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- OrtografiaEmprego de Letras e FonemasEmprego das letras S ou Z
- OrtografiaEmprego de Letras e FonemasEmprego do dígrafo SS
- OrtografiaEmprego de Letras e FonemasEmprego do dígrafo SC
- OrtografiaEmprego de Letras e FonemasEmprego da letra Ç
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Faróis
Por Martha Medeiros
01 Quando a gente nasce, pai e mãe são nossos ídolos, lideram as paradas de sucesso dentro
02 de casa. Avós e irmãos completam a banda. Só escutamos a família e por ela somos
03 influenciados. Mais tarde, brincando na rua, indo ao colégio, a gente descobre a existência de
04 outras pessoas – os primeiros amigos.
05 Tive sorte: antes do meu aniversário de 10 anos, já conhecia Caetano, Mutantes, Gil,
06 Chico, Milton, Bethânia – e Gal, claro. Assim que seus discos eram lançados, aterrissavam na
07 eletr...la da sala. Que bom que meus pa...s não o sucesso que faziam com os filhos.
08 Intuíram que aqueles desconhecidos também teriam muito a nos dizer.
09 Ainda nem tinha entrado na adolescência e eu já era estimulada a abrir a cabeça para
10 diferentes jeitos de existir, para a da poesia, para as provocações naturais do
11 pensamento – com uma pequena ajuda de Beatles, que também frequentavam nosso pequeno
12 apartamento no período. Cabiam diversas vozes, rimas, guitarras, violões. Cabia o mundo.
13 Entraram todos para a família. Ajudaram a me formatar e fizeram parte do que veio
14 depois: a faculdade, os namorados, os livros – até chegar aqui.
15 Foi um choque perder Lennon e Harrison, lembro bem. Assim como Cazuza e Cassia Eller,
16 que agreguei na fase adulta. Mas a morte de Gal teve um significado mais profundo. Já não sou
17 jovem, agora também me aproximo da finitude, sem poder quantificar o tamanho do futuro em
18 frente. Antes não pensava nisso, hoje penso. E me atordoo. A turma da MPB entrou na minha
19 vida muito cedo e cresceu comigo, éramos quase da mesma geração, eles ligeiramente
20 avançados. Nesta atual e derradeira etapa da nossa existência, estou ainda perto da porta de
21 entrada, enquanto eles mais perto da porta de saída – hipoteticamente, claro, mas é como o
22 coração sente.
23 Queria poder agarrar a mão de cada um, deixar ninguém sair, como a um pai, uma mãe,
24 os faróis da nossa existência, nossas iluminações. Mas nem Deus consegue esse milagre.
25 Não chamo de dor a perda de uma cantora que não cheguei a conhecer fora do palco, e
26 que teve uma trajetória tão rica que sua partida não soa trágica – tragédia é partir sem ter
27 vivido. Não é dor, porque quem faz parte de mim não se vai totalmente, até que eu vá também.
28 Seguimos vivos uns nos outros. Não é dor, então é o qu...? Ainda procuro dar um nome a este
29 sentimento novo que me atravessa. Parece outro tipo de parto: sem pai, nem mãe, nem faróis.
30 É um renascimento tardio e solitário. Chegou o momento de aprender a viver em estado de
31 orfandade. Contar com si própria e com o repertório acumulado durante a vida de antes, que
32 começa a desaparecer lentamente. Pode ser bonito também, eu sei.
33 Não é dor. Acho que é espanto.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 07 e 10.
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Faróis
Por Martha Medeiros
01 Quando a gente nasce, pai e mãe são nossos ídolos, lideram as paradas de sucesso dentro
02 de casa. Avós e irmãos completam a banda. Só escutamos a família e por ela somos
03 influenciados. Mais tarde, brincando na rua, indo ao colégio, a gente descobre a existência de
04 outras pessoas – os primeiros amigos.
05 Tive sorte: antes do meu aniversário de 10 anos, já conhecia Caetano, Mutantes, Gil,
06 Chico, Milton, Bethânia – e Gal, claro. Assim que seus discos eram lançados, aterrissavam na
07 eletr...la da sala. Que bom que meus pa...s não o sucesso que faziam com os filhos.
08 Intuíram que aqueles desconhecidos também teriam muito a nos dizer.
09 Ainda nem tinha entrado na adolescência e eu já era estimulada a abrir a cabeça para
10 diferentes jeitos de existir, para a da poesia, para as provocações naturais do
11 pensamento – com uma pequena ajuda de Beatles, que também frequentavam nosso pequeno
12 apartamento no período. Cabiam diversas vozes, rimas, guitarras, violões. Cabia o mundo.
13 Entraram todos para a família. Ajudaram a me formatar e fizeram parte do que veio
14 depois: a faculdade, os namorados, os livros – até chegar aqui.
15 Foi um choque perder Lennon e Harrison, lembro bem. Assim como Cazuza e Cassia Eller,
16 que agreguei na fase adulta. Mas a morte de Gal teve um significado mais profundo. Já não sou
17 jovem, agora também me aproximo da finitude, sem poder quantificar o tamanho do futuro em
18 frente. Antes não pensava nisso, hoje penso. E me atordoo. A turma da MPB entrou na minha
19 vida muito cedo e cresceu comigo, éramos quase da mesma geração, eles ligeiramente
20 avançados. Nesta atual e derradeira etapa da nossa existência, estou ainda perto da porta de
21 entrada, enquanto eles mais perto da porta de saída – hipoteticamente, claro, mas é como o
22 coração sente.
23 Queria poder agarrar a mão de cada um, deixar ninguém sair, como a um pai, uma mãe,
24 os faróis da nossa existência, nossas iluminações. Mas nem Deus consegue esse milagre.
25 Não chamo de dor a perda de uma cantora que não cheguei a conhecer fora do palco, e
26 que teve uma trajetória tão rica que sua partida não soa trágica – tragédia é partir sem ter
27 vivido. Não é dor, porque quem faz parte de mim não se vai totalmente, até que eu vá também.
28 Seguimos vivos uns nos outros. Não é dor, então é o qu...? Ainda procuro dar um nome a este
29 sentimento novo que me atravessa. Parece outro tipo de parto: sem pai, nem mãe, nem faróis.
30 É um renascimento tardio e solitário. Chegou o momento de aprender a viver em estado de
31 orfandade. Contar com si própria e com o repertório acumulado durante a vida de antes, que
32 começa a desaparecer lentamente. Pode ser bonito também, eu sei.
33 Não é dor. Acho que é espanto.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Os vocábulos “profundo” (l. 16) e “etapa” (l. 20) podem ser substituídos, respectivamente, sem alteração de sentido e de concordância em outras palavras nos trechos nos quais se encontram, por:
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Faróis
Por Martha Medeiros
01 Quando a gente nasce, pai e mãe são nossos ídolos, lideram as paradas de sucesso dentro
02 de casa. Avós e irmãos completam a banda. Só escutamos a família e por ela somos
03 influenciados. Mais tarde, brincando na rua, indo ao colégio, a gente descobre a existência de
04 outras pessoas – os primeiros amigos.
05 Tive sorte: antes do meu aniversário de 10 anos, já conhecia Caetano, Mutantes, Gil,
06 Chico, Milton, Bethânia – e Gal, claro. Assim que seus discos eram lançados, aterrissavam na
07 eletr...la da sala. Que bom que meus pa...s não o sucesso que faziam com os filhos.
08 Intuíram que aqueles desconhecidos também teriam muito a nos dizer.
09 Ainda nem tinha entrado na adolescência e eu já era estimulada a abrir a cabeça para
10 diferentes jeitos de existir, para a da poesia, para as provocações naturais do
11 pensamento – com uma pequena ajuda de Beatles, que também frequentavam nosso pequeno
12 apartamento no período. Cabiam diversas vozes, rimas, guitarras, violões. Cabia o mundo.
13 Entraram todos para a família. Ajudaram a me formatar e fizeram parte do que veio
14 depois: a faculdade, os namorados, os livros – até chegar aqui.
15 Foi um choque perder Lennon e Harrison, lembro bem. Assim como Cazuza e Cassia Eller,
16 que agreguei na fase adulta. Mas a morte de Gal teve um significado mais profundo. Já não sou
17 jovem, agora também me aproximo da finitude, sem poder quantificar o tamanho do futuro em
18 frente. Antes não pensava nisso, hoje penso. E me atordoo. A turma da MPB entrou na minha
19 vida muito cedo e cresceu comigo, éramos quase da mesma geração, eles ligeiramente
20 avançados. Nesta atual e derradeira etapa da nossa existência, estou ainda perto da porta de
21 entrada, enquanto eles mais perto da porta de saída – hipoteticamente, claro, mas é como o
22 coração sente.
23 Queria poder agarrar a mão de cada um, deixar ninguém sair, como a um pai, uma mãe,
24 os faróis da nossa existência, nossas iluminações. Mas nem Deus consegue esse milagre.
25 Não chamo de dor a perda de uma cantora que não cheguei a conhecer fora do palco, e
26 que teve uma trajetória tão rica que sua partida não soa trágica – tragédia é partir sem ter
27 vivido. Não é dor, porque quem faz parte de mim não se vai totalmente, até que eu vá também.
28 Seguimos vivos uns nos outros. Não é dor, então é o qu...? Ainda procuro dar um nome a este
29 sentimento novo que me atravessa. Parece outro tipo de parto: sem pai, nem mãe, nem faróis.
30 É um renascimento tardio e solitário. Chegou o momento de aprender a viver em estado de
31 orfandade. Contar com si própria e com o repertório acumulado durante a vida de antes, que
32 começa a desaparecer lentamente. Pode ser bonito também, eu sei.
33 Não é dor. Acho que é espanto.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que NÃO encontra respaldo no texto.
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Analise a seguinte circunferência dada pela equação x2 + y2 − 4x − 2y + 1 = 0. É correto afirmar que a menor distância dessa circunferência ao eixo das ordenadas é de:
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
O vestiário japonês
Por Martha Medeiros
01 Um evento do porte da Copa do Mundo tem sempre mais a mostrar do que a bola rolando.
02 Nem tudo o que importa acontece apenas dentro do gramado, ante as câmeras e os holofotes.
03 Pode-se marcar gols em pontos diferentes do estádio. É o caso da seleção japonesa, que estreou
04 com uma vitória inesperada sobre a Alemanha, um feito de arregalar os olhos, mas deu show
05 mesmo foi no vestiário. Até a Fifa se .
06 Ao término da partida contra a seleção alemã, os jogadores japoneses voltaram para o
07 vestiário, tiraram seus uniformes, dobraram, guardaram, devolveram os cabides a seus lugares,
08 e a julgar pela foto do local, também lamberam o chão, escovaram as paredes, passaram um
09 pano nos armários. Mesmo esgotados pelos 90 minutos em que correram, suaram, driblaram e
10 marcaram em campo, sobrou energia para deixar a sala onde guardaram seus pertences
11 igualzinha a uma locação de propaganda de material de limpeza. Cheguei a pensar que eram
12 patrocinados pelo Pinho Sol e não pela Adidas.
13 Nas arquibancadas, viu-se o mesmo comportamento, como se fosse uma ação
14 orquestrada. Assim que o juiz apitou o final da partida, os torcedores japoneses comemoraram
15 do jeito que sabem: sem exaltação frenética, e sim com as boas maneiras que trouxeram de
16 casa. Recolheram copos, garrafas, embalagens e colocaram tudo em sacos de lixo. Estaria
17 havendo uma competição paralela no Catar? Se a disputa for pelo povo mais bem educado, nem
18 precisamos chegar ao domingo 18 de dezembro para saber quem levanta a taça.
19 Isso tudo faz lembrar o famoso discurso que um ex-almirante da Marinha americana,
20 William H. McRaven, fez em 2014: “Se você quer mudar o mundo, comece arrumando sua cama
21 pela manhã”.
22 Infelizmente, em sociedades como a nossa, a tendência é pensar que não
23 precisamos fazer pequenos serviços quando há gente sendo paga para fazer por nós. Os
24 japoneses baniram oficialmente a escravidão em 1590, o que explica, em parte, seu avanço
25 exemplar. Os Estados Unidos, em 1865. O Brasil, o último da fila, em 1888 – datas para registros
26 em livros de história, pois sabemos que se a mente continua intoxicada pela ideia de que a
27 sociedade é dividida entre pessoas superiores e inferiores, a exploração não cessará nem hoje,
28 nem nunca.
29 Portanto, juntemos o cocô que nosso cachorro fez na calçada, já que a rua é de todos e
30 não só de alguns. Coloquemos no bolso o papel de bala que largamos displicentemente no chão
31 do estádio, lavemos o prato de pipoca e o copo de cerveja que deixamos sobre a pia, entre
32 outras oportunidades diárias de fortalecer nosso caráter. São os gols que qualquer um de nós
33 pode marcar, em vez de apenas se sentar em frente à tevê para assistir aos gols dos outros.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o emprego da acentuação gráfica em paroxítonas, assinale a alternativa que apresenta palavras que devem ser acentuadas, assim como o vocábulo “caráter” (Os acentos das palavras abaixo foram propositalmente retirados).
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