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Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.
Ah, os orgulhosos computadores
A dureza de achar um imóvel por meio de inteligência artificial
Claudio de Moura Castro
A cada dia que passa, os computadores devoram mais tarefas. No início, eram folha de pagamento, contabilidade e estatística. Sucesso estrondoso, por ser mais perfeito, mais barato e eliminar o trabalho monótono. Mas certas tarefas permanecem inatingíveis: devo me casar com a Mariquinha? É resposta que nem mesmo a inteligência artificial consegue dar.
Para achar imóveis, a internet é imbatível. Mas, buscando um apartamento para alugar, vivi as agruras de uma imobiliária que migrou a burocracia para seus orgulhosos computadores. No meu caso, ela se atrapalhou. São três empresas encadeadas. Onde estão as portas de entrada? Tudo é em São Paulo. O e-mail entra na fila para ser respondido, são dias de espera. O algoritmo de avaliação de cadastro é impenetrável e monossilábico. Não diz se ajuda incluir o rendimento de parentes. Ou se está certa a titularidade do pedido. E a certidão, foi aceita? Incluo rendas no exterior? Meu contador não entendeu nada. Com humanos não se fala, nem mesmo ao telefone. levei bomba sem saber exatamente o porquê.
Foram muitos dias e mais de cinquenta e-mails, esgrimindo com uma informática misteriosa e tripulada por humanos que não usam o dom da voz ou da inteligência. Muito menos o da cortesia. O veredito foi sumariado pela lapidar frase (via e-mail): "O seu cadastro não foi aprovado, tá?".
Para que saiba o leitor, minha renda é amplamente superior à exigida para o cadastro e minha ficha na Serasa que autoriza ou recusa o fornecimento de crédito, é virgem. O que aconteceu? Ao reclamar, a própria empresa reconheceu que o algoritmo se atrapalha com pessoa jurídica, não sabe lidar com múltiplas fontes de renda nem diz como toma suas decisões. Mas não confessa que tropeçou. Tudo é segredo insondável. É a volta da Santa Inquisição, em que o réu era julgado sem saber de que estava sendo acusado. Condenado sem conhecer o crime.
Inovadores pagam o preço dos erros. Mas será que eu também os tenho que pagar? Fui vitimado pela combinação de informática velha - com sites que travam e labirintos misteriosos - com um algoritmo novo que se perdeu na complexidade do meu caso, que não é tanta. Ao reduzir o papel dos humanos, o computador fica à mercê de algum programador simplório, perdido por aí. Pobres das cobaias que sofrem com os titubeios dos computadores.
Imagino que a empresa do futuro conseguirá manejar situações simples e lidará bem com as suas falhas humanas e informáticas - que se atrapalhavam entre si. A inteligência artificial avança, pela via de uma longa curva de aprendizado com humanos. Mas, se os humanos são burros ou bobões, mais tempo isso levará. É a regra do jogo.
Diante do longo e tortuoso caminho, fugi para as velhas e reconfortantes soluções: um bom corretor de imóveis, de carne e osso, sabe com quem está lidando e procede de acordo. Diante da humilhante derrota, corri para outra empresa, onde fui calorosamente recebido. "Claudio, vem cá que resolvemos fui tudo."
Fonte: Veja, ed. 2656, ano 52, número 42.
Analise as afirmações e assinale a alternativa correta sobre: "Diante da humilhante derrota, corri para outra empresa, onde fui calorosamente recebido.":
I-"onde" tem função sintática de agente da passiva.
II -O período está estruturado em hipérbato.
III- Há construção antitética no período.
IV- No período constam 4 verbos e 1 substantivo.
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Maracanã-PA
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Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.
Ah, os orgulhosos computadores
A dureza de achar um imóvel por meio de inteligência artificial
Claudio de Moura Castro
A cada dia que passa, os computadores devoram mais tarefas. No início, eram folha de pagamento, contabilidade e estatística. Sucesso estrondoso, por ser mais perfeito, mais barato e eliminar o trabalho monótono. Mas certas tarefas permanecem inatingíveis: devo me casar com a Mariquinha? É resposta que nem mesmo a inteligência artificial consegue dar.
Para achar imóveis, a internet é imbatível. Mas, buscando um apartamento para alugar, vivi as agruras de uma imobiliária que migrou a burocracia para seus orgulhosos computadores. No meu caso, ela se atrapalhou. São três empresas encadeadas. Onde estão as portas de entrada? Tudo é em São Paulo. O e-mail entra na fila para ser respondido, são dias de espera. O algoritmo de avaliação de cadastro é impenetrável e monossilábico. Não diz se ajuda incluir o rendimento de parentes. Ou se está certa a titularidade do pedido. E a certidão, foi aceita? Incluo rendas no exterior? Meu contador não entendeu nada. Com humanos não se fala, nem mesmo ao telefone. Levei bomba sem saber exatamente o porquê.
Foram muitos dias e mais de cinquenta e-mails, esgrimindo com uma informática misteriosa e tripulada por humanos que não usam o dom da voz ou da inteligência. Muito menos o da cortesia. O veredito foi sumariado pela lapidar frase (via e-mail): "O seu cadastro não foi aprovado, tá?".
Para que saiba o leitor, minha renda é amplamente superior à exigida para o cadastro e minha ficha na Serasa que autoriza ou recusa o fornecimento de crédito, é virgem. O que aconteceu? Ao reclamar, a própria empresa reconheceu que o algoritmo se atrapalha com pessoa jurídica, não sabe lidar com múltiplas fontes de renda nem diz como toma suas decisões. Mas não confessa que tropeçou. Tudo é segredo insondável. É a volta da Santa Inquisição, em que o réu era julgado sem saber de que estava sendo acusado. Condenado sem conhecer o crime.
Inovadores pagam o preço dos erros. Mas será que eu também os tenho que pagar? Fui vitimado pela combinação de informática velha - com sites que travam e labirintos misteriosos - com um algoritmo novo que se perdeu na complexidade do meu caso, que não é tanta. Ao reduzir o papel dos humanos, o computador fica à mercê de algum programador simplório, perdido por aí. Pobres das cobaias que sofrem com os titubeios dos computadores.
Imagino que a empresa do futuro conseguirá manejar situações simples e lidará bem com as suas falhas humanas e informáticas - que se atrapalhavam entre si. A inteligência artificial avança, pela via de uma longa curva de aprendizado com humanos. Mas, se os humanos são burros ou bobões, mais tempo isso levará. É a regra do jogo.
Diante do longo e tortuoso caminho, fugi para as velhas e reconfortantes soluções: um bom corretor de imóveis, de carne e osso, sabe com quem está lidando e procede de acordo. Diante da humilhante derrota, corri para outra empresa, onde fui calorosamente recebido. "Claudio, vem cá que resolvemos fui tudo."
Fonte: Veja, ed. 2656, ano 52, número 42.
O afirmar que tem "conta virgem no Serasa" leva a qualificar o articulista como:
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Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.
Detox na vida.
Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval. The game is over e a vida real pede passagem. É nessa hora que a febre detox-vida-nova-entrar-nos-eixos vem com força ainda maior - se é que isso é possível.
Detox vem da ideia de desintoxicar, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem. Louvável, sem dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.
O ano está aqui na nossa frente e de nada vai adiantar desintoxicar o corpo, se a vida e a alma estão povoadas de hábitos, pessoas, dias e caminhos tóxicos. Parasitas, comodismos, vícios, medos.
Gente tóxica é o que mais tem. Gente cinza, amarga, invejosa, gente que gosta de problema, que gosta de doença, que gosta de discórdia, gente que vive de aparência, gente rasa. E não tem jeito, temos que fugir mesmo, cortar, evitar ao máximo. Bom dia, boa tarde e até logo. Não nos deixemos contaminar.
Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeia o emprego e já sai de casa com vontade de voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de 40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.
Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. É cômodo, todos sabemos. Mas a vida é uma só e não dá para ver os dias, meses e anos passarem com migalhas de amor e sem vestígios de paixão.
Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor, da chuva, do trânsito. É um círculo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá ás coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.
É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.
E eu até quero um ano detox. Detox de dias iguais. Detox de gente ruim. Detox de maus hábitos. Detox de inveja. Detox de relações doentes. Detox de obsessões. Detox de pessimistas. Detox de medo de mudar. Detox de dias desperdiçados. Detox de sentimentos pobres. Detox de superficialidade. Detox de vícios. Detox de viver por viver.
E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado. O ano oficialmente começou e a pergunta é: vai ter só suco verde ou vai ter detox na vida?
MANUS, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso, p. 49 e 50.
Ao usar a expressão "The game is over ( ... l" (O jogo acabou), a cronista só não sugere:
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