Paciente de 30 anos de idade, vítima de acidente
automobilístico, deu entrada no pronto-socorro
com taquidispneia (35 irpm, SPO
2
= 85%),
confuso, frequência cardíaca = 130 bpm, pressão
arterial = 80 x 45 mmHg. Ao raio x: fratura de fêmur
bilateral e clavícula à direita, descartada fratura cervical,
aumento importante da circunferência de coxas,
abdômen distendido: aguardando TC de abdômen e
pelve. Instalado cateter nasal de O
2
com melhora da
saturação, instalado acesso venoso periférico (16G)
seguido de infusão de 1000 mL de cristaloide com
melhora do sensório e pressão arterial (95 x 55 mmHg),
mantendo taquicardia.
Diante desse quadro clínico, qual é o diagnóstico mais
provável?
Paciente do sexo masculino, 40 anos de idade, vem
percebendo diminuição de libido e disfunção erétil
nos últimos seis meses. Nega uso de medicamentos
crônicos ou doenças conhecidas. Fez uso de inibidores
da fosfodiesterase, sem boa resposta. O exame físico
é normal, e os testículos não apresentam alterações à
palpação. Realizou os seguintes exames laboratoriais:
testosterona total = 188 ng/dL (VR = 241 - 827),
testosterona livre calculada = 1,91 (VR = 2,62 a 16,7),
LH = 2,2 mUI/mL (VR = 1,5 e 9,3), FSH = 4,11 mUI/mL
(1,4 - 13,8).
Qual deve ser o próximo passo da investigação?
Paciente do sexo feminino, 57 anos de idade, portadora
de hipotireoidismo primário há 10 anos, usuária de
levotiroxina 100 mcg (dose estável há vários anos),
portadora de obesidade grau I, iniciou recentemente
tratamento para perda de peso com mudança de estilo
de vida e orlistat 120 mg três vezes ao dia. Está ingerindo
o comprimido de orlistat pela manhã em conjunto com
a levotiroxina
.
Nesse contexto, o que se espera que aconteça?
Paciente do sexo masculino, 71 anos de idade,
hipertenso de longa data, coronariopata, com passado de
duas angioplastias com stent, com queixa de edema de
membros inferiores e dispneia aos esforços moderados,
veio encaminhado para avaliação devido a descontrole
glicêmico revelado em exames laboratoriais recentes.
Está em uso atual de enalapril 20 mg, duas vezes ao
dia, espironolactona 25 mg ao dia, hidroclorotiazida
25 mg ao dia, metoprolol 50 mg dia, atorvastatina 80 mg
ao dia e AAS 100 mg ao dia. Ao exame físico, apresenta
PA = 130 x 80 mmHg e IMC = 30 kg/m2
, ritmo cardíaco
regular com presença de B3 e sopro sistólico em foco
mitral, crepitações em bases pulmonares, fígado palpável
há 3 cm do RCD, edema de membros inferiores ++/4+.
Realizou exames que evidenciaram: HbaA1c = 9,5%,
glicemia de jejum = 205 mg/dL, creatinina 2,8 mg/dL,
taxa de filtração glomerular estimada pela fórmula
CKD-EPI = 22 mL/min.
Qual é a melhor medicação para auxiliar a insulinoterapia
nesse contexto?
Paciente do sexo feminino, 34 anos de idade,
assintomática, sem uso atual de medicamentos,
realizou testes de rotina que evidenciaram glicemia
anormal. Apresenta Índice de Massa Corporal normal e
não apresenta sinais clínicos de resistência à insulina.
Refere que possui duas irmãs, a mãe e avó materna com
alterações glicêmicas, controladas somente com dieta e
atividade física. Trouxe os seguintes exames: glicemia
de jejum = 144 mg/dL e HbA1c = 6,9%.
Qual exame deve ser solicitado para elucidar a etiologia
da alteração glicêmica dessa paciente?
Paciente do sexo feminino, 45 anos de idade, procurou
atendimento endocrinológico com demanda de perda
de peso. É assintomática e nega doenças ou uso de
medicamentos. Possui uma irmã com hipotireoidismo.
Ao exame físico foi percebido um nódulo tireoidiano
de cerca de 2 cm, móvel, indolor e bem delimitado.
Foi solicitada ultrassonografia cervical que evidenciou
nódulo de 1,8 cm no 1/3 médio do lobo esquerdo da
tireoide, sólido, hipoecoico, sem microcalcificações,
mais largo do que alto, com fluxo periférico e central
ao Doppler. As dosagens dos hormônios tireoidianos
foram normais.
Nesse contexto, qual é a classificação desse nódulo
quanto ao risco de malignidade?
Paciente do sexo feminino, 37 anos de idade, portadora
de doença de Graves em tratamento com metimazol
20 mg, há cerca de 15 meses, assintomática, vem
para controle manifestando desejo de engravidar nos
próximos meses. Ao exame físico: PA = 110 x 70 mmHg,
FC = 84 bpm, ausência de exoftalmia, tireoide aumentada
difusamente 2 a 3 vezes. Trouxe exames recentes
que apresentavam TSH = 0,02 μUI/mL (VR = 0,3-5,5),
T4 livre = 1,4 ng/mL (VR = 0,7-1,5), T3 Total = 170 ng/dL
(VR = 80-180), TRAB = 74 U/L (VR = <9).
Visando minimizar os riscos para o feto em gestação
futura, qual é a melhor conduta a ser adotada nesse
momento?
Paciente do sexo feminino, 35 anos de idade, procura
atendimento médico com história de infertilidade.
É G0P0A0 e está sem o uso de contraceptivo há mais
de um ano. Possui história de irregularidade menstrual
e hirsutismo desde a adolescência. Nega comorbidades
ou uso de medicamentos atuais. Ao exame físico:
PA = 100 x 70 mmHg, IMC = 28 kg/m2
, escore de
Ferriman e Gallwey = 15. Trouxe os seguintes exames
complementares: glicose de jejum = 89 mg/dL,
HbA1C = 5,6%, testosterona total = 67 ng/dL
(VR = 12-59), testosterona livre calculada = 2,1 ng/dL
(VR = 0,08-1,07), prolactina = 12 ng/mL (VR = 10-30),
17 OH progesterona = 71 ng/dL (60-180 ng/dL),
US pélvico = presença de ovários micropolicísticos.
Qual é o tratamento mais eficaz para a demanda
da paciente?