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A informação a seguir contextualiza a questão. Leia-a atentamente.
“Um especialista em educação realizou um estudo sobre o desempenho dos alunos em função da quantidade de horas que estudam por dia. Ao final do estudo, foi obtida a seguinte relação matemática: !$ D(h) = { \large 1 \over 10} + { \begin{pmatrix} - { \large h\over 20} + { \large 2 \over 5} \end{pmatrix}} h !$, em que h é a quantidade de horas estudadas no dia e D é o desempenho do estudante, medido em pontos percentuais, isto é, será um valor entre 0 e 100%.”
Considerando que essa relação matemática é válida para qualquer aluno, a carga horária diária que traz o melhor desempenho possível está compreendida entre:
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A informação a seguir contextualiza a questão. Leia-a atentamente.
“Um especialista em educação realizou um estudo sobre o desempenho dos alunos em função da quantidade de horas que estudam por dia. Ao final do estudo, foi obtida a seguinte relação matemática: !$ D(h) = { \large 1 \over 10} + { \begin{pmatrix} - { \large h\over 20} + { \large 2 \over 5} \end{pmatrix}} h !$, em que h é a quantidade de horas estudadas no dia e D é o desempenho do estudante, medido em pontos percentuais, isto é, será um valor entre 0 e 100%.”
Se um aluno estudar 2 horas e 30 minutos diariamente, o seu desempenho, de acordo com essa relação obtida pelo especialista, será um valor compreendido entre:
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A informação a seguir contextualiza a questão. Leia-a atentamente.
“Um especialista em educação realizou um estudo sobre o desempenho dos alunos em função da quantidade de horas que estudam por dia. Ao final do estudo, foi obtida a seguinte relação matemática: !$ D(h) = { \large 1 \over 10} + { \begin{pmatrix} - { \large h\over 20} + { \large 2 \over 5} \end{pmatrix}} h !$, em que h é a quantidade de horas estudadas no dia e D é o desempenho do estudante, medido em pontos percentuais, isto é, será um valor entre 0 e 100%.”
Para que um aluno atinja um desempenho de 70 pontos percentuais, qual será a menor carga horária diária de estudos que ele deverá exercer?
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A Secretaria de Educação de Juiz de Fora realizou uma triagem com os alunos de uma unidade escolar que possui um total de 3.540 alunos. Nessa triagem, constatou-se que para cada aluno não vacinado havia cinco alunos que já foram vacinados. Com base nessas informações, qual é o número de alunos não vacinados nessa unidade escolar?
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Eu, robô
A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um susto. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senha, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidade, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada e um barco que veleje
Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequer. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais falado. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
O trecho a seguir exemplifica o formato de uma ata (fragmento), tipo de documento oficial. “Por fim, a Sra. Joaquina destaca a importância da prática da ética profissional, escrita, digo, regulamentada em documento oficial.
Sem mais, a reunião é encerrada pela Sra. Joaquina, após agradecimentos pela presença de todos(as). Eu, Joana Darc, lavro a presente Ata, que, após leitura e aprovação pelos membros, é publicada no site do Conselho Municipal de Educação / Prefeitura de Novo Amanhã. Novo Amanhã, 20 de março de dois mil e vinte e dois.”
A redação utilizada no exemplo anterior apresenta como incorreção:
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Eu, robô
A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.
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Manda e desmanda
Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um susto. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senha, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidade, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
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Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequer. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais falado. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
Relacione adequadamente a denominação dos documentos oficiais às suas características. 1. Ata. 2. Circular. 3. Atestado. 4. Memorando.
( ) Documento em que se faz fé de algo e que tem valor legal.
( ) Tipo de correspondência cotidiana, rápida e objetiva; segue uma forma fixa, sendo, para isso, utilizado um papel impresso.
( ) Pode seguir o modelo de uma carta ou ofício; tem como característica conter um assunto de interesse geral, muitas vezes utiliza-se internamente nas empresas.
( ) Documento no qual deve constar um resumo por escrito, detalhando os fatos e as soluções a que chegaram as pessoas convocadas para participar de uma assembleia, sessão ou reunião.
A sequência está correta em
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Eu, robô
A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.
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Manda e desmanda
Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um sustoa. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senhad, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidadec, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
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Se faz uma jangada e um barco que veleje
Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequere. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais faladob. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
Considerando que a linguagem utilizada no texto é marcada por certa informalidade, assinale a alternativa cujo fragmento exemplifica tal característica quanto à despreocupação em relação ao uso de normas gramaticais.
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A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.
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Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um susto. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senha, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidade, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
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Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequer. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais falado. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
A locução adverbial “por enquanto” em “Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.” permite que seja estabelecido um sentido específico no enunciado apresentado. Considerando o expresso anteriormente, pode-se afirmar que:
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A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um susto. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senha, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidade, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
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Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada e um barco que veleje
Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequer. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais falado. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
“Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.” Acerca da pontuação empregada no trecho anterior, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O emprego do ponto de exclamação em “Não!” demonstra, no trecho destacado, a entonação diferenciada a ser aplicada ao enunciado.
( ) O uso dos dois pontos após o vocábulo “respondeu” é facultativo no trecho destacado, não havendo qualquer prejuízo, gramatical ou semântico, na redação proposta a seguir: “[...] e ele me respondeu Não! Agora eu faço o jogo pela internet.”
( ) O termo “acredite” aparece separado por vírgulas indicando a interrupção de um seguimento natural para inserção de uma expressão dirigida diretamente ao interlocutor.
A sequência está correta em
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A cada dia que passa, vou me sentindo mais e mais um robô. Mesmo sabendo que sou de carne e osso, a vida vai me transformando em um ser de alumínio, vidro, acrílico, fios, baterias.
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Mas ele não anda
Ontem mesmo, fui fazer alguns exames médicos e levei um susto. Acostumado a chegar no laboratório e encontrar, logo na entrada, uma simples maquininha de senha, o que encontrei foi um terminal de computadores que queria saber tudo de mim.
Fui digitando o número do RG, do CPF, o número enorme da carteirinha do convênio e respondendo perguntas: nome completo, conhecido como, data do nascimento, endereço, telefone fixo, celular. Quando terminei, a máquina pediu para que eu fotocopiasse a minha carteira de identidade, a carteirinha do meu plano de saúde e o pedido médico.
Só então apareceu uma mocinha, me deu bom dia e colocou no meu pulso uma pulseirinha com o meu nome, minha idade e um QR-Code tipo esta é a sua vida.
Na hora de tirar o meu sangue, por enquanto, foi um humano que tirou.
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Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada e um barco que veleje
Gosto de conversar com as pessoas, mas, ultimamente, tenho resolvido tudo sem precisar dar uma palavra sequer. Pago contas sem dar bom dia pra caixa do banco, peço pizza sem ter a quem pedir pra caprichar na calabresa, chamo um táxi sem dizer como vai pro motorista, solicito um técnico na minha casa pra consertar a máquina de lavar louça sem dar um pio.
Compro a peça que quebrou no Mercado Livre sem ver o vendedor, sem saber quem ele é, se homem ou mulher, branco ou preto, gordo ou magro.
Faço sacolão online sem ter o direito de dar uma apertadinha no caqui pra saber se não está maduro demais, sem poder escolher os limões de casca fina, ou saber se tem química no sucrilhos que escolhi.
Até mesmo com o meu jornaleiro do outro lado da rua não tenho mais falado. Ele que sonha ganhar na mega-sena toda semana, agora tem um pix e o pagamento é feito com apenas poucos cliques no celular. Ele me passa o valor, eu transfiro e ele responde com um beleza!
No princípio, na verdade no final do século passado, eu estranhei um pouco essa tecnologia. Ainda insisti em ir ao banco pagar os boletos, acompanhar a barriga crescendo da caixa, ouvir reclamações da fila que não anda. Mas nunca mais fui, depois do aviso que li dependurado na parede: Não estamos mais recebendo contas de luz, de gás, de telefone.
Este mundo acabou. Passo o mês sem ver a cor do dinheiro vivo, sem fazer sinal na calçada para o taxista parar, sem pedir talão de cheque pelo telefone, sem esperar o carteiro passar e me entregar o boleto do cartão de crédito. O mundo virou virtual.
Estou aqui imaginando que, em breve, para você comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, você vai ter de entrar no aplicativo da padaria, cadastrar, escolher uma senha, fazer o pedido e esperar o pãozinho chegar na sua casa.
Hoje cedo, acredite, passeando com o meu cachorro Canela, encontrei o jornaleiro vindo na calçada. Perguntei se tinha ido na loteca fazer a mega e ele me respondeu: Não! Agora eu faço o jogo pela Internet.
(Alberto Villas. Carta Capital, 11/03/2022. Músicas citadas: Cérebro Eletrônico e Pela Internet, de Gilberto Gil. Adaptado.)
No texto em análise, é possível identificar a presença de outros textos. Pode-se afirmar que, em “Eu, robô”, tal intertextualidade promove:
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