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Foram encontradas 410 questões.

1004055 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP

A história faz-se com documentos escritos, sem dúvida. Quando estes existem. Mas pode fazer-se, deve fazer-se sem documentos escritos, quando não existem. Com tudo o que a habilidade do historiador lhe permite utilizar para fabricar o seu mel, na falta das flores habituais. Logo, com palavras. Signos. Paisagens e telhas. Com as formas do campo e das ervas daninhas. Com eclipses da lua e a atrelagem dos cavalos de tiro. Com os exames de pedras feitas pelos químicos. Numa palavra, com tudo o que, pertencendo ao homem, depende do homem, serve o homem. Exprime o homem, demonstra a presença, a atividade, os gostos e a maneira de ser do homem.

(Lucien Febvre apud Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história)

O excerto mostra a produção historiográfica
 

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1004054 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP

Café era sinônimo de São Paulo, e os políticos paulistas visavam avidamente beneficiar a economia exportadora de seu estado. Suas lideranças mostravam interesse em cooperar com os representantes de outros estados e do governo federal quando detectavam interesses comuns; por sua vez, entre as elites estaduais, os paulistas defendiam políticas intervencionistas com habilidade inusitada, enquanto o governo federal se mostrava reticente em fazê-lo. A mais famosa instância de cooperação com os outros estados, cooperação com o governo federal e demonstração de autoconfiança foi o episódio da valorização do café em todos os diversos estágios de seu desenvolvimento.

[Joseph L. Love, A república brasileira: federalismo e regionalismo (1889-1937). Em Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação]

A Política de Valorização do Café, pensada no Convênio de Taubaté (1906),

 

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1004053 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP

Quanto à História do Brasil, cristalizou-se, desde os primórdios da República, uma divisão em três períodos: Colônia, Império e República.

(Flávio Berutti e Adhemar Marques,

Ensinar e aprender história. Adaptado)

Os marcos cronológicos dessa divisão têm ligação com
 

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1004052 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP

primeira vista, quando se fala em patrimônio histórico, há uma imediata associação da palavra a monumentos e edifícios antigos. Assim, o senso comum relaciona a expressão patrimônio histórico a prédios, monumentos e outras edificações de notável valor histórico-arquitetônico que, pelo seu caráter de excepcionalidade, devem ser preservados. Isso se deve, em grande medida, à primeira legislação patrimonial do país, o Decreto-lei nº 25/37, ainda em vigor, que, em seu art. 1º , explicita o conceito de “patrimônio histórico e artístico”:

Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto de bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da História do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.

[Ricardo Oriá, Memória e ensino de História.

Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]


Segundo Ricardo Oriá, essa política preservacionista teve como efeito
 

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1004051 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP

Consiste em atribuir aos agentes históricos do passado razões ou sentimentos gerados no presente, interpretando, assim, a história em função de critérios inadequados, como se os atuais fossem válidos para todas as épocas.

(Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história)

O texto apresenta o conceito de
 

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1004050 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP

O movimento abolicionista se estendeu até 1888, liderado por Joaquim Nabuco, Tavares Bastos e José do Patrocínio, e organizado pela Sociedade Brasileira contra a Escravidão. [...] Como afirmou Nabuco em O abolicionismo: “Não é aos escravos que falamos, é aos livres”. Segundo as suas lideranças, o movimento deveria se restringir ao âmbito das elites e das classes médias urbanas [...]

[Roberto Ventura, Um Brasil mestiço: raça e cultura na passagem da monarquia à república. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)]

A Sociedade Brasileira contra a Escravidão tem claras divergências em relação

 

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1004049 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP

Cogitada para solucionar as desavenças em torno do Congo, disputado pelo rei Leopoldo, a título particular, por Stanley, seu funcionário, e Savorgnan de Brazza, em nome da França, a conferência de Berlim foi, na verdade, organizada por um Bismarck que queria conformar seu próprio papel de árbitro nos conflitos internacionais, mas também participar, doravante, dos despojos.

(Marc Ferro, História das colonizações:

das conquistas às independências, séculos XIII a XX)

Entre os resultados dessa conferência,

 

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1004048 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP
Além do histrionismo, o governo de Jânio Quadros seria marcado pela mal calculada tentativa de golpe através da renúncia, menos de sete meses depois da posse, que, embora não resultasse na conquista de poderes excepcionais para o Executivo, era como tudo indica o que parecia pretender o político excêntrico. [...] Jânio não possuía um plano de governo, como sói acontecer com todos os governantes eleitos pelo discurso ético-moral mobilizador da noção de “crise moral” e pelo “programa” de combate à corrupção. Porém, dois aspectos de seu “governo” devem ser destacados.
[Carlos Fico, O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia, subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946-1964). Em Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação]

Segundo o artigo, no governo Jânio Quadros, merecem destaque:
 

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1004047 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP
O padre Hidalgo sensibilizou-se com as injustiças políticas e sociais e com o sofrimento dos humildes. Sua figura é modelar, pois, como tantos outros padres na América Latina, levou sua visão religiosa ao extremo da rebeldia. Hidalgo, movido por suas crenças, pegou em armas e liderou um movimento revolucionário. Viveu profundos dramas de consciência ao fazer conviver a doutrina católica com as práticas violentas da luta armada. Foi um homem perturbado por fortes sentimentos de remorso e arrependimento, mas também uma figura de extrema coragem, que desobedeceu à Igreja, enfrentou a excomunhão e sofreu acusações de toda ordem, sem abandonar os objetivos nos quais acreditava. (Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX: Tramas, tela e textos)
A partir da trajetória de Hidalgo, é correto considerar que
 

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1004046 Ano: 2019
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP

Até algum tempo atrás, era comum que as pessoas se referissem à chegada dos portugueses ao continente americano em 1500 como o “Descobrimento do Brasil”. Essa expressão era encontrada inclusive em muitos livros didáticos de História. Mas, seria possível que os portugueses tivessem descoberto um lugar que já existia e que já era habitado?

Dessa maneira, quando começou a se pensar no ponto de vista (ou perspectiva) dos povos indígenas que ali viviam, essa expressão passou a ser criticada. Afinal, apenas para os portugueses tratava-se de um descobrimento. Essa era a visão deles, permeada por uma concepção de mundo essencialmente etnocêntrica. É mais prudente se falar de um “encontro de dois mundos”, expressão proposta pelo historiador Ronaldo Vainfas.

Essa é uma das razões pelas quais o historiador poderá encontrar diversas versões sobre um mesmo fato ou acontecimento. Entretanto, existem outras razões para o surgimento de diversas versões (ou histórias) sobre um mesmo tema [...]

(Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história)

O texto citado aponta como uma outra razão

 

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