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A Guerra Fria, em sua dinâmica bipolar e
ideológica, não se restringiu ao conflito entre Estados Unidos e
União Soviética, mas se manifestou em diversas instâncias
locais e regionais, como guerras proxy e apoios a regimes
autoritários, desestabilizando regiões periféricas e redefinindo
fronteiras políticas e geográficas, um legado que se estende por
décadas após o colapso do bloco socialista.
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Conforme a historiografia contemporânea sobre a
formação do Estado republicano no Brasil, a transição da
monarquia para a república, em 1889, pode ser compreendida
apenas como um golpe militar sem bases sociais amplas, que,
ao manter a estrutura agrária e as relações de poder oligárquico,
representou uma mera alteração de fachada, sem qualquer
ruptura significativa com o passado imperial no que tange à
exclusão política e social.
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- Teoria em HistóriaConstrução do Estado Liberal: Independência das Treze Colônias (EUA)
- História Geral
O processo de independência das colônias
americanas, no final do século XVIII e início do XIX, foi
impulsionado primordialmente pelas ideias iluministas e pela
fragilidade das metrópoles coloniais, resultando em
movimentos de caráter homogêneo e na formação de repúblicas
liberais que rapidamente consolidaram a cidadania plena para
todas as camadas sociais, sem maiores entraves internos ou
conflitos de classe.
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A Revolução Industrial, embora catalisadora de
profundas transformações econômicas e sociais na Europa e,
posteriormente, no mundo, não foi um processo uniforme. Sua
análise, sob uma perspectiva historiográfica mais recente,
revela a existência de múltiplos 'caminhos para a
industrialização', que variaram significativamente entre as
regiões, questionando a ideia de um modelo único de
desenvolvimento industrial e as etapas rígidas propostas por
algumas teorias clássicas.
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Historicamente, a concepção de 'patrimônio
cultural' tem se desvinculado de uma perspectiva estática e
monumental, incorporando dimensões imateriais e a
valorização de práticas e saberes populares. Contudo, no
contexto da legislação brasileira, a prioridade ainda recai sobre
o tombamento de bens materiais e artísticos, em detrimento da
salvaguarda de expressões culturais de comunidades
tradicionais, evidenciando uma lacuna entre o discurso dos
estudos patrimoniais e a prática legal.
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A ascensão do neoliberalismo, a partir da década de
1980, e a subsequente globalização econômica, embora tenham
intensificado a interconexão global e a difusão de ideologias de
mercado, não resultaram em uma homogeneização cultural ou
na erradicação de conflitos identitários, mas sim na emergência
de novas tensões e na revalorização de identidades locais e
regionalismos como formas de resistência à hegemonia
ocidental.
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Situação hipotética: Durante a análise de um
documento iconográfico do século XVII, um pesquisador se
depara com a representação de um ritual sincrético entre
elementos indígenas e católicos, em um contexto colonial.
Assertiva: A compreensão desse tipo de fonte exige do
historiador não apenas a decodificação da imagem em si, mas
também a investigação das relações de poder, das dinâmicas de
evangelização e resistência cultural, bem como dos limites de
representação impostos pela visão do produtor da imagem, para
transcender uma leitura meramente descritiva.
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- Teoria em HistóriaFundamentos da História : Tempo, Memória e Cultura
- História Geral
- História do Brasil
Embora a periodização histórica tradicional da
História do Brasil, que divide o processo em Colônia, Império e
República, seja amplamente aceita, sua crítica reside
principalmente na sua essência eurocêntrica e na
desconsideração de ritmos históricos e perspectivas de grupos
sociais não hegemônicos, tornando-se, para a historiografia
contemporânea, uma ferramenta obsoleta e sem valor analítico
para a compreensão da complexidade da formação nacional.
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Situando-se no campo da micro-história, Giovanni
Levi, ao discutir o conceito de 'margem' em suas análises sobre
a sociedade do Antigo Regime, argumenta que o estudo de
casos particulares e indivíduos anônimos permite iluminar
estruturas sociais e culturais mais amplas, contestando a ideia
de que a verdade histórica reside apenas na generalização de
grandes eventos ou na análise de grupos sociais hegemônicos.
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A crítica à noção de tempo histórico linear e
progressivo, fundamental para as abordagens historiográficas
influenciadas pelo positivismo, encontra no conceito de 'longa
duração', formulado por Fernand Braudel, uma de suas
principais contestações, ao propor que certos fenômenos
estruturais persistem por séculos, minimizando a relevância de
eventos conjunturais e da história factual na decifração das
dinâmicas sociais mais profundas.
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