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Foram encontradas 229 questões.

133394 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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Eis algumas manchetes de um jornal carioca, distribuído em 14 de dezembro de 2013:

I – Ação contra caos aéreo
II – Vasco perde oito mandos de campo
III – Deputado condenado é preso e renuncia
IV – Carioca deve comprar mais neste Natal
Sobre a estrutura linguística dessas manchetes, assinale a caracterização inadequada.
 

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133393 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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Somos um povo fútil?

“No Brasil, tudo vira moda. Até manifestação de rua.”

Ouvi essa frase de um motorista de táxi durante os acontecimentos de junho, e achei um exagero. Rebati, dizendo que o povo nas ruas tinha um significado imenso e ira propiciar a mudança de várias leis. Ele me olhou pelo retrovisor e respondeu que era verdade, mas que via muitos jovens, a caminho das manifestações, agindo como se estivessem indo para um bloco de carnaval. “É a onda do momento”, insistiu. “Daqui a pouco passa.”

Em poucas semanas, as manifestações começaram a esvaziar. Os motivos eram muitos: a ação dos black blocks, as depredações, a violência da polícia, as denúncias de interesses escusos por parte de políticos, milicianos, traficantes. Mas não pude deixar de pensar nas palavras do motorista de táxi.

Tornei a pensar nelas há algumas semanas, ao voltar de uma viagem de quase um mês à Alemanha. Ao desembarcar no Brasil, fui tomada pela sensação de que somos mesmo um país de modismos. Um povo fútil. Sei que é um clichê essa história de ir à Europa e voltar falando de “um banho de civilização”. Sempre fui contra isso. Mas, desta vez – depois de visitar 11 museus, duas exposições, de ir a um concerto de música clássica e de visitar uma feira gigantesca de livros –, alguma coisa aconteceu comigo.

Acho que uma das razões dessa sensação foi a leitura, durante a viagem, do livro de Mário Vargas Llosa, “A civilização do espetáculo”. Embora em alguns pontos eu discorde do escritor, o livro me chamou a atenção para a destruição da cultura no mundo moderno, em favor do entretenimento. Esse conceito me deixou pensando no Brasil – nesse país que não lê livros, mas onde quase todo mundo tem celular. Onde se veem, nos bairros pobres, antenas parabólicas sobre casas miseráveis, onde há mais televisores do que geladeiras, e onde, em vez de bibliotecas, temos lan houses. País que parece ter passado, em massa, do analfabetismo funcional para o Facebook – sem escalas.

(....) Voltei da viagem com essa sensação de que somos mesmo fúteis, superficiais, e me lembrei do motorista de táxi.

(Heloísa Seixas, O Globo, 14 de dezembro de 2013)

Do fato de os jovens, segundo o motorista de táxi, dirigirem-se às manifestações como se estivessem indo a um bloco de carnaval, podemos tirar as inferências a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
 

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133392 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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"Há algo de físico na leitura", identifica a cientista cognitiva Maryanne Wolf, da Tufts University, "talvez até mais do que gostaríamos de pensar enquanto avançamos na leitura digital, talvez co insuficiência de reflexão. Queria preservar o melhor possível das formas mais antigas, mas saber quando usar o novo".

Nesse segmento de uma reportagem sobre a leitura digital, há a presença do que é denominada "intertextualidade", na forma de
 

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133391 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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    Remédios e Venenos

    No início do século XX, a indústria farmacêutica propagandeava as virtudes do ópio e da cocaína, puros e em vários remédios, para diversas finalidades, que eram consumidos livremente pela população, de crianças a idosos. Mas assim como não há registros da eficácia curativa dos remédios, também não há notícias de intoxicações e overdoses, e a ideia de "dependente de drogas" não existia.

    Aracy de Almeida contava que, nos anos 30, se reunia com Noel Rosa, Mário Reis e outros artistas na Taberna da Glória e, quando a noite avançava e o cansaço chegava, mandavam um moleque à farmácia buscar "um bujãozinho de cocaína da Merck suíça", que era vendido legalmente no Brasil até 1937.

    (....) Drogas sempre existiram, mas quando e como o consumo abusivo virou uma epidemia comportamental? Talvez nos anos 60, quando os hippies promoveram a cultura do LSD e da maconha, que eram associados ao ócio e à improdutividade, ao comportamento antissocial e à sensualidade pagã. A reação conservadora veio, nos Estados Unidos, com Nixon e a "guerra às drogas", que Reagan transformou em política de Estado, com os resultados desastrosos que se conhece e que fizeram tantos países repensar essa estratégia. Hoje a venda de maconha "medicinal" é livre em vinte estados americanos. Como no início do século XX.

    No Uruguai, ela será comercializada pelo Estado, a preços populares (um terço da cotação atual na rua), mas sujeita a inúmeras, e inúteis, restrições. Estrangeiros não podem comprar, só fumar, e os usuários locais têm cota mensal de 40 gramas, mas podem vender a um amigo. Só 30% da população apoiam, mas o tabu foi quebrado e a experiência deles será uma pesquisa valiosa para nós.

    (MOTTA, Nelson. O GLOBO, 13/12/2013)
    O título dado ao texto mostra duas palavras que, em função do que foi lido, mostram uma relação de
     

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    133390 Ano: 2014
    Disciplina: Português
    Banca: FGV
    Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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      Remédios e Venenos

      No início do século XX, a indústria farmacêutica propagandeava as virtudes do ópio e da cocaína, puros e em vários remédios, para diversas finalidades, que eram consumidos livremente pela população, de crianças a idosos. Mas assim como não há registros da eficácia curativa dos remédios, também não há notícias de intoxicações e overdoses, e a ideia de "dependente de drogas" não existia.

      Aracy de Almeida contava que, nos anos 30, se reunia com Noel Rosa, Mário Reis e outros artistas na Taberna da Glória e, quando a noite avançava e o cansaço chegava, mandavam um moleque à farmácia buscar "um bujãozinho de cocaína da Merck suíça", que era vendido legalmente no Brasil até 1937.

      (....) Drogas sempre existiram, mas quando e como o consumo abusivo virou uma epidemia comportamental? Talvez nos anos 60, quando os hippies promoveram a cultura do LSD e da maconha, que eram associados ao ócio e à improdutividade, ao comportamento antissocial e à sensualidade pagã. A reação conservadora veio, nos Estados Unidos, com Nixon e a "guerra às drogas", que Reagan transformou em política de Estado, com os resultados desastrosos que se conhece e que fizeram tantos países repensar essa estratégia. Hoje a venda de maconha "medicinal" é livre em vinte estados americanos. Como no início do século XX.

      No Uruguai, ela será comercializada pelo Estado, a preços populares (um terço da cotação atual na rua), mas sujeita a inúmeras, e inúteis, restrições. Estrangeiros não podem comprar, só fumar, e os usuários locais têm cota mensal de 40 gramas, mas podem vender a um amigo. Só 30% da população apoiam, mas o tabu foi quebrado e a experiência deles será uma pesquisa valiosa para nós.

      (MOTTA, Nelson. O GLOBO, 13/12/2013)
      Ao terminar o texto, o autor declara que a experiência dos uruguaios será "valiosa para nós".

      Essa afirmação se justifica porque
       

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      133389 Ano: 2014
      Disciplina: Português
      Banca: FGV
      Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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      "A cada vogal ou grupo de sons pronunciados numa só expiração damos o nome de sílaba".
      (Celso Cunha, Nova Gramática do Português Contemporâneo, p. 53).
      Sobre as sílabas das palavras da língua portuguesa, assinale a afirmativa incorreta.
       

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      133388 Ano: 2014
      Disciplina: Português
      Banca: FGV
      Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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      Leia o fragmento a seguir.

      Dvorak subiu pelo tronco seco da árvore e sentou-se numa forquilha, com as pernas abertas. Teve necessidade de descansar, mas sabia que não podia fazê-lo: o grupo dependia dele".
      Considerando-se os dois termos sintáticos sublinhados, é correto afirmar que, textualmente falando,
       

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      133387 Ano: 2014
      Disciplina: Português
      Banca: FGV
      Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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      "Harém. A palavra harém foi originalmente utilizada para designar um cômodo da casa de um muçulmano, onde viviam suas esposas e concubinas. O termo, hoje utilizado para identificar um conjunto de mulheres, deriva do árabe harim, equivalente a "lugar sagrado ou proibido".
      (Detrás de las palavras, Charlie López)
      Considerando esse pequeno texto, assinale a alternativa que indica a função de linguagem que nele predomina.
       

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      133386 Ano: 2014
      Disciplina: Português
      Banca: FGV
      Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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        enunciado 133386-1
        O humor da charge encontra-se
         

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        133385 Ano: 2014
        Disciplina: Português
        Banca: FGV
        Orgão: Pref. João Pessoa-PB
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        Somos um povo fútil?

        “No Brasil, tudo vira moda. Até manifestação de rua.”

        Ouvi essa frase de um motorista de táxi durante os acontecimentos de junho, e achei um exagero. Rebati, dizendo que o povo nas ruas tinha um significado imenso e ira propiciar a mudança de várias leis. Ele me olhou pelo retrovisor e respondeu que era verdade, mas que via muitos jovens, a caminho das manifestações, agindo como se estivessem indo para um bloco de carnaval. “É a onda do momento”, insistiu. “Daqui a pouco passa.”

        Em poucas semanas, as manifestações começaram a esvaziar. Os motivos eram muitos: a ação dos black blocks, as depredações, a violência da polícia, as denúncias de interesses escusos por parte de políticos, milicianos, traficantes. Mas não pude deixar de pensar nas palavras do motorista de táxi.

        Tornei a pensar nelas há algumas semanas, ao voltar de uma viagem de quase um mês à Alemanha. Ao desembarcar no Brasil, fui tomada pela sensação de que somos mesmo um país de modismos. Um povo fútil. Sei que é um clichê essa história de ir à Europa e voltar falando de “um banho de civilização”. Sempre fui contra isso. Mas, desta vez – depois de visitar 11 museus, duas exposições, de ir a um concerto de música clássica e de visitar uma feira gigantesca de livros –, alguma coisa aconteceu comigo.

        Acho que uma das razões dessa sensação foi a leitura, durante a viagem, do livro de Mário Vargas Llosa, “A civilização do espetáculo”. Embora em alguns pontos eu discorde do escritor, o livro me chamou a atenção para a destruição da cultura no mundo moderno, em favor do entretenimento. Esse conceito me deixou pensando no Brasil – nesse país que não lê livros, mas onde quase todo mundo tem celular. Onde se veem, nos bairros pobres, antenas parabólicas sobre casas miseráveis, onde há mais televisores do que geladeiras, e onde, em vez de bibliotecas, temos lan houses. País que parece ter passado, em massa, do analfabetismo funcional para o Facebook – sem escalas.

        (....) Voltei da viagem com essa sensação de que somos mesmo fúteis, superficiais, e me lembrei do motorista de táxi.

        (Heloísa Seixas, O Globo, 14 de dezembro de 2013)

        No início do último parágrafo do texto há a presença de dois parênteses com pontos em seu interior.

        Esse sinal gráfico indica que

         

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