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A vassalagem assim pode ter tido suas principais raízes tanto no comitatus germânico quanto na clientela galo-romana: as duas formas de corte aristocrática que existiram em cada lado do Reno bem antes do fim do império. O domínio, que no devido tempo se fundiu para formar o feudo, pode ser traçado a partir das últimas práticas eclesiásticas romanas e das distribuições tribais germânicas de terras.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo. Adaptado)
A partir do excerto, é correto afirmar que, para Perry Anderson,
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Montesquieu formula o diagnóstico mais claro e mais explícito: “Havendo os povos da Europa exterminado os da América, tiveram de submeter à escravidão os da África, para deles se servirem a fim de desbravar as suas terras”. Isso não implica a menor comiseração pelos negros: “É impossível supormos que essas pessoas sejam homens; porque, se os supuséssemos homens, começaríamos a crer que nós mesmos não somos cristãos”.
(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX. Texto adaptado)
A posição de Montesquieu, consoante com as concepções do século XVIII, revela que
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Luís Villoro, em seu livro sobre a independência mexicana, faz uma bonita análise da trajetória do Padre Miguel Hidalgo, uma das lideranças do movimento pela independência do México. Mostra um homem dividido entre a defesa das ideias de liberdade e a necessidade do uso da violência para realizar a sua utopia.
Hidalgo esteve à frente de um exército popular e, nos poucos documentos escritos que deixou, aparecem decretos que vinham ao encontro das aspirações dos mais pobres.
(Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX: tramas, telas e textos. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta parte de um desses decretos.
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O golpe militar de 1964 recebeu total apoio do governo dos Estados Unidos. Durante os 21 anos de ditadura, o Brasil oscilou entre posições estritas de alinhamento ideológico e outras mais independentes […]
(Maria Lígia Coelho Prado, Davi e Golias: as relações entre Brasil e Estados Unidos no século XX. Em: Carlos Guilherme Mota, A experiência brasileira. A grande transação)
Segundo a autora do artigo, o Brasil apresentou posições mais independentes
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[…] o federalismo contido na Carta de 1891 era, decididamente, formado por partes desiguais.
(Joseph L. Love, A república brasileira: federalismo e regionalismo (1889-1937). Em: Carlos Guilherme Mota, A experiência brasileira. A grande transação)
Essa desigualdade pode ser verificada em relação
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Joaquim Norberto e Lúcio dos Santos […] embora divergentes em suas interpretações quanto aos papéis dos agentes, intensidade e objetivos do movimento, inauguraram o exame do tema preservando um tipo de construção narrativa baseada nos procedimentos instituídos no processo judicial. Prisioneiros dessa lógica, procuraram estabelecer os antecedentes (contexto do crime); a prioridade na ideia (principal culpado); a conspiração (planos e ações imediatas); o programa de ação e natureza da transformação (natureza do crime); os agentes (cúmplices); a traição (denúncia e indiciamento) e a repressão (prisão, inquérito e condenação).
(João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (orgs), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História)
Para João Pinto Furtado, a adoção de tal sistema interpretativo
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A derrota do nazismo e a intensificação da luta do negro norte-americano pela igualdade racial são circunstâncias que contribuíram para renovar nos Estados Unidos o interesse pela escravidão negra. Surgiram trabalhos questionando as teses de Tannebaum, Elkins e, consequentemente, Gilberto Freyre.
No Brasil, foi um tempo de efervescência política e intelectual em que o interesse por classes expoliadas e minorias oprimidas também mudou a historiografia da escravidão.
Nesta, desde logo podem ser citados os nomes de Florestan Fernandes, Otávio Ianni, Emília Viotti da Costa, Fernando Henrique Cardoso, cujas teses divergem diametralmente de Freyre.
(Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva. Texto adaptado)
Segundo Suely Robles R. Queiroz, para esses autores,
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Na Europa de então, uma vez que o Brasil havia adquirido seu status enquanto lugar de riqueza, real ou potencial, também começou a servir de lugar de fuga ou sede alternativa de império para monarcas europeus de grandes ambições ou esperanças limitadas. Parece nítido que durante a luta pela sucessão ao trono de Portugal, que se seguiu à morte de d. Sebastião, em 1578, d. Antônio, o Prior do Crato, chega a considerar a ideia de se estabelecer como rei no Brasil e esperava utilizar a colônia como base de futuras pretensões. […] Em Madri, rumores de que os holandeses estabeleceriam um descendente de d. Antônio para justificar a invasão de Pernambuco persistiram até a década de 1620. A sugestão de se transferir a corte de Lisboa para o Brasil, surgida durante o século XVIII, era reiterada ocasionalmente por membros da corte e conselheiros políticos.
(Stuart B. Schwartz, “Gente da terra braziliense da nasção”. Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme Mota, A experiência brasileira. Formação: histórias)
A partir do excerto, é correto afirmar que, para Stuart B. Schwartz,
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A partir de finais da década de 20 de Quinhentos, d. João III (1521-1557) decidiu iniciar a colonização do Brasil, tendo adotado, ao longo do período compreendido entre 1530 e 1548, três modelos diferentes para garantir o sucesso da empresa, pretendendo responder à tenaz resistência oposta por vários grupos tribais ameríndios à fixação de portugueses no seu território e às alterações verificadas nas vertentes geopolítica e econômica mundiais.
(Jorge Couto, A gênese do Brasil. Em: Carlos Guilherme Mota, A experiência brasileira. Formação: histórias)
De acordo com Jorge Couto, em relação ao terceiro dos modelos adotados pela coroa portuguesa, está correto afirmar que
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Uma última palavra é talvez necessária sobre a escolha do Estado como tema central de reflexão. Hoje, quando a “história a partir de baixo” tornou-se senha reconhecida tanto em círculos marxistas como não-marxistas e produziu já importantes benefícios para a nossa compreensão do passado, é apesar de tudo necessário relembrar um dos axiomas básicos do materialismo histórico […].
(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista)
Tal axioma básico do materialismo histórico refere-se
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