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325068 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
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QUANDO O LUTO SE TRANSFORMA EM DOENÇA


Lidar com a perda de um ente querido não é tarefa fácil. Entretanto, o luto é um processo pelo qual – infelizmente – todas as pessoas deverão passar a fim de amenizar o sofrimento gerado pela ausência do outro. O problema ocorre quando essa fase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os especialistas chamam de “luto complicado”.

A psicóloga Juliana Batista, do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, explica que todo processo de luto tem um começo, um meio e um fim. “Diversas reações emocionais são despertadas [com a morte de alguém], como tristeza, ansiedade, culpa e raiva. Isso é muito comum. A pessoa também pode, num primeiro momento, querer se isolar do convívio social. Em relação às alterações físicas, podem ocorrer sudorese, palpitação e fraqueza, já que o corpo fica sob estresse. A reação varia de pessoa para pessoa, mas não há como evitar o processo de luto.”

Todo mundo se pergunta quanto tempo esse processo vai durar. Segundo a psicóloga, é bastante comum ouvir a queixa: “faz tanto tempo que fulano faleceu e a esposa ainda não superou a perda”. Na verdade, não existe um tempo certo para superar a perda de alguém, isso depende de cada pessoa, do modo como ela enfrenta e aceita a situação. Para alguns pode demorar meses; para outros, anos.

O primeiro ano após a perda é o mais difícil, porque é nesse ano que ocorrem todos os primeiros aniversários sem a pessoa próxima. Isso não significa que seja necessário um ano exato para superar a morte. Um processo de luto é bem-sucedido e finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir em frente. Não é que ela vai esquecer a pessoa, pois as lembranças e a ausência continuarão. Entretanto, a perda não vai mais ocupar um lugar de destaque [na vida dela]”, explica a psicóloga.

Quando por algum motivo o indivíduo não consegue passar por essa fase, ele entra no chamado “luto complicado”. Geralmente, isso acontece com pessoas que perderam entes de maneira abrupta, como em acidentes, tragédias e casos de suicídio e na morte precoce de um filho. “Nesses casos, todo pensamento e ato estarão associados à perda, a pessoa não consegue se desligar. Ela deixa de realizar as atividades costumeiras, como ir ao trabalho e ao supermercado. O problema é que, diante de um enlutado crônico, muitas vezes as pessoas querem medicá-lo para sanar os sintomas quando, na verdade, ele precisa ser ouvido”, completa a médica.

Em contrapartida, há aqueles que agem como se nada tivesse acontecido e, alguns dias depois da morte, voltam a trabalhar e lotam a agenda de compromissos. Mas, ainda segundo a especialista, indivíduos que agem assim, na verdade, precisam de cuidados especiais, pois ocupar-se excessivamente é uma maneira de fugir do problema.

“É uma forma de luto inibido. A pessoa não manifesta as formas de reação mais frequentes, como tristeza e raiva. Ou, então, de luto adiado, quando a pessoa só começa a se dar conta da perda depois de uns quinze dias”, diz Batista.

Aqueles que têm algum familiar ou amigo muito doente podem começar a vivenciar o processo de luto antecipatório, antes da morte do ente. “Dependendo do caso, esse pode ser um fator de proteção para que o familiar, de repente, não entre num luto complicado. Porque as perdas progressivas vão acontecendo num intervalo de tempo considerável e assim ele vai se acostumando com a ideia de não ter mais aquela pessoa ao lado”, esclarece.

Em relação às cinco fases do luto (negação, raiva, barganha, depressão e aceitação), que já foram amplamente divulgadas, a psicóloga esclarece que é difícil enquadrar o paciente em uma delas, pois às vezes ele pode passar por todas as fases ao mesmo tempo ou simplesmente não passar por nenhuma.

(CONTE, Juliana. Quando o luto se transforma em doença. Disponível em: http://bit.ly/2VR44Fa)

Com base no texto 'QUANDO O LUTO SE TRANSFORMA EM DOENÇA', leia as afirmativas a seguir: I. Um processo de luto é bem-sucedido e finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir em frente depois de um luto inibido. Isto é, quanto mais rápido compreender que a perda é um ciclo natural da vida, menores serão as chances de desenvolver a crise do luto.
II. Ocultar o luto preenchendo os horários com atividades diversas, concentrando-se no trabalho, por exemplo, é uma maneira de esquivar-se do sofrimento. Nesse caso, é importante, de acordo com o texto, acompanhamento psiquiátrico. Marque a alternativa CORRETA:
 

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325065 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
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A Orientação Social do Enunciado

Nós sabemos que todo discurso é um discurso dialógico orientado em direção a alguém que seja capaz de compreendê-lo e dar-lhe uma resposta, real ou virtual. Esta orientação em direção ao “outro”, em direção ao ouvinte, conduz necessariamente a se levar em conta a relação social e hierárquica que existe entre os interlocutores. Nós já mostramos, em nosso artigo precedente, as modificações que se produzem na forma do enunciado de acordo com a situação do locutor e do ouvinte, e de acordo com o todo do contexto social do enunciado. Nós propomos chamar de “orientação social” do enunciado, esta dependência do enunciado face ao peso hierárquico e social do auditório (isto é, tendo em vista a(s) classe(s) social(is) a qual pertence(m) os interlocutores, sua situação financeira, sua profissão, sua função; ou ainda, como era o caso da Rússia anterior à reforma de 1861, em face do número de camponeses que eles possuíam, seu capital etc.).
Esta orientação social estará presente em todo enunciado verbal ou gestual – a mímica, por exemplo –, qualquer que seja a forma que ele adote: o monólogo – um homem falando para si mesmo – ou o diálogo – duas ou mais pessoas participando de uma conversa. A orientação social é precisamente uma das forças vivas e constitutivas que, ao mesmo tempo em que organizam o contexto do enunciado – a situação –, determinam também a sua forma estilística e sua estrutura estritamente gramatical.
E é justamente na orientação social que se encontra refletido o auditório do enunciado, seja ele realmente presente ou simplesmente pressuposto, fora do qual nenhum ato de comunicação verbal se desenvolve nem pode se desenvolver.
O escritor que não cria unicamente os enunciados de seus personagens, mas cria igualmente o seu aspecto exterior, tem interesse em observar que aquilo a que se chama de “boas maneiras” – o modo de comportar-se em sociedade – nada mais realiza do que “a expressão gestual da orientação social do enunciado”.
Esta manifestação exterior e física da conduta social – o movimento das mãos, a pose, o tom da voz –, que acompanham habitualmente o discurso, é, antes de mais nada, determinado pela consideração do auditório e pela sua avaliação. O que significam as “boas maneiras” de Tchitchkov – maneiras que, inclusive, tomam diferentes formas se ele se encontra com Korobotchka, com Pliouchkine ou com o general Betrichtchev -, senão que elas são a impressão gestual de uma constante consideração do auditório, de uma avaliação sutil da situação social do seu interlocutor, que são a própria essência do seu caráter e representam a condição necessária ao sucesso de suas iniciativas?
A palavra, o gesto da mão, a expressão do rosto e a postura do corpo são igualmente submissos à orientação e por ela estruturados; as “más maneiras” refletem o fato de que não se leva em conta o interlocutor, refletem a ignorância acerca do laço social e hierárquico existente entre o locutor e o ouvinte, e o hábito, quase sempre inconsciente, de não se modificar a orientação social dos seus enunciados – sejam expressos em palavra ou em gesto – enquanto as condições sociais e o auditório se encontram modificados.
Esta a razão pela qual o escritor, quando decide dotar um de seus personagens de “boas” ou “más” maneiras, deve sempre considerar que estas maneiras não são explicáveis como mero resultado de “algumas particularidades inatas” ou como expressão do seu “caráter”. Pode-se afirmar que, a rigor, o personagem é devedor de sua educação, mas não se pode esquecer que a educação corresponde ao esforço por habituar a pessoa a sempre levar em conta seu auditório – dá-se a isto o nome de “saber se comportar socialmente” -, a exprimir pelo gesto ou pela mímica, mas de modo conforme e prudente, a orientação social dos seus enunciados.
(BAKHTIN, M. M.; VOLOSHINOV, V. N. Discourse in life and discourse in art–concerning sociological poetics. In: VOLOSHINOV, V.N. Freudism. New York: Academic Press, 1976. Tradução de Carlos Alberto Faraco e Cristóvão Tezza (uso didático)).
NOTA: Pável Ivánovitch Tchítchicov (ou Tchitchkov) é o personagem central da obra “Almas Mortas”, clássico russo e a grande obra-prima de Nikolai Gógol (1809-1852). A narrativa traz a história de um especulador de São Petersburgo que chega a uma cidade de província e procura conquistar, com suas boas maneiras, a simpatia da sociedade e dos senhores de terras locais. Seu objetivo: comprar "almas mortas", ou seja, servos já falecidos, mas que ainda não haviam sido declarados como tal no último censo. É em torno desse tema - que lhe teria sido sugerido por Púchkin - que Gógol tece um dos retratos mais certeiros, a um só tempo satírico e afetuoso, do povo russo. O protagonista buscava vantagens, respeito, circulava entre o alto escalão da sociedade e utilizava estratégias fora do comum. O exemplo foi apenas usado pelos autores do texto em questão para referir-se à percepções sobre a linguagem. (Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2CiZC9i)
Com base no texto 'A Orientação Social do Enunciado', leia as afirmativas a seguir: I. O “saber se comportar socialmente” está relacionado ao modo como um indivíduo age em sociedade, a partir de suas próprias experiências, e não se relaciona à recepção do interlocutor. II. Pode-se dizer, segundo o texto, que o enunciado tem sua orientação a partir do auditório, ou seja, daquele com quem se interage. Marque a alternativa CORRETA:
 

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325062 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
O que é resiliência?
A palavra resiliência vem do latim: Resilire, que significa “voltar atrás”. Está associada à capacidade que cada pessoa tem de lidar com seus próprios problemas, de sobreviver e superar momentos difíceis, diante de situações adversas e não ceder à pressão independente da situação.
Os problemas e as dificuldades são inerentes à vida humana. Estudiosos no assunto afirmam que precisamos dessa desordem, desse caos, para sobrevivermos e crescermos. O benefício advindo da experiência do estresse torna o ser humano melhor que antes.
E você, o que faz em tempos de adversidades? O que você faz quando os problemas parecem te perseguir? Você é o tipo que diante de um contratempo chora, foge ou enfrenta? Saiba que existem pessoas que além de enfrentar os problemas, ainda são capazes de se beneficiarem com eles, aprender e crescer emocionalmente. Elas possuem razões para nunca desistir de suas metas e objetivos. Pessoas com essas capacidades são consideradas pessoas resilientes.
A resiliência demonstra se uma pessoa sabe ou não trabalhar bem sob pressão. É mais que educação, experiência, treinamento. O nível de resiliência de uma pessoa determina quem terá sucesso e quem se perderá pelo caminho. Quanto mais resiliente é uma pessoa, mais forte e preparada ela estará para lidar com as adversidades da vida.
O sucesso é resultado de inúmeras quedas e derrotas que o indivíduo pode ver como oportunidade de aprendizado e crescimento. E a resiliência é resultado de aprendizagens de vida, o que torna possível qualquer pessoa desenvolvê-la.
Quem possui maior resiliência produz melhor, é mais focado e feliz. Responde às adversidades da vida com maior rapidez e flexibilidade, sai de um momento de crise com muito mais facilidade do que uma pessoa com baixa taxa de resiliência. Quem tem maior resiliência vai encontrando meios de se renovar para chegar ao seu objetivo maior.
VANTAGENS DE SER UMA PESSOA RESILIENTE
O termo resiliência veio da física para designar a capacidade que alguns materiais têm de absorver o impacto e retornar a forma original.
Já se tratando de comportamento humano, resiliência está ligada à capacidade, à habilidade que cada pessoa tem de lidar e superar as adversidades. De transformar experiências não tão boas em aprendizado e oportunidade de mudança, de dar a volta por cima.
Uma pessoa resiliente é capaz de enfrentar crises, traumas, perdas, graves adversidades, transformações, desafios e muito mais, elaborando as situações e recuperando-se diante delas. A pessoa resiliente, além de suportar a pressão, ainda aprende com suas dificuldades e desafios, usa da sua flexibilidade para se adaptar e sua criatividade para encontrar soluções alternativas.
CONCEITOS
De acordo com o dicionário online Michaelis, o termo resiliência, em física, refere-se à elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma original. Em linguagem figurada, refere-se à capacidade de rápida adaptação ou recuperação.
A Wikipédia afirma que o termo resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais de acumular energia, quando submetidos a estresse, sem ocorrer ruptura. Após a tensão cessar, poderá ou não haver uma deformação residual causada pelo estresse do material.
Um exemplo de resiliência em materiais pode ser observado com um elástico ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original, dissipando a energia acumulada e lançando o atleta para o alto.
Em relação às atividades ligadas ao corpo humano, a Wikipédia afirma que o conceito de resiliência está relacionado à capacidade de manter o tônus tensional, ou seja, de permanecer em equilíbrio numa faixa central de uma escala que tem em uma das extremidades a contração (tensão), e no outro o relaxamento ou soltura total (distensão). Assim, para certas atividades físicas, como algumas práticas orientais (Tai Chi Chuan e Chi Kun) e na dança, a resiliência é de grande importância para a perfeição do movimento.
A Wikipédia afirma, ainda, que atualmente o termo resiliência é utilizado no mundo dos negócios para caracterizar pessoas que têm a capacidade de retornar ao seu equilíbrio emocional após sofrer grandes pressões ou estresse, ou seja, são dotadas de habilidades que lhes permitem lidar com problemas sob pressão ou estresse mantendo o equilíbrio emocional.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2VHbz1z (acesso em 14/10/2019).
Com base no texto 'O que é resiliência?', leia as afirmativas a seguir:
I. De acordo com o texto, a resiliência é uma capacidade inata, não podendo ser aprendida ou aperfeiçoada. Ou seja, os indivíduos resilientes têm essa característica porque nasceram com ela e, assim, outras pessoas não podem equiparar-se nessa habilidade com alguém que já a possui. II. No texto, é possível identificar a ideia de que a resiliência é determinada pela educação formal ou treinamento. Assim, afirma o autor, o nível de resiliência de uma pessoa determina quem terá sucesso diante dos desafios profissionais. III. É possível subentender-se a partir do texto que as pessoas que sempre desistem de suas metas e objetivos são consideradas pessoas resilientes.
Marque a alternativa CORRETA:
 

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PRECONCEITO QUE CALA, LÍNGUA QUE DISCRIMINA


Marcos Bagno, escritor e linguista brasileiro, deixa à mostra a ideologia de exclusão social e de dominação política pela língua, típica das sociedades ocidentais. “Podemos amar e cultivar nossas línguas, mas sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias”.

O preconceito linguístico é um preconceito social. Para isso, aponta a afiada análise do escritor e linguista Marcos Bagno, brasileiro de Minas Gerais. Autor de mais de 30 livros, entre obras literárias e de divulgação científica, e professor da Universidade de Brasília, atualmente é reconhecido sobretudo por sua militância contra a discriminação social por meio da linguagem. No Brasil, tornou-se referência na luta pela democratização da linguagem e suas ideias têm exercido importante influência nos cursos de Letras e Pedagogia.

A importância de atingir esse meio, segundo ele, é que o combate ao preconceito linguístico passa principalmente pelas práticas escolares: é preciso que os professores se conscientizem e não sejam eles mesmos perpetuadores do preconceito linguístico e da discriminação. Preconceito mais antigo que o cristianismo, para Bagno, a língua desde longa data é instrumentalizada pelos poderes oficiais como um mecanismo de controle social. Dialeto e língua, fala correta e incorreta: na entrevista concedida a Desinformémonos, ele desnaturaliza esses conceitos e deixa à mostra a ideologia de exclusão e de dominação política pela língua, tão impregnada nas sociedades ocidentais.

“A língua é um dialeto com exército e marinha”, Max Weinreich.

O controle social é feito oficialmente quando um Estado escolhe uma língua ou uma determinada variedade linguística para se tornar a língua oficial. Evidentemente qualquer processo de seleção implica um processo de exclusão. Quando, em um país, existem várias línguas faladas, e uma delas se torna oficial, as demais línguas passam a ser objeto de repressão.

É muito antiga a tradição de distinguir a língua associada ao símbolo de poder dos dialetos. O uso do termo “dialeto” sempre foi carregado de preconceito racial ou cultural. Nesse emprego, dialeto é associado a uma maneira errada, feia ou má de se falar uma língua. Também é uma maneira de distinguir a língua dos povos civilizados, brancos, das formas supostamente primitivas de falar dos povos selvagens. Essa forma de classificação é tão poderosa que se erradicou no inconsciente da maioria das pessoas, inclusive as que declaram fazer um trabalho politicamente correto.

De fato, a separação entre língua e dialeto é eminentemente política e escapa aos critérios que os linguistas tentam estabelecer para delimitar dita separação. A eleição de um dialeto, ou de uma língua, para ocupar o cargo de língua oficial, renega, no mesmo gesto político, todas as outras variedades de língua de um mesmo território à terrível escuridão do não-ser. A referência do que vem de cima, do poder, das classes dominantes, cria aos falantes das variedades de língua sem prestígio social e cultural um complexo de inferioridade, uma baixo autoestima linguística, a qual os sociolinguistas catalães chamam de “auto-ódio”.

Falar de uma língua é sempre mover-se no terreno pantanoso das crenças, superstições, ideologia e representações. A Língua é um objeto criado, normatizado, institucionalizado para garantir a unidade política de um Estado sob o mote tradicional: “um país, um povo, uma língua”. Durante muitos séculos, para conseguir a desejada unidade nacional, muitas línguas foram e são emudecidas, muitas populações foram e são massacradas, povos inteiros foram calados e exterminados. No continente americano, temos uma história tristíssima de colonização construída sobre milhares de cadáveres de indígenas que já estavam aqui quando os europeus invadiram suas terras ancestrais e dos africanos escravizados que foram trazidos para cá contra sua vontade.

Não podemos esquecer que o que chamamos de “língua espanhola”, “língua portuguesa”, ou “língua inglesa” tem um rico histórico, não é algo que nasceu naturalmente. Podemos amar e cultivar essas línguas, mas sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias.

(Adaptado. Reforma Ortográfica. Disponível em: http://bit.ly/2oPUuWL)

Com base no texto 'PRECONCEITO QUE CALA, LÍNGUA QUE DISCRIMINA', leia as afirmativas a seguir:

I. Pode-se afirmar, a partir da leitura do texto, que existe uma discriminação pela linguagem e o preconceito em torno dessa problemática está ligada a uma ideologia de exclusão social.

II. A língua sempre foi um instrumento de dominação, em diversos aspectos. Tanto que, em algumas populações, idiomas sofreram um silenciamento sob a égide da supremacia do colonizador, em nome de uma identidade nacional. Portanto, a língua é um objeto criado, normatizado, institucionalizado para garantir a unidade política de um Estado sob o mote tradicional: “um país, um povo, uma língua”.

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325059 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
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Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
Educação como direito social necessita de parâmetros, diretrizes e normativas que orientem sua constituição e assegurem minimamente possibilidades de efetivação. Nesse contexto, observa-se que a constituição da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96, permitiu a organização, de modo mais claro, do sistema educacional do Brasil. Muitos programas, projetos e ações se efetivaram a partir das prescrições oriundas nesse documento institucional brasileiro. Em todas as etapas e modalidades educativas houve crescimento não simplesmente em números, mas na qualidade do ensino e da aprendizagem da população, em especial, para as camadas populacionais menos favorecidas economicamente na história do Brasil.
HISTÓRICO
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394, sancionada pelo ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso, em 20 de dezembro de 1996, tem por objetivo definir e regularizar o sistema de educação brasileiro com base nos princípios presentes na Constituição Nacional de 1988. É por meio desse documento que encontramos os princípios gerais da educação do país, bem como as finalidades, os recursos financeiros, a formação e diretrizes para a carreira dos profissionais da educação.
ESTRUTURA
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 possui 92 artigos, estando organizados em nove títulos, cinco capítulos e cinco seções, os quais definem os marcos legais da educação brasileira.
O Título I nominado “Da Educação” apresenta no artigo 1º o conceito de Educação, sua abrangência e os lócus de efetivação. Nesse artigo 1º há dois incisos que esclarecem os objetivos da lei, sua proposta para a educação escolar, que deverá se vincular a prática social e ao mundo do trabalho.
O Título II “Dos princípios e fins da Educação Nacional” referencia em sua discussão a defesa do pluralismo de ideias, da liberdade de aprender, de ensinar, de pesquisar e de divulgar o pensamento, da igualdade de condições para acesso à escola, do respeito aos profissionais de ensino, da gestão democrática e da consideração com a diversidade étnico-racial, dentre outros.
Quanto ao Título III “Do Direito à Educação e do Dever de Educar”, discorre sobre a obrigatoriedade do poder público em oferecer igualdade de condições de acesso às escolas e gratuidade e obrigatoriedade da educação básica dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade. Nesse fragmento da lei, o artigo 7º afirma que o ensino é livre à iniciativa privada, atendidas algumas condições.
A segunda seção “Educação infantil” estrutura em termos gerais a primeira etapa da educação básica. O artigo 29º pontifica que a educação infantil tem como propósito o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Adaptado. Por Emerson Augusto de Medeiros, disponível em: http://bit.ly/33cynJj (acesso em 03/11/2019).
Com base no texto 'Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional', leia as afirmativas a seguir: I. O texto informa que a LDB foi sancionada pelo então presidente da república Fernando Henrique Cardoso, em 1996. Afirma, ainda, que essa lei tem por objetivo definir e regularizar o sistema de educação brasileiro com base nos princípios presentes na Constituição Nacional de 1988. II. O autor aponta que, no artigo 1º da LDB, é apresentado o conceito de educação, sua abrangência e os lócus de efetivação. III. No texto, o autor afirma que o título II da LDB ataca a igualdade de condições para acesso à escola, o respeito aos profissionais de ensino, a gestão democrática e a consideração com a diversidade étnico-racial, dentre outros aspectos. Marque a alternativa CORRETA:
 

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325058 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
LEI Nº 8.666/93
É possível afirmar que a Lei de Licitações e Contratos da administração pública (Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993) é um importante instrumento de consolidação do regime democrático brasileiro. Com efeito, se considerarmos que a democracia assenta-se em duas diretrizes essenciais, que são a igualdade de tratamento e a liberdade de ação, torna-se nítido que a Lei de Licitações e Contratos contribui para reafirmar o regime político democrático, ao assegurar a todos os interessados liberdade de participação igualitária em processos destinados a selecionar bens e serviços para a administração pública.
DAS DEFINIÇÕES
A Seção II da Lei Federal nº 8.666, de 1993, apresenta alguns conceitos e definições que tornam a compreensão desse instrumento legal mais clara para o cidadão e para os servidores públicos. Algumas dessas definições são:
• Obra: refere-se a toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação, realizada por execução direta ou indireta;
• Seguro-Garantia: refere-se ao seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas por empresas em licitações e contratos;
• Execução direta: refere-se à execução que é feita pelos órgãos e entidades da Administração, pelos próprios meios;
• Execução indireta através de empreitada por preço global: ocorre quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total;
• Execução indireta através de empreitada por preço unitário: ocorre quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo de unidades determinadas;
• Execução indireta através de empreitada integral: ocorre quando se contrata um empreendimento em sua integralidade, compreendendo todas as etapas das obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira responsabilidade da contratada até a sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação, atendidos os requisitos técnicos e legais para sua utilização em condições de segurança estrutural e operacional e com as características adequadas às finalidades para que foi contratada.
PROJETO BÁSICO E PROJETO EXECUTIVO
O Projeto Executivo, nos termos da Lei Federal nº 8.666, de 1993, compreende o conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra, de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
O Projeto Básico, de acordo com a Lei Federal nº 8.666, de 1993, compreende o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução.
O Projeto Básico deve conter os seguintes elementos:
• o desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza;
• as soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem;
• a identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;
• as informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;
• os subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso;
• o orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados.
Adaptado.
Disponível em: http://bit.ly/2JJqyTb (acesso em 09/11/2019).
Com base no texto 'LEI Nº 8.666/93', leia as afirmativas a seguir:
I. Infere-se do texto que o Projeto Básico deve conter, entre outros elementos, as informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução.
II. De acordo com o texto, a Lei de Licitações e Contratos impede a ampla concorrência e a participação igualitária em processos destinados a selecionar bens e serviços para a administração pública no Brasil.
III. Conclui-se do texto que o Projeto Básico, de acordo com a Lei Federal nº 8.666, de 1993, compreende o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação.
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325055 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
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A Orientação Social do Enunciado

Nós sabemos que todo discurso é um discurso dialógico orientado em direção a alguém que seja capaz de compreendê-lo e dar-lhe uma resposta, real ou virtual. Esta orientação em direção ao “outro”, em direção ao ouvinte, conduz necessariamente a se levar em conta a relação social e hierárquica que existe entre os interlocutores. Nós já mostramos, em nosso artigo precedente, as modificações que se produzem na forma do enunciado de acordo com a situação do locutor e do ouvinte, e de acordo com o todo do contexto social do enunciado. Nós propomos chamar de “orientação social” do enunciado, esta dependência do enunciado face ao peso hierárquico e social do auditório (isto é, tendo em vista a(s) classe(s) social(is) a qual pertence(m) os interlocutores, sua situação financeira, sua profissão, sua função; ou ainda, como era o caso da Rússia anterior à reforma de 1861, em face do número de camponeses que eles possuíam, seu capital etc.).
Esta orientação social estará presente em todo enunciado verbal ou gestual – a mímica, por exemplo –, qualquer que seja a forma que ele adote: o monólogo – um homem falando para si mesmo – ou o diálogo – duas ou mais pessoas participando de uma conversa. A orientação social é precisamente uma das forças vivas e constitutivas que, ao mesmo tempo em que organizam o contexto do enunciado – a situação –, determinam também a sua forma estilística e sua estrutura estritamente gramatical.
E é justamente na orientação social que se encontra refletido o auditório do enunciado, seja ele realmente presente ou simplesmente pressuposto, fora do qual nenhum ato de comunicação verbal se desenvolve nem pode se desenvolver.
O escritor que não cria unicamente os enunciados de seus personagens, mas cria igualmente o seu aspecto exterior, tem interesse em observar que aquilo a que se chama de “boas maneiras” – o modo de comportar-se em sociedade – nada mais realiza do que “a expressão gestual da orientação social do enunciado”.
Esta manifestação exterior e física da conduta social – o movimento das mãos, a pose, o tom da voz –, que acompanham habitualmente o discurso, é, antes de mais nada, determinado pela consideração do auditório e pela sua avaliação. O que significam as “boas maneiras” de Tchitchkov – maneiras que, inclusive, tomam diferentes formas se ele se encontra com Korobotchka, com Pliouchkine ou com o general Betrichtchev -, senão que elas são a impressão gestual de uma constante consideração do auditório, de uma avaliação sutil da situação social do seu interlocutor, que são a própria essência do seu caráter e representam a condição necessária ao sucesso de suas iniciativas?
A palavra, o gesto da mão, a expressão do rosto e a postura do corpo são igualmente submissos à orientação e por ela estruturados; as “más maneiras” refletem o fato de que não se leva em conta o interlocutor, refletem a ignorância acerca do laço social e hierárquico existente entre o locutor e o ouvinte, e o hábito, quase sempre inconsciente, de não se modificar a orientação social dos seus enunciados – sejam expressos em palavra ou em gesto – enquanto as condições sociais e o auditório se encontram modificados.
Esta a razão pela qual o escritor, quando decide dotar um de seus personagens de “boas” ou “más” maneiras, deve sempre considerar que estas maneiras não são explicáveis como mero resultado de “algumas particularidades inatas” ou como expressão do seu “caráter”. Pode-se afirmar que, a rigor, o personagem é devedor de sua educação, mas não se pode esquecer que a educação corresponde ao esforço por habituar a pessoa a sempre levar em conta seu auditório – dá-se a isto o nome de “saber se comportar socialmente” -, a exprimir pelo gesto ou pela mímica, mas de modo conforme e prudente, a orientação social dos seus enunciados.
(BAKHTIN, M. M.; VOLOSHINOV, V. N. Discourse in life and discourse in art–concerning sociological poetics. In: VOLOSHINOV, V.N. Freudism. New York: Academic Press, 1976. Tradução de Carlos Alberto Faraco e Cristóvão Tezza (uso didático)).
NOTA: Pável Ivánovitch Tchítchicov (ou Tchitchkov) é o personagem central da obra “Almas Mortas”, clássico russo e a grande obra-prima de Nikolai Gógol (1809-1852). A narrativa traz a história de um especulador de São Petersburgo que chega a uma cidade de província e procura conquistar, com suas boas maneiras, a simpatia da sociedade e dos senhores de terras locais. Seu objetivo: comprar "almas mortas", ou seja, servos já falecidos, mas que ainda não haviam sido declarados como tal no último censo. É em torno desse tema - que lhe teria sido sugerido por Púchkin - que Gógol tece um dos retratos mais certeiros, a um só tempo satírico e afetuoso, do povo russo. O protagonista buscava vantagens, respeito, circulava entre o alto escalão da sociedade e utilizava estratégias fora do comum. O exemplo foi apenas usado pelos autores do texto em questão para referir-se à percepções sobre a linguagem. (Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2CiZC9i)
Com base no texto 'A Orientação Social do Enunciado', leia as afirmativas a seguir: I. O interlocutor, ou seja, aquele com quem se interage, reflete a expressão de desejo do locutor, pois este tem poder sobre aquele. II. Recursos como o movimento das mãos, a pose, o tom da voz representam a manifestação exterior e física da conduta social de um indivíduo e são determinados pela situação em que este se encontra. Isso inclui a consideração do auditório (ouvintes) e sua avaliação. Marque a alternativa CORRETA:
 

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325052 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
LEI Nº 8.666/93
É possível afirmar que a Lei de Licitações e Contratos da administração pública (Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993) é um importante instrumento de consolidação do regime democrático brasileiro. Com efeito, se considerarmos que a democracia assenta-se em duas diretrizes essenciais, que são a igualdade de tratamento e a liberdade de ação, torna-se nítido que a Lei de Licitações e Contratos contribui para reafirmar o regime político democrático, ao assegurar a todos os interessados liberdade de participação igualitária em processos destinados a selecionar bens e serviços para a administração pública.
DAS DEFINIÇÕES
A Seção II da Lei Federal nº 8.666, de 1993, apresenta alguns conceitos e definições que tornam a compreensão desse instrumento legal mais clara para o cidadão e para os servidores públicos. Algumas dessas definições são:
• Obra: refere-se a toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação, realizada por execução direta ou indireta;
• Seguro-Garantia: refere-se ao seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas por empresas em licitações e contratos;
• Execução direta: refere-se à execução que é feita pelos órgãos e entidades da Administração, pelos próprios meios;
• Execução indireta através de empreitada por preço global: ocorre quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total;
• Execução indireta através de empreitada por preço unitário: ocorre quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo de unidades determinadas;
• Execução indireta através de empreitada integral: ocorre quando se contrata um empreendimento em sua integralidade, compreendendo todas as etapas das obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira responsabilidade da contratada até a sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação, atendidos os requisitos técnicos e legais para sua utilização em condições de segurança estrutural e operacional e com as características adequadas às finalidades para que foi contratada.
PROJETO BÁSICO E PROJETO EXECUTIVO
O Projeto Executivo, nos termos da Lei Federal nº 8.666, de 1993, compreende o conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra, de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
O Projeto Básico, de acordo com a Lei Federal nº 8.666, de 1993, compreende o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução.
O Projeto Básico deve conter os seguintes elementos:
• o desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza;
• as soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem;
• a identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;
• as informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;
• os subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso;
• o orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados.
Adaptado.
Disponível em: http://bit.ly/2JJqyTb (acesso em 09/11/2019).
Com base no texto 'LEI Nº 8.666/93', leia as afirmativas a seguir:
I. O autor do texto diz que a execução indireta através de empreitada integral compreende apenas as etapas básicas da obra, sem as instalações necessárias para que a mesma entre em funcionamento.
II. Infere-se do texto que o conceito de Seguro-Garantia, na Lei Federal nº 8.666, de 1993, refere-se ao seguro contratado pelo ente público a fim de garantir a disponibilidade financeira para realizar o pagamento dos serviços executados pelos empreiteiros terceirizados.
Marque a alternativa CORRETA:
 

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325050 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
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Aids: como prevenir?
Quando se pensava em Aids, as pessoas acreditavam que era uma doença restrita aos chamados grupos de risco, como os profissionais do sexo ou os homossexuais. Mas a epidemia mostrou que todos têm que se prevenir: homens e mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos, independente de cor, raça, situação econômica ou orientação sexual.
Para se prevenir, deve-se usar corretamente a camisinha em todas as relações sexuais e apenas agulhas e seringas descartáveis. Para evitar que a Aids passe da mãe para o filho, todas as gestantes devem começar o pré-natal o mais cedo possível e fazer o teste de Aids.
Outro cuidado importante, é com as doenças sexualmente transmissíveis, as DST. Elas podem trazer sérios problemas de saúde e aumentam em até 18 vezes a chance de contrair o HIV.A prevenção das DST é igual à da Aids e o tratamento costuma ser muito simples.
CAMISINHA
A camisinha é a maneira mais fácil e mais eficiente de impedir o contato com o sangue, esperma e secreção vaginal, evitando a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da Aids. Deve ser usada sempre, em todas as relações sexuais, desde o começo. Para guardá-la, prefira locais frios e secos. Deixá-la por muito tempo na carteira, por exemplo, pode danificá-la.
Veja nossas recomendações sobre o uso correto da camisinha: • verifique a data de validade na embalagem;
• abra a embalagem com cuidado - nunca com os dentes - para não furar a camisinha;
• só use lubrificantes à base de água, evite vaselina e outros lubrificantes que contenham óleo;
• coloque-a somente quando o pênis estiver ereto;
• desenrole o preservativo até a base do pênis, mas antes aperte a ponta para retirar todo o ar, para que ela não rasgue durante o ato sexual;
• após a ejaculação, retire-a fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha;
• jogue o preservativo usado no lixo, pois ele não é reutilizável.
DROGAS INJETÁVEIS
O uso de drogas injetáveis é uma das principais formas de infecção pelo vírus da Aids. Os programas de redução de danos, que incluem a troca de seringas, são uma estratégia de saúde pública que busca dar resposta a este crescimento.
Cuidados básicos para usuários de drogas injetáveis:
• nunca compartilhe seringas, agulhas, colheres, copos, ou qualquer outro instrumento associado ao uso de drogas injetáveis. Todos eles oferecem riscos de infecção;
• usuários de crack não devem compartilhar o cachimbo;
• não compartilhe o local no qual a dose é preparada;
• não reutilize agulhas;
• use agulhas bem pequenas;
• use pequenas quantidades de água para dissolvê-las;
• limpe o local com álcool antes de aplicar;
• pressione o local aplicado com o polegar;
• não repita a dose com a mesma seringa;
• não repita a dose na mesma veia;
• tome cuidado ao descartar seu equipamento de injeção. Coloque os instrumentos numa lata de refrigerante vazia ou numa caixa segura, por exemplo, pois a droga com impurezas pode causar infecção das válvulas do coração e dos vasos sanguíneos, feridas na pele e infecção generalizada;
• para fortalecer as veias, pressione com as mãos uma bolinha de borracha ou de papel. Repita sempre este exercício.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2OXMfDl (acesso em 14/10/2019).
Com base no texto 'AIDS: como prevenir?', leia as afirmativas a seguir:
I. Infere-se do texto que a camisinha é a maneira mais fácil e mais eficiente de impedir o contato com o sangue, esperma e secreção vaginal, evitando a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST). II. O texto aponta que o uso de drogas injetáveis é uma das principais formas de infecção pelo vírus da Aids. De acordo com o autor, os programas de redução de danos, que incluem a troca de seringas entre os usuários infectados, promovendo o compartilhamento desse material, são uma estratégia de saúde pública que busca dar resposta ao crescimento do número de indivíduos com Aids. III. O autor afirma que, para o uso correto da camisinha, deve-se desenrolar o preservativo até a base do pênis, certificando-se de que, antes, o usuário aperte a ponta para retirar todo o ar, para que não rasgue durante o ato sexual.
Marque a alternativa CORRETA:
 

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325044 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Palmeira Índios-AL
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Aids: como prevenir?
Quando se pensava em Aids, as pessoas acreditavam que era uma doença restrita aos chamados grupos de risco, como os profissionais do sexo ou os homossexuais. Mas a epidemia mostrou que todos têm que se prevenir: homens e mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos, independente de cor, raça, situação econômica ou orientação sexual.
Para se prevenir, deve-se usar corretamente a camisinha em todas as relações sexuais e apenas agulhas e seringas descartáveis. Para evitar que a Aids passe da mãe para o filho, todas as gestantes devem começar o pré-natal o mais cedo possível e fazer o teste de Aids.
Outro cuidado importante, é com as doenças sexualmente transmissíveis, as DST. Elas podem trazer sérios problemas de saúde e aumentam em até 18 vezes a chance de contrair o HIV.A prevenção das DST é igual à da Aids e o tratamento costuma ser muito simples.
CAMISINHA
A camisinha é a maneira mais fácil e mais eficiente de impedir o contato com o sangue, esperma e secreção vaginal, evitando a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da Aids. Deve ser usada sempre, em todas as relações sexuais, desde o começo. Para guardá-la, prefira locais frios e secos. Deixá-la por muito tempo na carteira, por exemplo, pode danificá-la.
Veja nossas recomendações sobre o uso correto da camisinha: • verifique a data de validade na embalagem;
• abra a embalagem com cuidado - nunca com os dentes - para não furar a camisinha;
• só use lubrificantes à base de água, evite vaselina e outros lubrificantes que contenham óleo;
• coloque-a somente quando o pênis estiver ereto;
• desenrole o preservativo até a base do pênis, mas antes aperte a ponta para retirar todo o ar, para que ela não rasgue durante o ato sexual;
• após a ejaculação, retire-a fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha;
• jogue o preservativo usado no lixo, pois ele não é reutilizável.
DROGAS INJETÁVEIS
O uso de drogas injetáveis é uma das principais formas de infecção pelo vírus da Aids. Os programas de redução de danos, que incluem a troca de seringas, são uma estratégia de saúde pública que busca dar resposta a este crescimento.
Cuidados básicos para usuários de drogas injetáveis:
• nunca compartilhe seringas, agulhas, colheres, copos, ou qualquer outro instrumento associado ao uso de drogas injetáveis. Todos eles oferecem riscos de infecção;
• usuários de crack não devem compartilhar o cachimbo;
• não compartilhe o local no qual a dose é preparada;
• não reutilize agulhas;
• use agulhas bem pequenas;
• use pequenas quantidades de água para dissolvê-las;
• limpe o local com álcool antes de aplicar;
• pressione o local aplicado com o polegar;
• não repita a dose com a mesma seringa;
• não repita a dose na mesma veia;
• tome cuidado ao descartar seu equipamento de injeção. Coloque os instrumentos numa lata de refrigerante vazia ou numa caixa segura, por exemplo, pois a droga com impurezas pode causar infecção das válvulas do coração e dos vasos sanguíneos, feridas na pele e infecção generalizada;
• para fortalecer as veias, pressione com as mãos uma bolinha de borracha ou de papel. Repita sempre este exercício.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2OXMfDl (acesso em 14/10/2019).
Com base no texto 'AIDS: como prevenir?', leia as afirmativas a seguir:
I. Não reutilizar agulhas, usar agulhas bem pequenas e usar pequenas quantidades de água para dissolver a droga, são alguns cuidados básicos para usuários de drogas injetáveis, de acordo com o autor. II. O autor do texto diz que, para o uso correto da camisinha, deve-se verificar a data de validade na embalagem do preservativo, abrir a embalagem com cuidado - nunca com os dentes - para não furar a camisinha. III. No texto, é possível identificar a ideia de que a camisinha deve ser usada sempre, em todas as relações sexuais, desde o começo. Para guardá-la, o indivíduo deve preferir locais frios e secos. O texto afirma, ainda, que deixá-la por muito tempo na carteira, por exemplo, pode danificá-la.
Marque a alternativa CORRETA:
 

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