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Eles também têm anorexia
O barulho na imprensa induz muita gente a pensar que anorexia é “coisa de mulher”, além de os homens também estarem sujeitos à doença. O número de rapazes com distúrbio teve um acrescimento inédito. Para ter uma ideia do avanço da doença entre os homens, no primeiro semestre deste ano eles ocuparam mais da metade dos leitos do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares (Ambulim) do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Temos dez vagas para internação, e seis estavam com rapazes entre 18 e 28 anos. Hoje as meninas são maioria, mas todos os garotos continuam fazendo o tratamento ambulatorial”, diz o coordenador do grupo de meninos do Ambulim, Raphael Cangelli Filho. Além do número elevado de homens, também assustou a condição física com a qual eles chegaram, muitos debilitados, segundo o psicólogo.
“Durante anos acreditou-se que a anorexia e a bulimia eram transtornos exclusivamente femininos. Por isso, os homens poderiam não estar sendo corretamente diagnosticados. É preciso acabar com a falsa crença de que são doenças de jovens ricas” diz a psicóloga Alexandra M. Araújo, da Academy for Eating Disorders, órgão internacional que estuda distúrbios alimentares.
A anorexia masculina, segundo os especialistas, é igual à feminina. E, como no caso delas, uma das grandes culpadas por seu crescimento entre os rapazes é a valorização excessiva do corpo.
“Os homens passaram a se preocupar mais com a aparência física. A mídia transmite diariamente mensagens que associam jovens magros e musculosos à ideia de beleza, sucesso e aceitação social”, diz Alexandra. Para Cangelli, o que esses jovens têm em comum são dificuldades sociais, timidez excessiva e distorção da própria imagem.
A perda excessiva de peso traz consequência muito grave nos homens. “Eles apresentam sintomas relacionados à desnutrição, como desmaios frequentes, perda de memória e braquicardia [redução dos batimentos cardíacos]”, diz Cangelli. Também causa disfunção endócrina, que leva à diminuição da libido e disfunção sexual. De acordo com a psicóloga Alexandra, os rapazes podem sofrer também de osteopenia e osteoporose. “No caso dos adolescentes, ainda há um significativo atraso no crescimento, depressão, transtornos de ansiedade, aumento do risco de tentativa de suicídio e abuso de substâncias.”
Para tratar a doença, o primeiro passo é acabar com o preconceito. Os critérios de diagnóstico são os mesmos, mas os homens parecem ter mais dificuldade em procurar ajuda. “Além disso, a maioria das equipes está mais preparada para acompanhar pacientes do sexo feminino”, diz o coordenador do ambulatório da Unicamp. Feito o diagnóstico, é preciso ajuda especializada.
“É fundamental procurar um profissional da área de saúde para passar por um tratamento especializado, com uma equipe multidisciplinar. Ela deve ser composta por, pelo menos, um psiquiatra, um psicólogo e um nutricionista”, diz Alexandra. E, quanto mais cedo a anorexia for diagnosticada, aumentam as chances de o tratamento dá certo.
(MATTIUSSI, Luciana. Galileu, nº 198. p. 17. Jan. 2008.)
“... além de os homens também estarem sujeitos à doença. O número de rapazes com distúrbio teve um crescimento inédito.” Nesse trecho, a palavra sublinhada traz uma ideia de
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A partir dos acordos de Bretton Woods e por solicitação dos Estados Unidos, foi criado, em 1945, o FMI (Fundo Monetário Internacional). Com sede em Washington, DC, nos EUA, essa organização internacional independente tem relações com a ONU através de um convênio de cooperação mútua. O FMI tem como objetivos principais, EXCETO:
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“Os arquivos só devem ser criados se ficar evidenciada sua real necessidade. Em geral existem em âmbito governamental em face do grande volume de documentos que detêm e pela descentralização física.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
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According to the Cognitive Approach (Celce-Murcia 1991), language acquisition happens with:
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Um guarda-roupas de seis portas custa 12 parcelas iguais de R$ 120,00 ou, à vista, R$ 1.296,00. Qual é a porcentagem que representa o desconto dado para o pagamento à vista?
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“A partir de 1850, a ideia do escravismo como única forma de trabalho possível no Brasil começou a enfraquecer. O ano de 1850 é em si um marco devido à assinatura de uma lei que decretou o fim do tráfico negreiro.” Trata-se da lei
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Pedalando de segunda a sexta-feira, um grupo de seis ciclistas percorre, no total, 500 km (somando-se o trajeto percorrido por cada ciclista). Dessa forma, para alcançar o total de 900 km percorridos, o número de ciclistas necessários, pedalando de terça a domingo e mantendo-se a mesma carga horária diária e velocidade média, será
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As radiografias convencionais são realizadas utilizando filmes que são sensebilizados durante o exame. Após a execução das imagens, o técnico em radiologia deve revelar os filmes, em um processo chamado revelação. As etapas da revelação, em ordem cronológica, são:
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Degraus da ilusão
Fala-se muito na ascensão das classes menos favorecidas, formando uma “nova classe média”, realizada por degraus que levam a outro patamar social e econômico (cultural, não ouço falar). Em teoria, seria um grande passo para reduzir a catastrófica desigualdade que aqui reina.
Porém receio que, do modo como está se realizando, seja uma ilusão que pode acabar em sérios problemas para quem mereceria coisa melhor. Todos desejam uma vida digna para os despossuídos, boa escolaridade para os iletrados, serviços públicos ótimos para a população inteira, isto é, educação, saúde, transporte, energia elétrica, segurança, água, e tudo de que precisam cidadãos decentes.
Porém, o que vejo são multidões consumindo, estimuladas a consumir como se isso constituísse um bem em si e promovesse real crescimento do país. Compramos com os juros mais altos do mundo, pagamos os impostos mais altos do mundo e temos os serviços (saúde, comunicação, energia, transportes e outros) entre os piores do mundo. Mas palavras de ordem nos impelem a comprar, autoridades nos pedem para consumir, somos convocados a adquirir o supérfluo, até o danoso, como botar mais carros em nossas ruas atravancadas ou em nossas péssimas estradas.
Além disso, a inadimplência cresce de maneira preocupante, levando famílias que compraram seu carrinho a não ter como pagar a gasolina para tirar seu novo tesouro do pátio no fim de semana. Tesouro esse que logo vão perder, pois há meses não conseguem pagar as prestações que ainda se estendem por anos.
Estamos enforcados em dívidas impagáveis, mas nos convidam a gastar ainda mais, de maneira impiedosa, até cruel. Em lugar de instruírem, esclarecerem, formarem uma opinião sensata e positiva, tomam novas medidas para que esse consumo insensato continue crescendo – e, como somos alienados e pouco informados, tocamos a comprar.
Sou de uma classe média em que a gente crescia com quatro ensinamentos básicos: ter seu diploma, ter sua casinha, ter sua poupança e trabalhar firme para manter e, quem sabe, expandir isso. Para garantir uma velhice independente de ajuda de filhos ou de estranhos; para deixar aos filhos algo com que pudessem começar a própria vida com dignidade.
Tais ensinamentos parecem abolidos, ultrapassadas a prudência e a cautela, pouco estimulados o desejo de crescimento firme e a construção de uma vida mais segura. Pois tudo é uma construção: a vida pessoal, a profissão, os ganhos, as relações de amor e amizade, a família, a velhice (naturalmente tudo isso sujeito a fatalidades como doença e outras, que ninguém controla). Mas, mesmo em tempos de fatalidade, ter um pouco de economia, ter uma casinha, ter um diploma, ter objetivos certamente ajuda a enfrentar seja o que for. Podemos ser derrotados, mas não estaremos jogados na cova dos leões do destino, totalmente desarmados.
[...]
A mais forte raiz de tantos dos nossos males é a falta de informação e orientação, isto é, de educação. E o melhor remédio é investir fortemente, abundantemente, decididamente, em educação: impossível repetir isso em demasia. Mas não vejo isso como nossa prioridade.
Fosse o contrário, estaríamos atentos aos nossos gastos e aquisições, mais interessados num crescimento real e sensato do que em itens desnecessários em tempos de crise. Isso não é subir de classe social: é saracotear diante de uma perigosa ladeira. Não tenho ilusão de que algo mude, mas deixo aqui meu quase solitário (e antiquado) protesto.
(Lya Luft – Revista Veja – 5 de junho de 2012 – Adaptado.)
Em todas as frases a seguir, as palavras sublinhadas possuem o mesmo valor semântico, EXCETO:
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A redação administrativa deve ser livre de vícios de linguagem. Assinale a alternativa que NÃO contém pleonasmo.
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