Foram encontradas 40 questões.
Considere uma matriz A de ordem 3, onde essa é uma
matriz diagonal, em que os elementos não nulos seguem
uma progressão geométrica de razão ½, no qual o seu
primeiro elemento é 2. Com base nessas informações, o
valor do determinante da Matriz A é igual a:
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Um agricultor decide plantar uma fileira com 30 árvores
em linha reta, mantendo uma distância crescente entre
elas. A distância entre a 1ª e a 2ª árvore é de 1,5 metros, e entre a 2ª e a 3ª é de 2 metros. Suponha que a distância
entre árvores forme uma progressão aritmética. Qual será
a distância total percorrida do início da 1ª árvore até a 30ª?
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Marcos, Gabriela e Renata são supervisores de
qualidade em uma fábrica. Marcos comparece à unidade a
cada 10 dias, Gabriela a cada 6 dias e Renata a cada 8 dias.
Sabe-se que os três estiveram juntos na fábrica no dia 15
de abril de 2025. Em qual será a próxima data em que os
três voltarão a estar presentes juntos na fábrica?
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Uma caixa d’água tem o formato de um cilindro com raio de 1,2 m e altura de 3 m, posicionada sobre um bloco retangular de 1,5 m × 1,5 m × 0,6 m. Considerando π = 3,14,qual é o volume total da estrutura em metros cúbicos?
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Um jogador de futebol participou de três campeonatos
distintos com diferentes números de jogos e médias de
gols:
• Campeonato Estadual: jogou 10 partidas, com média de 0,8 gol por jogo;
• Campeonato Nacional: jogou 20 partidas, com média de 1,1 gol por jogo;
• Torneio Internacional: jogou 5 partidas, com média de 0,6 gol por jogo.
Qual foi a média ponderada geral de gols por jogo do jogador, considerando todos os campeonatos?
• Campeonato Estadual: jogou 10 partidas, com média de 0,8 gol por jogo;
• Campeonato Nacional: jogou 20 partidas, com média de 1,1 gol por jogo;
• Torneio Internacional: jogou 5 partidas, com média de 0,6 gol por jogo.
Qual foi a média ponderada geral de gols por jogo do jogador, considerando todos os campeonatos?
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Uma senha é formada por 4 dígitos distintos, escolhidos
entre os algarismos de 1 a 8. A senha não pode começar
com um número par e não pode ter o dígito 5 em nenhuma
posição. Quantas senhas diferentes podem ser formadas
com essas condições?
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O TEXTO II A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A
RESOLUÇÃO DA QUESTÃO
32 dentes
(Titãs)
Eu nunca mais vou dizer o que realmente penso!
Eu nunca mais vou dizer o que realmente sinto!
Eu juro, Eu juro... Eu juro por Deus!
Não confio em ninguém
Não confio em ninguém
Não confio em ninguém com mais de 30
Não confio em ninguém com 32 Dentes....
Meu pai um dia me pediu
para que eu nunca mentisse
mas ele se esqueceu de dizer a verdade!
Eu não sei fazer música,
mas eu faço
Eu não sei cantar as músicas que eu faço,
mas eu canto
Ninguém sabe nada
Ninguém sabe nada
https://vagalume.com.br/titas/32-dentes.html
( ) O texto II se apresenta em forma de verso e tem como uma de suas temáticas o cerceamento da liberdade de expressão.
( ) O verso “Eu nunca mais vou dizer o que realmente penso!” apresenta a temática entre os dois textos de modo tênue e análogo.
( ) Um dos aspectos nítidos da mensagem da letra da música é a “contradição”, seja no que se refere à noção de confiança nos outros ou à própria capacidade do eu-lírico em expressar ironicamente seu inconformismo.
( ) Nota-se que o eu-lírico do texto II prescinde de espírito de inconformismo e de rebeldia diante da realidade que lhe causa revolta.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, analise, a partir das ideias expostas na letra da canção do texto II, pela ordem, o que se afirmou acima:
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O TEXTO I A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A
RESOLUÇÃO DA QUESTÃO
CENSURA É LIBERDADE

Ilustração: Shutterstock
Os que dizem combater a desinformação alegam que é
para proteger direitos fundamentais. Ora, um dos direitos
mais fundamentais é a liberdade de expressão
por Alexandre Garcia
No julgamento sobre censura na internet, o ministro do
Supremo André Mendonça, num voto que precisou de dois dias
para ser lido, pronunciou uma aula magna sobre liberdade,
ordem institucional e democracia. Escolheram para retomar o
julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da
Internet o dia 4 de junho. Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça
da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que
queria liberdade de expressão. Na sessão do Supremo do dia
4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa
Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”.
Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.
Nossa Constituição considera a liberdade de expressão
cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o
artigo 5º. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado
o anonimato”. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo
53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores
por quaisquer palavras.
A censura é o objetivo de todos os totalitários. Primeiro,
censuram as palavras; a consequência é censurar o
pensamento; e a liberdade, então, estará censurada. Tudo fica
relativo, como na “democracia relativa” da Venezuela
bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na
Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as
pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só
serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo
kafkiano é um processo justo. O terrível, numa situação assim,
é o silêncio dos censuráveis, os quais agem como ovelhas indo
passivamente para a tosquia. A lã das ovelhas estará crescida
no ano seguinte, mas a liberdade perdida só renascerá se os
servos aprenderem a agir como cidadãos.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em um
grau jamais visto. Ele não apenas proíbe que você se expresse,
mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para impor
a você, tenta governar sua vida emocional, além de estabelecer
um código de conduta. Na medida do possível, ele isola você
do mundo, o fecha em um universo artificial em que você não
tem padrões de comparação. Na verdade, esse período anterior
deveria vir entre aspas, mas eu queria que você, leitor, fosse
livre para pensar que essa seria uma conclusão minha, sobre a
atualidade brasileira. Na verdade, isso foi dito na BBC, em
Londres, por George Orwell, em 1941! Imagino que ele se
referia à Europa com Stalin, Hitler e Mussolini. Quanta
semelhança com o mundo woke de hoje e com nosso Brasil...
São tempos em que o Supremo decide modificar uma lei
que foi discutida pelo Congresso com a nação por três anos. A
Lei nº 12.965 foi sancionada por Dilma em 2014. Depois de dez
anos em vigor, surgiu, em véspera de ano eleitoral, o desejo de obrigar as plataformas a irem além das regras já existentes, que
evitam pornografia, pedofilia, imagens obscenas. Mas insistem
que é preciso combater a desinformação. Ora, combate-se a
desinformação não dando audiência ao desinformador, assim
como ao odiento – ademais rotular de desinformação é muito
subjetivo, pois pode se tratar apenas de uma informação com a
qual não se concorde. Paradoxalmente, os que dizem combater
a desinformação alegam que é para proteger direitos
fundamentais. Ora, um dos direitos mais fundamentais é a
liberdade de expressão.
O Supremo, a despeito da lição contida no voto de André
Mendonça, vai dizer que o que o Legislativo decidiu, no artigo
19, é inconstitucional. Pode o STF redigir outro artigo? André
Mendonça ensinou que só o Legislativo tem poder para redigir
leis. E como responsabilizar as plataformas? Tornando-as
censoras? Se alguém duvidar da Justiça Eleitoral, é crime? Mas
não é crime nem duvidar de Deus – como lembrou André
Mendonça. Ter a responsabilidade de censurar o que julgam
mentira ou discurso de ódio? Se já é impossível identificar quem
chama o juiz de ladrão num estádio lotado, será impossível
tarefa humana fiscalizar bilhões de postagens diárias. Um robô
vai decidir? A pedra angular da democracia e da humanidade,
a liberdade de expressão, será entregue a uma máquina?
Orwell, no seu 1984, previa para aquele ano, em ficção, o
totalitarismo mudando significados: “Guerra é Paz; Liberdade é
Escravidão; Ignorância é Força”. No século seguinte, nos anos
2020, no Brasil se procura implantar novas verdades:
manifestação popular é golpe; crítica é ato antidemocrático;
opinião contrária é fake news; contrapor-se a uma feminista é
misoginia, a um esquerdista é fascismo. E censura é liberdade.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-272/censura-e-liberdade/ Adaptado
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O TEXTO I A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A
RESOLUÇÃO DA QUESTÃO
CENSURA É LIBERDADE

Ilustração: Shutterstock
Os que dizem combater a desinformação alegam que é
para proteger direitos fundamentais. Ora, um dos direitos
mais fundamentais é a liberdade de expressão
por Alexandre Garcia
No julgamento sobre censura na internet, o ministro do
Supremo André Mendonça, num voto que precisou de dois dias
para ser lido, pronunciou uma aula magna sobre liberdade,
ordem institucional e democracia. Escolheram para retomar o
julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da
Internet o dia 4 de junho. Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça
da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que
queria liberdade de expressão. Na sessão do Supremo do dia
4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa
Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”.
Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.
Nossa Constituição considera a liberdade de expressão
cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o
artigo 5º. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado
o anonimato”. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo
53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores
por quaisquer palavras.
A censura é o objetivo de todos os totalitários. Primeiro,
censuram as palavras; a consequência é censurar o
pensamento; e a liberdade, então, estará censurada. Tudo fica
relativo, como na “democracia relativa” da Venezuela
bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na
Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as
pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só
serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo
kafkiano é um processo justo. O terrível, numa situação assim,
é o silêncio dos censuráveis, os quais agem como ovelhas indo
passivamente para a tosquia. A lã das ovelhas estará crescida
no ano seguinte, mas a liberdade perdida só renascerá se os
servos aprenderem a agir como cidadãos.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em um
grau jamais visto. Ele não apenas proíbe que você se expresse,
mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para impor
a você, tenta governar sua vida emocional, além de estabelecer
um código de conduta. Na medida do possível, ele isola você
do mundo, o fecha em um universo artificial em que você não
tem padrões de comparação. Na verdade, esse período anterior
deveria vir entre aspas, mas eu queria que você, leitor, fosse
livre para pensar que essa seria uma conclusão minha, sobre a
atualidade brasileira. Na verdade, isso foi dito na BBC, em
Londres, por George Orwell, em 1941! Imagino que ele se
referia à Europa com Stalin, Hitler e Mussolini. Quanta
semelhança com o mundo woke de hoje e com nosso Brasil...
São tempos em que o Supremo decide modificar uma lei
que foi discutida pelo Congresso com a nação por três anos. A
Lei nº 12.965 foi sancionada por Dilma em 2014. Depois de dez
anos em vigor, surgiu, em véspera de ano eleitoral, o desejo de obrigar as plataformas a irem além das regras já existentes, que
evitam pornografia, pedofilia, imagens obscenas. Mas insistem
que é preciso combater a desinformação. Ora, combate-se a
desinformação não dando audiência ao desinformador, assim
como ao odiento – ademais rotular de desinformação é muito
subjetivo, pois pode se tratar apenas de uma informação com a
qual não se concorde. Paradoxalmente, os que dizem combater
a desinformação alegam que é para proteger direitos
fundamentais. Ora, um dos direitos mais fundamentais é a
liberdade de expressão.
O Supremo, a despeito da lição contida no voto de André
Mendonça, vai dizer que o que o Legislativo decidiu, no artigo
19, é inconstitucional. Pode o STF redigir outro artigo? André
Mendonça ensinou que só o Legislativo tem poder para redigir
leis. E como responsabilizar as plataformas? Tornando-as
censoras? Se alguém duvidar da Justiça Eleitoral, é crime? Mas
não é crime nem duvidar de Deus – como lembrou André
Mendonça. Ter a responsabilidade de censurar o que julgam
mentira ou discurso de ódio? Se já é impossível identificar quem
chama o juiz de ladrão num estádio lotado, será impossível
tarefa humana fiscalizar bilhões de postagens diárias. Um robô
vai decidir? A pedra angular da democracia e da humanidade,
a liberdade de expressão, será entregue a uma máquina?
Orwell, no seu 1984, previa para aquele ano, em ficção, o
totalitarismo mudando significados: “Guerra é Paz; Liberdade é
Escravidão; Ignorância é Força”. No século seguinte, nos anos
2020, no Brasil se procura implantar novas verdades:
manifestação popular é golpe; crítica é ato antidemocrático;
opinião contrária é fake news; contrapor-se a uma feminista é
misoginia, a um esquerdista é fascismo. E censura é liberdade.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-272/censura-e-liberdade/ Adaptado
I. “Paradoxalmente” (5º par.) é uma classe morfológica que se vale de um sufixo utilizado de modo exclusivo na formação de Advérbios, significando no contexto “De modo contraditório”.
II. O Substantivo “desinformador” (5º par.) é um neologismo que se vale do prefixo de negação juntamente ao radical mais o sufixo para indicar o indivíduo que comete a “desinformação”.
III. No contexto, “totalitários” (3º par.) é um substantivo derivado do adjetivo primitivo “total” cujo valor sinonímico é referente a “autocráticos”.
IV. Os vocábulos “proíbe” e “possível” (4º par.), por serem, enquanto tonicidade silábica, palavras paroxítonas, são acentuadas por este mesmo motivo.
A partir da análise gramatical das afirmações acima, pode-se dizer que está correto o que se diz em:
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CENSURA É LIBERDADE

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Os que dizem combater a desinformação alegam que é
para proteger direitos fundamentais. Ora, um dos direitos
mais fundamentais é a liberdade de expressão
por Alexandre Garcia
No julgamento sobre censura na internet, o ministro do
Supremo André Mendonça, num voto que precisou de dois dias
para ser lido, pronunciou uma aula magna sobre liberdade,
ordem institucional e democracia. Escolheram para retomar o
julgamento de recursos contra o artigo 19 do Marco Civil da
Internet o dia 4 de junho. Há 36 anos, num 4 de junho, na Praça
da Paz Celestial, o Exército Chinês massacrava o povo que
queria liberdade de expressão. Na sessão do Supremo do dia
4 de junho, o ministro Barroso citou a comunista alemã Rosa
Luxemburgo: “Liberdade é sempre a de quem pensa diferente”.
Aqui, os que pensam diferente têm que ser presos.
Nossa Constituição considera a liberdade de expressão
cláusula pétrea, ou seja, nem o Congresso pode modificar o
artigo 5º. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado
o anonimato”. Não diz “salvo se”, que tampouco está no artigo
53, o qual garante a inviolabilidade de deputados e senadores
por quaisquer palavras.
A censura é o objetivo de todos os totalitários. Primeiro,
censuram as palavras; a consequência é censurar o
pensamento; e a liberdade, então, estará censurada. Tudo fica
relativo, como na “democracia relativa” da Venezuela
bolivariana. Vale qualquer pretexto, como faziam os tribunais na
Alemanha de Hitler e na União Soviética de Stalin, onde as
pessoas já estavam condenadas antes dos julgamentos, que só
serviam como ritual, na tentativa de mostrar que um processo
kafkiano é um processo justo. O terrível, numa situação assim,
é o silêncio dos censuráveis, os quais agem como ovelhas indo
passivamente para a tosquia. A lã das ovelhas estará crescida
no ano seguinte, mas a liberdade perdida só renascerá se os
servos aprenderem a agir como cidadãos.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em um
grau jamais visto. Ele não apenas proíbe que você se expresse,
mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para impor
a você, tenta governar sua vida emocional, além de estabelecer
um código de conduta. Na medida do possível, ele isola você
do mundo, o fecha em um universo artificial em que você não
tem padrões de comparação. Na verdade, esse período anterior
deveria vir entre aspas, mas eu queria que você, leitor, fosse
livre para pensar que essa seria uma conclusão minha, sobre a
atualidade brasileira. Na verdade, isso foi dito na BBC, em
Londres, por George Orwell, em 1941! Imagino que ele se
referia à Europa com Stalin, Hitler e Mussolini. Quanta
semelhança com o mundo woke de hoje e com nosso Brasil...
São tempos em que o Supremo decide modificar uma lei
que foi discutida pelo Congresso com a nação por três anos. A
Lei nº 12.965 foi sancionada por Dilma em 2014. Depois de dez
anos em vigor, surgiu, em véspera de ano eleitoral, o desejo de obrigar as plataformas a irem além das regras já existentes, que
evitam pornografia, pedofilia, imagens obscenas. Mas insistem
que é preciso combater a desinformação. Ora, combate-se a
desinformação não dando audiência ao desinformador, assim
como ao odiento – ademais rotular de desinformação é muito
subjetivo, pois pode se tratar apenas de uma informação com a
qual não se concorde. Paradoxalmente, os que dizem combater
a desinformação alegam que é para proteger direitos
fundamentais. Ora, um dos direitos mais fundamentais é a
liberdade de expressão.
O Supremo, a despeito da lição contida no voto de André
Mendonça, vai dizer que o que o Legislativo decidiu, no artigo
19, é inconstitucional. Pode o STF redigir outro artigo? André
Mendonça ensinou que só o Legislativo tem poder para redigir
leis. E como responsabilizar as plataformas? Tornando-as
censoras? Se alguém duvidar da Justiça Eleitoral, é crime? Mas
não é crime nem duvidar de Deus – como lembrou André
Mendonça. Ter a responsabilidade de censurar o que julgam
mentira ou discurso de ódio? Se já é impossível identificar quem
chama o juiz de ladrão num estádio lotado, será impossível
tarefa humana fiscalizar bilhões de postagens diárias. Um robô
vai decidir? A pedra angular da democracia e da humanidade,
a liberdade de expressão, será entregue a uma máquina?
Orwell, no seu 1984, previa para aquele ano, em ficção, o
totalitarismo mudando significados: “Guerra é Paz; Liberdade é
Escravidão; Ignorância é Força”. No século seguinte, nos anos
2020, no Brasil se procura implantar novas verdades:
manifestação popular é golpe; crítica é ato antidemocrático;
opinião contrária é fake news; contrapor-se a uma feminista é
misoginia, a um esquerdista é fascismo. E censura é liberdade.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-272/censura-e-liberdade/ Adaptado
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