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Foram encontradas 213 questões.

1512896 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EPBAZI
Orgão: Pref. Guatambu-SC
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Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de números 01 a 04.


Um país amnésico

Como dizia o Cronista Ivan Lessa: 'A cada 15 anos, o Brasil esquece os últimos 15'.


Como ficou demonstrado com o incêndio do Museu Nacional, o Brasil parece só usar a memória para se lembrar de que não a tem ou a tem incompleta — é o país da amnésia crônica e do pretérito imperfeito. A voracidade do tempo presente e a correria da vida moderna podem contribuir para isso, mas também e principalmente a pouca atenção que damos à nossa História. Gostamos do paradoxo de cultivar uma espécie de memória do esquecimento. Agora, por exemplo, avolumam-se as evidências do que deveria e poderia ter sido feito preventivamente para evitar o que está sendo repetido como um lugar comum: foi uma "tragédia anunciada". Sim, e de múltiplas responsabilidades criminosas.


Esse pouco apreço ao nosso patrimônio cultural não é de hoje. "No meu tempo", como dizem os velhos, o ensino fazia da História uma disciplina enfadonha que se resumia a uma relação cansativa de datas e nomes que dependiam de um mecanismo de aprendizado conhecido como "decoreba", isto é, engolir sem precisar entender e sem gostar do que logo depois se esquecia.


Visitas guiadas a museus não eram um programa das escolas. Aliás, visitar exposições ainda é um hábito que se pratica sobretudo quando se viaja ao exterior. Em 2017, mais brasileiros foram ao Louvre do que ao nosso Museu Nacional. De acordo com quem fez as contas, o repórter Rafael Barifouse, da BBC News Brasil, foram 289 mil visitantes brasileiros lá contra 192 mil aqui. E mais: o número de patrícios que visitaram o museu francês foi 50,5% superior à visitação total da instituição brasileira.


Assim como enchemos o peito para exaltar com razão o nosso patrimônio esportivo — as Copas que conquistamos, os craques que fabricamos e exportamos — poderíamos ostentar também com orgulho os tesouros culturais que só agora, que os perdemos pelo fogo, tornamos conhecidos e valorizamos.


Apesar de seus 200 anos e do acervo de 20 milhões de peças, inclusive relíquias arqueológicas como Luzia, a nossa primeira mulher, a instituição criada por D. João VI precisou virar cinzas para ter sua importância conhecida pelo público. Além do que guardava, o Palácio de São Cristóvão é, segundo o jornalista e historiador Laurentino Gomes, o local de nascimento do Brasil como Estado-nação. Para ele, o incêndio equivaleu ―ao Brasil queimar sua própria certidão de nascimento‖.


A triste realidade é que nossa amnésia crônica nunca chegou a ser uma preocupação nacional. É matéria preferencial para o humor. A piada crítica mais conhecida é a do excelente cronista Ivan Lessa, ele mesmo pouco lembrado, que dizia: "A cada 15 anos, o Brasil esquece os últimos 15 anos".


E essa quase verdade é para se lamentar, não para fazer rir.

Zuenir Ventura - O Globo, 08/09/2018.

Pelas características predominantes do texto, assinale a alternativa que melhor identifique o seu gênero:

 

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1512895 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: EPBAZI
Orgão: Pref. Guatambu-SC

A alternativa que corresponde a resposta de forma irredutível da multiplicação de números complexos, da operação (2 + 3i) . (3 – 4i) é:

 

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1512894 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: EPBAZI
Orgão: Pref. Guatambu-SC

Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.

Mulher contemporânea: perspectivas, conquistas e desafios.


Falar sobre a atuação da mulher no mercado de trabalho já deixou de ser tabu há muito tempo, porém o tema ainda deve ser pauta de alta relevância dentro das empresas. A conquista plena de respeito e equidade de gênero no universo corporativo, a cada dia, desperta maior consciência e representatividade no cenário empresarial.


Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, a igualdade de gêneros só será possível em 2095. E o Brasil é o penúltimo das Américas, ficando à frente apenas do Chile no ranking de países com igualdade de salários entre homens e mulheres.


Dados apresentados em pesquisas sobre a participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro por diversos órgãos e institutos - como o IBGE, o Ministério do Trabalho, o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego -, e a relação anual de informações sociais comprovam que a presença feminina no mercado formal, em 2016, atingiu 44%, mas a representatividade diminui na medida em que aumenta o nível hierárquico, chegando a apenas 37% nos cargos de liderança, mesmo tendo as mesmas ou maiores responsabilidades que seus colegas do sexo masculino e trabalhando a mesma ou maior carga horária semanal, com remuneração menor.


Essa diferença não muda quando se adiciona o fator educação, já que os homens sempre ganham mais, sem importar o tempo de estudo. As pesquisas relatam, ainda, que a renda feminina tem sido o sustento de diversos domicílios brasileiros. Em 2015, por exemplo, esse número subiu para 40%. Outro dado é do Índice Global Gender Gap, do Fórum Econômico Mundial, que estuda a igualdade de gênero de 144 nações, desde 2006, analisando as desigualdades entre homens e mulheres.


Considerando-se dados relacionados a trabalho, saúde, educação e política, as mulheres representam, nas empresas, 59,9% dos estagiários e apenas 13,6% das vagas executivas. Mesmo com desafios maiores, a grande parte das mulheres batalha diariamente para manter ou, até mesmo, criar seu espaço nas empresas.


Por outro lado, em alguns países, essa diferença já foi superada. No topo da lista do índice de igualdade de gênero de 2017 estão Islândia, Noruega e Finlândia. A Islândia já completou nove anos ocupando o primeiro lugar. O Brasil ficou em 76º.


É por essa e por outras várias razões que falar sobre equidade de gênero não é um papo apenas para o mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher. É preciso que o mercado corporativo contemporâneo não faça distinção de gênero, já que todas as mulheres e todos os homens têm potencial para evoluir e competir por melhores oportunidades, dependendo, apenas, das capacidades e competências de cada um.


O equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é a base fundamental, independentemente do gênero. Nesse cenário, faz-se necessária a disruptura do conflito entre tarefas de dentro e de fora do emprego, sem acumular sentimento de culpa com relação ao cumprimento das obrigações profissionais e as tarefas pessoais.


A situação das mulheres ainda não é a ideal - longe disso! Contudo, não podemos desconsiderar os grandes avanços que ocorreram durante todos esses anos e as transformações do mercado, que se espera que continuem acontecendo. Atualmente, mesmo com tantas diferenças, a mulher já possui grande influência na sociedade e no mercado de trabalho. [...]


Eusélia Paveglio Vieira

Professora, integrante da Comissão de Estudos CRCRS Mulher https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/cadernos/jc_contabilidade/2019/03/672728-mulher-contemporaneaperspectivas-conquistas-e-desafios.html

Tendo em vista as ideias expostas no texto, é correto afirmar:

 

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