Foram encontradas 1.030 questões.
Leia o texto para responder às questões de números 07 a 10.
Os jornais
Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:
– Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra, um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam notícias, que tenham conteúdo jornalístico. Vejamos a história desse crime “Durante os três primeiros anos o casal viveu imensamente feliz…” Você sabia disso? O jornal nunca publica uma nota assim:
“Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, o sapateiro Augusto Ramos, de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, 23 anos de idade, aproveitou-se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma lâmpada para abraçá-la alegremente, dando-lhe beijos na face, culminando em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou-se para o seu marido, murmurando as seguintes palavras: ‘Meu amor’, ao que ele retorquiu: ‘Deolinda’.”
E meu amigo:
– Se um repórter redigir essas notas e levá-las a um secretário de redação, será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal de que ninguém se lembra: a vida…
(Rubem Braga. A borboleta Amarela. 10a ed. – Rio de Janeiro: Record, 1998. Excerto adaptado)
Considere a frase do último parágrafo:
• –Se um repórter redigir essas notas e levá-las a um secretário de redação…
Assinale a alternativa em que a redação dada ao trecho em destaque justifica o uso do acento de crase.
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Leia o texto para responder às questões de números 07 a 10.
Os jornais
Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:
– Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra, um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam notícias, que tenham conteúdo jornalístico. Vejamos a história desse crime “Durante os três primeiros anos o casal viveu imensamente feliz…” Você sabia disso? O jornal nunca publica uma nota assim:
“Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, o sapateiro Augusto Ramos, de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, 23 anos de idade, aproveitou-se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma lâmpada para abraçá-la alegremente, dando-lhe beijos na face, culminando em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou-se para o seu marido, murmurando as seguintes palavras: ‘Meu amor’, ao que ele retorquiu: ‘Deolinda’.”
E meu amigo:
– Se um repórter redigir essas notas e levá-las a um secretário de redação, será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal de que ninguém se lembra: a vida…
(Rubem Braga. A borboleta Amarela. 10a ed. – Rio de Janeiro: Record, 1998. Excerto adaptado)
Na crônica, é discutida a ideia de que
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.
Jornalismo e objetividade
Qual o futuro do jornalismo? Leonard Downie Jr. e Andrew Heyward ensaiam uma resposta em “Beyond Objectivity”.
Os autores propõem que a busca pela objetividade deixe de ser uma meta declarada do jornalismo, já que ela claramente não pode ser alcançada. Concordo com o diagnóstico, mas não com a terapêutica. A ideia de que um repórter pudesse ser objetivo ao escrever uma história nunca foi filosoficamente consistente. Não há indivíduo que não tenha manias, preferências ideológicas e vieses. Sempre brinco que o jornalismo é a realização diária de uma impossibilidade teórica.
Reluto, porém, em abraçar a tese de que devamos renunciar à objetividade. Penso que tentar alcançá-la, mesmo sabendo que jamais chegaremos lá, nos força a uma disciplina que tende a melhorar a qualidade das reportagens. O repórter que se preocupa em buscar o equilíbrio e considera perspectivas diferentes da sua provavelmente fará um trabalho melhor do que aquele que veste o chapéu do militante e já tem todas as conclusões prontas antes mesmo de começar.
O modelo de negócios tem muito a ver com isso. A ideia de objetividade no jornalismo americano foi favorecida pelo fato de que, até há pouco, publicações dependiam mais de anúncios do que da venda de exemplares. Como comerciantes, que são o grosso dos anunciantes, querem ficar bem com todos, os jornais escaparam um pouco das pressões de seu próprio público por algum tipo de alinhamento ideológico.
Isso mudou. As empresas agora dependem mais de seus clientes. É só ver que executivos da Fox News cogitaram de esconder dados de seu caprichoso público para não ferir sua suscetibilidade e, assim, não perder audiência.
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/
colunas/helioschwartsman/2023/03/jornalismo-e-objetividade.shtml.18.03.2023. Adaptado)
Assinale a alternativa em que, no contexto, o termo em destaque é empregado em sentido figurado.
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.
Jornalismo e objetividade
Qual o futuro do jornalismo? Leonard Downie Jr. e Andrew Heyward ensaiam uma resposta em “Beyond Objectivity”.
Os autores propõem que a busca pela objetividade deixe de ser uma meta declarada do jornalismo, já que ela claramente não pode ser alcançada. Concordo com o diagnóstico, mas não com a terapêutica. A ideia de que um repórter pudesse ser objetivo ao escrever uma história nunca foi filosoficamente consistente. Não há indivíduo que não tenha manias, preferências ideológicas e vieses. Sempre brinco que o jornalismo é a realização diária de uma impossibilidade teórica.
Reluto, porém, em abraçar a tese de que devamos renunciar à objetividade. Penso que tentar alcançá-la, mesmo sabendo que jamais chegaremos lá, nos força a uma disciplina que tende a melhorar a qualidade das reportagens. O repórter que se preocupa em buscar o equilíbrio e considera perspectivas diferentes da sua provavelmente fará um trabalho melhor do que aquele que veste o chapéu do militante e já tem todas as conclusões prontas antes mesmo de começar.
O modelo de negócios tem muito a ver com isso. A ideia de objetividade no jornalismo americano foi favorecida pelo fato de que, até há pouco, publicações dependiam mais de anúncios do que da venda de exemplares. Como comerciantes, que são o grosso dos anunciantes, querem ficar bem com todos, os jornais escaparam um pouco das pressões de seu próprio público por algum tipo de alinhamento ideológico.
Isso mudou. As empresas agora dependem mais de seus clientes. É só ver que executivos da Fox News cogitaram de esconder dados de seu caprichoso público para não ferir sua suscetibilidade e, assim, não perder audiência.
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/
colunas/helioschwartsman/2023/03/jornalismo-e-objetividade.shtml.18.03.2023. Adaptado)
Considere as seguintes passagens:
• Concordo com o diagnóstico, mas não com a terapêutica. (2º parágrafo)
• … executivos da Fox News cogitaram de esconder dados de seu caprichoso público para não ferir sua suscetibilidade… (último parágrafo)
Os termos destacados nas passagens estabelecem,nos respectivos contextos, relações com sentidos de
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.
Jornalismo e objetividade
Qual o futuro do jornalismo? Leonard Downie Jr. e Andrew Heyward ensaiam uma resposta em “Beyond Objectivity”.
Os autores propõem que a busca pela objetividade deixe de ser uma meta declarada do jornalismo, já que ela claramente não pode ser alcançada. Concordo com o diagnóstico, mas não com a terapêutica. A ideia de que um repórter pudesse ser objetivo ao escrever uma história nunca foi filosoficamente consistente. Não há indivíduo que não tenha manias, preferências ideológicas e vieses. Sempre brinco que o jornalismo é a realização diária de uma impossibilidade teórica.
Reluto, porém, em abraçar a tese de que devamos renunciar à objetividade. Penso que tentar alcançá-la, mesmo sabendo que jamais chegaremos lá, nos força a uma disciplina que tende a melhorar a qualidade das reportagens. O repórter que se preocupa em buscar o equilíbrio e considera perspectivas diferentes da sua provavelmente fará um trabalho melhor do que aquele que veste o chapéu do militante e já tem todas as conclusões prontas antes mesmo de começar.
O modelo de negócios tem muito a ver com isso. A ideia de objetividade no jornalismo americano foi favorecida pelo fato de que, até há pouco, publicações dependiam mais de anúncios do que da venda de exemplares. Como comerciantes, que são o grosso dos anunciantes, querem ficar bem com todos, os jornais escaparam um pouco das pressões de seu próprio público por algum tipo de alinhamento ideológico.
Isso mudou. As empresas agora dependem mais de seus clientes. É só ver que executivos da Fox News cogitaram de esconder dados de seu caprichoso público para não ferir sua suscetibilidade e, assim, não perder audiência.
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/
colunas/helioschwartsman/2023/03/jornalismo-e-objetividade.shtml.18.03.2023. Adaptado)
O autor do texto destaca, como fenômeno responsável por mudanças no jornalismo atual,
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Jornalismo e objetividade
Qual o futuro do jornalismo? Leonard Downie Jr. e Andrew Heyward ensaiam uma resposta em “Beyond Objectivity”.
Os autores propõem que a busca pela objetividade deixe de ser uma meta declarada do jornalismo, já que ela claramente não pode ser alcançada. Concordo com o diagnóstico, mas não com a terapêutica. A ideia de que um repórter pudesse ser objetivo ao escrever uma história nunca foi filosoficamente consistente. Não há indivíduo que não tenha manias, preferências ideológicas e vieses. Sempre brinco que o jornalismo é a realização diária de uma impossibilidade teórica.
Reluto, porém, em abraçar a tese de que devamos renunciar à objetividade. Penso que tentar alcançá-la, mesmo sabendo que jamais chegaremos lá, nos força a uma disciplina que tende a melhorar a qualidade das reportagens. O repórter que se preocupa em buscar o equilíbrio e considera perspectivas diferentes da sua provavelmente fará um trabalho melhor do que aquele que veste o chapéu do militante e já tem todas as conclusões prontas antes mesmo de começar.
O modelo de negócios tem muito a ver com isso. A ideia de objetividade no jornalismo americano foi favorecida pelo fato de que, até há pouco, publicações dependiam mais de anúncios do que da venda de exemplares. Como comerciantes, que são o grosso dos anunciantes, querem ficar bem com todos, os jornais escaparam um pouco das pressões de seu próprio público por algum tipo de alinhamento ideológico.
Isso mudou. As empresas agora dependem mais de seus clientes. É só ver que executivos da Fox News cogitaram de esconder dados de seu caprichoso público para não ferir sua suscetibilidade e, assim, não perder audiência.
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/
colunas/helioschwartsman/2023/03/jornalismo-e-objetividade.shtml.18.03.2023. Adaptado)
A frase – Concordo com o diagnóstico, mas não com a terapêutica. (2º parágrafo) – sintetiza a posição assumida pelo autor, segundo a qual
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.
Jornalismo e objetividade
Qual o futuro do jornalismo? Leonard Downie Jr. e Andrew Heyward ensaiam uma resposta em “Beyond Objectivity”.
Os autores propõem que a busca pela objetividade deixe de ser uma meta declarada do jornalismo, já que ela claramente não pode ser alcançada. Concordo com o diagnóstico, mas não com a terapêutica. A ideia de que um repórter pudesse ser objetivo ao escrever uma história nunca foi filosoficamente consistente. Não há indivíduo que não tenha manias, preferências ideológicas e vieses. Sempre brinco que o jornalismo é a realização diária de uma impossibilidade teórica.
Reluto, porém, em abraçar a tese de que devamos renunciar à objetividade. Penso que tentar alcançá-la, mesmo sabendo que jamais chegaremos lá, nos força a uma disciplina que tende a melhorar a qualidade das reportagens. O repórter que se preocupa em buscar o equilíbrio e considera perspectivas diferentes da sua provavelmente fará um trabalho melhor do que aquele que veste o chapéu do militante e já tem todas as conclusões prontas antes mesmo de começar.
O modelo de negócios tem muito a ver com isso. A ideia de objetividade no jornalismo americano foi favorecida pelo fato de que, até há pouco, publicações dependiam mais de anúncios do que da venda de exemplares. Como comerciantes, que são o grosso dos anunciantes, querem ficar bem com todos, os jornais escaparam um pouco das pressões de seu próprio público por algum tipo de alinhamento ideológico.
Isso mudou. As empresas agora dependem mais de seus clientes. É só ver que executivos da Fox News cogitaram de esconder dados de seu caprichoso público para não ferir sua suscetibilidade e, assim, não perder audiência.
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/
colunas/helioschwartsman/2023/03/jornalismo-e-objetividade.shtml.18.03.2023. Adaptado)
Conforme apontado no texto, no jornalismo,
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Leia o texto.
Leis da liderança
A responsabilidade de fazer uma equipe vencer pertence __ um líder e, segundo Sun Tzu, algumas características definem bons sistemas de comando.
Descentralização: Cada pessoa tem autoridade para atingir objetivos, exceto o que é proibido. Um bom líder comanda sua própria unidade, que, por sua vez, sabe de onde __ as instruções.
Liberdade: É importante que o líder saiba dar liberdade __ seus funcionários. O líder não pode deixar que seu poder suba __ cabeça.
(Trecho da Publicação Clássicos em Revista, A Arte da Guerra, nº 1, 2015)
As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
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A concordância e/ou a regência estão corretas na seguinte frase:
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Leia o texto para responder às questões de números 02 a 08.
Holocausto animal
Muitos sobreviventes do Holocausto passaram a traçar paralelos entre o que viveram no campo de concentração e como tratamos os animais que comemos. O escritor Isaac Bashevis Singer, Nobel de Literatura de 1978, escreveu: “Em relação aos animais, todas as pessoas são nazistas; para os animais, é uma eterna Treblinka*”.
A ONG People for the Ethical Treatment of Animals passou a usar a analogia em 2006 nas suas campanhas, o que causou indignação entre líderes judeus, incluindo o Museu do Holocausto americano.
Resgataram textos de outros sobreviventes e escritores de renome para ampliar o movimento. Edgar Kupfer-Koberwitz, jornalista alemão também sobrevivente, escreveu em 1940: “Acredito que enquanto o homem tortura e mata animais, ele também torturará e matará humanos, e guerras serão travadas.
De outro sobrevivente do Holocausto, Alex Hershaft: “Os nazistas fizeram com minha família e meu povo o que fazemos com os animais que criamos para comer: a marcação ou tatuagem de números de série para identificar as vítimas, o uso de vagões de gado para transportar as vítimas para a morte, o alojamento lotado de vítimas em caixotes de madeira, a designação arbitrária de quem vive e quem morre – o cristão vive, o judeu morre; o cão vive, o porco morre”.
Marguerite Yourcenar também escreveu que todo ato de crueldade sofrido por animais é um crime contra a humanidade: “Se não aceitamos o transporte de seres humanos a campos de concentração, como aceitaríamos o ‘desumano’ transporte de animais a matadouros?”.
Vira e mexe, meu check-up aponta falta de ferro e anemia. É grave. Uma solução é a eventual infusão de soro com ferro, que mais se parece com uma frigideira vermelha líquida derretida que entra no sangue em gotas.
Me receitaram alimentos de origem animal (coração de galinha, fígado, língua de boi, peixes, frutos do mar, ovos, carnes e aves). Preciso de seu ferro e o da panela. Quero ser vegano. Difícil viver atualmente sem se sentir um abusador de animais.
*Treblinka: quarto campo de extermínio alemão onde judeus foram exterminados em câmaras de gás.
(Marcelo Rubens Paiva, O Estado de S.Paulo, 10 de março de 2023. Adaptado)
As palavras em destaque nas frases “… a designação arbitrária de quem vive e quem morre…” (4º parágrafo) e “Uma solução é a eventual infusão de soro…” (6º parágrafo) têm como sinônimos, respectivamente:
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