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Eu, robô
A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um susto. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senha, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidade, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada e um barco que veleje
Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequer. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais falado. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
Tendo em vista o contexto, o sentimento expresso em “A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô.” demonstra:
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Eu, robô
A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um susto. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senha, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidade, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada e um barco que veleje
Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequer. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais falado. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
Acerca dos recursos de linguagem utilizados no texto, pode-se afirmar que o trecho “A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.”:
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Eu, robô
A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um susto. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senha, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidade, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada e um barco que veleje
Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequer. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais falado. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
Considerando a estrutura e os recursos textuais apresentados, analise os itens a seguir.
I. Exposição de uma perspectiva que vai além da análise do senso comum.
II. Objetivo principal do registro fiel de fatos cronologicamente organizados.
III. Preservação da memória dos acontecimentos de modo objetivo e imparcial.
IV. Manifestação de discurso subjetivo a partir da observação de fatos cotidianos.
Estão de acordo com o gênero discursivo apresentado apenas
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Manda e desmanda
Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um susto. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senha, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidade, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada e um barco que veleje
Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequer. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais falado. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
A expressão “na verdade” empregada em “No princípio, na verdade no final do século passado, [...]”, pode ser corretamente compreendida no enunciado como:
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As crianças passam em seu processo de alfabetização por diferentes fases/hipóteses da escrita. Determinado professor, após uma avaliação diagnóstica, encontra as seguintes situações em que a criança:
I. Percebe que existe uma quantidade mínima, segundo a qual é preciso ter, no mínimo, três (ou duas) letras para que algo possa ser lido.
II. Ao escrever palavras diferentes, precisa variar a quantidade e a ordem das letras que usa, assim como o próprio repertório de letras que coloca no papel.
III. Preocupa-se não só em colocar uma letra para cada sílaba da palavra que está escrevendo, mas coloca letras que correspondem a sons contidos nas sílabas orais daquela palavra.
IV. Começa a entender que o que a escrita nota ou registra no papel tem a ver com os pedaços sonoros das palavras, mas é preciso observar os “sonzinhos” no interior das sílabas.
V. Tende a colocar, de forma rigorosa, uma letra para cada sílaba pronunciada, mas, na maior parte das vezes, usa letras que não correspondem a segmentos das sílabas orais da palavra escrita.
VI. Escreve com muitos erros ortográficos, mas já seguindo o princípio de que a escrita nota, de modo exaustivo, a pauta sonora das palavras, colocando letras para cada um dos “sonzinhos” que aparecem em cada sílaba, pois acredita que a escrita é a transcrição exata da fala.
Considere:
PS – Pré-silábica.
SSVS – Silábica sem valor sonoro.
SCVS – Silábica com valor sonoro.
SA – Silábica alfabética.
ALF – Alfabética.
Assinale, a seguir, a alternativa que apresenta coerente e respectivamente as hipóteses de escrita em relação às situações descritas.
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Certo professor ouve a conversa entre duas senhoras que falavam sobre as dificuldades que enfrentavam com a escola. No diálogo entre as duas, ouviu: “Eu agora já entendi. ‘Problema’ é aquilo que a gente tenta resolver na escola e ‘pobrema’ são as coisas que a gente tem que resolver na vida da gente. Entendeu?” Em relação a um dos problemas encontrados na Educação de Jovens e Adultos (EJA), esse diálogo entre as duas senhoras demonstra:
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Os métodos de alfabetização, considerados historicamente, agrupam-se em métodos sintéticos e métodos analíticos. Em relação aos métodos sintéticos, é possível afirmar que:
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Segundo Carl Rogers, “a facilitação da aprendizagem significativa baseia-se em certas qualidades de comportamento que ocorrem no relacionamento pessoal entre o facilitador e o aprendiz”. Nessa afirmação, o autor sugere que:
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Apesar de fazer parte do nosso cotidiano, as tecnologias ainda são pouco utilizadas em sala de aula, sendo o conhecimento científico ainda apresentado em uma perspectiva tradicional, de forma gradativa, finita e determinada. Dessa forma, inevitavelmente, manter os alunos atentos e participativos durante as aulas torna-se uma tarefa árdua. A mente deles divaga, seus olhos ficam pesados, dispersando, assim, a atenção necessária. Práticas docentes contribuem para esse comportamento, quando:
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Na perspectiva da leitura de mundo, a educação infantil tem importantes funções; analise-as.
I. Ampliar as experiências das crianças.
II. Dar oportunidade para que as crianças narrem apenas o vivido e o imaginado.
III. Buscar diferentes formas de registrar as experiências individuais e coletivas do grupo/turma.
IV. Tratar ciência, arte e vida de forma fragmentada, estabelecendo uma relação mecânica entre as crianças.
Está correto o que se afirma apenas em
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