Foram encontradas 499 questões.
Leia o texto, para responder à questão.
… E Graham Bell virou outra coisa
É possível que você esteja lendo esta reportagem em
um smartphone. E, se não for esse o caso, é provável que
ele se encontre ao alcance de sua mão. Nada a estranhar:
quem se separa desses aparelhos hoje em dia? Nem à noite:
é para o celular que um número cada vez mais espantoso
de pessoas – já são 5,4 bilhões de linhas no planeta – dirige
sua atenção antes de dormir; e é também para ele que elas
olham primeiro quando acordam. Aliás, existem aplicativos
que ajudam a pegar no sono e outros que despertam qualquer um – como o alarme que só pode ser desabilitado se o
dono der alguns passos.
Não há notícia de nenhum gadget que tenha se tornado
tão onipresente (e onipotente). É um recorde de popularidade. Com o aparelho que quase todo mundo carrega consigo,
é possível realizar uma série de atividades que antes exigiriam tempo, deslocamento e dinheiro. “De vez em quando
aparece um produto revolucionário que muda tudo”, disse
Steve Jobs no lançamento do iPhone, em 9 de janeiro de
2007 – data que pode ser considerada um desses extraordinários “de vez em quando”. Na apresentação, ele enfatizou que estava “revolucionando o telefone” (embora já existissem smartphones, como os da Black Berry). Isso porque
num mesmo dispositivo seria possível ouvir músicas, usar a
internet e “até” fazer uma ligação. Sim, definitivamente “telefonar” passava a ser apenas “mais uma” função do telefone.
A era dos smartphones trouxe consigo uma preocupação:
o risco da dependência. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Coreia, em Seul, revelou que a nomofobia – esse
é o termo empregado para se referir ao problema – pode ser
caracterizada como vício. E por um motivo simples: o uso
excessivo do celular produz alterações químicas no cérebro
que levam a reações que, em muitos aspectos, se assemelham às que acometem os dependentes de drogas. Assim,
a sugestão quanto ao smartphone é incontornável: use com
moderação. Você pode, por exemplo, dormir sem ele.
(Mariana Amaro. Veja, 18.07.2018. Adaptado)
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Leia o texto para responder a questão.
Capas de caderno
Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de
Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar os
cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da
mesa para colocar uma capa transparente e uma estampa que
sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que
dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo
de alegria.
Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de
qualquer jeito à escola. Não era permitido que o uniforme não
estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que
sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as
viradas de página e o manuseio infinito.
A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a
embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava
durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo
de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do
capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro
irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme e competição.
Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência
que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a
imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com
um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se
fôssemos aprovados em mais um ano escolar.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor.
Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado)
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Leia o texto para responder a questão.
Capas de caderno
Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de
Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar os
cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da
mesa para colocar uma capa transparente e uma estampa que
sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que
dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo
de alegria.
Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de
qualquer jeito à escola. Não era permitido que o uniforme não
estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que
sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as
viradas de página e o manuseio infinito.
A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a
embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava
durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo
de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do
capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro
irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme e competição.
Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência
que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a
imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com
um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se
fôssemos aprovados em mais um ano escolar.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor.
Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado)
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Leia o texto para responder a questão.
Nhô Rezende era dono de propícias terras lá para as
bandas de Apiaí. Não se importava com o café, pois as porcadas e as plantações de arroz iam-no mais do que arranjando,
enriquecendo. Seus campos marginavam a Ribeira em doce
aclive onde as reses ruminavam distraindo a monotonia dos
pastos sob a arrogância ouriçada dos pinheiros. Mais para
o alto, fugindo aos alagadiços, a mata recobria a crista das
colinas. Na filigrana das ramagens, os macacos e os tucanos,
em convívio, anunciavam, com a matinada loquaz, cada novo
dia, sempre portador de novo lucro e bem-estar.
Há quinze anos já que nhô Rezende se afazendara naquelas paragens, preferindo buscar no chão da terra
esteio mais seguro que o das filosofias aderentes às cartas
de bacharel. Entre o rubi e a enxada, optara pela segunda,
desgostando a coronelice ingênita do pai, mas a preferida lhe
dera os orgulhos da honestidade e a serena paz dos patriarcas. Também entre a pianista de alameda paulistana, chopinizada de alma e corpo, e a cabocla aguentada nas aleivosias do clima, endireitara para o amor desta, mais submisso
e mais virgem. E o nono filho aí estava como a nona exceção
à gente amarelecida que os rodeava, rijo, sacudido, crestado,
sujo, lindo, olhos inquietos.
– Chiquinho, sai daí, peste! Eu te bato, heim!
Mas Chiquinho tinha apenas três anos, duvidava ainda
da argumentação das palmadas e enrodilhava-se à perna do
pai, puxando-o.
(Mário de Andrade. O poço e outras histórias)
Vocabulário:
• filigrana: detalhe, minúcia
• loquaz: rumorosa, ruidosa, barulhenta
• ingênita: que nasce com a pessoa, inata
• chopinizada: relativo ao músico Chopin
• aguentada: que enfrenta, que se sustenta
• aleivosias: enganos, variações
• crestado: queimado
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Leia o texto da tirinha para responder a questão.

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É possível que você esteja lendo esta reportagem em
um smartphone. E, se não for esse o caso, é provável que
ele se encontre ao alcance de sua mão. Nada a estranhar:
quem se separa desses aparelhos hoje em dia? Nem à noite:
é para o celular que um número cada vez mais espantoso
de pessoas – já são 5,4 bilhões de linhas no planeta – dirige
sua atenção antes de dormir; e é também para ele que elas
olham primeiro quando acordam. Aliás, existem aplicativos
que ajudam a pegar no sono e outros que despertam qualquer um – como o alarme que só pode ser desabilitado se o
dono der alguns passos.
Não há notícia de nenhum gadget que tenha se tornado
tão onipresente (e onipotente). É um recorde de popularidade. Com o aparelho que quase todo mundo carrega consigo,
é possível realizar uma série de atividades que antes exigiriam tempo, deslocamento e dinheiro. “De vez em quando
aparece um produto revolucionário que muda tudo”, disse
Steve Jobs no lançamento do iPhone, em 9 de janeiro de
2007 – data que pode ser considerada um desses extraordinários “de vez em quando”. Na apresentação, ele enfatizou que estava “revolucionando o telefone” (embora já existissem smartphones, como os da Black Berry). Isso porque
num mesmo dispositivo seria possível ouvir músicas, usar a
internet e “até” fazer uma ligação. Sim, definitivamente “telefonar” passava a ser apenas “mais uma” função do telefone.
A era dos smartphones trouxe consigo uma preocupação:
o risco da dependência. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Coreia, em Seul, revelou que a nomofobia – esse
é o termo empregado para se referir ao problema – pode ser
caracterizada como vício. E por um motivo simples: o uso
excessivo do celular produz alterações químicas no cérebro
que levam a reações que, em muitos aspectos, se assemelham às que acometem os dependentes de drogas. Assim,
a sugestão quanto ao smartphone é incontornável: use com
moderação. Você pode, por exemplo, dormir sem ele.
(Mariana Amaro. Veja, 18.07.2018. Adaptado)
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Leia o texto para responder a questão.
O brasileiro mais comedido
A crise econômica está ficando para trás, mas seus efeitos vão demorar a desaparecer. Um deles está no consumo:
o brasileiro ficará mais comedido pelo menos até 2022. Um
estudo conduzido pela consultoria britânica Euromonitor mostrou que as vendas de produtos mais caros deverão crescer
a uma taxa menor nos próximos anos ou até cair, enquanto
as de artigos mais baratos deverão ter um avanço significativo. O destaque fica com os produtos de cuidado com animais de estimação, cujas vendas deverão crescer 64% no
período de 2014 a 2022. Os produtos eletrônicos – em geral,
mais caros – deverão ter queda de 9%. “A profundidade da
recessão econômica deixou marcas no brasileiro que tornaram seu consumo mais cuidadoso, um hábito que se manterá
no médio prazo”, diz Elton Morimitsu, analista de pesquisa da
Euromonitor.
(Exame, 02.05.2018)
No contexto em que estão empregadas, as conjunções destacadas remetem, correta e respectivamente, aos sentidos de
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Leia a tira, para responder à questão.

É correto afirmar que o efeito de sentido de humor, na tira, é associado
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Assinale a alternativa em que a concordância das palavras e o emprego da crase estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
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Leia o texto para responder a questão.
Capas de caderno
Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de
Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar os
cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da
mesa para colocar uma capa transparente e uma estampa que
sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que
dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo
de alegria.
Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de
qualquer jeito à escola. Não era permitido que o uniforme não
estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que
sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as
viradas de página e o manuseio infinito.
A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a
embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava
durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo
de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do
capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro
irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme e competição.
Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência
que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a
imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com
um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se
fôssemos aprovados em mais um ano escolar.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor.
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