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EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
Embora a maioria das pessoas pense que eficiência e eficácia sejam a mesma coisa, esses dois conceitos não têm o mesmo significado. De maneira simplificada, eficiência significa fazer alguma tarefa bem-feita, enquanto eficácia significa fazer o que precisa ser feito. Entenda melhor ao longo do texto.
ENTENDA O QUE É EFICIÊNCIA
A eficiência é o processo de executar aquilo que foi planejado, ou seja, é colocar a “mão na massa”. Considere, por exemplo, o processo de construção de uma casa: o tempo que demorou para a obra ser concluída, a quantia gasta, a equação entre recursos planejados e os usados, entre outros pontos. Caso você tenha conseguido fazer tudo no prazo, gastando menos tempo e recursos, então você foi eficiente.
Um líder eficiente, por exemplo, é alguém capaz de coordenar, planejar e organizar o trabalho de seus colaboradores da melhor maneira, respeitando a competência de cada um. A capacidade de conduzir pessoas com eficiência é um dos grandes diferenciais competitivos do mercado, pois garante o aumento da produtividade, redução dos conflitos e aceleração dos resultados.
ENTENDA O QUE É EFICÁCIA
Ser eficaz é basicamente conseguir atingir seu objetivo. Utilizando o mesmo exemplo da construção, se você conseguiu construir a sua casa e finalizar a obra da maneira como foi planejada, então você foi eficaz. A eficácia está relacionada diretamente ao resultado.
Quando um líder é eficaz, ele impulsiona sua equipe a alcançar os objetivos da organização, bem como os seus próprios. Desse modo, certamente ele irá tornar os profissionais mais eficazes e melhor preparados para enfrentar os desafios.
INDICADORES DE EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
Conforme acabei de mencionar, eficácia e eficiência são dois elementos importantes, tanto para indivíduos, quanto para organizações, pois, por meio de cada uma, é possível alcançar resultados de forma muito mais acelerada.
Falando especificamente do contexto das organizações, é preciso que as entidades que estão em funcionamento atualmente mensurem os resultados que obtêm constantemente, através de suas ações, pois, dessa forma, elas conseguem saber se estão sendo eficazes e eficientes o suficiente.
Para saber isso, é preciso definir indicadores, que ajudarão líderes e gestores a acompanharem o andamento das atividades, podendo assim, compreender se estas estão realmente surtindo o efeito que se espera no dia a dia.
Assim, quando se fala em eficácia no contexto organizacional, está-se referindo à relação existente entre os resultados que se espera alcançar e os que foram realmente obtidos, seja diária, semanal ou mensalmente. Dessa maneira, a forma de medir se a entidade está sendo eficaz ou não é fazendo uma análise do que se esperava atingir e o que verdadeiramente foi alcançado no período determinado.
Já no que diz respeito à eficiência, ela se trata basicamente da relação estabelecida entre os resultados atingidos e os recursos utilizados para alcançá-los. Neste caso, o que se deve analisar é se os processos dentro da organização foram e estão constantemente sendo melhorados, com a menor quantidade possível de recursos, alcançando todos os resultados determinados no início da caminhada.
Se isso está acontecendo, é sinal de que a organização está sendo realmente e verdadeiramente eficiente, uma vez que sinônimo de eficiência é utilizar o mínimo de recursos possível, mantendo o foco voltado para os processos, tendo, dessa maneira, a possibilidade de reduzir também os custos.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/32gFYGx (acesso em 14/10/2019).
II. No texto, o autor utiliza o exemplo da construção de uma casa para afirmar que, se a obra for finalizada da maneira como foi planejada, ou seja, acima do custo e fora do prazo, então houve eficácia. Ou seja, a eficácia está relacionada diretamente à economia de recursos.
III. De acordo com o texto, a eficiência é o processo de executar aquilo que foi planejado buscando o uso mais racional de recursos, ou seja, agravando o desperdício de tempo, de dinheiro ou de recursos. Marque a alternativa CORRETA:
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PLANEJAMENTO FAMILIAR
O planejamento familiar é o conjunto de ações e serviços que têm, como finalidade, contribuir para a saúde da mulher, da família e da criança. O planejamento familiar pode envolver a consideração do número de filhos que uma mulher deseja ter, incluindo a opção de não ter filhos, bem como a idade em que ela deseja tê-los e o espaçamento entre o nascimento dos filhos. Esses assuntos são influenciados por fatores externos, como a situação conjugal, considerações de carreira, posição financeira e quaisquer deficiências que possam afetar sua capacidade de ter filhos e criá-los. O planejamento familiar pode envolver o uso de métodos contraceptivos e outras técnicas para controlar o tempo da reprodução.
Prestar orientações práticas e atualizadas sobre planejamento familiar é uma forma de ajudar os usuários dos serviços públicos de saúde a melhorar a própria qualidade de vida. Ou seja, o profissional de saúde pode auxiliar a mulher ou a família a escolher o método de planejamento familiar mais adequado, assim como dar apoio à utilização eficaz desse método e a resolver os problemas dos usuários dos serviços.
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
Praticamente qualquer pessoa pode usar, com segurança, algum método contraceptivo. O oferecimento da maioria desses métodos não é, em geral, algo complicado. Assim, os métodos contraceptivos podem ser amplamente apresentados e disponibilizados mesmo nos locais em que os recursos de atendimento de saúde à população sejam limitados.
Os métodos contraceptivos podem ser eficazes se forem fornecidos corretamente. Para obter maior eficiência, alguns métodos tais como as pílulas e os preservativos requerem a ação consciente por parte de quem os utiliza. O auxílio e apoio por parte do serviço de saúde aos usuários podem, frequentemente, fazer a diferença no uso desses métodos. Um exemplo disso ocorre quando se discutem os possíveis efeitos colaterais mais comuns dos métodos contraceptivos.
Alguns métodos exigem a correta execução de um procedimento por parte do serviço de saúde, como é o caso de uma esterilização ou a colocação de um DIU.
Novas usuárias desses métodos geralmente chegam aos serviços de saúde com um método já em mente e este pode ser, eventualmente, a melhor opção para elas. Na ampla gama de métodos que uma usuária dos serviços pode usar com segurança, os objetivos e as preferências da mesma devem comandar as decisões de planejamento familiar. Para encontrar e utilizar o método mais adequado, uma usuária precisa de boas informações e, frequentemente, auxílio para analisar e escolher a melhor opção.
Muitas usuárias regulares desses métodos precisam de pouco apoio e, para elas, o acesso conveniente ao método e aos recursos é essencial. Para usuárias permanentes que se deparam com problemas ou preocupações, a ajuda e o apoio da equipe de saúde são vitais.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/32ytMAi (acesso em 09/11/2019).
II. Depreende-se do texto que o planejamento familiar não deve ser feito considerando a idade em que a mulher deseja ter filhos ou mesmo o espaçamento entre o nascimento dos filhos. Marque a alternativa CORRETA:
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I. No texto, é possível identificar a ideia de que inovar usando velhos recursos, como livros didáticos, canetas e papéis, é impossível e esses recursos devem, sim, ser expulsos da sala de aula. II. Conclui-se do texto que um dos maiores desafios da escola contemporânea é aprender a lidar com a tecnologia e transformá-la em aliada da educação. Os professores foram, são e continuarão sendo mediadores indispensáveis no aprendizado, o que descarta a necessidade de aprender a lidar com a tecnologia. III. O texto informa que é importante que a escola se proponha a desenvolver os alunos não apenas do ponto de vista cognitivo, mas também no que diz respeito à dimensão socioemocional, conforme apontado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Marque a alternativa CORRETA:
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I. A obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Lima Barreto, é uma das mais importantes obras da literatura nacional. Nela, o autor dá voz a um narrador defunto que zomba do caráter das pessoas com quem conviveu. II. O eufemismo consiste em dizer algo desagradável por meio de palavras que abrandem o impacto causado por essa situação como, por exemplo: Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro.
Marque a alternativa CORRETA:
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ESQUEÇA A “LÓGICA” DA LÍNGUA!
Desde o surgimento da filosofia antiga na Grécia, circula na cultura ocidental o mito de que a língua se organiza numa gramática que seria um espelho da lógica que comanda os processamentos da mente/espírito/alma/razão. Desse modo, a gramática seria a “lógica” da língua, enquanto a lógica descreveria a “gramática” do pensamento. Essa concepção de língua e de mente como o espelho uma da outra, velha de 2.500 anos, se enraizou fundo e continua bastante viva até hoje, especialmente entre as pessoas que se esforçam por defender a “pureza” da língua contra os “abusos” e os “erros” cometidos pelos próprios falantes. Essas pessoas costumam argumentar que esses “abusos” e “erros” vão na contramão da “lógica da língua” que, supostamente, governa a gramática. Por exemplo, no enunciado “Descartes foi um dos filósofos que se ocupou do caráter universal da linguagem”, o verbo ocupar deveria estar no plural por motivos “lógicos”, o que se comprovaria com a inversão dos termos: “Um dos filósofos que se ocuparam do caráter universal da linguagem foi Descartes”. Não parece lógico? Só que não...
O grande equívoco dessa abordagem tradicional é acreditar que existe realmente uma identidade entre o funcionamento da língua e o funcionamento da mente. Querer encontrar na língua a mesma “lógica” que governa a mente é acreditar, em última instância, na tese de que “o homem é um animal racional”, formulada inicialmente por Aristóteles e repetida até hoje. Ora, essa suposta racionalidade do ser humano foi posta em xeque no início do século 20 pela psicanálise desenvolvida por Sigmund Freud (1856-1939), que enfatizou o papel fundamental do inconsciente no funcionamento da psique e nas ações concretas – desdobramentos mais recentes da neurociência e de outros campos de investigação empírica têm sugerido que mais de 90% das operações do nosso cérebro estão fora do nível da consciência.
Os estudos linguísticos contemporâneos de visada não formalista também contestam a suposta identidade de lógica e gramática, espantosamente ainda defendida por correntes teóricas como o gerativismo chomskiano, herdeiro em linha reta de Platão e Descartes, expoentes máximos do chamado racionalismo filosófico. Seria até mesmo possível dizer que existe uma lógica de funcionamento das línguas, mas ela nada tem a ver com a lógica formal clássica e seus silogismos, categorias e teoremas. As investigações sobre a mudança linguística têm demonstrado a interação complexa entre fatores sociais (como a variação e o contato), fatores articulatórios (o modo como pronunciamos os sons da língua) e fatores cognitivos como a economia linguística, a gramaticalização, a analogia, fatores que também incluem a metáfora, a metonímia, a reanálise, a construcionalização, entre outros, comuns a todas as línguas. É o uso em sociedade que comanda o funcionamento da língua e responde pela mudança linguística. E a mudança é intrínseca à própria natureza sociocognitiva das línguas: não adianta ter raiva dela, como não adianta ter raiva da mudança das estações. Sendo um trabalho coletivo, fruto do que vem sendo chamado de cognição social, as mudanças que ocorrem na língua não têm nada de “racionais”, no sentido de “conscientes”, nem obedecem a uma mítica “gramática universal”, cuja existência até hoje ninguém conseguiu provar.
Por fim, o grande linguista francês Émile Benveniste (1902-1976) mostrou com a maior clareza possível que a lógica clássica, fundada por Aristóteles, era inteiramente dependente da gramática da língua grega. As fórmulas lógicas que pretensamente revelavam como a mente funciona na verdade revelam apenas como funcionava a língua grega falada pelo grande filósofo. Se ele fosse falante de árabe, chinês, tupi ou quicongo sem dúvida alguma sua lógica teria sido radicalmente diferente. Assim, não é a lógica de funcionamento da mente que nos leva a empregar a língua do modo como a empregamos, mas exatamente o contrário: é a gramática de nossa língua particular que nos faz acreditar que o pensamento se processa de tal e qual modo. Importantes filósofos dos séculos 16 e 17, da corrente chamada empirismo, como o inglês Locke e o francês Condillac, refutaram essa suposta logicidade da língua que, no fundo, admite a existência de “ideias inatas” e, mais no fundo ainda, esconde a crença numa divindade que nos concedeu o “dom” da linguagem, dom que nós só fazemos corromper e destruir (haveria uma correspondência entre o pecado original e a degeneração de uma “língua primordial” perfeita). Assim, quando você topar com um uso inesperado, inovador, não torça o nariz acreditando que ele fere a “lógica” da língua: ao contrário, tente compreender por que os falantes, em trabalho coletivo governado por fatores das mais diversas ordens, estão usando a língua assim agora e não como se usava no ano passado. Afinal, se as línguas fossem “lógicas”, elas não teriam por que mudar. Só que as línguas mudam ou, melhor dizendo, nós, seres humanos sociais, em nossas interações com a cultura e o mundo, é que mudamos a língua que falamos.
(BAGNO, Marcos. Esqueça a “lógica” da língua. Disponível em: http://bit.ly/2o9Tw7D)
II. Diversos fatores, segundo o texto, colaboram para que compreendamos que a língua não obedece a uma lógica como a pensada pelos gregos clássicos, mas, sim, como uma atividade de natureza sociocognitiva. Entre essas razões, encontram-se a lógica que descreve a “gramática” do pensamento e as mudanças no léxico. Marque a alternativa CORRETA:
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Com base no texto 'LEI Nº 8.666/93', leia as afirmativas a seguir:
I. No texto, o autor afirma que a execução indireta através de empreitada por preço global ocorre quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total, pago em moeda estrangeira.
II. É possível subentender-se a partir do texto que o Projeto Básico deve conter, entre outros elementos, a identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução.
Marque a alternativa CORRETA:
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I. O texto permite deduzir que o SUS vai entrar em colapso se o próximo presidente do Conass não resolver a questão do financiamento do sistema. II. Infere-se do texto que o repasse de recursos federais para financiamento da saúde pública tem apresentado uma linha decrescente. Essa ideia é reforçada no texto através da informação de que, em 1993, a participação da União era de 72%, enquanto em 2002, a União entrou com apenas 52,4% das verbas. III. No texto, o autor afirma que, para Mauro Guimarães Junqueira, os repasses federais não levam em conta o aumento da população, nem o aumento do desemprego que leva mais pessoas a utilizarem os serviços do SUS.
Marque a alternativa CORRETA:
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I. É possível subentender-se a partir do texto que um líder eficiente é alguém capaz de coordenar, planejar e organizar o trabalho de seus colaboradores da melhor maneira, independentemente da competência de cada um.
II. Conclui-se do texto que eficácia significa fazer alguma tarefa bem-feita, enquanto eficiência significa fazer o que precisa ser feito.
III. O autor afirma que, quando um líder é eficaz, ele impulsiona sua equipe a alcançar os objetivos da organização, bem como os seus próprios objetivos.
Marque a alternativa CORRETA:
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DA VARÍOLA AO ANTI-VAXX: POR QUE PRECISAMOS DE VACINAS?
Em 1904, a cidade do Rio de Janeiro foi palco de uma rebelião inusitada, posteriormente batizada de Revolta da Vacina. A situação sanitária da capital era tão desastrosa na época, que o Brasil era conhecido internacionalmente como o “túmulo de estrangeiros”. Entre as doenças em circulação na época, destaca-se a varíola. Calcula-se que a varíola matava cerca de 400.000 pessoas por ano na Europa do século XVIII. Numa tentativa de erradicar a doença no Rio de Janeiro, o sanitarista Oswaldo Cruz conseguiu que o Congresso aprovasse a “Lei da Vacina Obrigatória”, que autorizava a invasão de domicílios e vacinação forçada.
Naturalmente a maioria da população não tinha nenhum conhecimento sobre vacinas e temia os possíveis efeitos do tratamento desconhecido. Houve protestos e, por razões políticas, a rebelião saiu do controle. O governo foi obrigado a amenizar suas práticas, mas retomou a vacinação e eventualmente a varíola foi eliminada da capital. Ao longo do século XX, a varíola ainda mataria 300 milhões de pessoas no mundo; o triplo das mortes por todos os conflitos do período, incluindo as duas guerras mundiais. O Brasil acabou sendo um dos últimos países onde a doença foi erradicada, na década de 1970, encerrando uma iniciativa global iniciada pela Organização Mundial da Saúde em 1967.
A história da varíola é marcante. Tanto pelo impacto devastador da doença ao longo dos séculos, como pelo inequívoco triunfo da ciência sobre a doença. Evidentemente existem aspectos biológicos deste vírus que facilitaram sua eliminação. Mas a meta só foi alcançada graças a uma campanha global de vacinação. A introdução das vacinas, assim como mais tarde, dos antibióticos, revolucionou a medicina e aumentou drasticamente nossa expectativa de vida. Não há dúvidas sobre o impacto positivo das vacinas e das campanhas de vacinação.
Vivemos hoje na época mais segura da história do ponto de vista de doenças infecciosas. Basta comparar o Rio de Janeiro atual com a descrição de 1904. O problema é que, para algumas camadas da população, o medo das doenças infecciosas acabou ficando no passado, parecendo proporcionalmente pequeno quando comparado ao medo de outros temas mais modernos.
Nós também vivemos um desequilíbrio entre o acesso fácil à informação e a falta de uma base educacional sólida, que nos permitiria filtrar criticamente o excesso de informação e tomar decisões fundamentadas cientificamente. Isso não significa, de maneira alguma, ser um especialista: é ter a capacidade de identificar fontes confiáveis de informação, de diferenciar fatos de teorias conspiratórias, de aprender com a história. E aqui cabe salientar a responsabilidade dos cientistas profissionais em comunicar bem a ciência, com uso de linguagem clara e acessível.
Esse desequilíbrio nos traz ao fenômeno que alguns veículos brasileiros estão chamando de a “nova revolta da vacina”. Ao contrário da original, em que a suspeita em relação às vacinas partia principalmente da população mais pobre e com menos acesso à informação, o medo, agora, atinge principalmente as classes mais altas. Estas pessoas acreditam que basta se ter uma alimentação saudável (e usar produtos naturais), para se estar protegido contra doenças. Além disso, a ideia de que as vacinas podem conter “químicos” danosos à saúde acaba complementando perfeitamente uma visão de mundo de que devemos priorizar produtos naturais e tratamentos alternativos.
Infelizmente, essas pessoas estão predispostas a apoiar qualquer teoria que valide esta visão de mundo – o que acaba sendo uma receita para o desastre. Não basta ser saudável para se proteger de doenças infecciosas. A varíola é causada por um vírus. A vacina estimula o sistema imunológico a produzir defesas contra este vírus, agindo de forma preventiva. Quando o vírus entra no organismo vacinado, ele é imediatamente eliminado pela resposta imunológica.
O movimento anti-vacinação (ou anti-vaxx) ganhou notoriedade nos Estados Unidos, apoiado em dados sem credibilidade científica e teorias conspiratórias que se espalharam por redes sociais. A consequência foi um grande surto de sarampo em 2014 (doença que havia sido eliminada nos EUA em 2000). Agora a mesma coisa ocorre na Europa, com uma epidemia de sarampo que já infectou 7,5 mil pessoas. Logo será a vez do Brasil, onde a adesão a campanhas de vacinação também vem caindo em vários grupos. Mais do que um risco às crianças não vacinadas, este é um risco para toda a população. O controle da doença depende da cobertura da vacinação. Mais do que isso, cada pessoa infectada é uma roleta-russa para a comunidade. Durante a infecção, milhões de novas partículas virais são criadas, com diversas mutações. Estas mutações aleatórias podem deixar o vírus subitamente mais agressivo – ou até mesmo resistente à vacina.
O Brasil tem um excelente programa público de vacinação e as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde são seguras e essenciais. Elas permitem a proteção preventivamente, mas não ajudam depois da infecção. Negar vacinação a seus filhos é um ato irresponsável e perigoso que afeta a todos. Felizmente, podemos aprender com a história e com a ciência contemporânea. Apenas com educação e vacinação será possível controlar esta “nova revolta da vacina” e garantir a nossa contínua proteção contra as doenças infecciosas.
(Adaptado. Revisão linguística. ANTUNES, Dinler Amaral. Da varíola ao anti-vaxx: Por que precisamos de vacinas? Disponível em: http://bit.ly/2VPVlmG)
I. Está clara para o autor a tese de que as pessoas mais abastadas e, consequentemente, com maior acesso à informação, estão provocando a chamada “nova revolta da vacina”. Isso porque elas acreditam que basta se ter uma alimentação saudável (e usar produtos naturais), para se estar protegido contra doenças. Ademais, existe uma concepção equivocada de que as vacinas podem conter “químicos” perigosos à saúde. II. Segundo o texto, o desconhecimento sobre vacinas e seus efeitos levou a população do Rio de Janeiro a uma rebelião inusitada chamada Revolta da Vacina. Esse fato também impulsionou a criação do título brasileiro de “túmulo de estrangeiros”.
Marque a alternativa CORRETA:
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I. A ideia central do texto está contida no trecho “O problema ocorre quando essa fase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os especialistas chamam de ‘luto complicado’”.
II. O tempo adequado para superar a perda de alguém também está relacionado ao modo como aconteceu a morte. Por exemplo, quando os entes falecem de maneira abrupta, como em acidentes, tragédias, casos de suicídio ou morte precoce de um filho.
Marque a alternativa CORRETA:
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