Foram encontradas 60 questões.
Leia o texto e responda à questão.
O cortiço: cidade em miniatura
No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio,
vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João
Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades
onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como
organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes,
atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de
sossego e sustento.
A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca
viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no
remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do
sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos
e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos,
e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro
permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.
O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando
favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada
ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga
com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel
aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de
beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro
de café, a risada que atravessa o beco.
Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é
encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos
desafiam.
Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado.
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No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio,
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Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades
onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como
organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes,
atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de
sossego e sustento.
A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca
viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no
remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do
sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos
e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos,
e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro
permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.
O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando
favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada
ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga
com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel
aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de
beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro
de café, a risada que atravessa o beco.
Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é
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Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado.
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Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades
onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como
organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes,
atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de
sossego e sustento.
A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca
viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no
remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do
sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos
e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos,
e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro
permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.
O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando
favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada
ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga
com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel
aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de
beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro
de café, a risada que atravessa o beco.
Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é
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Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado.
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No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio,
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Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades
onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como
organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes,
atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de
sossego e sustento.
A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca
viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no
remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do
sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos
e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos,
e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro
permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.
O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando
favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada
ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga
com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel
aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de
beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro
de café, a risada que atravessa o beco.
Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é
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onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como
organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes,
atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de
sossego e sustento.
A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca
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remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do
sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos
e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos,
e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro
permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.
O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
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favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada
ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga
com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel
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beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro
de café, a risada que atravessa o beco.
Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é
encarar a gênese de muitos dilemas urbanos que ainda nos
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onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como
organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes,
atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de
sossego e sustento.
A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca
viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no
remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do
sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos
e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos,
e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro
permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.
O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando
favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada
ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga
com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel
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de café, a risada que atravessa o beco.
Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é
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onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
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organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes,
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sossego e sustento.
A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca
viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no
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sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos
e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos,
e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro
permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.
O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
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ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga
com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel
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de café, a risada que atravessa o beco.
Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
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onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como
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sossego e sustento.
A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca
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O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
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Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
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onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
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e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro
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O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
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de café, a risada que atravessa o beco.
Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
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desafiam.
Fonte: Aluísio Azevedo, O Cortiço (1890), adaptado.
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O cortiço: cidade em miniatura
No cortiço, a cidade cabe em poucos metros: comércio,
vizinhança, disputas e alianças dividem o mesmo corredor. João
Romão, figura empreendedora e implacável, lê oportunidades
onde outros veem apenas ruína. Empilha tijolos, coleta aluguel,
investe cada moeda. À sua volta, o cortiço cresce como
organismo que se alimenta de trabalho barato e sonhos urgentes,
atraindo gente que chega de todos os cantos em busca de
sossego e sustento.
A convivência apertada produz regras próprias. A fofoca
viaja mais rápido que a luz do pátio; a solidariedade aparece no
remendo de uma roupa, na guarda das crianças, na partilha do
sal. Mas a proximidade também acende ciúmes, ressentimentos
e tragédias domésticas. As paredes finas não escondem conflitos,
e a falta de privacidade mistura dramas individuais em um coro
permanente, onde cada voz tenta se fazer ouvir.
O ambiente urbano, retratado sem enfeites, revela
mecanismos de ascensão e queda. Há quem avance negociando
favor por favor; há quem despenque por uma escolha precipitada
ou por pura falta de chance. A moral, quando aparece, dialoga
com a necessidade: a virtude tem pouco espaço quando o aluguel
aperta e a comida escasseia. Ao mesmo tempo, há lampejos de
beleza no cotidiano duro — uma canção ao entardecer, um cheiro
de café, a risada que atravessa o beco.
Como microcosmo, o cortiço expõe desigualdades e
ambições de uma sociedade em formação. O dinheiro mede
lealdades, o boato governa reputações, e o progresso material
convive com o empobrecimento de afetos. Ao final, a pergunta
que ecoa é se a cidade, ao crescer, melhora a vida de todos ou
apenas alarga os limites do lucro para alguns. Ler esse retrato é
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