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2355511 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dois velhinhos

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.

Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um consegue espiar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, para o outro é a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, pergunta o que acontece. Deslumbrado, anuncia o primeiro:

– Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde:

– Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

– Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remorde-se no seu canto. O mais velho acaba morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.

Não dorme, antegozando a manhã. O outro, maldito, lhe roubara todo esse tempo o circo mágico do cachorro, da menina, do enterro de rico.

Cochila um instante – é dia. Senta-se na cama, com dores espicha o pescoço: no beco, muros em ruína, um monte de lixo.

(Dalton Trevisan. Quem tem medo de vampiro? São Paulo, Ática, 1998)

Quanto à concordância, a frase escrita em conformidade com a norma-padrão da língua é:

 

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2355510 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dois velhinhos

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.

Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um consegue espiar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, para o outro é a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, pergunta o que acontece. Deslumbrado, anuncia o primeiro:

– Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde:

– Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

– Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remorde-se no seu canto. O mais velho acaba morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.

Não dorme, antegozando a manhã. O outro, maldito, lhe roubara todo esse tempo o circo mágico do cachorro, da menina, do enterro de rico.

Cochila um instante – é dia. Senta-se na cama, com dores espicha o pescoço: no beco, muros em ruína, um monte de lixo.

(Dalton Trevisan. Quem tem medo de vampiro? São Paulo, Ática, 1998)

As expressões destacadas em “Com inveja, pergunta o que acontece. Deslumbrado, anuncia o primeiro...” exprimem circunstância de

 

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2355509 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dois velhinhos

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.

Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um consegue espiar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, para o outro é a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, pergunta o que acontece. Deslumbrado, anuncia o primeiro:

– Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde:

– Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

– Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remorde-se no seu canto. O mais velho acaba morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.

Não dorme, antegozando a manhã. O outro, maldito, lhe roubara todo esse tempo o circo mágico do cachorro, da menina, do enterro de rico.

Cochila um instante – é dia. Senta-se na cama, com dores espicha o pescoço: no beco, muros em ruína, um monte de lixo.

(Dalton Trevisan. Quem tem medo de vampiro? São Paulo, Ática, 1998)

Na frase “O outro, maldito, lhe roubara todo esse tempo o circo mágico do cachorro, da menina, do enterro de rico”, a forma verbal destacada é equivalente a

 

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2355508 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dois velhinhos

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.

Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um consegue espiar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, para o outro é a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, pergunta o que acontece. Deslumbrado, anuncia o primeiro:

– Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde:

– Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

– Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remorde-se no seu canto. O mais velho acaba morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.

Não dorme, antegozando a manhã. O outro, maldito, lhe roubara todo esse tempo o circo mágico do cachorro, da menina, do enterro de rico.

Cochila um instante – é dia. Senta-se na cama, com dores espicha o pescoço: no beco, muros em ruína, um monte de lixo.

(Dalton Trevisan. Quem tem medo de vampiro? São Paulo, Ática, 1998)

Pode-se concluir que “o circo mágico do cachorro, da menina, do enterro de rico”

 

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2355507 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dois velhinhos

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.

Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um consegue espiar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, para o outro é a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, pergunta o que acontece. Deslumbrado, anuncia o primeiro:

– Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde:

– Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

– Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remorde-se no seu canto. O mais velho acaba morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.

Não dorme, antegozando a manhã. O outro, maldito, lhe roubara todo esse tempo o circo mágico do cachorro, da menina, do enterro de rico.

Cochila um instante – é dia. Senta-se na cama, com dores espicha o pescoço: no beco, muros em ruína, um monte de lixo.

(Dalton Trevisan. Quem tem medo de vampiro? São Paulo, Ática, 1998)

No texto, o personagem mais novo

 

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2355506 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dentro do espaço de meros cem anos, os seres humanos abandonaram sua necessidade biologicamente ordenada de sono adequado – uma necessidade em que a evolução investiu 3,4 milhões de anos aperfeiçoando em prol de funções vitais. A dizimação do sono em todos os países industrializados vem causando um impacto catastrófico sobre a nossa saúde.

O hábito de dormir menos de seis ou sete horas por noite abala o sistema imunológico, mais do que duplicando o risco de câncer. Sono insuficiente é um fator de estilo de vida decisivo para determinar se um indivíduo desenvolverá doença de Alzheimer.

No cérebro, o sono potencializa uma diversidade de funções, incluindo a nossa capacidade de aprender, memorizar e tomar decisões e fazer escolhas lógicas. Ao benevolentemente reparar nossa saúde psicológica, o sono calibra nossos circuitos cerebrais emocionais, permitindo-nos enfrentar os desafios sociais e psicológicos do dia seguinte com sereno autocontrole.

(Matthew Walker. Por que nós dormimos? A nova ciência do sono e do sonho. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2018. Adaptado)

No contexto da frase “No cérebro, o sono potencializa uma diversidade de funções, incluindo a nossa capacidade de aprender, memorizar, tomar decisões e fazer escolhas lógicas”, o vocábulo destacado pode ser substituído, conforme a norma-padrão da língua portuguesa, por:

 

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2355505 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dentro do espaço de meros cem anos, os seres humanos abandonaram sua necessidade biologicamente ordenada de sono adequado – uma necessidade em que a evolução investiu 3,4 milhões de anos aperfeiçoando em prol de funções vitais. A dizimação do sono em todos os países industrializados vem causando um impacto catastrófico sobre a nossa saúde.

O hábito de dormir menos de seis ou sete horas por noite abala o sistema imunológico, mais do que duplicando o risco de câncer. Sono insuficiente é um fator de estilo de vida decisivo para determinar se um indivíduo desenvolverá doença de Alzheimer.

No cérebro, o sono potencializa uma diversidade de funções, incluindo a nossa capacidade de aprender, memorizar e tomar decisões e fazer escolhas lógicas. Ao benevolentemente reparar nossa saúde psicológica, o sono calibra nossos circuitos cerebrais emocionais, permitindo-nos enfrentar os desafios sociais e psicológicos do dia seguinte com sereno autocontrole.

(Matthew Walker. Por que nós dormimos? A nova ciência do sono e do sonho. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2018. Adaptado)

O trecho destacado em “Ao benevolentemente reparar nossa saúde psicológica, o sono calibra nossos circuitos cerebrais emocionais...” pode ser corretamente substituído, sem prejuízo do sentido, por

 

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2355504 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dentro do espaço de meros cem anos, os seres humanos abandonaram sua necessidade biologicamente ordenada de sono adequado – uma necessidade em que a evolução investiu 3,4 milhões de anos aperfeiçoando em prol de funções vitais. A dizimação do sono em todos os países industrializados vem causando um impacto catastrófico sobre a nossa saúde.

O hábito de dormir menos de seis ou sete horas por noite abala o sistema imunológico, mais do que duplicando o risco de câncer. Sono insuficiente é um fator de estilo de vida decisivo para determinar se um indivíduo desenvolverá doença de Alzheimer.

No cérebro, o sono potencializa uma diversidade de funções, incluindo a nossa capacidade de aprender, memorizar e tomar decisões e fazer escolhas lógicas. Ao benevolentemente reparar nossa saúde psicológica, o sono calibra nossos circuitos cerebrais emocionais, permitindo-nos enfrentar os desafios sociais e psicológicos do dia seguinte com sereno autocontrole.

(Matthew Walker. Por que nós dormimos? A nova ciência do sono e do sonho. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2018. Adaptado)

Está empregada com sentido figurado a seguinte expressão do 1º parágrafo:

 

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2355503 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dentro do espaço de meros cem anos, os seres humanos abandonaram sua necessidade biologicamente ordenada de sono adequado – uma necessidade em que a evolução investiu 3,4 milhões de anos aperfeiçoando em prol de funções vitais. A dizimação do sono em todos os países industrializados vem causando um impacto catastrófico sobre a nossa saúde.

O hábito de dormir menos de seis ou sete horas por noite abala o sistema imunológico, mais do que duplicando o risco de câncer. Sono insuficiente é um fator de estilo de vida decisivo para determinar se um indivíduo desenvolverá doença de Alzheimer.

No cérebro, o sono potencializa uma diversidade de funções, incluindo a nossa capacidade de aprender, memorizar e tomar decisões e fazer escolhas lógicas. Ao benevolentemente reparar nossa saúde psicológica, o sono calibra nossos circuitos cerebrais emocionais, permitindo-nos enfrentar os desafios sociais e psicológicos do dia seguinte com sereno autocontrole.

(Matthew Walker. Por que nós dormimos? A nova ciência do sono e do sonho. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2018. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a expressão do texto tem seu significado corretamente apontado.

 

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2355502 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Dentro do espaço de meros cem anos, os seres humanos abandonaram sua necessidade biologicamente ordenada de sono adequado – uma necessidade em que a evolução investiu 3,4 milhões de anos aperfeiçoando em prol de funções vitais. A dizimação do sono em todos os países industrializados vem causando um impacto catastrófico sobre a nossa saúde.

O hábito de dormir menos de seis ou sete horas por noite abala o sistema imunológico, mais do que duplicando o risco de câncer. Sono insuficiente é um fator de estilo de vida decisivo para determinar se um indivíduo desenvolverá doença de Alzheimer.

No cérebro, o sono potencializa uma diversidade de funções, incluindo a nossa capacidade de aprender, memorizar e tomar decisões e fazer escolhas lógicas. Ao benevolentemente reparar nossa saúde psicológica, o sono calibra nossos circuitos cerebrais emocionais, permitindo-nos enfrentar os desafios sociais e psicológicos do dia seguinte com sereno autocontrole.

(Matthew Walker. Por que nós dormimos? A nova ciência do sono e do sonho. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2018. Adaptado)

Uma leitura adequada do texto está em:

 

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