Foram encontradas 746 questões.
A maioria de nós se surpreenderia ao saber que banana, laranja, manga, goiaba, cana-de-açúcar, couve, inhame, quiabo, assim como mangueiras e jaqueiras, nada disso é brasileiro, apesar de fazer parte não apenas de nossos usos mais corriqueiros, mas de nosso imaginário mais trivial. Embora saibamos geralmente que foi dado antigamente muito valor às chamadas especiarias, tão procuradas e negociadas pelos portugueses, principalmente antes de iniciarem a efetiva exploração das terras brasileiras, desconhecemos como se planejaram e se executaram aqueles experimentos já mencionados. Eles ocorreram intensamente e em dupla direção, isto é, plantas originárias do Oriente, da África e de outras regiões do Novo Mundo foram introduzidas no Brasil e vice-versa.
(Eduardo França Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em:
Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História
e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História.)
A partir do excerto e das discussões do artigo citado, é correto afirmar que
Provas
Segundo sugere Oleg Inatiev, analisando as possíveis motivações materiais de sua inserção na trama de 1788-89, é a partir de sua vivência como tropeiro, de suas constantes viagens e contatos com os habitantes das diversas comarcas, que Joaquim José da Silva Xavier se dá conta das contradições e crueldade do sistema de exploração colonial no Brasil. Numa de suas viagens, quando chegava à região de Minas Novas, depara-se com a “triste” cena de um negro sendo açoitado por seu dono. Revoltado, procura intervir e irascível que era na defesa de suas proposições, acaba por entrar em luta corporal com o proprietário do escravo. São ambos os contendores presos até que, cerca de dois meses depois, o juiz estabelece o veredicto: culpado o tropeiro, com multa de dois contos por perturbar a paz do reino e “tentar defender um escravo, propriedade total e inalienável do dono que dispõe totalmente de sua vida e morte”.
(João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica.
Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a
História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)
Para Furtado, essa análise tem equívocos.
Assinale a alternativa que apresenta um desses equívocos.
Provas
No artigo Por que visitar museus (Em: Circe Bittencourt, O saber histórico na sala de aula), Adriana Mortara Almeida e Camilo de Mello Vasconcellos discutem as potencialidades educativas dos museus para o ensino de História.
Nesse sentido, apresentam alguns pontos fundamentais que precisam ser levados em conta no planejamento de uma visita ao museu.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses pontos fundamentais.
Provas
Ricardo Oriá, no artigo Memória e ensino de História (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula), cita os tombamentos da Serra da Barriga, local onde se desenvolveu o maior quilombo da História do Brasil, e da região onde se desenvolveu o Arraial de Canudos. Para esse autor, esses tombamentos representam que
Provas
Assinale a alternativa que contém uma análise fundamental do artigo de Elias Thomé Saliba, Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo de imagens (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula.)
Provas
Marcos Napolitano, no texto A televisão como documento (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula), afirma que “para o professor de História, uma diferença entre o cinema e a televisão deve ser bem demarcada”.
Essa diferença refere-se
Provas
Circe Bittencourt, no capítulo Livros didáticos entre textos e imagens (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula.), considera que “para entender um livro didático é preciso analisá-lo em todos os seus aspectos e contradições”.
Sobre as contradições do livro didático apontadas por Bittencourt, é correto afirmar que
Provas
A Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, outra deliberação dessa lei.
Provas
Autores importantes do início do século XX, após terem sido rotulados indevidamente de positivistas e permanecerem durante décadas afastados das bibliografias, atualmente estão sendo relidos e revalorizados. De pouco lembrados, passaram a mencionados até pelo ativo grupo dos novos historiadores da esfera do político, termo substituto do clássico História Política. Reconhecendo o valor da antiga erudição, desenvolvendo criativas metodologias, aliadas às teorias das representações e do imaginário político, esses pesquisadores têm feito trabalhos sob novas perspectivas.
(Maria de Lourdes Monaco Janotti, História, política e ensino. Em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
Para Janotti, o mencionado repúdio à História Política tradicional tem relação com
Provas
Em artigo publicado em 1998, Circe Bittencourt analisa propostas curriculares produzidas em quase todos os estados brasileiros, entre 1990 e 1995. Sobre essas propostas, a autora afirma:
Um ponto em que as propostas convergem refere-se à crítica às noções de tempo impostas pelos currículos anteriores, oriundos dos paradigmas positivistas e que devem ser superados.
(Circe Bittencourt, Capitalismo e cidadania nas atuais propostas de História.
Em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
Nestas propostas curriculares, em geral, a superação “às noções de tempo impostas pelos currículos anteriores”, veio por meio
Provas
Caderno Container