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Foram encontradas 175 questões.

3377118 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o texto a seguir.

Tinha deixado óculos em casa, por isso não li a mensagem dizendo que é a permanência de estranhos no centro cirúrgico. Recebi uma advertência por escrito e, , a papeleta com instruções aos funcionários. Concluí que é atenção quando se trabalha em hospitais. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.

 

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3377117 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o soneto, para responder à questão.

O quarto em desordem

Na curva perigosa dos cinquenta
derrapei neste amor. Que dor! Que pétala
sensível e secreta me atormenta
e me provoca à síntese da flor

que não se sabe como é feita: amor,
na quinta-essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe
em tanto gesto de colher e amar

a nuvem que de ambígua se dilui
nesse objeto mais vago do que nuvem
e mais defeso, corpo! corpo, corpo

verdade tão final, sede tão vária,
e esse cavalo solto pela cama,
a passear o peito de quem ama.

(Carlos Drummond de Andrade, Fazendeiro do ar)

Para responder a esta questão, observe os verbos destacados
nas estrofes do soneto:
que não se sabe como é feita: amor,
na quinta-essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe
em tanto gesto de colher e amar

a nuvem que de ambígua se dilui
nesse objeto mais vago do que nuvem
e mais defeso, corpo! corpo, corpo

Assinale a alternativa em que, em novo enunciado, os verbos destacados estão conjugados de acordo com a norma- padrão de concordância e correlação modo-temporal.

 

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3377116 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o soneto, para responder à questão.

O quarto em desordem

Na curva perigosa dos cinquenta
derrapei neste amor. Que dor! Que pétala
sensível e secreta me atormenta
e me provoca à síntese da flor

que não se sabe como é feita: amor,
na quinta-essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe
em tanto gesto de colher e amar

a nuvem que de ambígua se dilui
nesse objeto mais vago do que nuvem
e mais defeso, corpo! corpo, corpo

verdade tão final, sede tão vária,
e esse cavalo solto pela cama,
a passear o peito de quem ama.

(Carlos Drummond de Andrade, Fazendeiro do ar)

É correto afirmar que o título do soneto é uma referência, em sentido figurado, ao estado de espírito do eu lírico, que se traduz pela palavra

 

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3377115 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o soneto, para responder à questão.

O quarto em desordem

Na curva perigosa dos cinquenta
derrapei neste amor. Que dor! Que pétala
sensível e secreta me atormenta
e me provoca à síntese da flor

que não se sabe como é feita: amor,
na quinta-essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe
em tanto gesto de colher e amar

a nuvem que de ambígua se dilui
nesse objeto mais vago do que nuvem
e mais defeso, corpo! corpo, corpo

verdade tão final, sede tão vária,
e esse cavalo solto pela cama,
a passear o peito de quem ama.

(Carlos Drummond de Andrade, Fazendeiro do ar)

O eu lírico aborda a temática do amor, confessando-se

 

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3377114 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o texto, para responder à questão.

A conspiração da feiura

O mundo, ao que me parece, foi terrivelmente enfeado nas últimas décadas, a um ritmo acelerado, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E isso vai continuar envenenando a vida das pessoas no futuro.

Não estou dizendo que o mundo está pior do que era antes em todos os aspectos: isso seria ridículo. Até certo ponto, sem dúvida, um grau de “enfeamento” era inevitável, com o rápido aumento da população e o desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Não podemos consumir sem produzir e distribuir, e nem a produção nem a distribuição em massa costumam ser bonitas em si. Não são muitos de nós que estão dispostos a abrir mão dos altos níveis de consumo como um todo.

No fim das contas não posso deixar de me perguntar se o mundo precisa ser tão feio quanto o deixamos. As pessoas que chegam a Paris pelo aeroporto Charles De Gaulle, por exemplo, mal conseguem acreditar, quando vão de trem ou táxi até o centro da Cidade Luz. Na metrópole supostamente mais linda do mundo, elas são recebidas pelo que a Unicef deveria declarar um patrimônio histórico da feiura feito pela humanidade. No centro da cidade em si, praticamente todo edifício construído de 1945 em diante prejudica a beleza de seus arredores.

O que é verdade para Paris é verdade para grande parte dos outros lugares. É como se tivesse havido uma espécie de determinação de enfear o mundo, de modo que nenhuma parte pudesse escapar. Se tivesse havido uma conspiração para deixar o mundo mais feio, teria sido a conspiração mais bem-sucedida da história. É como se alguém tivesse decidido, a partir de uma ideia de justiça, que, se nem todo mundo podia viver na beleza, ninguém deveria viver na beleza.

Não espero que todo mundo concorde comigo. É até possível que eu esteja completamente enganado. Mas, de todo jeito, o tema da beleza (e seu oposto) é obviamente importante de discutir, algo que raramente acontece. É como se estivéssemos ocupados demais com outras coisas mais urgentes para gastar tempo com isso, como se a beleza fosse apenas algo extra e excepcional na vida.

Mas a beleza enriquece e aprimora a vida, assim como a feiura a prejudica e envenena.

(Theodore Darymple. Disponível em: <https://revistaoeste.com/revista/edicao-103>. Acesso em: 12.03.2024)

Observe as relações de sentido que as preposições destacadas estabelecem na passagem – Até certo ponto, sem dúvida, um grau de “enfeamento” era inevitável, com o rápido aumento da população e o desenvolvimento de uma sociedade de consumo. É correto afirmar que as preposições “até”, “sem” e “com” expressam as noções, respectivamente, de

 

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3377113 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o texto, para responder à questão.

A conspiração da feiura

O mundo, ao que me parece, foi terrivelmente enfeado nas últimas décadas, a um ritmo acelerado, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E isso vai continuar envenenando a vida das pessoas no futuro.

Não estou dizendo que o mundo está pior do que era antes em todos os aspectos: isso seria ridículo. Até certo ponto, sem dúvida, um grau de “enfeamento” era inevitável, com o rápido aumento da população e o desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Não podemos consumir sem produzir e distribuira, e nem a produção nem a distribuição em massa costumam ser bonitas em si. Não são muitos de nós que estão dispostos a abrir mãob dos altos níveis de consumo como um todo.

No fim das contas não posso deixar de me perguntar se o mundo precisa ser tão feio quanto o deixamos. As pessoas que chegam a Paris pelo aeroporto Charles De Gaulle, por exemplo, mal conseguem acreditar, quando vão de trem ou táxi até o centro da Cidade Luz. Na metrópole supostamente mais linda do mundo, elas são recebidas pelo que a Unicef deveria declarar um patrimônio histórico da feiura feito pela humanidade. No centro da cidade em si, praticamente todo edifício construído de 1945 em diante prejudica a beleza de seus arredores.

O que é verdade para Paris é verdade para grande parte dos outros lugares. É como se tivesse havido uma espécie de determinação de enfear o mundo, de modo que nenhuma parte pudesse escapar. Se tivesse havido uma conspiração para deixar o mundo mais feio, teria sido a conspiração mais bem-sucedida da históriae. É como se alguém tivesse decidido, a partir de uma ideia de justiça, que, se nem todo mundo podia viver na beleza, ninguém deveria viver na beleza.

Não espero que todo mundo concorde comigo. É até possível que eu esteja completamente enganado. Mas, de todo jeito, o tema da beleza (e seu oposto) é obviamente importante de discutir, algo que raramente aconteced. É como se estivéssemos ocupados demais com outras coisas mais urgentes para gastar tempo com isso, como se a beleza fosse apenas algo extra e excepcional na vida.

Mas a beleza enriquece e aprimora a vida, assim como a feiura a prejudica e envenenac.

(Theodore Darymple. Disponível em: <https://revistaoeste.com/revista/edicao-103>. Acesso em: 12.03.2024)

O trecho destacado está substituído pelo que está entre parênteses, de acordo com a norma-padrão de colocação pronominal, em:

 

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3377112 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o texto, para responder à questão.

A conspiração da feiura

O mundo, ao que me parece, foi terrivelmente enfeado nas últimas décadas, a um ritmo acelerado, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E isso vai continuar envenenando a vida das pessoas no futuro.

Não estou dizendo que o mundo está pior do que era antes em todos os aspectos: isso seria ridículo. Até certo ponto, sem dúvida, um grau de “enfeamento” era inevitável, com o rápido aumento da população e o desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Não podemos consumir sem produzir e distribuir, e nem a produção nem a distribuição em massa costumam ser bonitas em si. Não são muitos de nós que estão dispostos a abrir mão dos altos níveis de consumo como um todo.

No fim das contas não posso deixar de me perguntar se o mundo precisa ser tão feio quanto o deixamos. As pessoas que chegam a Paris pelo aeroporto Charles De Gaulle, por exemplo, mal conseguem acreditar, quando vão de trem ou táxi até o centro da Cidade Luz. Na metrópole supostamente mais linda do mundo, elas são recebidas pelo que a Unicef deveria declarar um patrimônio histórico da feiura feito pela humanidade. No centro da cidade em si, praticamente todo edifício construído de 1945 em diante prejudica a beleza de seus arredores.

O que é verdade para Paris é verdade para grande parte dos outros lugares. É como se tivesse havido uma espécie de determinação de enfear o mundo, de modo que nenhuma parte pudesse escapar. Se tivesse havido uma conspiração para deixar o mundo mais feio, teria sido a conspiração mais bem-sucedida da história. É como se alguém tivesse decidido, a partir de uma ideia de justiça, que, se nem todo mundo podia viver na beleza, ninguém deveria viver na beleza.

Não espero que todo mundo concorde comigo. É até possível que eu esteja completamente enganado. Mas, de todo jeito, o tema da beleza (e seu oposto) é obviamente importante de discutir, algo que raramente acontece. É como se estivéssemos ocupados demais com outras coisas mais urgentes para gastar tempo com isso, como se a beleza fosse apenas algo extra e excepcional na vida.

Mas a beleza enriquece e aprimora a vida, assim como a feiura a prejudica e envenena.

(Theodore Darymple. Disponível em: <https://revistaoeste.com/revista/edicao-103>. Acesso em: 12.03.2024)

Na passagem – Se tivesse havido uma conspiração para deixar o mundo mais feio, teria sido a conspiração mais bem-sucedida da história. – os termos destacados estabelecem, nos respectivos contextos, relações de sentido de

 

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3377111 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o texto, para responder à questão.

A conspiração da feiura

O mundo, ao que me parece, foi terrivelmente enfeado nas últimas décadas, a um ritmo acelerado, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E isso vai continuar envenenando a vida das pessoas no futuroa.

Não estou dizendo que o mundo está pior do que era antes em todos os aspectos: isso seria ridículo. Até certo ponto, sem dúvida, um grau de “enfeamento” era inevitável, com o rápido aumento da população e o desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Não podemos consumir sem produzir e distribuir, e nem a produção nem a distribuição em massa costumam ser bonitas em si. Não são muitos de nós que estão dispostos a abrir mão dos altos níveis de consumo como um todo.

No fim das contas não posso deixar de me perguntar se o mundo precisa ser tão feio quanto o deixamosb. As pessoas que chegam a Parisc pelo aeroporto Charles De Gaulle, por exemplo, mal conseguem acreditar, quando vão de trem ou táxi até o centro da Cidade Luz. Na metrópole supostamente mais linda do mundo, elas são recebidas pelo que a Unicef deveria declarar um patrimônio histórico da feiura feito pela humanidade. No centro da cidade em si, praticamente todo edifício construído de 1945 em diante prejudica a beleza de seus arredores.

O que é verdade para Paris é verdade para grande parte dos outros lugares. É como se tivesse havido uma espécie de determinação de enfear o mundo, de modo que nenhuma parte pudesse escapar. Se tivesse havido uma conspiração para deixar o mundo mais feio, teria sido a conspiração mais bem-sucedida da história. É como se alguém tivesse decididod, a partir de uma ideia de justiça, que, se nem todo mundo podia viver na beleza, ninguém deveria viver na beleza.

Não espero que todo mundo concorde comigo. É até possível que eu esteja completamente enganado. Mas, de todo jeito, o tema da beleza (e seu oposto) é obviamente importante de discutir, algo que raramente acontecee. É como se estivéssemos ocupados demais com outras coisas mais urgentes para gastar tempo com isso, como se a beleza fosse apenas algo extra e excepcional na vida.

Mas a beleza enriquece e aprimora a vida, assim como a feiura a prejudica e envenena.

(Theodore Darymple. Disponível em: <https://revistaoeste.com/revista/edicao-103>. Acesso em: 12.03.2024)

Assinale a alternativa que identifica corretamente, nos parênteses, a relação que os termos destacados estabelecem nos enunciados.

 

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3377110 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o texto, para responder à questão.

A conspiração da feiura

O mundo, ao que me parece, foi terrivelmente enfeado nas últimas décadas, a um ritmo acelerado, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E isso vai continuar envenenando a vida das pessoas no futuro.a

Não estou dizendo que o mundo está pior do que era antes em todos os aspectos: isso seria ridículo. Até certo ponto, sem dúvida, um grau de “enfeamento” era inevitável, com o rápido aumento da população e o desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Não podemos consumir sem produzir e distribuir, e nem a produção nem a distribuição em massa costumam ser bonitas em sib. Não são muitos de nós que estão dispostos a abrir mão dos altos níveis de consumo como um todo.

No fim das contas não posso deixar de me perguntar se o mundo precisa ser tão feio quanto o deixamos. As pessoas que chegam a Paris pelo aeroporto Charles De Gaulle, por exemplo, mal conseguem acreditar, quando vão de trem ou táxi até o centro da Cidade Luz. Na metrópole supostamente mais linda do mundoc, elas são recebidas pelo que a Unicef deveria declarar um patrimônio histórico da feiura feito pela humanidade. No centro da cidade em si, praticamente todo edifício construído de 1945 em diante prejudica a beleza de seus arredoresd.

O que é verdade para Paris é verdade para grande parte dos outros lugares. É como se tivesse havido uma espécie de determinação de enfear o mundo, de modo que nenhuma parte pudesse escapar. Se tivesse havido uma conspiração para deixar o mundo mais feioe, teria sido a conspiração mais bem-sucedida da história. É como se alguém tivesse decidido, a partir de uma ideia de justiça, que, se nem todo mundo podia viver na beleza, ninguém deveria viver na beleza.

Não espero que todo mundo concorde comigo. É até possível que eu esteja completamente enganado. Mas, de todo jeito, o tema da beleza (e seu oposto) é obviamente importante de discutir, algo que raramente acontece. É como se estivéssemos ocupados demais com outras coisas mais urgentes para gastar tempo com isso, como se a beleza fosse apenas algo extra e excepcional na vida.

Mas a beleza enriquece e aprimora a vida, assim como a feiura a prejudica e envenena.

(Theodore Darymple. Disponível em: <https://revistaoeste.com/revista/edicao-103>. Acesso em: 12.03.2024)

A passagem em que a expressão destacada está empregada em sentido figurado é:

 

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3377109 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Piracicaba-SP
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Leia o texto, para responder à questão.

A conspiração da feiura

O mundo, ao que me parece, foi terrivelmente enfeado nas últimas décadas, a um ritmo acelerado, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E isso vai continuar envenenando a vida das pessoas no futuro.

Não estou dizendo que o mundo está pior do que era antes em todos os aspectos: isso seria ridículo. Até certo ponto, sem dúvida, um grau de “enfeamento” era inevitável, com o rápido aumento da população e o desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Não podemos consumir sem produzir e distribuir, e nem a produção nem a distribuição em massa costumam ser bonitas em si. Não são muitos de nós que estão dispostos a abrir mão dos altos níveis de consumo como um todo.

No fim das contas não posso deixar de me perguntar se o mundo precisa ser tão feio quanto o deixamos. As pessoas que chegam a Paris pelo aeroporto Charles De Gaulle, por exemplo, mal conseguem acreditar, quando vão de trem ou táxi até o centro da Cidade Luz. Na metrópole supostamente mais linda do mundo, elas são recebidas pelo que a Unicef deveria declarar um patrimônio histórico da feiura feito pela humanidade. No centro da cidade em si, praticamente todo edifício construído de 1945 em diante prejudica a beleza de seus arredores.

O que é verdade para Paris é verdade para grande parte dos outros lugares. É como se tivesse havido uma espécie de determinação de enfear o mundo, de modo que nenhuma parte pudesse escapar. Se tivesse havido uma conspiração para deixar o mundo mais feio, teria sido a conspiração mais bem-sucedida da história. É como se alguém tivesse decidido, a partir de uma ideia de justiça, que, se nem todo mundo podia viver na beleza, ninguém deveria viver na beleza.

Não espero que todo mundo concorde comigo. É até possível que eu esteja completamente enganado. Mas, de todo jeito, o tema da beleza (e seu oposto) é obviamente importante de discutir, algo que raramente acontece. É como se estivéssemos ocupados demais com outras coisas mais urgentes para gastar tempo com isso, como se a beleza fosse apenas algo extra e excepcional na vida.

Mas a beleza enriquece e aprimora a vida, assim como a feiura a prejudica e envenena.

(Theodore Darymple. Disponível em: <https://revistaoeste.com/revista/edicao-103>. Acesso em: 12.03.2024)

Para responder a esta questão, considere os trechos destacados nas passagens:

E isso vai continuar envenenando a vida das pessoas no futuro.

As pessoas que chegam a Paris pelo aeroporto Charles De Gaulle…

… mal conseguem acreditar, quando vão de trem ou táxi até o centro da Cidade Luz. …

praticamente todo edifício construído de 1945 em diante prejudica a beleza de seus arredores.

Assinale a alternativa que substitui, respectivamente, os trechos destacados de acordo com a norma-padrão de regência e emprego do sinal de crase.

 

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