Lúcia, mulher, 68 anos, aposentada, se apresenta à clínica de fisioterapia com queixas de Dor Lombar Crônica Primária
(DLBCP) persistente há mais de oito meses. A dor é de intensidade moderada e a tem impedido de realizar suas caminhadas
diárias e de participar plenamente de atividades sociais com suas amigas, impactando na sua qualidade de vida e gerando
certo desconforto emocional. Ela não possui histórico de traumas recentes ou condições médicas graves que justifiquem a
dor. Em avaliação, Lúcia expressa um desejo de encontrar tratamentos que realmente funcionem, mas demonstra apreensão
em relação a medicamentos devido a experiências passadas com efeitos colaterais e receio de dependência. Menciona, também, que a acessibilidade e o custo dos tratamentos são fatores importantes para ela. Considerando a importância da segurança e a evidência de benefícios e danos de intervenções não farmacológicas, são intervenções físicas que devem ser usadas
como parte da rotina no manejo da DLBCP em adultos, incluindo idosos, conforme as diretrizes da Organização Mundial de
Saúde (OMS) e as melhores evidências disponíveis, EXCETO:
Paciente, 63 anos, com diagnóstico de Doença de Parkinson (DP) há três anos, classificado no estágio 2 da escala de Hoehn & Yahr,
busca atendimento fisioterapêutico para otimizar sua função motora e reduzir a fadiga. Durante a avaliação, o fisioterapeuta
identifica uma diminuição na capacidade cardiorrespiratória do paciente e o desejo de melhorar sua mobilidade geral. Ao
planejar o plano de tratamento e, ainda, considerando as diretrizes atuais para o manejo fisioterapêutico da DP, qual das
seguintes afirmativas sobre o treinamento aeróbico deve ser fortemente considerada para esse tipo de paciente?
Paciente, 30 anos, sofreu uma lesão medular traumática completa ao nível torácico (T8), resultando em paraplegia. Após um
período de reabilitação intensiva que incluiu treinamento locomotor regular em esteira com suporte de peso corporal, a
equipe de fisioterapia observou que, embora o paciente não tivesse recuperado o controle voluntário dos membros inferiores, apresentava movimentos alternados e coordenados das pernas na esteira, com um padrão rítmico que simulava a marcha. Pacientes com lesão medular completa que recebem treinamento regular em esteira frequentemente recuperam movimentos locomotores coordenados. Tal fato demonstra que:
Paciente, sexo masculino, 61 anos, se submeteu a uma amputação transtibial devido a complicações de doença vascular
periférica. Atualmente, encontra-se na fase perioperatória de sua reabilitação e apresenta desafios significativos em termos
de mobilidade e força no membro residual e contralateral, além de dor no membro residual e questões psicossociais relacionadas à adaptação à perda do membro. A equipe de reabilitação transdisciplinar busca otimizar intensivamente sua função
física, visando não apenas a protetização e o retorno à funcionalidade básica, mas também o aprimoramento da marcha,
mobilidade geral e força para uma reintegração mais completa. Entre as abordagens de intervenção de reabilitação para
otimizar a função de pacientes com amputação de membro inferior, qual é fortemente apoiada por evidências?
A tendinopatia, uma condição comum caracterizada por dor e limitação funcional nos tendões que conectam músculos aos
ossos, é frequentemente abordada com terapia por exercício. Pesquisas extensivas sobre esse tema destacam que os tendões da panturrilha (Aquiles), joelho (patelar), cotovelo e ombro são os mais estudados. O fortalecimento muscular é a modalidade de exercício mais frequentemente investigada, especialmente para as tendinopatias dos membros inferiores, embora outras abordagens como alongamento, treino de equilíbrio e atividades aeróbicas também sejam utilizadas. No contexto do tratamento da tendinopatia, qual a importância da educação do paciente para a autogestão da condição?
A Síndrome de Fibromialgia (SFM) é definida como uma síndrome de sensibilização central, caracterizada por uma disfunção
na detecção e no processamento de estímulos nociceptivos, resultando em dor musculoesquelética crônica e generalizada.
Sobre o diagnóstico e as abordagens terapêuticas não farmacológicas para Síndrome de Fibromialgia (SFM), analise as afirmativas a seguir.
I. O diagnóstico da SFM é primariamente baseado em exames laboratoriais e de imagem específicos que detectam inflamação
muscular e articular.
II. O repouso absoluto e a imobilização prolongada são as estratégias mais eficazes para o manejo da dor e da fadiga na fibromialgia.
III. A atividade física, como exercícios aeróbicos de resistência ou em água, é uma terapia não farmacológica fortemente recomendada para pacientes com SFM.
Paciente, sexo feminino, 48 anos, foi diagnosticada há três anos com Polimiosite (PM) estabelecida, apresentando baixa atividade da doença. Apesar de aderir ao tratamento médico padrão com corticosteroides e imunossupressores, continua a relatar
fraqueza muscular significativa, especialmente nos membros inferiores, fadiga persistente e notáveis limitações nas atividades
diárias, como a dificuldade em subir escadas e se levantar de uma cadeira, o que impacta negativamente sua qualidade de
vida. Seus exames de creatina fosfoquinase (CK) se mantêm em níveis controlados, sem indicação de aumento da atividade
da doença ou inflamação após o início da medicação. A paciente busca ativamente a fisioterapia com o objetivo de recuperar
a função muscular, aumentar a capacidade aeróbica e reduzir o impacto da doença em sua vida diária, esperando uma melhora
em sua autonomia e bem-estar geral. Ao iniciar um programa de exercícios para um paciente adulto com miopatia inflamatória
idiopática, como a descrita no caso clínico, qual deverá ser a indicação para progressão e supervisão de exercícios?
Paciente, 68 anos, sexo feminino, procura o serviço de fisioterapia com queixas de dor crônica no joelho direito, rigidez
matinal e dificuldade para realizar atividades diárias, como subir escadas e caminhar longas distâncias, sintomas que impactam significativamente sua qualidade de vida. O diagnóstico clínico é de Osteoartrite de Joelho (OAJ), uma doença articular
degenerativa comum em idosos, caracterizada por perda progressiva da cartilagem e alterações no osso subcondral. Diante
da necessidade de estratégias terapêuticas eficazes, a equipe multiprofissional optou por explorar as modalidades físicas,
reconhecidas por seu perfil de segurança favorável e natureza não invasiva. Considerando a eficácia para pacientes com
Osteoartrite de Joelho (OAJ), assinale a afirmativa correta com base em evidências recentes e de boa qualidade.
Joana, 60 anos, procura atendimento de fisioterapia com queixas de dor crônica e rigidez nos joelhos que pioram ao caminhar
e subir escadas. Relata, também, dor e dificuldade para realizar atividades manuais finas devido ao acometimento da articulação do polegar na mão direita. Sabe-se que Joana está acima do peso e admite ser sedentária. Seu médico já descartou
outras causas para a dor e diagnosticou osteoartrite (OA) nos joelhos e na articulação carpometacarpal (CMC) do primeiro
dedo (polegar) da mão direita. Para o alívio da dor e melhora da função na articulação carpometacarpal (CMC) do primeiro
dedo (polegar) da mão direita de Joana, qual abordagem de suporte mecânico é fortemente recomendada?
Homem, 54 anos, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico há três meses, resultando em disfunção significativa
dos membros inferiores, que afeta gravemente sua capacidade de deambulação e suas atividades de vida diária. Está atualmente recebendo tratamento de reabilitação abrangente, que inclui técnicas convencionais como terapia de exercícios e
terapia ocupacional. A equipe está avaliando a inclusão de métodos de estimulação elétrica para otimizar sua recuperação,
dada a evidência de que a disfunção dos membros inferiores após um AVC impacta a qualidade de vida e a independência
do paciente e de sua família. Qual é o princípio básico da Estimulação Elétrica Funcional (FES) no tratamento da disfunção
dos membros inferiores após AVC?