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Segundo Barroco (2020, p. 54), “a reflexão ética é construída, historicamente, no âmbito da filosofia, tendo por objeto a moral. Na perspectiva que nos orienta, ela é de caráter ontológico-social-materialista; busca, a partir da razão dialética, apreender, na totalidade sócio-histórica, as categorias ético-morais, desvelando suas particularidades e legalidades”. A respeito da ética e do Serviço Social, analise as afirmativas a seguir.
I. A reflexão ética supõe a suspensão da cotidianidade; não tem por objetivo responder às suas necessidades imediatas, mas sistematizar a crítica da vida cotidiana, pressuposto para uma organização da mesma para além das necessidades voltadas, exclusivamente, ao “eu”, ampliando as possibilidades dos indivíduos se realizarem como individualidades livres e conscientes.
II. Quando a moral é refletida ontologicamente, é possível ultrapassar o conformismo característico da aceitação espontânea da cotidianidade; os conflitos morais podem, então, ser apreendidos em sua relação com a totalidade social e não se apresentarem somente como conflitos morais. Principalmente, pode desvelar a objetividade de tais conflitos, permitindo que não sejam tratados como “problemas subjetivos”, cuja resolução depende da vontade singular.
III. Para que a ética se realize como saber ontológico é preciso que ela conserve sua perspectiva fracional capaz de desmistificar as formas reificadas de ser e pensar. Assim ela é, também, um instrumento crítico de outros saberes, de elaborações éticas que possam estar contribuindo para o ocultamento das mediações existentes entre a singularidade inerente à cotidianidade e o gênero humano, reproduzindo, com isso, a alienação.
IV. A ética realiza sua natureza de atividade propiciadora de uma relação consciente com o humano-genérico quando consegue absorver integralmente os fundamentos dos conflitos morais e desvelar o sentido e determinações de suas formas alienadas; quando apreende a relação entre a singularidade e a universalidade dos atos ético-morais; quando responde aos conflitos sociais resgatando os valores genéricos; quando amplia a capacidade de escolha consciente; sobretudo, quando indaga radicalmente sobre as possibilidades de realização da liberdade, seu principal fundamento.
Está correto o que se afirma apenas em
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De acordo com Cavalcante (2022, p. 38), “o aparente reconhecimento da dívida social para com as desigualdades sociais, da questão social como problema estrutural e resultante de lutas e conquistas é relativizado e minimizado pelas estratégias de respostas do Estado às expressões da questão social”. Dentre as estratégias de respostas dada pelo Estado às expressões da questão social que possam ser observadas, é INCORRETO o que se afirma em:
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As formas de incorporação do marxismo pelo Serviço Social só adquirem condições de ser reavaliadas na segunda metade dos anos 70, no âmbito da crítica superadora do movimento de reconceituação. A respeito das críticas interpostas ao marxismo deste período, pode-se afirmar que são apontadas
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O Serviço Social só pode afirmar como prática institucionalizada na sociedade ao responder às necessidades sociais derivadas da prática histórica das classes sociais na produção e reprodução dos meios de vida e de trabalho de forma socialmente determinada. Historicamente, a partir da década de 1930, o Serviço Social:
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A superação das fragilidades do Código de Ética do Serviço Social de 1986 é objetivada em 1993, quando a normativa é reelaborada, o que deixa claro que houve um avanço teórico, proporcionado pelo acúmulo anterior. O processo de debates que culmina com a aprovação do novo Código é marcado pela sensibilização da sociedade civil em face da questão ética, o que se concretiza em mobilizações que reivindicam a ética na política e na vida pública. Em relação ao momento histórico dos anos de 1990 e das mudanças em relação aos fundamentos teórico-metodológico, ético-político e técnico-operativo do exercício profissional, analise as afirmativas a seguir.
I. Na verdade, a objetivação de uma consciência ética, neste momento, expressa uma insatisfação social cujas determinações não são superadas eticamente. O que está em jogo é a subordinação do país aos interesses político-econômicos do capitalismo internacional, ou seja, a sua adesão ao “mundo globalizado” e ao programa neoliberal.
II. Na década de 1990, as consequências da lógica excludente e destrutiva do capitalismo, aprofundadas no processo de globalização neoliberal, são visíveis mundialmente e, particularmente, no Terceiro Mundo. Entre muitos aspectos, eliminam-se toda estrutura e responsabilidade social do Estado em face da “questão social”; privatizam-se serviços públicos e empresas estatais, desmontam-se, gradualmente, as legislações de proteção social e do trabalho.
III. A implantação deste projeto, no Brasil, opera em condições particulares; contando com uma proteção social que assegure, minimamente, os direitos sociais, apresentando índices de miséria similares aos países mais pobres do mundo e contando com uma elite historicamente conservadora, o país ingressa no “mundo global”, reatualizando as velhas estratégias de equacionamento moral da “questão social”.
IV. Se na entrada dos anos 1990 é evidente o amadurecimento de um “vetor de ruptura”, isso não significa que esta vertente tenha alcançado uma “nova legitimidade” junto às classes subalternas. Além disso, a ruptura com o conservadorismo profissional, consolidada nos anos 1980, não significa que o conservadorismo foi superado no interior da categoria.
Está correto o que se afirma apenas em
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De acordo com Yazbek (2009 p. 45), “para uma aproximação à experiência de pobreza, exclusão e subalternização de usuários de serviços sociais e assistenciais e, particularmente, para melhor situar a mediação do assistencial na conformação da identidade subalterna, entendemos que o ponto de partida é o enquadramento da questão no âmbito da regulação estatal das camadas mais pobres dos dominados na sociedade brasileira. Neste sentido, se impõe uma incursão ao complexo e desarticulado campo da política social no país, particularizando sua performance na assistência social”. Pensando na performance das políticas sociais pode-se afirmar que há:
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O controle social tem sua concepção advinda da Constituição Federal de 1988, enquanto instrumento de efetivação da participação popular no processo de gestão político-administrativo-financeira e técnico-operativa, com caráter democrático e descentralizado. Dentro desta lógica, o controle do Estado é exercido pela sociedade na garantia dos direitos fundamentais e dos princípios democráticos balizados nos preceitos constitucionais. Na conformação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), os espaços privilegiados em que se efetivará tal participação são os conselhos e as conferências. A respeito das conferências, analise as afirmativas a seguir.
I. Durante as conferências, são discutidos temas como acesso aos serviços, qualidade do atendimento, financiamento, gestão e participação social, visando o aprimoramento do SUAS.
II. As conferências são realizadas em níveis municipal, estadual e nacional, de forma concomitante, que culmina na Conferência Nacional de Assistência Social.
III. Os resultados das conferências, por meio de suas deliberações, servem como subsídio para a elaboração de políticas, planos e programas de assistência social, bem como para a definição de estratégias de implementação e monitoramento.
Está correto o que se afirma em
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Superar a leitura fetichizada do assistencial no Serviço Social é um movimento que vai além da questão profissional. Implica, de um lado, apreender o assistencial como mecanismo histórico presente nas políticas brasileiras de corte social. A respeito do dilema que envolve a assistência e o assistencialismo, analise as asserções e a relação proposta entre elas.
I. “Os profissionais habitualmente têm categorizado suas ações como assistenciais ou não a partir de sua aparência, quanto à presença/ausência do auxílio concreto e da dicotomização do processo de trabalho em individual e coletivo.”
PORQUE
II. “Nessa compreensão, os profissionais terminam por desenvolver sua prática de modo paternalista e burocrática.”
Assinale a alternativa correta.
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De acordo com CFESS (1996, p. 186), o que está em jogo na convivência entre sociedade civil organizada e governo, sobretudo na instância dos conselhos paritários de políticas públicas, é a imprescindível autonomia da sociedade civil, bem como a soberania do caráter deliberativo dos conselhos. Isso significa afirmar que:
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Desde os anos 1960, no Brasil, tem início um processo de erosão das bases de legitimação do ethos tradicional do Serviço Social, propiciando uma renovação e um pluralismo capazes de evidenciar a dimensão político-ideológica da prática profissional, abrindo a possibilidade de emergência de uma vertente crítica, caracterizada por Paulo Netto (2005), como a vertente de “intenção de ruptura”. Em relação à prática desta vertente, é correto afirmar que:
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