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Foram encontradas 229 questões.

133351 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: Pref. João Pessoa-PB
Nosso ensino inferior

Não é para entrar em depressão, mas também não é para comemorar. Nos dois testes internacionais a que foi submetido esta semana – o do ensino médio e o do superior – o nosso sistema educacional não foi totalmente reprovado e até melhorou, mas também não “passou" com louvor. Sob certos aspectos, o desempenho foi medíocre. No primeiro exame, o Pisa, que avalia alunos de 15 anos de 65 países, o Brasil foi o que mais avançou em matemática entre 2003 e 2012, mas mesmo assim continua lá atrás, ficou em 58º lugar e, em leitura, foi pior, caiu dois pontos para a 55ª colocação. Em Ciências, permaneceu onde estava, na 59ª posição. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, considerou o resultado “uma grande vitória", mas o responsável pelo Pisa, Andreas Schleicher, acha que temos que “acelerar muito o ritmo de melhoria", investindo mais em professores e dando aos alunos pobres melhores escolas, para não continuar fazendo feio.
Se as conclusões do Pisa comportam interpretações que podem ser mais ou menos pessimistas, os dados referentes à educação superior não deixam dúvidas: foram péssimos. [....] A nossa má performance não pode ser atribuída à falta de representação. O ensino superior brasileiro é composto por 2.377 instituições, das quais 85% são faculdades, 8% são universidades, 5,3% são centros tecnológicos e 1,6 são institutos tecnológicos. O nosso problema, portanto, não é de quantidade, mas de qualidade.
(Zuenir Ventura, O Globo, 07/12/2013)
“...o responsável pelo Pisa, Andreas Schleicher, acha que temos que “acelerar muito o ritmo de melhoria", investindo mais em professores e dando aos alunos pobres melhores escolas, para não continuar fazendo feio".
A única inferência que não pode ser feita desse segmento do texto é que
 

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133350 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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    Remédios e Venenos

    No início do século XX, a indústria farmacêutica propagandeava as virtudes do ópio e da cocaína, puros e em vários remédios, para diversas finalidades, que eram consumidos livremente pela população, de crianças a idosos. Mas assim como não há registros da eficácia curativa dos remédios, também não há notícias de intoxicações e overdoses, e a ideia de "dependente de drogas" não existia.

    Aracy de Almeida contava que, nos anos 30, se reunia com Noel Rosa, Mário Reis e outros artistas na Taberna da Glória e, quando a noite avançava e o cansaço chegava, mandavam um moleque à farmácia buscar "um bujãozinho de cocaína da Merck suíça", que era vendido legalmente no Brasil até 1937.

    (....) Drogas sempre existiram, mas quando e como o consumo abusivo virou uma epidemia comportamental? Talvez nos anos 60, quando os hippies promoveram a cultura do LSD e da maconha, que eram associados ao ócio e à improdutividade, ao comportamento antissocial e à sensualidade pagã. A reação conservadora veio, nos Estados Unidos, com Nixon e a "guerra às drogas", que Reagan transformou em política de Estado, com os resultados desastrosos que se conhece e que fizeram tantos países repensar essa estratégia. Hoje a venda de maconha "medicinal" é livre em vinte estados americanos. Como no início do século XX.

    No Uruguai, ela será comercializada pelo Estado, a preços populares (um terço da cotação atual na rua), mas sujeita a inúmeras, e inúteis, restrições. Estrangeiros não podem comprar, só fumar, e os usuários locais têm cota mensal de 40 gramas, mas podem vender a um amigo. Só 30% da população apoiam, mas o tabu foi quebrado e a experiência deles será uma pesquisa valiosa para nós.

    (MOTTA, Nelson. O GLOBO, 13/12/2013)
    Analise a frase a seguir.

    "30% da população apoiam"

    Uma frase construída por uma porcentagem seguida de um partitivo tanto pode ter sua concordância verbal realizada com a porcentagem quanto com o partitivo.

    A esse respeito, assinale a alternativa que mostra uma concordância inaceitável.
     

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    133349 Ano: 2014
    Disciplina: Português
    Banca: FGV
    Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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    No estudo sintático, é comum ensinar-se que os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. Mas, encontramos muitas vezes orações classificadas como “sem sujeito". Como explicar ser um termo essencial e, ao mesmo tempo, não estar presente na oração?
     

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    133348 Ano: 2014
    Disciplina: Português
    Banca: FGV
    Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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    Somos um povo fútil?

    “No Brasil, tudo vira moda. Até manifestação de rua.”

    Ouvi essa frase de um motorista de táxi durante os acontecimentos de junho, e achei um exagero. Rebati, dizendo que o povo nas ruas tinha um significado imenso e ira propiciar a mudança de várias leis. Ele me olhou pelo retrovisor e respondeu que era verdade, mas que via muitos jovens, a caminho das manifestações, agindo como se estivessem indo para um bloco de carnaval. “É a onda do momento”, insistiu. “Daqui a pouco passa.”

    Em poucas semanas, as manifestações começaram a esvaziar. Os motivos eram muitos: a ação dos black blocks, as depredações, a violência da polícia, as denúncias de interesses escusos por parte de políticos, milicianos, traficantes. Mas não pude deixar de pensar nas palavras do motorista de táxi.

    Tornei a pensar nelas há algumas semanas, ao voltar de uma viagem de quase um mês à Alemanha. Ao desembarcar no Brasil, fui tomada pela sensação de que somos mesmo um país de modismos. Um povo fútil. Sei que é um clichê essa história de ir à Europa e voltar falando de “um banho de civilização”. Sempre fui contra isso. Mas, desta vez – depois de visitar 11 museus, duas exposições, de ir a um concerto de música clássica e de visitar uma feira gigantesca de livros –, alguma coisa aconteceu comigo.

    Acho que uma das razões dessa sensação foi a leitura, durante a viagem, do livro de Mário Vargas Llosa, “A civilização do espetáculo”. Embora em alguns pontos eu discorde do escritor, o livro me chamou a atenção para a destruição da cultura no mundo moderno, em favor do entretenimento. Esse conceito me deixou pensando no Brasil – nesse país que não lê livros, mas onde quase todo mundo tem celular. Onde se veem, nos bairros pobres, antenas parabólicas sobre casas miseráveis, onde há mais televisores do que geladeiras, e onde, em vez de bibliotecas, temos lan houses. País que parece ter passado, em massa, do analfabetismo funcional para o Facebook – sem escalas.

    (....) Voltei da viagem com essa sensação de que somos mesmo fúteis, superficiais, e me lembrei do motorista de táxi.

    (Heloísa Seixas, O Globo, 14 de dezembro de 2013)

    “...a ação dos black blocks, as depredações, a violência da polícia, as denúncias de interesses escusos por parte de políticos, milicianos, traficantes”. A autora, ao pontuar a enumeração dos motivos do esvaziamento desse modo, concluía que
     

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    133347 Ano: 2014
    Disciplina: Português
    Banca: FGV
    Orgão: Pref. João Pessoa-PB
    Nosso ensino inferior

    Não é para entrar em depressão, mas também não é para comemorar. Nos dois testes internacionais a que foi submetido esta semana – o do ensino médio e o do superior – o nosso sistema educacional não foi totalmente reprovado e até melhorou, mas também não “passou" com louvor. Sob certos aspectos, o desempenho foi medíocre. No primeiro exame, o Pisa, que avalia alunos de 15 anos de 65 países, o Brasil foi o que mais avançou em matemática entre 2003 e 2012, mas mesmo assim continua lá atrás, ficou em 58º lugar e, em leitura, foi pior, caiu dois pontos para a 55ª colocação. Em Ciências, permaneceu onde estava, na 59ª posição. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, considerou o resultado “uma grande vitória", mas o responsável pelo Pisa, Andreas Schleicher, acha que temos que “acelerar muito o ritmo de melhoria", investindo mais em professores e dando aos alunos pobres melhores escolas, para não continuar fazendo feio.
    Se as conclusões do Pisa comportam interpretações que podem ser mais ou menos pessimistas, os dados referentes à educação superior não deixam dúvidas: foram péssimos. [....] A nossa má performance não pode ser atribuída à falta de representação. O ensino superior brasileiro é composto por 2.377 instituições, das quais 85% são faculdades, 8% são universidades, 5,3% são centros tecnológicos e 1,6 são institutos tecnológicos. O nosso problema, portanto, não é de quantidade, mas de qualidade.
    (Zuenir Ventura, O Globo, 07/12/2013)
    Ao dizer “Nos dois testes a que foi submetido esta semana...", o autor do texto utilizou a forma esta do pronome demonstrativo para indicar
     

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    133346 Ano: 2014
    Disciplina: Português
    Banca: FGV
    Orgão: Pref. João Pessoa-PB

    Observe a charge a seguir

    enunciado 133346-1

    Se a primeira frase da charge fosse colocada na forma “Tu estás cercado de ignorantes!", a segunda frase deveria estar escrita do seguinte modo:
     

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    133345 Ano: 2014
    Disciplina: Português
    Banca: FGV
    Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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    Leia as frases a seguir.

    I. Esta é a ocasião propícia para falar sobre o problema.
    II. Este é o meu passaporte e ele nunca esteve retido.
    III. Saio de táxi e de ônibus, mas prefiro este àquele.
    IV. Este é o problema: ninguém chega na hora certa. Nas frases acima foi empregado corretamente o demonstrativo este. Sobre esses empregos, assinale a afirmativa inadequada.
     

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    133344 Ano: 2014
    Disciplina: Português
    Banca: FGV
    Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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      Remédios e Venenos

      No início do século XX, a indústria farmacêutica propagandeava as virtudes do ópio e da cocaína, puros e em vários remédios, para diversas finalidades, que eram consumidos livremente pela população, de crianças a idosos. Mas assim como não há registros da eficácia curativa dos remédios, também não há notícias de intoxicações e overdoses, e a ideia de "dependente de drogas" não existia.

      Aracy de Almeida contava que, nos anos 30, se reunia com Noel Rosa, Mário Reis e outros artistas na Taberna da Glória e, quando a noite avançava e o cansaço chegava, mandavam um moleque à farmácia buscar "um bujãozinho de cocaína da Merck suíça", que era vendido legalmente no Brasil até 1937.

      (....) Drogas sempre existiram, mas quando e como o consumo abusivo virou uma epidemia comportamental? Talvez nos anos 60, quando os hippies promoveram a cultura do LSD e da maconha, que eram associados ao ócio e à improdutividade, ao comportamento antissocial e à sensualidade pagã. A reação conservadora veio, nos Estados Unidos, com Nixon e a "guerra às drogas", que Reagan transformou em política de Estado, com os resultados desastrosos que se conhece e que fizeram tantos países repensar essa estratégia. Hoje a venda de maconha "medicinal" é livre em vinte estados americanos. Como no início do século XX.

      No Uruguai, ela será comercializada pelo Estado, a preços populares (um terço da cotação atual na rua), mas sujeita a inúmeras, e inúteis, restrições. Estrangeiros não podem comprar, só fumar, e os usuários locais têm cota mensal de 40 gramas, mas podem vender a um amigo. Só 30% da população apoiam, mas o tabu foi quebrado e a experiência deles será uma pesquisa valiosa para nós.

      (MOTTA, Nelson. O GLOBO, 13/12/2013)
      No texto, observamos três ocorrências do emprego do acento grave indicativo da crase:

      I. "...mandavam um moleque à farmácia..."
      II. "...que eram associados ao ódio e à improdutividade..."
      III. "...associados (...) ao comportamento antissocial e à sensualidade pagã".


      Nesses casos, ocorre a junção da preposição "a" + artigo definido "a". Os termos dessas frases que exigem a presença da preposição "a" são, respectivamente,
       

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      133343 Ano: 2014
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      Banca: FGV
      Orgão: Pref. João Pessoa-PB
      Nosso ensino inferior

      Não é para entrar em depressão, mas também não é para comemorar. Nos dois testes internacionais a que foi submetido esta semana – o do ensino médio e o do superior – o nosso sistema educacional não foi totalmente reprovado e até melhorou, mas também não “passou" com louvor. Sob certos aspectos, o desempenho foi medíocre. No primeiro exame, o Pisa, que avalia alunos de 15 anos de 65 países, o Brasil foi o que mais avançou em matemática entre 2003 e 2012, mas mesmo assim continua lá atrás, ficou em 58º lugar e, em leitura, foi pior, caiu dois pontos para a 55ª colocação. Em Ciências, permaneceu onde estava, na 59ª posição. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, considerou o resultado “uma grande vitória", mas o responsável pelo Pisa, Andreas Schleicher, acha que temos que “acelerar muito o ritmo de melhoria", investindo mais em professores e dando aos alunos pobres melhores escolas, para não continuar fazendo feio.
      Se as conclusões do Pisa comportam interpretações que podem ser mais ou menos pessimistas, os dados referentes à educação superior não deixam dúvidas: foram péssimos. [....] A nossa má performance não pode ser atribuída à falta de representação. O ensino superior brasileiro é composto por 2.377 instituições, das quais 85% são faculdades, 8% são universidades, 5,3% são centros tecnológicos e 1,6 são institutos tecnológicos. O nosso problema, portanto, não é de quantidade, mas de qualidade.
      (Zuenir Ventura, O Globo, 07/12/2013)
      O nosso problema, portanto, não é de quantidade, mas de qualidade".
      Assinale a alternativa que indica a forma de reescrever-se essa frase do texto que altera o seu significado original.
       

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      133342 Ano: 2014
      Disciplina: Português
      Banca: FGV
      Orgão: Pref. João Pessoa-PB
      Provas:
      "Um cão atravessava um rio com um pedaço de carne na boca quando viu seu próprio reflexo na água. Teve a impressão de que o pedaço de carne que carregava era muito maior do que o seu, daí largou o que levava, ficando sem alimento".
      (Fábulas de Esopo)

      Nessa pequena narrativa há, como em todos os demais textos desse tipo, uma sequência cronológica de ações. Essa sequência é realizada por meio de formas verbais.

      Em sequência cronológica as três primeiras formas verbais são
       

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