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Leia o Texto para responder à questão.
Extraviei-me pela cidade na tarde de sábado e então me deixei bobear um pouco pela Cinelândia. Foi certamente uma lembrança antiga que me fez sentar na Brasileira; e, quando o garçom veio e perguntou o que eu desejava, foi um rapaz de 15 anos que disse dentro de mim: “waffles com mel”.
E disse meio assustado, como quem se resolve a fazer uma loucura.
Não sei por que, para aquele estudante de 15 anos, que dispunha apenas de 50 mil réis mensais para suas pequenas despesas, waffles com mel ficou sendo o símbolo do desperdício; era uma pequena loucura a que se aventurava raramente, sabendo que iria desequilibrar seu orçamento.
Talvez viesse do nome inglês o prestígio dos waffles.
E me lembro de ter encontrado na Cinelândia uma jovem rica de minha terra; aventurei-me, num gesto insensato, a convidá-la a entrar numa confeitaria e, depois de lhe ofertar, como um nababo1, waffles com mel (lembro até hoje seus dentes brancos e finos), levei minha loucura até as últimas consequências, depois de meia hora de conversa, para prendê-la na mesa (a tia esperava numa porta de cinema), de fazer questão absoluta que ela provasse uma Banana Real2! Era um insensato, o moço Braga.
(Rubem Braga. Cinelândia. Manchete, 15.05.1954. Adaptado)
1 nababo: indivíduo muito rico que ostenta grande luxo.
2 banana real: sobremesa ou lanche que consiste de fatias de bananas cortadas ao comprido, cobertas por bolas de sorvete e guarnecidas com caldas, frutas, castanhas moídas etc.
A norma-padrão de concordância verbal e nominal e de emprego do acento indicativo de crase está mantida na frase:
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Leia o Texto para responder à questão.
Extraviei-me pela cidade na tarde de sábado e então me deixei bobear um pouco pela Cinelândia. Foi certamente uma lembrança antiga que me fez sentar na Brasileira; e, quando o garçom veio e perguntou o que eu desejava, foi um rapaz de 15 anos que disse dentro de mim: “waffles com mel”.
E disse meio assustado, como quem se resolve a fazer uma loucura.
Não sei por que, para aquele estudante de 15 anos, que dispunha apenas de 50 mil réis mensais para suas pequenas despesas, waffles com mel ficou sendo o símbolo do desperdício; era uma pequena loucura a que se aventurava raramente, sabendo que iria desequilibrar seu orçamento.
Talvez viesse do nome inglês o prestígio dos waffles.
E me lembro de ter encontrado na Cinelândia uma jovem rica de minha terra; aventurei-me, num gesto insensato, a convidá-la a entrar numa confeitaria e, depois de lhe ofertar, como um nababo1, waffles com mel (lembro até hoje seus dentes brancos e finos), levei minha loucura até as últimas consequências, depois de meia hora de conversa, para prendê-la na mesa (a tia esperava numa porta de cinema), de fazer questão absoluta que ela provasse uma Banana Real2! Era um insensato, o moço Braga.
(Rubem Braga. Cinelândia. Manchete, 15.05.1954. Adaptado)
1 nababo: indivíduo muito rico que ostenta grande luxo.
2 banana real: sobremesa ou lanche que consiste de fatias de bananas cortadas ao comprido, cobertas por bolas de sorvete e guarnecidas com caldas, frutas, castanhas moídas etc.
Assinale a alternativa em que a frase com informações do texto está em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e nominal.
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Extraviei-me pela cidade na tarde de sábado e então me deixei bobear um pouco pela Cinelândia. Foi certamente uma lembrança antiga que me fez sentar na Brasileira; e, quando o garçom veio e perguntou o que eu desejava, foi um rapaz de 15 anos que disse dentro de mim: “waffles com mel”.
E disse meio assustado, como quem se resolve a fazer uma loucura.
Não sei por que, para aquele estudante de 15 anos, que dispunha apenas de 50 mil réis mensais para suas pequenas despesas, waffles com mel ficou sendo o símbolo do desperdício; era uma pequena loucura a que se aventurava raramente, sabendo que iria desequilibrar seu orçamento.
Talvez viesse do nome inglês o prestígio dos waffles.
E me lembro de ter encontrado na Cinelândia uma jovem rica de minha terra; aventurei-me, num gesto insensato, a convidá-la a entrar numa confeitaria e, depois de lhe ofertar, como um nababo1, waffles com mel (lembro até hoje seus dentes brancos e finos), levei minha loucura até as últimas consequências, depois de meia hora de conversa, para prendê-la na mesa (a tia esperava numa porta de cinema), de fazer questão absoluta que ela provasse uma Banana Real2! Era um insensato, o moço Braga.
(Rubem Braga. Cinelândia. Manchete, 15.05.1954. Adaptado)
1 nababo: indivíduo muito rico que ostenta grande luxo.
2 banana real: sobremesa ou lanche que consiste de fatias de bananas cortadas ao comprido, cobertas por bolas de sorvete e guarnecidas com caldas, frutas, castanhas moídas etc.
Assinale a alternativa em que a vírgula acrescentada a trecho do 3º parágrafo preserva a correção gramatical.
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Leia o Texto para responder à questão.
Extraviei-me pela cidade na tarde de sábado e então me deixei bobear um pouco pela Cinelândia. Foi certamente uma lembrança antiga que me fez sentar na Brasileira; e, quando o garçom veio e perguntou o que eu desejava, foi um rapaz de 15 anos que disse dentro de mim: “waffles com mel”.
E disse meio assustado, como quem se resolve a fazer uma loucura.
Não sei por que, para aquele estudante de 15 anos, que dispunha apenas de 50 mil réis mensais para suas pequenas despesas, waffles com mel ficou sendo o símbolo do desperdício; era uma pequena loucura a que se aventurava raramente, sabendo que iria desequilibrar seu orçamento.
Talvez viesse do nome inglês o prestígio dos waffles.
E me lembro de ter encontrado na Cinelândia uma jovem rica de minha terra; aventurei-me, num gesto insensato, a convidá-la a entrar numa confeitaria e, depois de lhe ofertar, como um nababo1, waffles com mel (lembro até hoje seus dentes brancos e finos), levei minha loucura até as últimas consequências, depois de meia hora de conversa, para prendê-la na mesa (a tia esperava numa porta de cinema), de fazer questão absoluta que ela provasse uma Banana Real2! Era um insensato, o moço Braga.
(Rubem Braga. Cinelândia. Manchete, 15.05.1954. Adaptado)
1 nababo: indivíduo muito rico que ostenta grande luxo.
2 banana real: sobremesa ou lanche que consiste de fatias de bananas cortadas ao comprido, cobertas por bolas de sorvete e guarnecidas com caldas, frutas, castanhas moídas etc.
Na situação relatada no texto, observa-se um narrador que
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Leia o texto para responder à questão seguinte.
Nos anos 1960, entre os cem alunos da minha turma na faculdade, apenas 15 eram mulheres. Quando nos formávamos, as especialidades que as acolhiam eram pediatria, ginecologia, obstetrícia e a clínica médica. Pouquíssimas ousavam candidatar-se à residência de cirurgia, ambiente competitivo, não sem razão considerado tóxico para mulheres.
Com o aumento progressivo do número de futuras médicas nas faculdades, lentamente, como costuma ocorrer quando há uma classe que, em princípio, rejeita mudanças, essas barreiras têm sido removidas. Não como dádiva dos homens, mas pela determinação feminina.
Anos atrás, o grupo do pesquisador Christopher Walls, em Ontário, no Canadá, relatou que pacientes operados por cirurgiãs tiveram uma pequena, mas significativa, redução da mortalidade nos 30 dias após a cirurgia, menos complicações e menor risco de reinternações nesse período. Em outro estudo, o grupo encontrou risco mais alto de complicações em pacientes do sexo feminino, quando operadas por homens.
É possível que as cirurgiãs atuais sejam mais jovens e atualizadas do que os médicos mais velhos, homens na maioria? Ou que obedeçam com mais rigor as recomendações preconizadas pelos consensos de especialistas das sociedades médicas? Ou que sejam mais estudiosas do que os homens?
Pode ser, também, que a sensibilidade afetiva feminina reforce a empatia com os pacientes, que se traduzirá em comunicação mais clara, maior dedicação e disponibilidade para as consultas e os chamados fora de hora, que atormentam a vida profissional.
No ano 2000, existiam 219 mil médicos em nosso país. De lá para cá, a população aumentou 27%, enquanto o número de médicos mais do que duplicou. Hoje, somos 562 mil, com participação crescente das mulheres. A profissão está cada vez mais feminina, para o bem de todos.
(Drauzio Varella. A profissão de cirurgiã está cada vez mais femin
ina, para o bem de todos. www1.folha.uol.com.br, 10.01.2024. Adaptado)
Certos médicos fazem um trabalho primoroso_______ resultados terão reflexo na vida dos seus pacientes,__________ demonstrarão maior longevidade e disposição_______ quer que estejam.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
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Nos anos 1960, entre os cem alunos da minha turma na faculdade, apenas 15 eram mulheres. Quando nos formávamos, as especialidades que as acolhiam eram pediatria, ginecologia, obstetrícia e a clínica médica. Pouquíssimas ousavam candidatar-se à residência de cirurgia, ambiente competitivo, não sem razão considerado tóxico para mulheres.
Com o aumento progressivo do número de futuras médicas nas faculdades, lentamente, como costuma ocorrer quando há uma classe que, em princípio, rejeita mudanças, essas barreiras têm sido removidas. Não como dádiva dos homens, mas pela determinação feminina.
Anos atrás, o grupo do pesquisador Christopher Walls, em Ontário, no Canadá, relatou que pacientes operados por cirurgiãs tiveram uma pequena, mas significativa, redução da mortalidade nos 30 dias após a cirurgia, menos complicações e menor risco de reinternações nesse período. Em outro estudo, o grupo encontrou risco mais alto de complicações em pacientes do sexo feminino, quando operadas por homens.
É possível que as cirurgiãs atuais sejam mais jovens e atualizadas do que os médicos mais velhos, homens na maioria? Ou que obedeçam com mais rigor as recomendações preconizadas pelos consensos de especialistas das sociedades médicas? Ou que sejam mais estudiosas do que os homens?
Pode ser, também, que a sensibilidade afetiva feminina reforce a empatia com os pacientes, que se traduzirá em comunicação mais clara, maior dedicação e disponibilidade para as consultas e os chamados fora de hora, que atormentam a vida profissional.
No ano 2000, existiam 219 mil médicos em nosso país. De lá para cá, a população aumentou 27%, enquanto o número de médicos mais do que duplicou. Hoje, somos 562 mil, com participação crescente das mulheres. A profissão está cada vez mais feminina, para o bem de todos.
(Drauzio Varella. A profissão de cirurgiã está cada vez mais femin
ina, para o bem de todos. www1.folha.uol.com.br, 10.01.2024. Adaptado)
Considere o trecho do 1o parágrafo:
• Quando nos formávamos, as especialidades que as acolhiam eram pediatria, ginecologia, obstetrícia e a clínica médica. Pouquíssimas ousavam candidatar-se à residência de cirurgia, ambiente competitivo, não sem razão considerado tóxico para mulheres.
As expressões destacadas podem ser substituídas, mantendo-se a norma-padrão e o sentido, respectivamente, por:
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Leia o texto para responder à questão seguinte.
Nos anos 1960, entre os cem alunos da minha turma na faculdade, apenas 15 eram mulheres. Quando nos formávamos, as especialidades que as acolhiam eram pediatria, ginecologia, obstetrícia e a clínica médica. Pouquíssimas ousavam candidatar-se à residência de cirurgia, ambiente competitivo, não sem razão considerado tóxico para mulheres.
Com o aumento progressivo do número de futuras médicas nas faculdades, lentamente, como costuma ocorrer quando há uma classe que, em princípio, rejeita mudanças, essas barreiras têm sido removidas. Não como dádiva dos homens, mas pela determinação feminina.
Anos atrás, o grupo do pesquisador Christopher Walls, em Ontário, no Canadá, relatou que pacientes operados por cirurgiãs tiveram uma pequena, mas significativa, redução da mortalidade nos 30 dias após a cirurgia, menos complicações e menor risco de reinternações nesse período. Em outro estudo, o grupo encontrou risco mais alto de complicações em pacientes do sexo feminino, quando operadas por homens.
É possível que as cirurgiãs atuais sejam mais jovens e atualizadas do que os médicos mais velhos, homens na maioria? Ou que obedeçam com mais rigor as recomendações preconizadas pelos consensos de especialistas das sociedades médicas? Ou que sejam mais estudiosas do que os homens?
Pode ser, também, que a sensibilidade afetiva feminina reforce a empatia com os pacientes, que se traduzirá em comunicação mais clara, maior dedicação e disponibilidade para as consultas e os chamados fora de hora, que atormentam a vida profissional.
No ano 2000, existiam 219 mil médicos em nosso país. De lá para cá, a população aumentou 27%, enquanto o número de médicos mais do que duplicou. Hoje, somos 562 mil, com participação crescente das mulheres. A profissão está cada vez mais feminina, para o bem de todos.
(Drauzio Varella. A profissão de cirurgiã está cada vez mais femin
ina, para o bem de todos. www1.folha.uol.com.br, 10.01.2024. Adaptado)
No trecho “De lá para cá, a população aumentou 27%, enquanto o número de médicos mais do que duplicou” (6o parágrafo), a palavra destacada equivale em sentido a:
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Leia o texto para responder à questão seguinte.
Nos anos 1960, entre os cem alunos da minha turma na faculdade, apenas 15 eram mulheres. Quando nos formávamos, as especialidades que as acolhiam eram pediatria, ginecologia, obstetrícia e a clínica médica. Pouquíssimas ousavam candidatar-se à residência de cirurgia, ambiente competitivo, não sem razão considerado tóxico para mulheres.
Com o aumento progressivo do número de futuras médicas nas faculdades, lentamente, como costuma ocorrer quando há uma classe que, em princípio, rejeita mudanças, essas barreiras têm sido removidas. Não como dádiva dos homens, mas pela determinação feminina.
Anos atrás, o grupo do pesquisador Christopher Walls, em Ontário, no Canadá, relatou que pacientes operados por cirurgiãs tiveram uma pequena, mas significativa, redução da mortalidade nos 30 dias após a cirurgia, menos complicações e menor risco de reinternações nesse período. Em outro estudo, o grupo encontrou risco mais alto de complicações em pacientes do sexo feminino, quando operadas por homens.
É possível que as cirurgiãs atuais sejam mais jovens e atualizadas do que os médicos mais velhos, homens na maioria? Ou que obedeçam com mais rigor as recomendações preconizadas pelos consensos de especialistas das sociedades médicas? Ou que sejam mais estudiosas do que os homens?
Pode ser, também, que a sensibilidade afetiva feminina reforce a empatia com os pacientes, que se traduzirá em comunicação mais clara, maior dedicação e disponibilidade para as consultas e os chamados fora de hora, que atormentam a vida profissional.
No ano 2000, existiam 219 mil médicos em nosso país. De lá para cá, a população aumentou 27%, enquanto o número de médicos mais do que duplicou. Hoje, somos 562 mil, com participação crescente das mulheres. A profissão está cada vez mais feminina, para o bem de todos.
(Drauzio Varella. A profissão de cirurgiã está cada vez mais femin
ina, para o bem de todos. www1.folha.uol.com.br, 10.01.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada está empregada, no contexto, em sentido figurado.
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Leia o texto para responder à questão seguinte.
Nos anos 1960, entre os cem alunos da minha turma na faculdade, apenas 15 eram mulheres. Quando nos formávamos, as especialidades que as acolhiam eram pediatria, ginecologia, obstetrícia e a clínica médica. Pouquíssimas ousavam candidatar-se à residência de cirurgia, ambiente competitivo, não sem razão considerado tóxico para mulheres.
Com o aumento progressivo do número de futuras médicas nas faculdades, lentamente, como costuma ocorrer quando há uma classe que, em princípio, rejeita mudanças, essas barreiras têm sido removidas. Não como dádiva dos homens, mas pela determinação feminina.
Anos atrás, o grupo do pesquisador Christopher Walls, em Ontário, no Canadá, relatou que pacientes operados por cirurgiãs tiveram uma pequena, mas significativa, redução da mortalidade nos 30 dias após a cirurgia, menos complicações e menor risco de reinternações nesse período. Em outro estudo, o grupo encontrou risco mais alto de complicações em pacientes do sexo feminino, quando operadas por homens.
É possível que as cirurgiãs atuais sejam mais jovens e atualizadas do que os médicos mais velhos, homens na maioria? Ou que obedeçam com mais rigor as recomendações preconizadas pelos consensos de especialistas das sociedades médicas? Ou que sejam mais estudiosas do que os homens?
Pode ser, também, que a sensibilidade afetiva feminina reforce a empatia com os pacientes, que se traduzirá em comunicação mais clara, maior dedicação e disponibilidade para as consultas e os chamados fora de hora, que atormentam a vida profissional.
No ano 2000, existiam 219 mil médicos em nosso país. De lá para cá, a população aumentou 27%, enquanto o número de médicos mais do que duplicou. Hoje, somos 562 mil, com participação crescente das mulheres. A profissão está cada vez mais feminina, para o bem de todos.
(Drauzio Varella. A profissão de cirurgiã está cada vez mais femin
ina, para o bem de todos. www1.folha.uol.com.br, 10.01.2024. Adaptado)
No trecho “Ou que obedeçam com mais rigor as recomendações preconizadas pelos consensos de especialistas das sociedades médicas?” (4o parágrafo), as palavras destacadas têm como antônimo, no contexto em que foram empregadas, respectivamente:
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Leia o texto para responder à questão seguinte.
Nos anos 1960, entre os cem alunos da minha turma na faculdade, apenas 15 eram mulheres. Quando nos formávamos, as especialidades que as acolhiam eram pediatria, ginecologia, obstetrícia e a clínica médica. Pouquíssimas ousavam candidatar-se à residência de cirurgia, ambiente competitivo, não sem razão considerado tóxico para mulheres.
Com o aumento progressivo do número de futuras médicas nas faculdades, lentamente, como costuma ocorrer quando há uma classe que, em princípio, rejeita mudanças, essas barreiras têm sido removidas. Não como dádiva dos homens, mas pela determinação feminina.
Anos atrás, o grupo do pesquisador Christopher Walls, em Ontário, no Canadá, relatou que pacientes operados por cirurgiãs tiveram uma pequena, mas significativa, redução da mortalidade nos 30 dias após a cirurgia, menos complicações e menor risco de reinternações nesse período. Em outro estudo, o grupo encontrou risco mais alto de complicações em pacientes do sexo feminino, quando operadas por homens.
É possível que as cirurgiãs atuais sejam mais jovens e atualizadas do que os médicos mais velhos, homens na maioria? Ou que obedeçam com mais rigor as recomendações preconizadas pelos consensos de especialistas das sociedades médicas? Ou que sejam mais estudiosas do que os homens?
Pode ser, também, que a sensibilidade afetiva feminina reforce a empatia com os pacientes, que se traduzirá em comunicação mais clara, maior dedicação e disponibilidade para as consultas e os chamados fora de hora, que atormentam a vida profissional.
No ano 2000, existiam 219 mil médicos em nosso país. De lá para cá, a população aumentou 27%, enquanto o número de médicos mais do que duplicou. Hoje, somos 562 mil, com participação crescente das mulheres. A profissão está cada vez mais feminina, para o bem de todos.
(Drauzio Varella. A profissão de cirurgiã está cada vez mais femin
ina, para o bem de todos. www1.folha.uol.com.br, 10.01.2024. Adaptado)
De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que, diante do aumento do número de mulheres na medicina, o autor
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