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TEXTO

No primeiro dia de aula fui indagado por uma aluna: “Professor, até hoje ninguém conseguiu me explicar o que é Filosofia?” Não era surpresa. Respondi que a resposta que ela estava buscando estava dentro dela mesma e em nenhum outro lugar. “Mas como assim?” Voltou a indagar.

Observando outras aulas, como de física por exemplo, a professora falava da importância em estudar aquele determinado conteúdo que certamente seria conteúdo de prova de vestibular. Percebi certo interesse e atenção dos alunos, que estavam sendo provocados pelo desejo de passar no vestibular.

Em meio a tudo isso, surgiu o questionamento que certamente está presente constantemente nos alunos de Ensino Médio: “Para que estudar Filosofia se não cai no vestibular?” Eles têm razão. Filosofia não cai no vestibular assim como a matemática, o português, a história, a geografia e outras disciplinas.

Vamos avançando na reflexão. Será que Filosofia não aparece no vestibular? Por que então estudar essa disciplina?

Na interpretação da questão de física, na produção da redação, na interpretação do texto de português, na equação matemática, sempre há um toque de Filosofia.

Aquele que não consegue seguir o raciocínio lógico da matemática, por exemplo, não teve uma boa aula de Filosofia.

Filosofia não se estuda com descobertas cientificas,(a) frases, respostas prontas. A Filosofia não se limita às verdades ligadas as condições humanas, ou a ciência, que por sua vez possuem limitações.

A sua preocupação está voltada a uma verdade maior, uma verdade que transcende os limites da razão humana, à qual somos instigados a buscar constantemente. Essa busca e essa verdade não são finitas, por isso enquanto o homem existir, e isso penso ser maravilhoso, ele vai estar sempre em busca dessa verdade maior.

A nossa vida não se limita ao 2+2=4, pois a verdade, o bem, o belo, não podem ser entendidos e interpretados como simples equações matemáticas.

Eles exigem uma reflexão maior, convidando-nos a olharmos para nós mesmos, para o nosso íntimo, onde se encontra a razão de nosso existir.

Quanto mais nos voltarmos para nós mesmos e nos remetermos ao transcendente, tanto mais teremos que caminhar. Essa caminhada é infinita, vai abrindo os horizontes à medida que caminhamos.

É preciso estudar Filosofia para entendermos melhor a vida. Entender e compreender seu real e imenso valor que possui em si.

Sem Filosofia nossa vida seria limitada a simples cálculos, o que nos tornaria calculistas,(b) frios e sem vida.

A Filosofia abre os horizontes e nos guia para uma verdade que transcende todas as verdades da ciência. A verdade de nossa existência, a força que nos move para uma busca infinita.

Parece ser difícil compreender Filosofia com tantos dizeres filosóficos e pensamentos. Porém a sua compreensão exige essa busca.

Só entenderemos o sentido da Filosofia quando entendermos que não podemos somar ou subtrair, multiplicar nem dividir nossa verdade, o bem, o belo, o amor, a existência. Os sentimentos podem ser expressados nas mais diversas formas, mas nunca numa equação matemática, nem numa composição química ou física.

Nossas relações se tornam frias e calculistas porque na sociedade vive-se dessa maneira. Muitos dizem que pensar é coisa de quem não tem o que fazer. Porém, a reflexão ajuda a compreender as coisas da forma como nenhuma ciência ajuda a compreender.

Hoje, questões ligadas à vida, a ética, a moral, aos direitos humanos(c) exigem muita reflexão, a qual a filosofia ajuda, e sem a qual caímos no dogmatismo ou não compreendemos a vida na sua essência.

Aos poucos vamos percebendo melhor quanto a Filosofia faz parte da nossa vida. Muitos usam a Filosofia sem nunca terem estudado algo especificamente ligado a ela. É difícil encontrar um termo para definir Filosofia, porém, não podemos compreendê-la separada da nossa realidade, do nosso cotidiano, da nossa vida, pois ela é intrínseca a nós. Não somos nós que escolhemos a Filosofia, mas é ela quem nos escolhe.

[...]

Deve haver um equilíbrio entre razão e emoção. Quando usamos só a razão nos tornamos insensíveis diante de muitas realidades, mas, só o uso da emoção também não favorece nas escolhas.

Temos preguiça de pensar. Não usamos nossa capacidade de raciocínio e por isso, em tantos casos, nos damos mal. A escola se preocupa muito com o decorar as coisas. Saber regras de cor, mas na vida é preciso refletir diante de fatos, pois não podemos aplicar a tudo as mesmas respostas. A vida não é padronizada e quem a faz assim sofre muito. Há opções a serem feitas; leis a serem cumpridas. Sem a reflexão seremos meros executores, sem sabermos o porque de todas essas coisas.

[...]

Existem inúmeros exemplos a esse respeito. Numa relação de Amizade, por exemplo. Se não há um conhecimento maior de ambas as partes, esse sentimento morre logo. Quando nos conhecemos melhor interiormente e conhecemos também o outro, as dificuldades e dúvidas que aparecerão serão superadas e entendidas com maior facilidade, pois sabemos que em cada pessoa há um bem maior e que pode, deve e precisa ser conhecido. Uma amizade que fica só nas aparências é como uma casa construída sobre a areia. Na primeira tempestade, na primeira ventania, desmorona. Cai por terra. Uma amizade alicerçada na verdade, no conhecimento interior do outro e de si, as tempestades vindouras(d) não terão forças suficientes para destruir. O que permanece é aquilo que está alicerçado na razão e no coração ao mesmo tempo. O restante é passageiro e ilusório.

[...]

A Filosofia acontece no dia-a-dia da nossa vida, basta nos darmos conta disso. Filosofia é refletir sobre as coisas que acontecem, são ditas e ouvidas. Não se limita apenas a perguntarmos POR QUÊ?, mas precisamos ir mais adiante. Precisamos nos perguntar do nível de verdade daquilo que a TV apresenta. Aquilo que muitas revistas trazem em suas páginas. Não podemos nos esquecer que eles têm seu ponto de vista e seus interesses, mas estes não deveriam ocultar a verdade. A interpretação de uma notícia, seu posicionamento crítico e argumentação, é uma forma de fazer Filosofia. Aceitar tal e qual tudo o que jornais, TV e revistas nos apresentam é uma forma de ignorância. Precisamos ter cuidado. Isso não quer dizer que todos e em todas as ocasiões mentem, ou faltam com a verdade. Porém, sempre, sem exceção precisamos nos perguntar pela verdade dos fatos.

Quantas vezes os repórteres são induzidos a manipularem notícias sobre determinados acontecimentos e assuntos. Sempre que possível seria importante ler ou assistir mais de um jornal e depois fazer um paralelo entre eles. Isso exige tempo e vontade. Podemos discutir com outras pessoas para ouvir seu ponto de vista que ajuda-nos a abrir nossos horizontes. Quanto mais nos fechamos em nós mesmos, em nosso mundo individual, mais ignorantes nos tornamos. A abertura, a experiência, o diálogo, a leitura, nos tornam pessoas abertas e conhecedoras da verdade.

Buscar sempre a verdade dos acontecimentos, dos fatos é uma atitude filosófica.

Se pararmos e pensarmos neste momento o quanto refletimos sobre tudo o que acontece, ouvimos e vemos, nos daremos conta que nem sempre fazemos isso e não fazemos porque simplesmente não queremos, pois todos nós podemos e sabemos.

[...]

Precisamos nos perguntar qual o nível de conhecimento que uma pessoa tem dos acontecimentos históricos quando escreve novela, filme, minissérie. Será que aquilo é a verdade? Será que é a melhor forma de ver o acontecimento?

Estes e outros inúmeros fatos fazem parte do nosso cotidiano.

(Hermes José Novakoski)

FONTE: http://www.profdoni.pro.br/home/index.php/menu-principal/filosofia-2/252-para-que-estudar-filosofia

Exerce função predicativa a o termo na alternativa

 

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Os últimos acontecimentos no Brasil, que nos causam um crescente desconforto, inconformismo, descrença e vontade de escapar de tanta escuridão, precisam ser revistos com olhar afinado para que possamos(a) procurar padrões, respostas, caminhos. A crise de identidade nos puxa para dentro de nós mesmos e desconstrói a autoimagem de cordialidade e hospitalidade que tem sido(b) a base de nossa identidade nacional, ao lado da miscigenação e do sincretismo antropofágico que elegem valores como o jeito moleque, o drible, a ginga e a malemolência, como prerrogativas para a felicidade.
Áudios vazados descortinam a conspiração de importantes figuras públicas apenas interessadas em manter o status quo para salvaguardar suas vantagens corporativas e assegurar impunidades constitucionais – a repetição da história de pouco mais de 500 anos do nosso país. As estruturas do poder refletem nossa colonização, nossas elites conservadoras, nossa mentalidade autoritária, repressora, violenta. A democracia, ainda jovem no Brasil, enfrenta a resistência de uma cultura forjada no sangue e na subjugação do outro. Nada muito diferente do que acontece em outras democracias pelo mundo, já que a história das nações é repleta de disputas fratricidas pelo poder. A novidade é que hoje uma parte considerável das pessoas tem acesso aos acontecimentos em tempo real e canais onde podem expressar sua voz. Esse contexto é propício para avançarmos para um novo patamar da democracia, mas o novo se confronta com o velho e as resistências de todo tipo afloram, raivosas.
A desigualdade/violência contra as mulheres também é um tema em alta em vários lugares do mundo.
A luta pela igualdade entre os gêneros (incluindo aqui LGBTTs) em suas várias frentes, mobiliza, engaja e empodera mulheres e minorias, aumentando a consciência de todos nós. Esse movimento mais uma vez toca em algo ancestral, talvez o aspecto cultural mais arraigado que se possa encontrar – o papel do homem. Na coletiva de imprensa dos delegados/secretário de segurança/Ministro da Justiça, que investigam um caso escandaloso de estupro, ninguém consegue explicar por que suspeitos identificados não estão presos. A gravação e divulgação do vídeo, a presença deles no momento em que estava(c) sendo exposta a intimidade de uma adolescente de 16 anos, nada disso leva à detenção, nem mesmo preventiva. Não existem elementos jurídicos suficientes, eles dizem. A cristalização do papel do homem está na legislação, está nos estatutos das instituições, na formação dos profissionais, no senso comum que baliza nossas relações cotidianas. Mesmo as estruturas econômicas de competição e disputa de poder são heranças da mentalidade guerreira, masculina em essência.
É possível argumentar que tudo o que construímos até aqui, como humanidade, é resultado dessa visão de mundo e que não teríamos (d) conseguido de outra forma. Mas mesmo esse argumento está estruturado na cultura hegemônica. Não se trata de uma competição para definir qual o melhor modelo, ou de um julgamento do que é do bem e o que é do mal. A mentalidade da guerra não pode servir como parâmetro para o novo que se anuncia.
O mergulho é profundo, catártico. Ao mesmo tempo que, como brasileiros, somos compelidos a repensar os parâmetros históricos que construímos para nossa convivência social, temos que rever nossos impulsos atávicos que afloram estimulados pela reação defensiva que nos quer seguros em nossa zona de conforto, por mais nefasta que ela seja. Uma dissonância cognitiva que nos obriga a agir, seja para conservar, seja para mudar. Por isso tantas manifestações emocionais, rompimentos, agressões e ranger de dentes. Dói e a dor é um motor potente.
Mais do que qualquer outro país, nossa miscigenação e nosso sincretismo antropofágico podem nos ajudar a caminhar para esse futuro mais democrático e mais feminino. A ginga, a malemolência, a capacidade de se adaptar e construir relações cordiais e hospitaleiras, sonho identitário que baliza nossa busca pela felicidade, tem uma relação muito forte com o feminino. Nossa pátria mãe gentil, nós os filhos da floresta, devotos de Iemanjá e de Nossa Senhora Aparecida, abraçaremos por fim os valores que nos são tão caros – a amizade, o cuidado, o brincadeira, a transcendência. Desta vez, temos que fazer uma escolha consciente pela ternura, mas ela prevalecerá porque já existe dentro de nós.
MAURICIO ZANOLINI – FONTE: https://bloguniversidadelivrepampedia.com/
2016/05/31/a-crise-de-identidade-do-brasil-nos-reinventara/
A ação verbal que está devidamente explicada é:
 

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667580 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Jijoca Jericoacoara-CE
A Filosofia e a Educação caminham juntas.(a) É um elo que vive desde a antiguidade com Sócrates. O Homem sempre buscou o melhor para si(b) e para a realidade. Nesta busca da sabedoria, o pensamento foi útil. Já que o aluno vive numa realidade de pensamento, a Filosofia é indispensável para sua busca. A Filosofia leva o aluno à oportunidade de desenvolver um pensamento independente e crítico, ou seja, permite a ele experimentar um pensar individual.
Desde a antiguidade, o Homem preocupou-se em buscar respostas para si mesmo e para o mundo que se volta para ele. Encontrar essas soluções era significativo. Nos tempos antigos, na era de Pitágoras, Homero, Sócrates, não era através de livros, palestras ou outros meios e sim, apenas pelo pensar. Percorrendo o caminho do tempo, chegando aos confins de hoje, o buscar de respostas para o homem se inicia na Escola, exercitando o aluno a trabalhar com sua mente, ou seja, o homem é levado a pensar desde sua infância. Deste modo, o pensar tem situado na história como ferramenta indispensável para ao Homem. Se a filosofia é o exercício do pensar, de buscar a verdade, ou etimologicamente falando, “amigo da sabedoria”, ela é necessária para a Educação. Pois é na Educação que o saber se eleva, se constrói.
Se o modo de explorar a realidade desde a antiguidade foi pelo meio da reflexão, do pensamento, hoje não é diferente. Hoje o papel da Filosofia é o mesmo desde o tempo de Platão. Levantar questionamentos, procurar a razão, buscar a verdade e se abster do próprio ponto de vista para aceitar a realidade que nos cerca. Filosofia e Educação caminham juntas. É impossível falar em educação e não falar em Filosofia.(c) Ainda que de forma inconsciente, o homem vivencia a filosofia em seu dia-a-dia. Tendo a filosofia como o estudo que orienta o indivíduo tanto na visão concreta na visão de vida, como seus valores e significados, é imprescindível quando se fala em conduta humana no geral. Portanto, no educar, que significa orientar, conduzir, que é uma influência deliberada e sistemática de um ser "maduro" para um ser "imaturo", através da instrução, ensino e disciplina e desenvolvimento "harmonioso" de todas as potencialidades do ser humano, pode-se afirmar que não existe educação sem a associação filosófica. Não se pode negar que todas as correntes filosóficas deram contribuições super valorosas na construção da educação. Ainda que o homem não tenha consciência, educar, ensinar, torna-se sinônimo de filosofar. A educação esteve presente em toda a história junto com a Filosofia. Com Sócrates, o homem voltou-se para sim mesmo, ou seja, o homem começou a questionar.(d) E este questionamento, este autoconhecimento do homem se dava, sobretudo com o diálogo mútuo.
Sócrates era defensor do diálogo como método da Educação. É um ponto importante para o ensino, pois, atualmente é essencial que haja diálogo na sala de aula para um bom crescimento intelectual e humano também.
Ainda na antiguidade, para Platão e Aristóteles, apesar de possuírem pensamentos opostos, idealista e realista, respectivamente, a Educação tinha um ponto em comum: formava o homem moralmente, em seu caráter. Ou seja, a Educação transformava o homem.
Percorrendo dentro da modernidade, chegando até Kant, a afirmação de Platão não é muito diferente do mesmo. A Educação também transforma o homem em um indivíduo mais comportamental, ou seja, de boa vivência na lei moral. Chegando à contemporaneidade, a reflexão feita por Sócrates é pressuposital à John Dewey. Na questão do diálogo, Dewey também afirmava de sua importância, principalmente nos trabalhos grupais. Outra semelhança é no método maiêutico de Sócrates. Dewey também pensava que o professor devia levar ao aluno conteúdos em forma de questões, fazer com que o aluno refletisse, conseguisse uma resposta. Durante a história, vários ramos de pensamentos surgiram, mas a forma de pensar é única e a problematização do ser também. E a Educação foi instrumento desde a origem do pensar, desde a origem da filosofia. Desta forma, não há como separar filosofia e Educação. A filosofia gera na Educação um método de estudo, um método de pensamento. Gera um conceito novo de viver, uma forma nova de ver a realidade. Dentro da Educação não é somente para o aluno que a filosofia é importante. As teorias são importantes para a formação do professor. Todo professor deveria ter em mente tais teorias para aperfeiçoar seu desempenho em sala de aula; estudar teorias, através da Filosofia da Educação, adentrando em filosofias atuais proporciona ao mestre qualidade no seu desempenho enquanto professor. Pensar sobre a formação do educador em nosso tempo consiste num grande desafio. A educação assume faces diferentes em cada período histórico, mas a essencialidade do professor em buscar a interação com seu aluno não modificou. Para o aluno, que está numa evolução de conhecimento, de aprendizagem, a Filosofia é a essencialidade de sua busca do saber. A Filosofia estimula o pensamento, o estudo, o relacionamento humano e a liberdade da mente. A filosofia ajuda a partir do momento em que oferece subsídios suficientes para o desenvolvimento do aluno na atividade intelectual para pensar. É imprescindível conhecer os filósofos, suas histórias, seus pensamentos, pois são exemplos de homens que chegaram a uma realização, a uma busca pela verdade. São exemplos de como o aluno pode conseguir compreender o seu redor, de como a reflexão é importante para uma sociedade que anseia, e de como a autocrítica é de sumo valor para a sua maturidade. A Filosofia é fundamental na vida de todo ser humano, visto que proporciona a prática de análise, reflexão e crítica em benefício do encontro do conhecimento do mundo e do homem. O educando, tendo a filosofia como companheira, se torna em um indivíduo de bom discernimento, de bom senso, possível a uma autoavaliação e sempre buscará o novo.
Por Jaime Thomaz
FONTE: http://www.artigos.com/artigos-academicos/5400-a-importancia-da-filosofia-para-a-educacao
Há ocorrência de linguagem conotativa em
 

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667555 Ano: 2019
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Jijoca Jericoacoara-CE
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Assinale a alternativa que preencha a lacuna do texto abaixo:
Em termos ambientais o ___________________é instrumento para a regularização de finalidade de garantia ao equilíbrio do meio ambiente.
 

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TEXTO
No primeiro dia de aula fui indagado por uma aluna:(a) “Professor, até hoje ninguém conseguiu me explicar o que é Filosofia?” Não era surpresa. Respondi que a resposta que ela estava buscando estava dentro dela mesma e em nenhum outro lugar. “Mas como assim?” Voltou a indagar.
Observando outras aulas, como de física por exemplo, a professora falava da importância(b) em estudar aquele determinado conteúdo que certamente seria conteúdo de prova(c) de vestibular. Percebi certo interesse e atenção dos alunos, que estavam sendo provocados pelo desejo de passar no vestibular.
Em meio a tudo isso, surgiu o questionamento que certamente está presente constantemente nos alunos de Ensino Médio: “Para que estudar Filosofia se não cai no vestibular?” Eles têm razão. Filosofia não cai no vestibular assim como a matemática, o português, a história, a geografia e outras disciplinas.
Vamos avançando na reflexão. Será que Filosofia não aparece no vestibular? Por que então estudar essa disciplina?
Na interpretação da questão de física, na produção da redação, na interpretação do texto de português, na equação matemática, sempre há um toque de Filosofia.
Aquele que não consegue seguir o raciocínio lógico da matemática, por exemplo, não teve uma boa aula de Filosofia.
Filosofia não se estuda com descobertas cientificas, frases, respostas prontas. A Filosofia não se limita às verdades ligadas as condições humanas, ou a ciência, que por sua vez possuem limitações.
A sua preocupação está voltada a uma verdade maior, uma verdade que transcende os limites da razão humana, à qual somos instigados a buscar constantemente. Essa busca e essa verdade não são finitas, por isso enquanto o homem existir, e isso penso ser maravilhoso, ele vai estar sempre em busca dessa verdade maior.
A nossa vida não se limita ao 2+2=4, pois a verdade, o bem, o belo, não podem ser entendidos e interpretados como simples equações matemáticas.
Eles exigem uma reflexão maior, convidando-nos a olharmos para nós mesmos, para o nosso íntimo, onde se encontra a razão de nosso existir.
Quanto mais nos voltarmos para nós mesmos e nos remetermos ao transcendente, tanto mais teremos que caminhar. Essa caminhada é infinita, vai abrindo os horizontes à medida que caminhamos.
É preciso estudar Filosofia para entendermos melhor a vida. Entender e compreender seu real e imenso valor que possui em si.
Sem Filosofia nossa vida seria limitada a simples cálculos, o que nos tornaria calculistas, frios e sem vida.
A Filosofia abre os horizontes e nos guia para uma verdade que transcende todas as verdades da ciência. A verdade de nossa existência, a força que nos move para uma busca infinita.
Parece ser difícil compreender Filosofia com tantos dizeres filosóficos e pensamentos. Porém a sua compreensão exige essa busca.
Só entenderemos o sentido da Filosofia quando entendermos que não podemos somar ou subtrair, multiplicar nem dividir nossa verdade, o bem, o belo, o amor, a existência. Os sentimentos podem ser expressados nas mais diversas formas, mas nunca numa equação matemática, nem numa composição química ou física.
Nossas relações se tornam frias e calculistas porque na sociedade vive-se dessa maneira. Muitos dizem que pensar é coisa de quem não tem o que fazer. Porém, a reflexão ajuda a compreender as coisas da forma como nenhuma ciência ajuda a compreender.
Hoje, questões ligadas à vida, a ética, a moral, aos direitos humanos exigem muita reflexão, a qual a filosofia ajuda, e sem a qual caímos no dogmatismo ou não compreendemos a vida na sua essência.
Aos poucos vamos percebendo melhor quanto a Filosofia faz parte da nossa vida. Muitos usam a Filosofia sem nunca terem estudado algo especificamente ligado a ela. É difícil encontrar um termo para definir Filosofia, porém, não podemos compreendê-la separada da nossa realidade, do nosso cotidiano, da nossa vida, pois ela é intrínseca a nós.(d) Não somos nós que escolhemos a Filosofia, mas é ela quem nos escolhe.
[...]
Deve haver um equilíbrio entre razão e emoção. Quando usamos só a razão nos tornamos insensíveis diante de muitas realidades, mas, só o uso da emoção também não favorece nas escolhas.
Temos preguiça de pensar. Não usamos nossa capacidade de raciocínio e por isso, em tantos casos, nos damos mal. A escola se preocupa muito com o decorar as coisas. Saber regras de cor, mas na vida é preciso refletir diante de fatos, pois não podemos aplicar a tudo as mesmas respostas. A vida não é padronizada e quem a faz assim sofre muito. Há opções a serem feitas; leis a serem cumpridas. Sem a reflexão seremos meros executores, sem sabermos o porque de todas essas coisas.
[...]
Existem inúmeros exemplos a esse respeito. Numa relação de Amizade, por exemplo. Se não há um conhecimento maior de ambas as partes, esse sentimento morre logo. Quando nos conhecemos melhor interiormente e conhecemos também o outro, as dificuldades e dúvidas que aparecerão serão superadas e entendidas com maior facilidade, pois sabemos que em cada pessoa há um bem maior e que pode, deve e precisa ser conhecido. Uma amizade que fica só nas aparências é como uma casa construída sobre a areia. Na primeira tempestade, na primeira ventania, desmorona. Cai por terra. Uma amizade alicerçada na verdade, no conhecimento interior do outro e de si, as tempestades vindouras não terão forças suficientes para destruir. O que permanece é aquilo que está alicerçado na razão e no coração ao mesmo tempo. O restante é passageiro e ilusório.
[...]
A Filosofia acontece no dia-a-dia da nossa vida, basta nos darmos conta disso. Filosofia é refletir sobre as coisas que acontecem, são ditas e ouvidas. Não se limita apenas a perguntarmos POR QUÊ?, mas precisamos ir mais adiante. Precisamos nos perguntar do nível de verdade daquilo que a TV apresenta. Aquilo que muitas revistas trazem em suas páginas. Não podemos nos esquecer que eles têm seu ponto de vista e seus interesses, mas estes não deveriam ocultar a verdade. A interpretação de uma notícia, seu posicionamento crítico e argumentação, é uma forma de fazer Filosofia. Aceitar tal e qual tudo o que jornais, TV e revistas nos apresentam é uma forma de ignorância. Precisamos ter cuidado. Isso não quer dizer que todos e em todas as ocasiões mentem, ou faltam com a verdade. Porém, sempre, sem exceção precisamos nos perguntar pela verdade dos fatos.
Quantas vezes os repórteres são induzidos a manipularem notícias sobre determinados acontecimentos e assuntos. Sempre que possível seria importante ler ou assistir mais de um jornal e depois fazer um paralelo entre eles. Isso exige tempo e vontade. Podemos discutir com outras pessoas para ouvir seu ponto de vista que ajuda-nos a abrir nossos horizontes. Quanto mais nos fechamos em nós mesmos, em nosso mundo individual, mais ignorantes nos tornamos. A abertura, a experiência, o diálogo, a leitura, nos tornam pessoas abertas e conhecedoras da verdade.
Buscar sempre a verdade dos acontecimentos, dos fatos é uma atitude filosófica.
Se pararmos e pensarmos neste momento o quanto refletimos sobre tudo o que acontece, ouvimos e vemos, nos daremos conta que nem sempre fazemos isso e não fazemos porque simplesmente não queremos, pois todos nós podemos e sabemos.
[...]
Precisamos nos perguntar qual o nível de conhecimento que uma pessoa tem dos acontecimentos históricos quando escreve novela, filme, minissérie. Será que aquilo é a verdade? Será que é a melhor forma de ver o acontecimento?
Estes e outros inúmeros fatos fazem parte do nosso cotidiano.
(Hermes José Novakoski)
FONTE: http://www.profdoni.pro.br/home/index.php/menu-principal/filosofia-2/252-para-que-estudar-filosofia
É paciente da ação nominal o termo
 

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638191 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Jijoca Jericoacoara-CE
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Para entendermos melhor “Por que estudar Filosofia” é preciso antes de tudo saber o que é Filosofia ao meu ver. Afinal, já não é possível viver com aquelas definições criadas por outros e utilizadas por todos. É necessário que compreendamos o que ela significa em nosso íntimo.
Filosofia consiste, em estilo poético e metafórico, em um homem, philo, que procura sua amada. Que nada mais é do que uma mulher bela, plena de vida e que jamais envelhece chamada Sophia. Esse homem está em uma busca incessante que perdura desde muito tempo atrás. A essa busca denomino “estudar’.
Devemos estudar Filosofia porque só ela é capaz de nos conceder nosso desejo. Se o ser humano deseja ter amor tanto mais deseja a sabedoria... Estudar Filosofia porque tudo no mundo tem seu início e fim, mas o saber resiste ao castigo que é o tempo... Estudar Filosofia, pois não há bem maior que o conhecimento da verdade e nada é tão intacto como semelhante coisa... Estudar Filosofia, pois, se há no universo algo mais prazeroso do que ir à procura de Sophia, com certeza é viver ao lado dela.
Devo estudar Filosofia porque não saberia mais voltar a habitar em um mundo que já não reconheço, em um lugar onde as pessoas passam por mim apressadas sem entenderem o motivo de tanta pressa... Porque percebo o alimento que a Razão oferece e preciso saciar-me dele. Mas, estudo Filosofia por ser apenas mais uma que encontrou na sabedoria a força para encarar a vida quando existem somente respostas sem perguntas.
Portanto, embora pareça romantismo exagerado, estudar Filosofia não é algo que possui um “por que” baseado em empirismo, porém, sim no pulsar de um coração ansioso por obter Razão.
Publicado por: SHEILA DOS SANTOS
FONTE: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/filosofia/por-que-estudar-filosofia.htm
No contexto, o termo “embora” expressa:
 

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636127 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Jijoca Jericoacoara-CE
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TEXTO
Uma das principais perguntas dos profissionais é a seguinte: Como posso me preparar para o atual mercado de trabalho sem ser somente mais um? A resposta é: Você tem que buscar(a) se diferenciar. Buscamos remuneração, qualidade de vida, aprendizado contínuo, oportunidade de crescer. Mas, como conseguir tudo isso?
Como se diferenciar em um mercado tão competitivo?
Sem dúvida, atualmente, esperam-se cada vez mais várias mudanças de emprego ao longo da nossa carreira. O mercado está cada vez mais competitivo e a melhor forma de lidar com a imprevisibilidade no futuro será investir no conhecimento. Contudo, hoje em dia, não basta somente ser qualificado, é preciso ser competente.
Mas, o que são estes conceitos de qualificação e competência?
Vamos recorrer à história, onde na França, no período de pós guerra surge o conceito de qualificação que determinava a padronização dos conteúdos da qualificação: a cada profissão, a cada posto de trabalho correspondia um nível escolar; uma vez adquiridos os conhecimentos dessa categoria profissional, o trabalhador poderia(b) ali permanecer sem que lhe exigissem novas aprendizagens. Havia, assim, uma estável correspondência(c) entre “nível de formação” e “nível de qualificação” que garantia aos trabalhadores uma carreira profissional sólida e previsível e permitia um planejamento educacional a partir da análise das ocupações. O sistema de qualificação é concebido em torno da noção de nível padrão homologada pelo diploma. Mas, será que atualmente o diploma é suficiente? Por exemplo, será que algum de vocês já presenciou o fato de o primeiro lugar de uma turma de formados não conseguir emprego?(d) Claro que não quero dizer que todo primeiro lugar não terá emprego, muitos são extremamente competentes, mas, o que falta para aquele que não consegue emprego apesar de ser “medalha 18 de ouro” na faculdade?
Seu diferencial no mercado está em buscar mais do que a qualificação. Ter um diploma superior já não é mais diferencial. O profissional precisa ser competente, ou seja, alinhar o conhecimento adquirido à habilidade que está relacionada à aplicação produtiva do conhecimento, ou seja, as empresas querem profissionais que saibam trabalhar em equipe, se comunicar, influenciar pessoas e tenham também atitude de comprometimento, engajamento com o trabalho, pois, a atitude diz respeito a um sentimento ou a predisposição da pessoa de querer fazer algo.
Alinhar conhecimento, habilidade e atitude determina a competência de um profissional. Vale enfatizar que este processo é extremamente dinâmico. Com a velocidade de mudanças no mundo moderno, hoje você pode ser competente, mas, amanhã, pode não ser mais. O que precisamos fazer?
Verifica-se no mercado que a maioria dos executivos continua investindo em estudos mesmo quando chegam em posições privilegiadas na carreira. O profissional que constantemente busca a atualização é bem visto pela empresa onde trabalha ou mesmo pelas que estão de olho no profissional que se destaca. O que se verifica é que num momento de crescimento do Brasil, vemos uma situação dramática: as empresas precisam contratar, mas muitas vezes, os desempregados não têm preparo para ocupar os postos. Ou seja, falta gente competente!!! No mercado atual, é importante perceber que sucesso não é a ausência de problemas, mas sim a capacidade de resolver estes problemas. Sucesso é competência aliada a consistência, por isso, todo profissional tem a obrigação de melhorar, sempre.
Como profissional, ficar imaginando como seria bom ver seu sonho realizado não vai torná-lo realidade. Planejar e cumprir o passo-a-passo é que permitirá o sucesso da empreitada. Quem se limita ao dia-a-dia de trabalho dificilmente consegue manter-se antenado com as tendências de sua área. Essas pessoas acabam ficando muito funcionais, focadas apenas na execução. Para você se diferenciar no mercado, trace planos de curto, médio e longo prazo, pense onde você quer estar daqui a 1, 2 ,5,10 anos e conduza sua vida profissional, pois, se você não souber onde quer chegar, vai acabar encontrando pessoas que vão te utilizar para atingir os objetivos delas. Lembre-se que a velocidade só faz sentido se você estiver na direção certa.
FONTE: http://inemp.com.br/o-seu-diferencial-no-mercado-de-trabalho/
Identifique a correlação verdadeiro entre o termo transcrito e o que dele se afirma
 

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633718 Ano: 2019
Disciplina: Odontologia
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Jijoca Jericoacoara-CE
Provas:
A periodontite é definida como “uma doença inflamatória dos tecidos de suporte dos dentes, causada por microrganismos específicos ou grupos de microrganismos específicos, resultando em uma destruição progressiva do ligamento periodontal e osso alveolar, com formação de bolsa, retração ou ambas.” A característica clínica que distingue a periodontite da gengivite é a presença da perda de inserção clinicamente detectável. Isto geralmente é acompanhado pela formação de bolsa periodontal e mudanças na densidade e altura do osso alveolar subjacente. São características da periodontite agressiva, exceto:
 

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Questão presente nas seguintes provas
584383 Ano: 2019
Disciplina: Turismo
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Jijoca Jericoacoara-CE
Provas:
A regionalização do turismo significa que:
 

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Questão presente nas seguintes provas
566987 Ano: 2019
Disciplina: Farmácia
Banca: Crescer
Orgão: Pref. Jijoca Jericoacoara-CE
Provas:
É exemplo de substância analgésica não entorpecente:
 

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