e depois o temporal noturno,
e depois da lenta chuva que passou toda a manhã
caindo e ainda voltou algumas vezes durante o dia, a
cidade entardeceu em brumas. Então o homem
esqueceu o trabalho e as promissórias, esqueceu a
condução e o telefone e o asfalto, e saiu andando
lentamente por aquele morro coberto de um mato
viçoso, perto de sua casa. O capim cheio de água
molhava seu sapato e as pernas da calça; o mato
escurecia sem vaga-lumes nem grilos.
Pôs a mão no tronco de uma árvore pequena,
sacudiu um pouco, e recebeu nos cabelos e na cara as
gotas de água como se fosse uma benção. Ali perto
mesmo a cidade murmurava, estava com seus ruídos
vespertinos, ranger de bondes, buzinar impacientes de
carros, vozes indistintas; mas ele via apenas algumas
árvores, um canto de mato, uma pedra escura. Ali
perto, dentro de uma casa fechada, um telefone batia,
silenciava, batia outra vez, interminável, paciente,
melancólico. Alguém, com certeza já sem esperança,
insistia em querer falar com alguém.
Por um instante, o homem voltou seu
pensamento para a cidade e sua vida. Aquele telefone
tocando em vão era um dos milhões de atos falhados
da vida urbana. Pensou no desgaste nervoso dessa
vida, nos desencontros, nas incertezas, no jogo de
ambições e vaidades, na procura de amor e de
importância, na caça ao dinheiro e aos prazeres.
Ainda bem que de todas as cidades do mundo o Rio é
a única a permitir a evasão fácil para o mar e a
floresta. Ele estava ali num desses limites entre a
cidade dos homens e a natureza pura; ainda pensava
em seus problemas urbanos – mas um camaleão
correu de súbito, um passarinho piou triste em algum
ramo, e o homem ficou atento àquela humilde vida
animal e também à vida silenciosa e úmida das
árvores, e à pedra escura, com uma pele de musgo e
seu misterioso coração mineral.
E pouco a pouco ele foi sentindo uma paz
naquele começo de escuridão, sentiu vontade de
deitar e dormir entre a erva úmida, de se tornar um
confuso ser vegetal, num grande sossego, farto de
terra e de água; ficaria verde, emitiria raízes e folhas,
seu tronco seria um tronco escuro, grosso, seus ramos formariam copa densa, e ele seria, sem angústia nem
amor, sem desejo nem tristeza, forte, quieto, imóvel,
feliz.
Disponível em: https://palmeiradosindios.al.gov.br/
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TEXTO
O mato
Rubem Braga
Veio o vento frio, e depois o temporal noturno,
e depois da lenta chuva que passou toda a manhã
caindo e ainda voltou algumas vezes durante o dia, a
cidade entardeceu em brumas. Então o homem
esqueceu o trabalho e as promissórias, esqueceu a
condução e o telefone e o asfalto, e saiu andando
lentamente por aquele morro coberto de um mato
viçoso, perto de sua casa. O capim cheio de água
molhava seu sapato e as pernas da calça; o mato
escurecia sem vaga-lumes nem grilos.
Pôs a mão no tronco de uma árvore pequena,
sacudiu um pouco, e recebeu nos cabelos e na cara as
gotas de água como se fosse uma benção. Ali perto
mesmo a cidade murmurava, estava com seus ruídos
vespertinos, ranger de bondes, buzinar impacientes de
carros, vozes indistintas; mas ele via apenas algumas
árvores, um canto de mato, uma pedra escura. Ali
perto, dentro de uma casa fechada, um telefone batia,
silenciava, batia outra vez, interminável, paciente,
melancólico. Alguém, com certeza já sem esperança,
insistia em querer falar com alguém.
Por um instante, o homem voltou seu
pensamento para a cidade e sua vida. Aquele telefone
tocando em vão era um dos milhões de atos falhados
da vida urbana. Pensou no desgaste nervoso dessa
vida, nos desencontros, nas incertezas, no jogo de
ambições e vaidades, na procura de amor e de
importância, na caça ao dinheiro e aos prazeres.
Ainda bem que de todas as cidades do mundo o Rio é
a única a permitir a evasão fácil para o mar e a
floresta. Ele estava ali num desses limites entre a
cidade dos homens e a natureza pura; ainda pensava
em seus problemas urbanos – mas um camaleão
correu de súbito, um passarinho piou triste em algum
ramo, e o homem ficou atento àquela humilde vida
animal e também à vida silenciosa e úmida das
árvores, e à pedra escura, com uma pele de musgo e
seu misterioso coração mineral.
E pouco a pouco ele foi sentindo uma paz
naquele começo de escuridão, sentiu vontade de
deitar e dormir entre a erva úmida, de se tornar um
confuso ser vegetal, num grande sossego, farto de
terra e de água; ficaria verde, emitiria raízes e folhas,
seu tronco seria um tronco escuro, grosso, seus ramos formariam copa densa, e ele seria, sem angústia nem
amor, sem desejo nem tristeza, forte, quieto, imóvel,
feliz.
Disponível em: https://palmeiradosindios.al.gov.br/
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O mato
Rubem Braga
Veio o vento frio, e depois o temporal noturno,
e depois da lenta chuva que passou toda a manhã
caindo e ainda voltou algumas vezes durante o dia, a
cidade entardeceu em brumas. Então o homem
esqueceu o trabalho e as promissórias, esqueceu a
condução e o telefone e o asfalto, e saiu andando
lentamente por aquele morro coberto de um mato
viçoso, perto de sua casa. O capim cheio de água
molhava seu sapato e as pernas da calça; o mato
escurecia sem vaga-lumes nem grilos.
Pôs a mão no tronco de uma árvore pequena,
sacudiu um pouco, e recebeu nos cabelos e na cara as
gotas de água como se fosse uma benção. Ali perto
mesmo a cidade murmurava, estava com seus ruídos
vespertinos, ranger de bondes, buzinar impacientes de
carros, vozes indistintas; mas ele via apenas algumas
árvores, um canto de mato, uma pedra escura. Ali
perto, dentro de uma casa fechada, um telefone batia,
silenciava, batia outra vez, interminável, paciente,
melancólico. Alguém, com certeza já sem esperança,
insistia em querer falar com alguém.
Por um instante, o homem voltou seu
pensamento para a cidade e sua vida. Aquele telefone
tocando em vão era um dos milhões de atos falhados
da vida urbana. Pensou no desgaste nervoso dessa
vida, nos desencontros, nas incertezas, no jogo de
ambições e vaidades, na procura de amor e de
importância, na caça ao dinheiro e aos prazeres.
Ainda bem que de todas as cidades do mundo o Rio é
a única a permitir a evasão fácil para o mar e a
floresta. Ele estava ali num desses limites entre a
cidade dos homens e a natureza pura; ainda pensava
em seus problemas urbanos – mas um camaleão
correu de súbito, um passarinho piou triste em algum
ramo, e o homem ficou atento àquela humilde vida
animal e também à vida silenciosa e úmida das
árvores, e à pedra escura, com uma pele de musgo e
seu misterioso coração mineral.
E pouco a pouco ele foi sentindo uma paz
naquele começo de escuridão, sentiu vontade de
deitar e dormir entre a erva úmida, de se tornar um
confuso ser vegetal, num grande sossego, farto de
terra e de água; ficaria verde, emitiria raízes e folhas,
seu tronco seria um tronco escuro, grosso, seus ramos formariam copa densa, e ele seria, sem angústia nem
amor, sem desejo nem tristeza, forte, quieto, imóvel,
feliz.
Disponível em: https://palmeiradosindios.al.gov.br/
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