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1880231 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Leia:

“Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal foram encaminhadas pelos meninos.” (L.38/39).

No período em destaque:

 

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1880230 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Os termos “Afinal” (L.40) e “porém” (L.1) expressam, respectivamente, ideia de:

 

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1880229 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Classifica-se como pronome o termo:

 

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1880228 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Com referência ao texto, pode-se afirmar:

 

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1880227 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Exerce a mesma função de “do Fundo de Manutenção” (L.9) o termo

 

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1880226 Ano: 2019
Disciplina: Português
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

A base primitiva de formação das palavras “hierarquização” (L.25) e “gritantes” (L.40) é um:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1880225 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Do ponto de vista formal da Língua Portuguesa, há dígrafo e ditongo, respectivamente, na alternativa:

 

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1880223 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Com relação aos mecanismos linguísticos usados no texto, é CORRETO afirmar:

 

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1880222 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Leia:

“Isso significa que os órgãos educacionais” (L.20/21).

No fragmento em evidência, a palavra “que” possui o mesmo valor morfológico que o vocábulo “que” da frase:

 

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Disciplina: Português
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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Os termos “mesmo” (L.3) e “por exemplo” (L.7/8), respectivamente, expressam ideias:

 

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