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Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua/Educação 2023) mostram a elevada taxa de escolarização das pessoas de 6 a 14 anos no Brasil. Entretanto, chamam atenção os resultados que indicam a adequação entre a idade e a etapa do Ensino Fundamental frequentado. Para este monitoramento, utiliza-se a taxa ajustada de frequência escolar líquida que, no âmbito da Meta 2 do Plano Nacional da Educação (PNE), estabelece que pelo menos 95% dos alunos do Ensino Fundamental concluam esta etapa na idade recomendada (6 a 14 anos) até o último ano de vigência do atual PNE, ou seja, 2024. Os dados da PNAD Contínua/Educação 2023 para a taxa ajustada de frequência escolar líquida são mostrados abaixo.

Fonte: Adaptado por CPCON/IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016/2023. (1) As diferenças entre 2022 e 2023 são significativas ao nível de confiança de 95%. (2) Inclusive as pessoas que se declararam de cor ou raça indígena, amarela ou ignorada.
Considerando o exposto, analise as afirmativas abaixo.
I- Ao analisar esse indicador por sexo, 94,4% dos homens e 94,8% das mulheres estavam na idade/etapa adequada do Ensino Fundamental em 2023. Aanálise da série deste indicador mostra que, de 2016 a 2023, a taxa ajustada de frequência escolar líquida vem diminuindo ao longo dos anos, sendo a maior registrada em 2016 tanto entre homens como entre mulheres.
II- Em 2023, 94,6% das crianças de 6 a 14 anos estavam frequentando o Ensino Fundamental, etapa escolar idealmente estabelecida para esta faixa etária. A análise da série deste indicador mostra que sua estimativa registrava percentual superior a 95% de 2016 até 2022. Entretanto, com uma retração ao menor nível da série em 2023, o indicador passou a ficar abaixo da Meta 2 preconizada pelo PNE.
III- Por Grandes Regiões, o panorama foi similar ao nacional, uma taxa ajustada de frequência escolar líquida abaixo da Meta 2 do PNE em 2023. Nesse cenário, as Regiões Sudeste e Norte apresentaram as menores taxas ajustadas de frequência escolar líquida e as Regiões Centro-Oeste e Sul tiveram as maiores taxas.
É CORRETO o que se afirma em:
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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) apresentou os resultados do questionário anual da educação brasileira com referência no segundo trimestre de 2023. A sistematização dos dados sobre a taxa de analfabetismo no Brasil pode ser vista abaixo.

Nota: As diferenças entre 2016 e 2023 são significativas ao nível de confiança de 95%. (1) As diferenças entre 2022 e 2023 são significativas ao nível de confiança de 95%.
Fonte: Adaptado por CPCON/IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016/2023.
Considerando o exposto, é CORRETO afirmar que os dados apresentados anteriormente indicam que:
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A partir de uma opção que contempla como finalidade fundamental do ensino a formação integral da pessoa, e conforme uma concepção construtivista, a avaliação sempre tem que ser formativa, de maneira que o processo avaliador, independentemente de seu objeto de estudo, tem que observar as diferentes fases de uma intervenção que deverá ser estratégica. Quer dizer, que permita conhecer qual a situação de partida, em função de determinados objetivos gerais bem definidos ( avaliação 1); um planejamento da intervenção fundamentado e, ao mesmo tempo, flexível, entendido como uma hipótese de intervenção; uma atuação na aula, em que as atividades e tarefas e os próprios conteúdos de trabalho se adequarão constantemente ( avaliação 2 ) às necessidades que vão se apresentando para chegar a determinados resultados ( avaliação 3 ) e a uma compreensão e valoração sobre o processo seguido, que permita estabelecer novas propostas de intervenção ( avaliação 4 ) (Zabala, 1998, p. 201) .
Fonte: Adaptado por CPCON/ ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Considerando o exposto e as considerações de Zabala (1998) sobre a avaliação formativa, como uma concepção de avaliação em geral, analise as afirmativas abaixo.
I- A avaliação 1 é chamada de avaliação inicial. Trata-se da primeira fase do processo avaliativo. Logo, é a fase que proporciona referências para a definição de uma proposta hipotética de intervenção que tenha o potencial de possibilitar o progresso dos alunos.
II- A avaliação 2 se destina ao conhecimento de como cada aluno aprende ao longo do processo de ensino/aprendizagem, para se adaptar às novas necessidades que se colocam. Esta avaliação, por ter o objetivo de integrar diversas formas de aprender, é denominada de integradora.
III- A avaliação 3, denominada de avaliação reguladora, refere-se à apuração dos resultados obtidos e dos conhecimentos adquiridos, quer dizer, as competências conseguidas em relação aos objetivos previstos.
IV- A avaliação 4 se refere à análise do processo e da progressão que cada aluno seguiu, a fim de continuar sua formação levando em conta a suas características específicas. Assim, por se dedicar ao conhecimento e à avaliação de todo o percurso do aluno, pode ser chamada de avaliação somativa.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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“Em seguida vinha o 29766, EM QUE1 se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas.”
“A senhora A QUE2 me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa.”
“[...] mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, [...] e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, QUE3 lhe concedeu um favor em hora de aperto."
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Após a leitura da crônica no TEXTO III, responda à questão.
TEXTO III
Um milagre
(Graciliano Ramos)
R28829. Anúncio miúdo publicado num jornal: “A Nossa Senhora, a quem recorri em momentos de aflição na madrugada de 11 de maio, agradeço de joelhos a graça alcançada.” Uma assinatura de mulher. Em seguida vinha o 29766, em que se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas. Esse não me causou nenhuma impressão, mas o 28829 sensibilizou-me.
A princípio achei estranho que alguém manifestasse gratidão à divindade num anúncio, que talvez Nossa Senhora nem tenha lido, mas logo me convenci de que não tinha razão. Com certeza essa alma, justamente inquieta numa noite de apuros, teria andado melhor se houvesse produzido uma Salve-Rainha, por exemplo. Infelizmente nem todos os devotos são capazes de produzir Salve Rainhas.
Afinal essas coisas só têm valor quando se publicam. A senhora a que me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa. Isto, porém, não a satisfaria. Trata-se duma necessidade urgente de expor um sentimento forte, sentimento que, em conformidade com o intelecto do seu portador, assume a forma de oração artística ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, que lhe concedeu um favor em hora de aperto.
Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira. Enrolando-se precipitadamente num roupão, foi fechar a janela, mas o ferrolho emperrou. Afuzilaria lá fora continuava intensa, as chamas do incêndio avivavam-se. A pobre ficou um instante mexendo no ferrolho, atarantada. Compreendeu vagamente o perigo e ouviu uma bala inexistente zunir-lhe perto da orelha.
Arrastando-se, quase desmaiada, foi refugiar-se no banheiro. E aí pensou no marido (ou no filho), que se achava fora de casa, na Urca ou em lugar pior. Desejou com desespero que não acontecesse uma desgraça à família. Encostou-se à pia, esmorecida, medrosa da escuridão, tencionando vagamente formular um pedido e comprimir o botão do comutador. Incapaz de pedir qualquer coisa, arriou, caiu ajoelhada e escorou-se à banheira. Depois lembrou-se de Nossa Senhora. Passou ali uma parte da noite, tremendo. Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada. Não dormiu, e de manhã viu no espelho uma cara envelhecida e amarela. O filho (ou marido) entrou em casa inteiro, e não foi incomodado pela polícia.
A alma torturada roncou um suspiro de alívio, molhou o jornal com lágrimas e começou a perceber que tinha aparecido ali uma espécie de milagre. Pequeno, é certo, bem inferior aos antigos, mas enfim digno de figurar entre os anúncios do jornal que ali estava amarrotado e molhado.
Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos.
(Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras/ Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)
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Após a leitura da crônica no TEXTO III, responda à questão.
TEXTO III
Um milagre
(Graciliano Ramos)
R28829. Anúncio miúdo publicado num jornal: “A Nossa Senhora, a quem recorri em momentos de aflição na madrugada de 11 de maio, agradeço de joelhos a graça alcançada.” Uma assinatura de mulher. Em seguida vinha o 29766, em que se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas. Esse não me causou nenhuma impressão, mas o 28829 sensibilizou-me.
A princípio achei estranho que alguém manifestasse gratidão à divindade num anúncio, que talvez Nossa Senhora nem tenha lido, mas logo me convenci de que não tinha razão. Com certeza essa alma, justamente inquieta numa noite de apuros, teria andado melhor se houvesse produzido uma Salve-Rainha, por exemplo. Infelizmente nem todos os devotos são capazes de produzir Salve Rainhas.
Afinal essas coisas só têm valor quando se publicam. A senhora a que me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa. Isto, porém, não a satisfaria. Trata-se duma necessidade urgente de expor um sentimento forte, sentimento que, em conformidade com o intelecto do seu portador, assume a forma de oração artística ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, que lhe concedeu um favor em hora de aperto.
Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira. Enrolando-se precipitadamente num roupão, foi fechar a janela, mas o ferrolho emperrou. Afuzilaria lá fora continuava intensa, as chamas do incêndio avivavam-se. A pobre ficou um instante mexendo no ferrolho, atarantada. Compreendeu vagamente o perigo e ouviu uma bala inexistente zunir-lhe perto da orelha.
Arrastando-se, quase desmaiada, foi refugiar-se no banheiro. E aí pensou no marido (ou no filho), que se achava fora de casa, na Urca ou em lugar pior. Desejou com desespero que não acontecesse uma desgraça à família. Encostou-se à pia, esmorecida, medrosa da escuridão, tencionando vagamente formular um pedido e comprimir o botão do comutador. Incapaz de pedir qualquer coisa, arriou, caiu ajoelhada e escorou-se à banheira. Depois lembrou-se de Nossa Senhora. Passou ali uma parte da noite, tremendo. Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada. Não dormiu, e de manhã viu no espelho uma cara envelhecida e amarela. O filho (ou marido) entrou em casa inteiro, e não foi incomodado pela polícia.
A alma torturada roncou um suspiro de alívio, molhou o jornal com lágrimas e começou a perceber que tinha aparecido ali uma espécie de milagre. Pequeno, é certo, bem inferior aos antigos, mas enfim digno de figurar entre os anúncios do jornal que ali estava amarrotado e molhado.
Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos.
(Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras/ Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)
Considerando a descrição realizada no 4º parágrafo do Texto III, bem como o trecho reproduzido na sequência, que finaliza o texto, deduz-se que:
“Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos”.
I- O texto traz uma crítica à personagem, dada a ingenuidade de pensar em milagre, pois estes não existem.
II- No momento de desespero, movida pela fé, a personagem faz um apelo e é atendida; e, atribuindo o estado de calmaria a uma concessão divina, agradece à Nossa Senhora.
III- Há um aviso às pessoas que não acreditam em milagres de que podem vir a ser punidas e morrerem, caso se exponham a situações de perigo, como a descrita no texto.
IV- Faz-se um alerta sobre a exposição à violência e, indiretamente, à falta de ações para proteger a sociedade, a ponto de as pessoas terem como alento a fé.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Após a leitura da crônica no TEXTO III, responda à questão.
TEXTO III
Um milagre
(Graciliano Ramos)
R28829. Anúncio miúdo publicado num jornal: “A Nossa Senhora, a quem recorri em momentos de aflição na madrugada de 11 de maio, agradeço de joelhos a graça alcançada.” Uma assinatura de mulher. Em seguida vinha o 29766, em que se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas. Esse não me causou nenhuma impressão, mas o 28829 sensibilizou-me.
A princípio achei estranho que alguém manifestasse gratidão à divindade num anúncio, que talvez Nossa Senhora nem tenha lido, mas logo me convenci de que não tinha razão. Com certeza essa alma, justamente inquieta numa noite de apuros, teria andado melhor se houvesse produzido uma Salve-Rainha, por exemplo. Infelizmente nem todos os devotos são capazes de produzir Salve Rainhas.
Afinal essas coisas só têm valor quando se publicam. A senhora a que me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa. Isto, porém, não a satisfaria. Trata-se duma necessidade urgente de expor um sentimento forte, sentimento que, em conformidade com o intelecto do seu portador, assume a forma de oração artística ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, que lhe concedeu um favor em hora de aperto.
Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira. Enrolando-se precipitadamente num roupão, foi fechar a janela, mas o ferrolho emperrou. Afuzilaria lá fora continuava intensa, as chamas do incêndio avivavam-se. A pobre ficou um instante mexendo no ferrolho, atarantada. Compreendeu vagamente o perigo e ouviu uma bala inexistente zunir-lhe perto da orelha.
Arrastando-se, quase desmaiada, foi refugiar-se no banheiro. E aí pensou no marido (ou no filho), que se achava fora de casa, na Urca ou em lugar pior. Desejou com desespero que não acontecesse uma desgraça à família. Encostou-se à pia, esmorecida, medrosa da escuridão, tencionando vagamente formular um pedido e comprimir o botão do comutador. Incapaz de pedir qualquer coisa, arriou, caiu ajoelhada e escorou-se à banheira. Depois lembrou-se de Nossa Senhora. Passou ali uma parte da noite, tremendo. Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada. Não dormiu, e de manhã viu no espelho uma cara envelhecida e amarela. O filho (ou marido) entrou em casa inteiro, e não foi incomodado pela polícia.
A alma torturada roncou um suspiro de alívio, molhou o jornal com lágrimas e começou a perceber que tinha aparecido ali uma espécie de milagre. Pequeno, é certo, bem inferior aos antigos, mas enfim digno de figurar entre os anúncios do jornal que ali estava amarrotado e molhado.
Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos.
(Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras/ Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)
Após a leitura do trecho abaixo transcrito do Texto III, avalie a veracidade das proposições acerca de alguns fenômenos linguísticos.
“Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira.[...]”
I- O verbo OUVIR empregado na 3ª pessoa do plural se justifica porque o sujeito classifica-se como indeterminado, sendo o SE um índice de indeterminação.
II- A forma verbal mista em destaque salienta duas informações: o tempo composto “tinha sido” sinaliza a descrição de um fato passado; e a opção pela estrutura passiva “sido assassinado” põe em destaque o paciente e não o agente do processo verbal.
III- O adjetivo INFELIZ foi substantivado e apresenta-se ao mesmo tempo como um recurso de coesão lexical, caracterizando a mulher, personagem em destaque na narrativa.
É CORRETO o que se afirma em:
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