Foram encontradas 139 questões.
O sofrimento psicológico advém de dimensões
singulares como, por exemplo, a história pessoal e as
condições de vida de cada sujeito, e também de fatores
socioestruturais, coletivos e institucionais. Dada essa
multidimensionalidade, o termo saúde mental não pode ser
elucidado restringindo seu escopo à individualização do
sofrimento, o que pode levar a uma abordagem do assunto
pautada na patologização e na medicalização. A discussão da
saúde mental precisa ser feita de forma ampliada,
considerando as diversas relações dos indivíduos com as
pessoas e os grupos com os quais convivem. A relação
saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser
compreendida fora de um contexto social, local em que a
vida humana se concretiza. O processo saúde-doença está,
portanto, vinculado aos condicionantes sociais, de modo que
a constituição da saúde física e mental está inter-relacionada
com os modos de organização social que definem uma dada
cultura.
As universidades são um lócus determinante do
processo saúde-sofrimento devido às condições e às
relações encontradas no ambiente universitário. Discussões
atuais destacam que essas instituições têm contribuído mais
para a produção de sofrimento e adoecimento do que para a
promoção de saúde mental, devido a práticas de violência às
quais os alunos e alunas têm sido expostos, inclusive a
violência sexual, muitas vezes naturalizada. Exemplificando
essa “naturalização”, uma pesquisa mostrou que, enquanto
universitários estadunidenses consideram “cantadas” e
olhares maliciosos como inadequados, os estudantes
brasileiros entendem tais comportamentos como formas de
sedução, constituindo-se como aspectos sociais sexualizados
e permissivos, mesmo que geradores de sofrimento.
No entanto, alguns estudos atuais vêm enfatizando
que, mesmo com o processo de naturalização, o índice de
reconhecimento de violência sexual, no contexto
universitário, tem aumentado. No contexto brasileiro, uma
pesquisa realizada por Souza e Rocha (2020) constatou que
40% das estudantes entrevistadas afirmaram já ter sido
expostas a constrangimento ou ofensa, ao serem
questionadas sobre a vida íntima/pessoal; 20% vivenciaram
assédio nas relações sociais no contexto universitário; 28,6%
receberam algum convite sexual inapropriado; e 36,6%
afirmaram ter sido abordadas com cantadas de cunho
sexual. Nessa mesma análise, 71,4% das alunas disseram que
os autores da violência foram colegas e demais estudantes, e
62,9% afirmaram sofrer violência por parte dos professores.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon e
Data Popular (2015) apresentou que o ambiente
universitário se constitui como um espaço que traz
preocupação para as mulheres, visto que 36% das
entrevistadas relataram deixar de fazer alguma atividade da
universidade por medo de sofrer violência.
Como consequência, pessoas que passaram por
situações de violência sexual podem desenvolver
transtornos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias,
e até suicídio. São também observados efeitos relacionados
à saúde reprodutiva, como gravidez indesejada,
complicações ginecológicas e infecções sexualmente
transmissíveis.
(Fonte: BASSO, Mariana — adaptado.)
( ) Em “[...] o que pode levar a uma abordagem do assunto pautada na patologização e na medicalização”, não há prejuízo em se substituir os termos sublinhados por “numa”.
( ) Em “As universidades são um lócus determinante do processo saúde-sofrimento devido às condições e às relações encontradas no ambiente universitário.”, não há prejuízo em se substituir os termos sublinhados por “devido à”.
( ) Em “A relação saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser compreendida fora de um contexto social”, não há prejuízo em se substituir os termos sublinhados por “só pode ser compreendida relacionada a”.
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O sofrimento psicológico advém de dimensões
singulares como, por exemplo, a história pessoal e as
condições de vida de cada sujeito, e também de fatores
socioestruturais, coletivos e institucionais. Dada essa
multidimensionalidade, o termo saúde mental não pode ser
elucidado restringindo seu escopo à individualização do
sofrimento, o que pode levar a uma abordagem do assunto
pautada na patologização e na medicalização. A discussão da
saúde mental precisa ser feita de forma ampliada,
considerando as diversas relações dos indivíduos com as
pessoas e os grupos com os quais convivem. A relação
saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser
compreendida fora de um contexto social, local em que a
vida humana se concretiza. O processo saúde-doença está,
portanto, vinculado aos condicionantes sociais, de modo que
a constituição da saúde física e mental está inter-relacionada
com os modos de organização social que definem uma dada
cultura.
As universidades são um lócus determinante do
processo saúde-sofrimento devido às condições e às
relações encontradas no ambiente universitário. Discussões
atuais destacam que essas instituições têm contribuído mais
para a produção de sofrimento e adoecimento do que para a
promoção de saúde mental, devido a práticas de violência às
quais os alunos e alunas têm sido expostos, inclusive a
violência sexual, muitas vezes naturalizada. Exemplificando
essa “naturalização”, uma pesquisa mostrou que, enquanto
universitários estadunidenses consideram “cantadas” e
olhares maliciosos como inadequados, os estudantes
brasileiros entendem tais comportamentos como formas de
sedução, constituindo-se como aspectos sociais sexualizados
e permissivos, mesmo que geradores de sofrimento.
No entanto, alguns estudos atuais vêm enfatizando
que, mesmo com o processo de naturalização, o índice de
reconhecimento de violência sexual, no contexto
universitário, tem aumentado. No contexto brasileiro, uma
pesquisa realizada por Souza e Rocha (2020) constatou que
40% das estudantes entrevistadas afirmaram já ter sido
expostas a constrangimento ou ofensa, ao serem
questionadas sobre a vida íntima/pessoal; 20% vivenciaram
assédio nas relações sociais no contexto universitário; 28,6%
receberam algum convite sexual inapropriado; e 36,6%
afirmaram ter sido abordadas com cantadas de cunho
sexual. Nessa mesma análise, 71,4% das alunas disseram que
os autores da violência foram colegas e demais estudantes, e
62,9% afirmaram sofrer violência por parte dos professores.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon e
Data Popular (2015) apresentou que o ambiente
universitário se constitui como um espaço que traz
preocupação para as mulheres, visto que 36% das
entrevistadas relataram deixar de fazer alguma atividade da
universidade por medo de sofrer violência.
Como consequência, pessoas que passaram por
situações de violência sexual podem desenvolver
transtornos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias,
e até suicídio. São também observados efeitos relacionados
à saúde reprodutiva, como gravidez indesejada,
complicações ginecológicas e infecções sexualmente
transmissíveis.
(Fonte: BASSO, Mariana — adaptado.)
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O sofrimento psicológico advém de dimensões
singulares como, por exemplo, a história pessoal e as
condições de vida de cada sujeito, e também de fatores
socioestruturais, coletivos e institucionais. Dada essa
multidimensionalidade, o termo saúde mental não pode ser
elucidado restringindo seu escopo à individualização do
sofrimento, o que pode levar a uma abordagem do assunto
pautada na patologização e na medicalização. A discussão da
saúde mental precisa ser feita de forma ampliada,
considerando as diversas relações dos indivíduos com as
pessoas e os grupos com os quais convivem. A relação
saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser
compreendida fora de um contexto social, local em que a
vida humana se concretiza. O processo saúde-doença está,
portanto, vinculado aos condicionantes sociais, de modo que
a constituição da saúde física e mental está inter-relacionada
com os modos de organização social que definem uma dada
cultura.
As universidades são um lócus determinante do
processo saúde-sofrimento devido às condições e às
relações encontradas no ambiente universitário. Discussões
atuais destacam que essas instituições têm contribuído mais
para a produção de sofrimento e adoecimento do que para a
promoção de saúde mental, devido a práticas de violência às
quais os alunos e alunas têm sido expostos, inclusive a
violência sexual, muitas vezes naturalizada. Exemplificando
essa “naturalização”, uma pesquisa mostrou que, enquanto
universitários estadunidenses consideram “cantadas” e
olhares maliciosos como inadequados, os estudantes
brasileiros entendem tais comportamentos como formas de
sedução, constituindo-se como aspectos sociais sexualizados
e permissivos, mesmo que geradores de sofrimento.
No entanto, alguns estudos atuais vêm enfatizando
que, mesmo com o processo de naturalização, o índice de
reconhecimento de violência sexual, no contexto
universitário, tem aumentado. No contexto brasileiro, uma
pesquisa realizada por Souza e Rocha (2020) constatou que
40% das estudantes entrevistadas afirmaram já ter sido
expostas a constrangimento ou ofensa, ao serem
questionadas sobre a vida íntima/pessoal; 20% vivenciaram
assédio nas relações sociais no contexto universitário; 28,6%
receberam algum convite sexual inapropriado; e 36,6%
afirmaram ter sido abordadas com cantadas de cunho
sexual. Nessa mesma análise, 71,4% das alunas disseram que
os autores da violência foram colegas e demais estudantes, e
62,9% afirmaram sofrer violência por parte dos professores.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon e
Data Popular (2015) apresentou que o ambiente
universitário se constitui como um espaço que traz
preocupação para as mulheres, visto que 36% das
entrevistadas relataram deixar de fazer alguma atividade da
universidade por medo de sofrer violência.
Como consequência, pessoas que passaram por
situações de violência sexual podem desenvolver
transtornos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias,
e até suicídio. São também observados efeitos relacionados
à saúde reprodutiva, como gravidez indesejada,
complicações ginecológicas e infecções sexualmente
transmissíveis.
(Fonte: BASSO, Mariana — adaptado.)
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singulares como, por exemplo, a história pessoal e as
condições de vida de cada sujeito, e também de fatores
socioestruturais, coletivos e institucionais. Dada essa
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elucidado restringindo seu escopo à individualização do
sofrimento, o que pode levar a uma abordagem do assunto
pautada na patologização e na medicalização. A discussão da
saúde mental precisa ser feita de forma ampliada,
considerando as diversas relações dos indivíduos com as
pessoas e os grupos com os quais convivem. A relação
saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser
compreendida fora de um contexto social, local em que a
vida humana se concretiza. O processo saúde-doença está,
portanto, vinculado aos condicionantes sociais, de modo que
a constituição da saúde física e mental está inter-relacionada
com os modos de organização social que definem uma dada
cultura.
As universidades são um lócus determinante do
processo saúde-sofrimento devido às condições e às
relações encontradas no ambiente universitário. Discussões
atuais destacam que essas instituições têm contribuído mais
para a produção de sofrimento e adoecimento do que para a
promoção de saúde mental, devido a práticas de violência às
quais os alunos e alunas têm sido expostos, inclusive a
violência sexual, muitas vezes naturalizada. Exemplificando
essa “naturalização”, uma pesquisa mostrou que, enquanto
universitários estadunidenses consideram “cantadas” e
olhares maliciosos como inadequados, os estudantes
brasileiros entendem tais comportamentos como formas de
sedução, constituindo-se como aspectos sociais sexualizados
e permissivos, mesmo que geradores de sofrimento.
No entanto, alguns estudos atuais vêm enfatizando
que, mesmo com o processo de naturalização, o índice de
reconhecimento de violência sexual, no contexto
universitário, tem aumentado. No contexto brasileiro, uma
pesquisa realizada por Souza e Rocha (2020) constatou que
40% das estudantes entrevistadas afirmaram já ter sido
expostas a constrangimento ou ofensa, ao serem
questionadas sobre a vida íntima/pessoal; 20% vivenciaram
assédio nas relações sociais no contexto universitário; 28,6%
receberam algum convite sexual inapropriado; e 36,6%
afirmaram ter sido abordadas com cantadas de cunho
sexual. Nessa mesma análise, 71,4% das alunas disseram que
os autores da violência foram colegas e demais estudantes, e
62,9% afirmaram sofrer violência por parte dos professores.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon e
Data Popular (2015) apresentou que o ambiente
universitário se constitui como um espaço que traz
preocupação para as mulheres, visto que 36% das
entrevistadas relataram deixar de fazer alguma atividade da
universidade por medo de sofrer violência.
Como consequência, pessoas que passaram por
situações de violência sexual podem desenvolver
transtornos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias,
e até suicídio. São também observados efeitos relacionados
à saúde reprodutiva, como gravidez indesejada,
complicações ginecológicas e infecções sexualmente
transmissíveis.
(Fonte: BASSO, Mariana — adaptado.)
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O sofrimento psicológico advém de dimensões
singulares como, por exemplo, a história pessoal e as
condições de vida de cada sujeito, e também de fatores
socioestruturais, coletivos e institucionais. Dada essa
multidimensionalidade, o termo saúde mental não pode ser
elucidado restringindo seu escopo à individualização do
sofrimento, o que pode levar a uma abordagem do assunto
pautada na patologização e na medicalização. A discussão da
saúde mental precisa ser feita de forma ampliada,
considerando as diversas relações dos indivíduos com as
pessoas e os grupos com os quais convivem. A relação
saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser
compreendida fora de um contexto social, local em que a
vida humana se concretiza. O processo saúde-doença está,
portanto, vinculado aos condicionantes sociais, de modo que
a constituição da saúde física e mental está inter-relacionada
com os modos de organização social que definem uma dada
cultura.
As universidades são um lócus determinante do
processo saúde-sofrimento devido às condições e às
relações encontradas no ambiente universitário. Discussões
atuais destacam que essas instituições têm contribuído mais
para a produção de sofrimento e adoecimento do que para a
promoção de saúde mental, devido a práticas de violência às
quais os alunos e alunas têm sido expostos, inclusive a
violência sexual, muitas vezes naturalizada. Exemplificando
essa “naturalização”, uma pesquisa mostrou que, enquanto
universitários estadunidenses consideram “cantadas” e
olhares maliciosos como inadequados, os estudantes
brasileiros entendem tais comportamentos como formas de
sedução, constituindo-se como aspectos sociais sexualizados
e permissivos, mesmo que geradores de sofrimento.
No entanto, alguns estudos atuais vêm enfatizando
que, mesmo com o processo de naturalização, o índice de
reconhecimento de violência sexual, no contexto
universitário, tem aumentado. No contexto brasileiro, uma
pesquisa realizada por Souza e Rocha (2020) constatou que
40% das estudantes entrevistadas afirmaram já ter sido
expostas a constrangimento ou ofensa, ao serem
questionadas sobre a vida íntima/pessoal; 20% vivenciaram
assédio nas relações sociais no contexto universitário; 28,6%
receberam algum convite sexual inapropriado; e 36,6%
afirmaram ter sido abordadas com cantadas de cunho
sexual. Nessa mesma análise, 71,4% das alunas disseram que
os autores da violência foram colegas e demais estudantes, e
62,9% afirmaram sofrer violência por parte dos professores.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon e
Data Popular (2015) apresentou que o ambiente
universitário se constitui como um espaço que traz
preocupação para as mulheres, visto que 36% das
entrevistadas relataram deixar de fazer alguma atividade da
universidade por medo de sofrer violência.
Como consequência, pessoas que passaram por
situações de violência sexual podem desenvolver
transtornos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias,
e até suicídio. São também observados efeitos relacionados
à saúde reprodutiva, como gravidez indesejada,
complicações ginecológicas e infecções sexualmente
transmissíveis.
(Fonte: BASSO, Mariana — adaptado.)
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O sofrimento psicológico advém de dimensões
singulares como, por exemplo, a história pessoal e as
condições de vida de cada sujeito, e também de fatores
socioestruturais, coletivos e institucionais. Dada essa
multidimensionalidade, o termo saúde mental não pode ser
elucidado restringindo seu escopo à individualização do
sofrimento, o que pode levar a uma abordagem do assunto
pautada na patologização e na medicalização. A discussão da
saúde mental precisa ser feita de forma ampliada,
considerando as diversas relações dos indivíduos com as
pessoas e os grupos com os quais convivem. A relação
saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser
compreendida fora de um contexto social, local em que a
vida humana se concretiza. O processo saúde-doença está,
portanto, vinculado aos condicionantes sociais, de modo que
a constituição da saúde física e mental está inter-relacionada
com os modos de organização social que definem uma dada
cultura.
As universidades são um lócus determinante do
processo saúde-sofrimento devido às condições e às
relações encontradas no ambiente universitário. Discussões
atuais destacam que essas instituições têm contribuído mais
para a produção de sofrimento e adoecimento do que para a
promoção de saúde mental, devido a práticas de violência às
quais os alunos e alunas têm sido expostos, inclusive a
violência sexual, muitas vezes naturalizada. Exemplificando
essa “naturalização”, uma pesquisa mostrou que, enquanto
universitários estadunidenses consideram “cantadas” e
olhares maliciosos como inadequados, os estudantes
brasileiros entendem tais comportamentos como formas de
sedução, constituindo-se como aspectos sociais sexualizados
e permissivos, mesmo que geradores de sofrimento.
No entanto, alguns estudos atuais vêm enfatizando
que, mesmo com o processo de naturalização, o índice de
reconhecimento de violência sexual, no contexto
universitário, tem aumentado. No contexto brasileiro, uma
pesquisa realizada por Souza e Rocha (2020) constatou que
40% das estudantes entrevistadas afirmaram já ter sido
expostas a constrangimento ou ofensa, ao serem
questionadas sobre a vida íntima/pessoal; 20% vivenciaram
assédio nas relações sociais no contexto universitário; 28,6%
receberam algum convite sexual inapropriado; e 36,6%
afirmaram ter sido abordadas com cantadas de cunho
sexual. Nessa mesma análise, 71,4% das alunas disseram que
os autores da violência foram colegas e demais estudantes, e
62,9% afirmaram sofrer violência por parte dos professores.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon e
Data Popular (2015) apresentou que o ambiente
universitário se constitui como um espaço que traz
preocupação para as mulheres, visto que 36% das
entrevistadas relataram deixar de fazer alguma atividade da
universidade por medo de sofrer violência.
Como consequência, pessoas que passaram por
situações de violência sexual podem desenvolver
transtornos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias,
e até suicídio. São também observados efeitos relacionados
à saúde reprodutiva, como gravidez indesejada,
complicações ginecológicas e infecções sexualmente
transmissíveis.
(Fonte: BASSO, Mariana — adaptado.)
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O sofrimento psicológico advém de dimensões
singulares como, por exemplo, a história pessoal e as
condições de vida de cada sujeito, e também de fatores
socioestruturais, coletivos e institucionais. Dada essa
multidimensionalidade, o termo saúde mental não pode ser
elucidado restringindo seu escopo à individualização do
sofrimento, o que pode levar a uma abordagem do assunto
pautada na patologização e na medicalização. A discussão da
saúde mental precisa ser feita de forma ampliada,
considerando as diversas relações dos indivíduos com as
pessoas e os grupos com os quais convivem. A relação
saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser
compreendida fora de um contexto social, local em que a
vida humana se concretiza. O processo saúde-doença está,
portanto, vinculado aos condicionantes sociais, de modo que
a constituição da saúde física e mental está inter-relacionada
com os modos de organização social que definem uma dada
cultura.
As universidades são um lócus determinante do
processo saúde-sofrimento devido às condições e às
relações encontradas no ambiente universitário. Discussões
atuais destacam que essas instituições têm contribuído mais
para a produção de sofrimento e adoecimento do que para a
promoção de saúde mental, devido a práticas de violência às
quais os alunos e alunas têm sido expostos, inclusive a
violência sexual, muitas vezes naturalizada. Exemplificando
essa “naturalização”, uma pesquisa mostrou que, enquanto
universitários estadunidenses consideram “cantadas” e
olhares maliciosos como inadequados, os estudantes
brasileiros entendem tais comportamentos como formas de
sedução, constituindo-se como aspectos sociais sexualizados
e permissivos, mesmo que geradores de sofrimento.
No entanto, alguns estudos atuais vêm enfatizando
que, mesmo com o processo de naturalização, o índice de
reconhecimento de violência sexual, no contexto
universitário, tem aumentado. No contexto brasileiro, uma
pesquisa realizada por Souza e Rocha (2020) constatou que
40% das estudantes entrevistadas afirmaram já ter sido
expostas a constrangimento ou ofensa, ao serem
questionadas sobre a vida íntima/pessoal; 20% vivenciaram
assédio nas relações sociais no contexto universitário; 28,6%
receberam algum convite sexual inapropriado; e 36,6%
afirmaram ter sido abordadas com cantadas de cunho
sexual. Nessa mesma análise, 71,4% das alunas disseram que
os autores da violência foram colegas e demais estudantes, e
62,9% afirmaram sofrer violência por parte dos professores.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon e
Data Popular (2015) apresentou que o ambiente
universitário se constitui como um espaço que traz
preocupação para as mulheres, visto que 36% das
entrevistadas relataram deixar de fazer alguma atividade da
universidade por medo de sofrer violência.
Como consequência, pessoas que passaram por
situações de violência sexual podem desenvolver
transtornos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias,
e até suicídio. São também observados efeitos relacionados
à saúde reprodutiva, como gravidez indesejada,
complicações ginecológicas e infecções sexualmente
transmissíveis.
(Fonte: BASSO, Mariana — adaptado.)
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Questão presente nas seguintes provas
O sofrimento psicológico advém de dimensões
singulares como, por exemplo, a história pessoal e as
condições de vida de cada sujeito, e também de fatores
socioestruturais, coletivos e institucionais. Dada essa
multidimensionalidade, o termo saúde mental não pode ser
elucidado restringindo seu escopo à individualização do
sofrimento, o que pode levar a uma abordagem do assunto
pautada na patologização e na medicalização. A discussão da
saúde mental precisa ser feita de forma ampliada,
considerando as diversas relações dos indivíduos com as
pessoas e os grupos com os quais convivem. A relação
saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser
compreendida fora de um contexto social, local em que a
vida humana se concretiza. O processo saúde-doença está,
portanto, vinculado aos condicionantes sociais, de modo que
a constituição da saúde física e mental está inter-relacionada
com os modos de organização social que definem uma dada
cultura.
As universidades são um lócus determinante do
processo saúde-sofrimento devido às condições e às
relações encontradas no ambiente universitário. Discussões
atuais destacam que essas instituições têm contribuído mais
para a produção de sofrimento e adoecimento do que para a
promoção de saúde mental, devido a práticas de violência às
quais os alunos e alunas têm sido expostos, inclusive a
violência sexual, muitas vezes naturalizada. Exemplificando
essa “naturalização”, uma pesquisa mostrou que, enquanto
universitários estadunidenses consideram “cantadas” e
olhares maliciosos como inadequados, os estudantes
brasileiros entendem tais comportamentos como formas de
sedução, constituindo-se como aspectos sociais sexualizados
e permissivos, mesmo que geradores de sofrimento.
No entanto, alguns estudos atuais vêm enfatizando
que, mesmo com o processo de naturalização, o índice de
reconhecimento de violência sexual, no contexto
universitário, tem aumentado. No contexto brasileiro, uma
pesquisa realizada por Souza e Rocha (2020) constatou que
40% das estudantes entrevistadas afirmaram já ter sido
expostas a constrangimento ou ofensa, ao serem
questionadas sobre a vida íntima/pessoal; 20% vivenciaram
assédio nas relações sociais no contexto universitário; 28,6%
receberam algum convite sexual inapropriado; e 36,6%
afirmaram ter sido abordadas com cantadas de cunho
sexual. Nessa mesma análise, 71,4% das alunas disseram que
os autores da violência foram colegas e demais estudantes, e
62,9% afirmaram sofrer violência por parte dos professores.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon e
Data Popular (2015) apresentou que o ambiente
universitário se constitui como um espaço que traz
preocupação para as mulheres, visto que 36% das
entrevistadas relataram deixar de fazer alguma atividade da
universidade por medo de sofrer violência.
Como consequência, pessoas que passaram por
situações de violência sexual podem desenvolver
transtornos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias,
e até suicídio. São também observados efeitos relacionados
à saúde reprodutiva, como gravidez indesejada,
complicações ginecológicas e infecções sexualmente
transmissíveis.
(Fonte: BASSO, Mariana — adaptado.)
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O sofrimento psicológico advém de dimensões
singulares como, por exemplo, a história pessoal e as
condições de vida de cada sujeito, e também de fatores
socioestruturais, coletivos e institucionais. Dada essa
multidimensionalidade, o termo saúde mental não pode ser
elucidado restringindo seu escopo à individualização do
sofrimento, o que pode levar a uma abordagem do assunto
pautada na patologização e na medicalização. A discussão da
saúde mental precisa ser feita de forma ampliada,
considerando as diversas relações dos indivíduos com as
pessoas e os grupos com os quais convivem. A relação
saúde-doença, assim como a sua produção, não pode ser
compreendida fora de um contexto social, local em que a
vida humana se concretiza. O processo saúde-doença está,
portanto, vinculado aos condicionantes sociais, de modo que
a constituição da saúde física e mental está inter-relacionada
com os modos de organização social que definem uma dada
cultura.
As universidades são um lócus determinante do
processo saúde-sofrimento devido às condições e às
relações encontradas no ambiente universitário. Discussões
atuais destacam que essas instituições têm contribuído mais
para a produção de sofrimento e adoecimento do que para a
promoção de saúde mental, devido a práticas de violência às
quais os alunos e alunas têm sido expostos, inclusive a
violência sexual, muitas vezes naturalizada. Exemplificando
essa “naturalização”, uma pesquisa mostrou que, enquanto
universitários estadunidenses consideram “cantadas” e
olhares maliciosos como inadequados, os estudantes
brasileiros entendem tais comportamentos como formas de
sedução, constituindo-se como aspectos sociais sexualizados
e permissivos, mesmo que geradores de sofrimento.
No entanto, alguns estudos atuais vêm enfatizando
que, mesmo com o processo de naturalização, o índice de
reconhecimento de violência sexual, no contexto
universitário, tem aumentado. No contexto brasileiro, uma
pesquisa realizada por Souza e Rocha (2020) constatou que
40% das estudantes entrevistadas afirmaram já ter sido
expostas a constrangimento ou ofensa, ao serem
questionadas sobre a vida íntima/pessoal; 20% vivenciaram
assédio nas relações sociais no contexto universitário; 28,6%
receberam algum convite sexual inapropriado; e 36,6%
afirmaram ter sido abordadas com cantadas de cunho
sexual. Nessa mesma análise, 71,4% das alunas disseram que
os autores da violência foram colegas e demais estudantes, e
62,9% afirmaram sofrer violência por parte dos professores.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon e
Data Popular (2015) apresentou que o ambiente
universitário se constitui como um espaço que traz
preocupação para as mulheres, visto que 36% das
entrevistadas relataram deixar de fazer alguma atividade da
universidade por medo de sofrer violência.
Como consequência, pessoas que passaram por
situações de violência sexual podem desenvolver
transtornos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias,
e até suicídio. São também observados efeitos relacionados
à saúde reprodutiva, como gravidez indesejada,
complicações ginecológicas e infecções sexualmente
transmissíveis.
(Fonte: BASSO, Mariana — adaptado.)
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Cora Coralina
Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa e contista
brasileira. Publicou seu primeiro livro quando tinha 75 anos
e tornou-se uma das vozes femininas mais relevantes da
literatura nacional.
Ana Lins dos Guimarães Peixoto, conhecida como
Cora Coralina, nasceu na cidade de Goiás, no Estado de
Goiás, no dia 20 de agosto de 1889. Filha de Francisco de
Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado
por Dom Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão,
cursou apenas até a terceira série do curso primário.
Em 1965, com 75 anos, Cora Coralina conseguiu
realizar seu sonho de publicar o primeiro livro, “Poemas dos
Becos de Goiás e Estórias Mais”.
Em 1970, tomou posse da cadeira nº 5 da Academia
Feminina de Letras e Artes de Goiás. Em 1976, lançou seu
segundo livro, “Meu Livro de Cordel”. O interesse do grande
público só foi despertado graças aos elogios do poeta Carlos
Drummond de Andrade, em 1980.
Nos últimos anos de vida, sua obra foi reconhecida,
sendo a autora convidada para participar de conferências e
programas de televisão. Cora Coralina foi agraciada com o
título de Doutor Honoris Causa da UFG.
Cora Coralina recebeu o “Prêmio Juca Pato” da União
Brasileira dos Escritores como intelectual do ano de 1983,
com o livro “Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha”.
Em 1984, foi nomeada para a Academia Goiana de
Letras, ocupando a cadeira nº 38.
A poetisa, que escreveu sobre seu tempo e sobre o
futuro destacando a realidade das mulheres dos anos de
1900, é o principal nome da cidade de Goiás. Em 2002, a
cidade de Goiás, com sua paisagem urbana
predominantemente marcada pela arquitetura dos séculos
XVIII e XIX, recebeu o título de Patrimônio Histórico e
Cultural da Humanidade, dado pela Unesco. A casa onde
morou a poetisa Cora Coralina é hoje o museu da escritora.
Cora Coralina faleceu em Goiânia, Goiás, no dia 10 de
abril de 1985.
(Fonte: Ebiografia — adaptado.)
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