Foram encontradas 1.030 questões.
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.
Dois compostos orgânicos essenciais para organismos vivos foram encontrados em amostras retiradas do asteroide Ryugu, reforçando a hipótese de que alguns ingredientes cruciais para o advento da vida chegaram à Terra a bordo de rochas vindas do espaço bilhões de anos atrás.
Cientistas detectaram uracil e niacina em rochas obtidas por uma espaçonave da Agência Espacial Japonesa, em 2019. O primeiro é um dos blocos químicos de construção do RNA, uma molécula que carrega instruções para construir e operar organismos vivos; a segunda, também chamada de vitamina B3, ou ácido nicotínico, é vital para o metabolismo dos seres vivos.
Os cientistas há muito ponderam sobre as condições necessárias para o surgimento da vida depois que a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos. As novas descobertas fortalecem a possibilidade de que corpos como cometas, asteroides e meteoritos que bombardearam a Terra primitiva semearam o jovem planeta com compostos que ajudaram a abrir caminho para os primeiros micróbios.
Anteriormente moléculas orgânicas importantes em meteoritos ricos em carbono encontrados na Terra foram detectadas por pesquisadores, mas havia também a questão de saber se essas rochas espaciais tinham ou não sido contaminadas pela exposição ao ambiente da Terra após o pouso.
“Nossa principal descoberta é que o uracil e a niacina, ambos de importância biológica, estão realmente presentes em ambientes extraterrestres e podem ter chegado à Terra primitiva como um componente de asteroides e meteoritos. Suspeitamos que eles tenham um papel no surgimento das primeiras formas de vida terrestre”, disse o astroquímico Yasuhiro Oba, da Universidade de Hokkaido, no Japão. “Essas moléculas foram recolhidas em um ambiente extraterrestre intocado, o asteroide Ryugu, trazidas à Terra e, finalmente, a laboratórios sem nenhum contato com contaminantes terrestres”, disse Oba.
(Will Dunham. Descoberta de asteroide sugere que ingredientes para a vida na Terra vieram do espaço. www.folha.uol.com.br, 21.03.2023. Adaptado)
De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que
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Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase está empregado conforme a norma-padrão da língua portuguesa.
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Assinale a alternativa em que a frase está correta quanto à concordância verbal e nominal.
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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 08.
Fazia mais de um ano que Marcelino, o Nenê, não via seu pai quando desembarcou de um ônibus em São Paulo. Vinha de Carneiros, cidadezinha no sertão de Alagoas, junto com a mãe e os dois irmãos.
Ao mesmo tempo em que matava as saudades do pai, prestava atenção a tudo que passava no caminho: prédio, escadaria, arranha-céu, carro. Nos primeiros dias na cidade nova, sentava-se na calçada da frente de casa para ver o movimento.
Se, lá na cidade antiga, todo mundo se conhecia, na nova tinha muita, muita gente. E não eram só as pessoas que eram novas – foi em São Paulo que Nenê comeu pizza e hambúrguer pela primeira vez, e foi onde ele conheceu o morango.
Nem tudo foi legal nesse começo. De tanto ter seu sotaque nordestino ridicularizado na escola, Nenê trancou a boca e por três anos só falou o essencial. Começou a achar cruel a mudança de cultura e foi tentando excluir memórias antigas para trocá-las por coisas novas, para ver se era incluído nas turmas.
Essa história já tem quase 15 anos. Depois de trabalhar como entregador de água, ajudante em lava-rápidos, mecânicas, restaurantes e hortifrutis, Nenê hoje é artista.
Em um perfil com 190 mil seguidores numa rede social, ele mostra o resultado de um projeto que vem fazendo há cerca de um ano: o Quebradinha, em que Nenê faz miniaturas de casas, comércios e outras construções típicas de favelas.
“O Quebradinha surge com a intenção de eternizar as memórias. Pego as coisas de que eu me lembro lá da rua em que eu vivia correndo e em que brincava com meus amigos”, resume.
Nenê calcula que já tenha criado quase 15 casinhas. Para construí-las, ele só usa material reciclável. As caixinhas d’água, por exemplo, são tampinhas de desodorante pintadas. As telhas vêm do papelão, os tijolos são de massa de modelar, o cimento é papel machê. O lixinho nos sacos é lixinho mesmo, com madeira, palito, besteiras.
(Marcella Franco. Quebradinha faz sucesso no Instagram com miniaturas de construções da periferia. www1.folha.uol.com.br, 27.01.2023. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra mesmo foi empregada com a mesma função gramatical que no trecho “O lixinho nos sacos é lixinho mesmo, com madeira, palito, besteiras” (8º parágrafo).
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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 08.
Fazia mais de um ano que Marcelino, o Nenê, não via seu pai quando desembarcou de um ônibus em São Paulo. Vinha de Carneiros, cidadezinha no sertão de Alagoas, junto com a mãe e os dois irmãos.
Ao mesmo tempo em que matava as saudades do pai, prestava atenção a tudo que passava no caminho: prédio, escadaria, arranha-céu, carro. Nos primeiros dias na cidade nova, sentava-se na calçada da frente de casa para ver o movimento.
Se, lá na cidade antiga, todo mundo se conhecia, na nova tinha muita, muita gente. E não eram só as pessoas que eram novas – foi em São Paulo que Nenê comeu pizza e hambúrguer pela primeira vez, e foi onde ele conheceu o morango.
Nem tudo foi legal nesse começo. De tanto ter seu sotaque nordestino ridicularizado na escola, Nenê trancou a boca e por três anos só falou o essencial. Começou a achar cruel a mudança de cultura e foi tentando excluir memórias antigas para trocá-las por coisas novas, para ver se era incluído nas turmas.
Essa história já tem quase 15 anos. Depois de trabalhar como entregador de água, ajudante em lava-rápidos, mecânicas, restaurantes e hortifrutis, Nenê hoje é artista.
Em um perfil com 190 mil seguidores numa rede social, ele mostra o resultado de um projeto que vem fazendo há cerca de um ano: o Quebradinha, em que Nenê faz miniaturas de casas, comércios e outras construções típicas de favelas.
“O Quebradinha surge com a intenção de eternizar as memórias. Pego as coisas de que eu me lembro lá da rua em que eu vivia correndo e em que brincava com meus amigos”, resume.
Nenê calcula que já tenha criado quase 15 casinhas. Para construí-las, ele só usa material reciclável. As caixinhas d’água, por exemplo, são tampinhas de desodorante pintadas. As telhas vêm do papelão, os tijolos são de massa de modelar, o cimento é papel machê. O lixinho nos sacos é lixinho mesmo, com madeira, palito, besteiras.
(Marcella Franco. Quebradinha faz sucesso no Instagram com miniaturas de construções da periferia. www1.folha.uol.com.br, 27.01.2023. Adaptado)
Se o trecho “As telhas vêm do papelão, os tijolos são de massa de modelar, o cimento é papel machê” (8ºparágrafo) for corretamente escrito no tempo passado, as palavras destacadas devem ser substituídas, respectivamente, por:
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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 08.
Fazia mais de um ano que Marcelino, o Nenê, não via seu pai quando desembarcou de um ônibus em São Paulo. Vinha de Carneiros, cidadezinha no sertão de Alagoas, junto com a mãe e os dois irmãos.
Ao mesmo tempo em que matava as saudades do pai, prestava atenção a tudo que passava no caminho: prédio, escadaria, arranha-céu, carro. Nos primeiros dias na cidade nova, sentava-se na calçada da frente de casa para ver o movimento.
Se, lá na cidade antiga, todo mundo se conhecia, na nova tinha muita, muita gente. E não eram só as pessoas que eram novas – foi em São Paulo que Nenê comeu pizza e hambúrguer pela primeira vez, e foi onde ele conheceu o morango.
Nem tudo foi legal nesse começo. De tanto ter seu sotaque nordestino ridicularizado na escola, Nenê trancou a boca e por três anos só falou o essencial. Começou a achar cruel a mudança de cultura e foi tentando excluir memórias antigas para trocá-las por coisas novas, para ver se era incluído nas turmas.
Essa história já tem quase 15 anos. Depois de trabalhar como entregador de água, ajudante em lava-rápidos, mecânicas, restaurantes e hortifrutis, Nenê hoje é artista.
Em um perfil com 190 mil seguidores numa rede social, ele mostra o resultado de um projeto que vem fazendo há cerca de um ano: o Quebradinha, em que Nenê faz miniaturas de casas, comércios e outras construções típicas de favelas.
“O Quebradinha surge com a intenção de eternizar as memórias. Pego as coisas de que eu me lembro lá da rua em que eu vivia correndo e em que brincava com meus amigos”, resume.
Nenê calcula que já tenha criado quase 15 casinhas. Para construí-las, ele só usa material reciclável. As caixinhas d’água, por exemplo, são tampinhas de desodorante pintadas. As telhas vêm do papelão, os tijolos são de massa de modelar, o cimento é papel machê. O lixinho nos sacos é lixinho mesmo, com madeira, palito, besteiras.
(Marcella Franco. Quebradinha faz sucesso no Instagram com miniaturas de construções da periferia. www1.folha.uol.com.br, 27.01.2023. Adaptado)
No trecho “… Nenê trancou a boca e por três anos só falou o essencial” (4º parágrafo), a palavra destacada tem como antônimo, no contexto em que se encontra:
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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 08.
Fazia mais de um ano que Marcelino, o Nenê, não via seu pai quando desembarcou de um ônibus em São Paulo. Vinha de Carneiros, cidadezinha no sertão de Alagoas, junto com a mãe e os dois irmãos.
Ao mesmo tempo em que matava as saudades do pai, prestava atenção a tudo que passava no caminho: prédio, escadaria, arranha-céu, carro. Nos primeiros dias na cidade nova, sentava-se na calçada da frente de casa para ver o movimento.
Se, lá na cidade antiga, todo mundo se conhecia, na nova tinha muita, muita gente. E não eram só as pessoas que eram novas – foi em São Paulo que Nenê comeu pizza e hambúrguer pela primeira vez, e foi onde ele conheceu o morango.
Nem tudo foi legal nesse começo. De tanto ter seu sotaque nordestino ridicularizado na escola, Nenê trancou a boca e por três anos só falou o essencial. Começou a achar cruel a mudança de cultura e foi tentando excluir memórias antigas para trocá-las por coisas novas, para ver se era incluído nas turmas.
Essa história já tem quase 15 anos. Depois de trabalhar como entregador de água, ajudante em lava-rápidos, mecânicas, restaurantes e hortifrutis, Nenê hoje é artista.
Em um perfil com 190 mil seguidores numa rede social, ele mostra o resultado de um projeto que vem fazendo há cerca de um ano: o Quebradinha, em que Nenê faz miniaturas de casas, comércios e outras construções típicas de favelas.
“O Quebradinha surge com a intenção de eternizar as memórias. Pego as coisas de que eu me lembro lá da rua em que eu vivia correndo e em que brincava com meus amigos”, resume.
Nenê calcula que já tenha criado quase 15 casinhas. Para construí-las, ele só usa material reciclável. As caixinhas d’água, por exemplo, são tampinhas de desodorante pintadas. As telhas vêm do papelão, os tijolos são de massa de modelar, o cimento é papel machê. O lixinho nos sacos é lixinho mesmo, com madeira, palito, besteiras.
(Marcella Franco. Quebradinha faz sucesso no Instagram com miniaturas de construções da periferia. www1.folha.uol.com.br, 27.01.2023. Adaptado)
A partir de informações presentes no texto, é correto afirmar que
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Na frase “O agora não volta mais, por isso, ”, a lacuna pode ser completada, segundo a norma-padrão, por:
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Leia o texto para responder às questões de números 07 a 10.
Os jornais
Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:
– Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra, um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam notícias, que tenham conteúdo jornalístico. Vejamos a história desse crime “Durante os três primeiros anos o casal viveu imensamente feliz…” Você sabia disso? O jornal nunca publica uma nota assim:
“Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, o sapateiro Augusto Ramos, de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, 23 anos de idade, aproveitou-se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma lâmpada para abraçá-la alegremente, dando-lhe beijos na face, culminando em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou-se para o seu marido, murmurando as seguintes palavras: ‘Meu amor’, ao que ele retorquiu: ‘Deolinda’.”
E meu amigo:
– Se um repórter redigir essas notas e levá-las a um secretário de redação, será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal de que ninguém se lembra: a vida…
(Rubem Braga. A borboleta Amarela. 10a ed. – Rio de Janeiro: Record, 1998. Excerto adaptado)
Considere o seguinte trecho redigido com base no texto:
do momento em que sua esposa erguia os braços para segurar uma lâmpada, o Sr. Arlindo na face, atitude essa que ainda o privilégio de ouvir a mulher murmurar as seguintes palavras: “Meu amor”, ao que ele retorquiu: “Deolinda”.
Em conformidade com a norma-padrão da língua, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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Leia o texto para responder às questões de números 07 a 10.
Os jornais
Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:
– Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra, um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam notícias, que tenham conteúdo jornalístico. Vejamos a história desse crime “Durante os três primeiros anos o casal viveu imensamente feliz…” Você sabia disso? O jornal nunca publica uma nota assim:
“Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, o sapateiro Augusto Ramos, de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, 23 anos de idade, aproveitou-se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma lâmpada para abraçá-la alegremente, dando-lhe beijos na face, culminando em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou-se para o seu marido, murmurando as seguintes palavras: ‘Meu amor’, ao que ele retorquiu: ‘Deolinda’.”
E meu amigo:
– Se um repórter redigir essas notas e levá-las a um secretário de redação, será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal de que ninguém se lembra: a vida…
(Rubem Braga. A borboleta Amarela. 10a ed. – Rio de Janeiro: Record, 1998. Excerto adaptado)
Assinale a alternativa em que, na frase escrita a partir do texto, o uso da vírgula está em conformidade com a norma-padrão da língua.
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