Foram encontradas 630 questões.
A volta do filho pródigo
Cerca de 30 mil crianças e adolescentes fogem todo ano no Brasil. Oitenta por cento voltam para casa. Dificuldades com a
família e busca de independência são as causas mais frequentes das fugas. A volta é acompanhada de arrependimento.
Meus pais não me compreendem, ele pensava sempre. As brigas, em casa, eram frequentes. Os pais reclamavam do som
muito alto, das roupas estranhas, das tatuagens. Revoltado, decidiu fugir de casa. Sabia que, para seus velhos, aquilo seria uma
dura prova: afinal, ele era filho único. Mas estava na hora de mostrar que não era mais criança. Estava na hora de dar a eles
uma lição. Botou algumas coisas na mochila e, uma madrugada, deixou o apartamento. Tomou um ônibus e foi para uma cidade
distante, onde tinha amigos.
Ali ficou por vários meses. Não foi uma experiência gratificante, longe disso. Os amigos só o ajudaram na primeira semana.
Depois disso ficou entregue à própria sorte. Teve de trabalhar como ajudante de cozinha, morava num barraco, foi assaltado
várias vezes, até fome passou. Finalmente resolveu voltar. Mandou um e-mail, dizendo que estaria em casa daí a dois dias. E,
lembrando que a mãe era uma grande leitora da Bíblia, assinou-se como “filho pródigo”.
Chegou de noite, cansado, e foi direto para o prédio onde morava. Como já não tinha a chave do apartamento, bateu à
porta. E aí a surpresa, a terrível surpresa.
O homem que estava ali não era seu pai. Na verdade, ele nem sequer o conhecia. Mas o simpático senhor sabia quem era
ele: você deve ser o Fábio, disse, e convidou-o a entrar. Explicou que tinha comprado o apartamento em uma imobiliária:
– Seus pais não moram mais aqui. Eles se separaram.
A causa da separação tinha sido exatamente a fuga do Fábio:
– Depois que você foi embora, eles começaram a brigar, um responsabilizando o outro por sua fuga. Terminaram se
separando. Seu pai foi para o exterior. De sua mãe, não sei. Parece que também mudou de cidade, mas não sei qual.
Fábio não aguentou mais: caiu em prantos. O homem se aproximou dele, abraçou-o. Entre aqui no seu antigo quarto,
disse, tenho uma coisa para lhe mostrar. Ainda soluçando, Fábio entrou. E ali estavam, claro, o pai e a mãe, ambos rindo e
chorando ao mesmo tempo. Tinha sido tudo uma encenação. Abraçaram-se, Fábio jurando que nunca mais sairia de casa.
A verdade, porém, é que não gostou da brincadeira, mesmo que ela tenha lhe ensinado muita coisa. Os pais, ele acha, não
podiam ter feito aquilo. Se fizeram, é por uma única razão: não o compreendem. Um dia, ele terá de sair de casa. Mais tarde,
naturalmente, quando for homem, quando tiver sua própria casa. Só que aí levará os pais junto. Pais travessos como os que ele
tem precisam ser controlados.
(SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. São Paulo. Em: 04/04/2005. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: julho de 2025.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A volta do filho pródigo
Cerca de 30 mil crianças e adolescentes fogem todo ano no Brasil. Oitenta por cento voltam para casa. Dificuldades com a
família e busca de independência são as causas mais frequentes das fugas. A volta é acompanhada de arrependimento.
Meus pais não me compreendem, ele pensava sempre. As brigas, em casa, eram frequentes. Os pais reclamavam do som
muito alto, das roupas estranhas, das tatuagens. Revoltado, decidiu fugir de casa. Sabia que, para seus velhos, aquilo seria uma
dura prova: afinal, ele era filho único. Mas estava na hora de mostrar que não era mais criança. Estava na hora de dar a eles
uma lição. Botou algumas coisas na mochila e, uma madrugada, deixou o apartamento. Tomou um ônibus e foi para uma cidade
distante, onde tinha amigos.
Ali ficou por vários meses. Não foi uma experiência gratificante, longe disso. Os amigos só o ajudaram na primeira semana.
Depois disso ficou entregue à própria sorte. Teve de trabalhar como ajudante de cozinha, morava num barraco, foi assaltado
várias vezes, até fome passou. Finalmente resolveu voltar. Mandou um e-mail, dizendo que estaria em casa daí a dois dias. E,
lembrando que a mãe era uma grande leitora da Bíblia, assinou-se como “filho pródigo”.
Chegou de noite, cansado, e foi direto para o prédio onde morava. Como já não tinha a chave do apartamento, bateu à
porta. E aí a surpresa, a terrível surpresa.
O homem que estava ali não era seu pai. Na verdade, ele nem sequer o conhecia. Mas o simpático senhor sabia quem era
ele: você deve ser o Fábio, disse, e convidou-o a entrar. Explicou que tinha comprado o apartamento em uma imobiliária:
– Seus pais não moram mais aqui. Eles se separaram.
A causa da separação tinha sido exatamente a fuga do Fábio:
– Depois que você foi embora, eles começaram a brigar, um responsabilizando o outro por sua fuga. Terminaram se
separando. Seu pai foi para o exterior. De sua mãe, não sei. Parece que também mudou de cidade, mas não sei qual.
Fábio não aguentou mais: caiu em prantos. O homem se aproximou dele, abraçou-o. Entre aqui no seu antigo quarto,
disse, tenho uma coisa para lhe mostrar. Ainda soluçando, Fábio entrou. E ali estavam, claro, o pai e a mãe, ambos rindo e
chorando ao mesmo tempo. Tinha sido tudo uma encenação. Abraçaram-se, Fábio jurando que nunca mais sairia de casa.
A verdade, porém, é que não gostou da brincadeira, mesmo que ela tenha lhe ensinado muita coisa. Os pais, ele acha, não
podiam ter feito aquilo. Se fizeram, é por uma única razão: não o compreendem. Um dia, ele terá de sair de casa. Mais tarde,
naturalmente, quando for homem, quando tiver sua própria casa. Só que aí levará os pais junto. Pais travessos como os que ele
tem precisam ser controlados.
(SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. São Paulo. Em: 04/04/2005. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: julho de 2025.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A volta do filho pródigo
Cerca de 30 mil crianças e adolescentes fogem todo ano no Brasil. Oitenta por cento voltam para casa. Dificuldades com a
família e busca de independência são as causas mais frequentes das fugas. A volta é acompanhada de arrependimento.
Meus pais não me compreendem, ele pensava sempre. As brigas, em casa, eram frequentes. Os pais reclamavam do som
muito alto, das roupas estranhas, das tatuagens. Revoltado, decidiu fugir de casa. Sabia que, para seus velhos, aquilo seria uma
dura prova: afinal, ele era filho único. Mas estava na hora de mostrar que não era mais criança. Estava na hora de dar a eles
uma lição. Botou algumas coisas na mochila e, uma madrugada, deixou o apartamento. Tomou um ônibus e foi para uma cidade
distante, onde tinha amigos.
Ali ficou por vários meses. Não foi uma experiência gratificante, longe disso. Os amigos só o ajudaram na primeira semana.
Depois disso ficou entregue à própria sorte. Teve de trabalhar como ajudante de cozinha, morava num barraco, foi assaltado
várias vezes, até fome passou. Finalmente resolveu voltar. Mandou um e-mail, dizendo que estaria em casa daí a dois dias. E,
lembrando que a mãe era uma grande leitora da Bíblia, assinou-se como “filho pródigo”.
Chegou de noite, cansado, e foi direto para o prédio onde morava. Como já não tinha a chave do apartamento, bateu à
porta. E aí a surpresa, a terrível surpresa.
O homem que estava ali não era seu pai. Na verdade, ele nem sequer o conhecia. Mas o simpático senhor sabia quem era
ele: você deve ser o Fábio, disse, e convidou-o a entrar. Explicou que tinha comprado o apartamento em uma imobiliária:
– Seus pais não moram mais aqui. Eles se separaram.
A causa da separação tinha sido exatamente a fuga do Fábio:
– Depois que você foi embora, eles começaram a brigar, um responsabilizando o outro por sua fuga. Terminaram se
separando. Seu pai foi para o exterior. De sua mãe, não sei. Parece que também mudou de cidade, mas não sei qual.
Fábio não aguentou mais: caiu em prantos. O homem se aproximou dele, abraçou-o. Entre aqui no seu antigo quarto,
disse, tenho uma coisa para lhe mostrar. Ainda soluçando, Fábio entrou. E ali estavam, claro, o pai e a mãe, ambos rindo e
chorando ao mesmo tempo. Tinha sido tudo uma encenação. Abraçaram-se, Fábio jurando que nunca mais sairia de casa.
A verdade, porém, é que não gostou da brincadeira, mesmo que ela tenha lhe ensinado muita coisa. Os pais, ele acha, não
podiam ter feito aquilo. Se fizeram, é por uma única razão: não o compreendem. Um dia, ele terá de sair de casa. Mais tarde,
naturalmente, quando for homem, quando tiver sua própria casa. Só que aí levará os pais junto. Pais travessos como os que ele
tem precisam ser controlados.
(SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. São Paulo. Em: 04/04/2005. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: julho de 2025.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A volta do filho pródigo
Cerca de 30 mil crianças e adolescentes fogem todo ano no Brasil. Oitenta por cento voltam para casa. Dificuldades com a
família e busca de independência são as causas mais frequentes das fugas. A volta é acompanhada de arrependimento.
Meus pais não me compreendem, ele pensava sempre. As brigas, em casa, eram frequentes. Os pais reclamavam do som
muito alto, das roupas estranhas, das tatuagens. Revoltado, decidiu fugir de casa. Sabia que, para seus velhos, aquilo seria uma
dura prova: afinal, ele era filho único. Mas estava na hora de mostrar que não era mais criança. Estava na hora de dar a eles
uma lição. Botou algumas coisas na mochila e, uma madrugada, deixou o apartamento. Tomou um ônibus e foi para uma cidade
distante, onde tinha amigos.
Ali ficou por vários meses. Não foi uma experiência gratificante, longe disso. Os amigos só o ajudaram na primeira semana.
Depois disso ficou entregue à própria sorte. Teve de trabalhar como ajudante de cozinha, morava num barraco, foi assaltado
várias vezes, até fome passou. Finalmente resolveu voltar. Mandou um e-mail, dizendo que estaria em casa daí a dois dias. E,
lembrando que a mãe era uma grande leitora da Bíblia, assinou-se como “filho pródigo”.
Chegou de noite, cansado, e foi direto para o prédio onde morava. Como já não tinha a chave do apartamento, bateu à
porta. E aí a surpresa, a terrível surpresa.
O homem que estava ali não era seu pai. Na verdade, ele nem sequer o conhecia. Mas o simpático senhor sabia quem era
ele: você deve ser o Fábio, disse, e convidou-o a entrar. Explicou que tinha comprado o apartamento em uma imobiliária:
– Seus pais não moram mais aqui. Eles se separaram.
A causa da separação tinha sido exatamente a fuga do Fábio:
– Depois que você foi embora, eles começaram a brigar, um responsabilizando o outro por sua fuga. Terminaram se
separando. Seu pai foi para o exterior. De sua mãe, não sei. Parece que também mudou de cidade, mas não sei qual.
Fábio não aguentou mais: caiu em prantos. O homem se aproximou dele, abraçou-o. Entre aqui no seu antigo quarto,
disse, tenho uma coisa para lhe mostrar. Ainda soluçando, Fábio entrou. E ali estavam, claro, o pai e a mãe, ambos rindo e
chorando ao mesmo tempo. Tinha sido tudo uma encenação. Abraçaram-se, Fábio jurando que nunca mais sairia de casa.
A verdade, porém, é que não gostou da brincadeira, mesmo que ela tenha lhe ensinado muita coisa. Os pais, ele acha, não
podiam ter feito aquilo. Se fizeram, é por uma única razão: não o compreendem. Um dia, ele terá de sair de casa. Mais tarde,
naturalmente, quando for homem, quando tiver sua própria casa. Só que aí levará os pais junto. Pais travessos como os que ele
tem precisam ser controlados.
(SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. São Paulo. Em: 04/04/2005. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: julho de 2025.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentou, em sala de aula, uma crise sensorial provocada por
estímulos auditivos intensos. Considerando as práticas pedagógicas e as orientações legais para o Atendimento Educacional
Especializado (AEE), assinale o que poderá ser realizado pela escola no atendimento ao estudante.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Estudantes com deficiência intelectual têm direito ao acesso ao currículo da educação básica, com as devidas adaptações que
garantam sua participação, aprendizagem e desenvolvimento. A atuação do professor do Atendimento Educacional Especializado
(AEE) é fundamental para identificar barreiras e propor estratégias que promovam a acessibilidade curricular. A acessibilidade
curricular para estudantes com deficiência intelectual deverá:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Lucas, estudante surdo usuário da Libras, está matriculado no 6º ano do ensino fundamental de uma escola municipal. Durante
as atividades escolares, percebe-se que ele enfrenta barreiras de comunicação com os professores e colegas, prejudicando sua
participação nas aulas. A escola possui um professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE), mas ainda não conta com
profissional tradutor-intérprete de Libras. O profissional do AEE, no atendimento a estudantes surdos usuários da Libras, deverá:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Estudantes com altas habilidades-superdotação apresentam desempenho elevado em áreas que podem estar ligadas ao
aprendizado de determinado tema, criatividade, liderança, artes ou habilidades acadêmicas específicas. No contexto do AEE,
as políticas públicas atuais preveem que é papel do professor identificar possibilidades e propor estratégias adequadas para
garantir a inclusão desses alunos. É correto afirmar que o Atendimento Educacional Especializado (AEE) a estudantes com
altas habilidades-superdotação deverá:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- LegislaçãoEducação Especial: Leis, Tratados e Normas Especiais
- Temas Educacionais PedagógicosInclusão e Exclusão: Diversidade, Desigualdade e Diferença
A tecnologia assistiva está prevista na Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e abrange um conjunto de recursos e serviços que
contribuem para a integração de pessoas com deficiência, contribuindo para a autonomia, a independência e a inclusão social
e escolar. Considerando os usos da tecnologia assistiva na inclusão escolar, marque V para as afirmativas verdadeiras e F
para as falsas.
( ) A tecnologia assistiva pode incluir desde softwares de leitura de tela até mobiliário adaptado, visando remover barreiras à participação do estudante com deficiência.
( ) O uso de tecnologia assistiva deve ser restrito ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), não sendo necessário na sala de aula comum.
( ) A seleção e o uso da tecnologia assistiva devem considerar as necessidades específicas do estudante, sendo planejadas de forma articulada entre o AEE, a família e os professores da escola comum.
A sequência está correta em
( ) A tecnologia assistiva pode incluir desde softwares de leitura de tela até mobiliário adaptado, visando remover barreiras à participação do estudante com deficiência.
( ) O uso de tecnologia assistiva deve ser restrito ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), não sendo necessário na sala de aula comum.
( ) A seleção e o uso da tecnologia assistiva devem considerar as necessidades específicas do estudante, sendo planejadas de forma articulada entre o AEE, a família e os professores da escola comum.
A sequência está correta em
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A surdocegueira é uma deficiência única, que se caracteriza pela presença de deficiência visual e auditiva em diferentes
graus, o que demanda estratégias específicas para os processos de ensino-aprendizado. A comunicação com pessoas surdocegas é uma das principais barreiras enfrentadas e deve ser individualizada e adaptada ao perfil sensorial, cognitivo e comunicacional de cada indivíduo. Considerando as principais formas de comunicação utilizadas com pessoas surdocegas, assinale
a afirmativa INCORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container