Foram encontradas 220 questões.
‘Todo Dia a Mesma Noite’ age com cautela e respeito acerca da tragédia da Boate Kiss
No dia 27 de janeiro de 2013, uma das maiores tragédias nacionais acontecia na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul: um incêndio criminoso se apossou da Boate Kiss e arrancou a vida de 242 pessoas, ninguém foi, de fato, preso ou responsabilizado, mesmo com diversas provas apontando a irresponsabilidade tanto dos órgãos públicos quanto dos nomes por trás da estruturação da casa noturna. Em 2017, a jornalista investigativa Daniela Arbex lançou um livro narrando os acontecimentos do desastre e trazendo depoimentos inéditos dos sobreviventes e dos pais das vítimas, auxiliando na denúncia da negligência por parte dos promotores e fornecendo maior visibilidade ao caso.
Agora, tanto o acontecimento quanto o romance de nãoficção são levados à Netflix através da minissérie ‘Todo Dia a Mesma Noite’. Era apenas questão de tempo até a história ser adaptada em uma forma dramatizada – e tinha todos os elementos para cair nas fórmulas do gênero true crime (que agora vem encontrando espaço em solo brasileiro). Mas o resultado rema contra a nossa maré de expectativa e transforma-se em uma dolorosa homenagem aos jovens assassinados na Boate Kiss, sem se valer da espetacularização da catástrofe em questão e tomando a cautela necessária para entregar exatamente o que promete: uma perspectiva humana de uma mancha na história do país.
Ao contrário do que poderíamos esperar, a produção não pretende narrar os eventos anteriores que culminaram na fatalidade – afinal, como não houve um resultado sólido desde aquela época, não faria sentido analisar o que aconteceu antes. Logo, o primeiro episódio começa horas antes da tragédia, apresentando os protagonistas e coadjuvantes e de que forma a vida de cada um deles mudou em questão de segundos. E aqui, discorro o ótimo trabalho das diretoras Júlia Rezende e Carol Minêm, que unem forças não para utilizar das mágoas e dos traumas para ganhar visualizações ou dinheiro, mas para garantir que toda a angústia e o medo sejam sentidos pelo espectador. Desde os primeiros minutos, sabemos o que vai acontecer e nos sentimos enclausurados em um labirinto sem saída, acompanhados por uma frenética montagem e um jogo de luzes que atordoa e que tenta, ao máximo, refletir a realidade dos que faleceram naquela fatídica madrugada.
O elenco traz nomes como Thelmo Fernandes, Débora Lamm, Bianca Byington, Paulo Gorgulho e vários outros atores e atrizes estelares que fazem um sólido trabalho – ainda que alguns diálogos superexpostos tornem as performances um tanto quanto artificiais. Apesar disso e de breves equívocos técnicos, há um trabalho primoroso de foreshadowing evocado na primeira cena do piloto e que dita o tom do enredo e de como devemos compreender os episódios. A fotografia navega entre uma felicidade estonteante de cores quentes que logo dá espaço para o caos e para uma melancolia constante e justificável, pincelado pelos tons frios do azul que entram em conflito com as emoções à flor da pele. Uma das cenas de maior impacto é, sem dúvida alguma, o momento em que Ricardo (Gorgulho) e Lívia (Raquel Karro) chegam à Boate e correm pelo estacionamento para procurar o carro do filho – eventualmente descobrindo que ele estava na casa noturna e cedendo a uma constatação derradeira e dilacerante.
O grande mérito da minissérie é conseguir não se apoiar em imagens chocantes ou em explicitações condenáveis dos mortos, e sim utilizar os artifícios que lhe são dados para apostar fichas nas eternas consequências – ou seja, na desestabilização dos familiares, na falta de impunidade e na óbvia conivência do próprio Estado a uma calamidade sem precedentes. E, no final das contas, não podemos deixar de ficar comovidos com uma retratação fiel de pessoas que continuam a sofrer pela falta de aparato governamental e pela agridoce fé de que, em algum momento, isso irá mudar.
‘Todo Dia a Mesma Noite’ é uma potente investida da Netflix que, não obstante as evidentes falhas, cumpre com o que quer mostrar – uma recontagem dos fatos através de uma humanizadora e bem-vinda exploração do incêndio da Boate Kiss. Dez anos depois, espera-se a justiça e, como apontado pelo frame final da obra, exaltamos a memória das vítimas por justiça e pela promessa de que isso nunca mais se repita.
Fonte: https://cinepop.com.br/critica-todo-dia-a-mesma-noite-age-com-cautela-erespeito-acerca-da-tragedia-da-boate-kiss-38963/
O gênero textual, utilizado pelo autor Thiago Nolla em “Todo Dia a Mesma Noite age com cautela e respeito acerca da tragédia da Boate Kiss”, é
Provas
‘Todo Dia a Mesma Noite’ age com cautela e respeito acerca da tragédia da Boate Kiss
No dia 27 de janeiro de 2013, uma das maiores tragédias nacionais acontecia na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul: um incêndio criminoso se apossou da Boate Kiss e arrancou a vida de 242 pessoas, ninguém foi, de fato, preso ou responsabilizado, mesmo com diversas provas apontando a irresponsabilidade tanto dos órgãos públicos quanto dos nomes por trás da estruturação da casa noturna. Em 2017, a jornalista investigativa Daniela Arbex lançou um livro narrando os acontecimentos do desastre e trazendo depoimentos inéditos dos sobreviventes e dos pais das vítimas, auxiliando na denúncia da negligência por parte dos promotores e fornecendo maior visibilidade ao caso.
Agora, tanto o acontecimento quanto o romance de não-ficção são levados à Netflix através da minissérie ‘Todo Dia a Mesma Noite’. Era apenas questão de tempo até a história ser adaptada em uma forma dramatizada – e tinha todos os elementos para cair nas fórmulas do gênero true crime (que agora vem encontrando espaço em solo brasileiro). Mas o resultado rema contra a nossa maré de expectativa e transforma-se em uma dolorosa homenagem aos jovens assassinados na Boate Kiss, sem se valer da espetacularização da catástrofe em questão e tomando a cautela necessária para entregar exatamente o que promete: uma perspectiva humana de uma mancha na história do país.
Ao contrário do que poderíamos esperar, a produção não pretende narrar os eventos anteriores que culminaram na fatalidade – afinal, como não houve um resultado sólido desde aquela época, não faria sentido analisar o que aconteceu antes. Logo, o primeiro episódio começa horas antes da tragédia, apresentando os protagonistas e coadjuvantes e de que forma a vida de cada um deles mudou em questão de segundos. E aqui, discorro o ótimo trabalho das diretoras Júlia Rezende e Carol Minêm, que unem forças não para utilizar das mágoas e dos traumas para ganhar visualizações ou dinheiro, mas para garantir que toda a angústia e o medo sejam sentidos pelo espectador. Desde os primeiros minutos, sabemos o que vai acontecer e nos sentimos enclausurados em um labirinto sem saída, acompanhados por uma frenética montagem e um jogo de luzes que atordoa e que tenta, ao máximo, refletir a realidade dos que faleceram naquela fatídica madrugada.
O elenco traz nomes como Thelmo Fernandes, Débora Lamm, Bianca Byington, Paulo Gorgulho e vários outros atores e atrizes estelares que fazem um sólido trabalho – ainda que alguns diálogos superexpostos tornem as performances um tanto quanto artificiais. Apesar disso e de breves equívocos técnicos, há um trabalho primoroso de foreshadowing evocado na primeira cena do piloto e que dita o tom do enredo e de como devemos compreender os episódios. A fotografia navega entre uma felicidade estonteante de cores quentes que logo dá espaço para o caos e para uma melancolia constante e justificável, pincelado pelos tons frios do azul que entram em conflito com as emoções à flor da pele. Uma das cenas de maior impacto é, sem dúvida alguma, o momento em que Ricardo (Gorgulho) e Lívia (Raquel Karro) chegam à Boate e correm pelo estacionamento para procurar o carro do filho – eventualmente descobrindo que ele estava na casa noturna e cedendo a uma constatação derradeira e dilacerante.
O grande mérito da minissérie é conseguir não se apoiar em imagens chocantes ou em explicitações condenáveis dos mortos, e sim utilizar os artifícios que lhe são dados para apostar fichas nas eternas consequências – ou seja, na desestabilização dos familiares, na falta de impunidade e na óbvia conivência do próprio Estado a uma calamidade sem precedentes. E, no final das contas, não podemos deixar de ficar comovidos com uma retratação fiel de pessoas que continuam a sofrer pela falta de aparato governamental e pela agridoce fé de que, em algum momento, isso irá mudar.
‘Todo Dia a Mesma Noite’ é uma potente investida da Netflix que, não obstante as evidentes falhas, cumpre com o que quer mostrar – uma recontagem dos fatos através de uma humanizadora e bem-vinda exploração do incêndio da Boate Kiss. Dez anos depois, espera-se a justiça e, como apontado pelo frame final da obra, exaltamos a memória das vítimas por justiça e pela promessa de que isso nunca mais se repita.
Fonte: https://cinepop.com.br/critica-todo-dia-a-mesma-noite-age-com-cautela-erespeito-acerca-da-tragedia-da-boate-kiss-38963/
A ideia central do texto é
Provas
Read the sentence below. The underlined part in the sentence is a specific grammar structure in the English language. Which one? Choose the CORRECT answer.
“Isaac Newton’s laws have changed physics.”
Provas
Choose the CORRECT answer.
My wife: “I don't want to fly on December 30th! Me: I know. Due to the holiday, the airport _________ be crowded at this time of the year.”
Provas
Choose the CORRECT answer.
At the hospital: “To better understand what is going on with your son, we will _________ for the night!”
Provas
Which sentence is in the Passive Voice? Choose the CORRECT answer.
Provas
Choose the CORRECT answer.
“What is the correct spelling of the number 5 and 9 respectively?”
Provas
Choose the CORRECT answer.
“Shirley has a 17-year-old daughter _________ ambition is to be a photographer.”
Provas
What type of Conditional is the sentence below? Choose the CORRECT answer. “If it rained, you would get wet.”
Provas
Tag Questions are used in the sentences below. Which sentence uses it incorrectly? Choose the INCORRECT answer.
Provas
Caderno Container