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Instrução: Leia o texto abaixo e responda às questões de 06 a 08.
Na mesma época em que conheci um quadro-negro de escola, conheci também um quadro branco de cinema. Minhas retinas não se esquecerão jamais das figuras moventes em preto-e-branco do seriado Flash Gordon, quando o herói gritava “Shazam!” e saía voando.
Foi quando pude compreender, embora sem muito torneio do consciente, que uma sala de cinema é um bocado diferente de uma sala de escola. A diferença não está em que na escola a sala é clara e o retângulo à frente é escuro, e no cinema a sala é escura e o retângulo à frente é claro. A grande diferença está no poder que o quadro branco tem de provocar imitação. Não me recordo de ter tentado fazer em casa o que um professor tivesse feito de proeza dentro ou na proximidade de um quadro-negro da escola. Todavia, até os dez anos – os meus e os da meninada catalana dos anos 50 -, nós todos quisemos fazer o que a gente viu fazerem os artistas do cinema.
(LIMA, I. R. de. Fica quieta! In: Passado a limpo. Coleção Carandá. Cuiabá: Carlini e Caniato, 2018.)
Em termos de preservar o sentido original e a coesão textual, no trecho Foi quando pude compreender, embora sem muito torneio do consciente, que uma sala de cinema é um bocado diferente de uma sala de escola., a conjunção concessiva NÃO pode ser substituída por
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Instrução: Leia o texto abaixo e responda às questões de 06 a 08.
Na mesma época em que conheci um quadro-negro de escola, conheci também um quadro branco de cinema. Minhas retinas não se esquecerão jamais das figuras moventes em preto-e-branco do seriado Flash Gordon, quando o herói gritava “Shazam!” e saía voando.
Foi quando pude compreender, embora sem muito torneio do consciente, que uma sala de cinema é um bocado diferente de uma sala de escola. A diferença não está em que na escola a sala é clara e o retângulo à frente é escuro, e no cinema a sala é escura e o retângulo à frente é claro. A grande diferença está no poder que o quadro branco tem de provocar imitação. Não me recordo de ter tentado fazer em casa o que um professor tivesse feito de proeza dentro ou na proximidade de um quadro-negro da escola. Todavia, até os dez anos – os meus e os da meninada catalana dos anos 50 -, nós todos quisemos fazer o que a gente viu fazerem os artistas do cinema.
(LIMA, I. R. de. Fica quieta! In: Passado a limpo. Coleção Carandá. Cuiabá: Carlini e Caniato, 2018.)
Em Minhas retinas não se esquecerão jamais das figuras moventes e em Não me recordo de ter tentado fazer em casa, os verbos esquecer e recordar estão acompanhados de preposição. Essa regência deve-se ao fato de esses verbos nessas situações serem
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Instrução: Leia o texto abaixo e responda às questões de 06 a 08.
Na mesma época em que conheci um quadro-negro de escola, conheci também um quadro branco de cinema. Minhas retinas não se esquecerão jamais das figuras moventes em preto-e-branco do seriado Flash Gordon, quando o herói gritava “Shazam!” e saía voando.
Foi quando pude compreender, embora sem muito torneio do consciente, que uma sala de cinema é um bocado diferente de uma sala de escola. A diferença não está em que na escola a sala é clara e o retângulo à frente é escuro, e no cinema a sala é escura e o retângulo à frente é claro. A grande diferença está no poder que o quadro branco tem de provocar imitação. Não me recordo de ter tentado fazer em casa o que um professor tivesse feito de proeza dentro ou na proximidade de um quadro-negro da escola. Todavia, até os dez anos – os meus e os da meninada catalana dos anos 50 -, nós todos quisemos fazer o que a gente viu fazerem os artistas do cinema.
(LIMA, I. R. de. Fica quieta! In: Passado a limpo. Coleção Carandá. Cuiabá: Carlini e Caniato, 2018.)
A respeito dos sentidos da crônica, analise as afirmativas.
I- Sem prejuízo dos sentidos e da coesão do texto, o primeiro período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito desta maneira: Na mesma época, conheci um quadro-negro de escola e um quadro branco de cinema.
II- Pelo emprego do adjetivo bocado, infere-se que a autora considera haver diferença bastante grande entre sala de aula e sala de cinema.
III- Depreende-se do texto, especialmente do trecho A grande diferença está no poder que o quadro branco tem de provocar imitação, que o cinema provocava nas crianças reações que a escola não provocava.
IV- O uso da expressão retângulo à frente, tanto para quadro-negro de escola quanto para quadro branco de cinema, em nada contribui para a construção da oposição claro-escuro.
Estão corretas as afirmativas
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Instrução: Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões de 01 a 04.
Mas eu não aprendi assim!
“O mestre conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho, caminha com igualdade, enquanto seu
aprendiz escorrega e cai a todo instante. O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro e
continua a acompanhar seu mestre. Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar,
o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
5 __ - Você não me ensinou nada hoje - diz o aprendiz, levando mais um tombo.
- Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se
lida com os erros da vida.
- E como lidar com eles?
- Como deveria lidar com seus tombos - respondeu o mestre. Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde
10 caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.”
Nisso consiste uma das maiores lições que aprendemos na vida: Antes de falar, escute; antes de escrever,
leia; antes de ter, consiga; antes de pedir, agradeça; antes de julgar, sinta; antes de correr, ande; antes de
desistir, tente; antes de saber, aprenda; antes de aprender, queira; antes de ter, seja.
O desenvolvimento humano traz em si uma complexa estrutura de valores que se confunde enquanto se
15 propaga. Essa complexidade compromete a clareza e a coerência de propósitos quando deixa à deriva as
perspectivas com que os objetivos precisam ser alcançados a curto, médio e longo prazo. Tais objetivos
precisam resultar em melhoria na qualidade de pessoas que assumirão o comando do porvir, de ações que
perpetuem a espécie que se propõe a resistir, evoluindo efetivamente com conquistas e avanços cada vez
mais comprometidos com a vida.
20 __ Esse tão propagado desenvolvimento humano não pode nem deve representar um simples transmissor de
conhecimento, mas induzir a pessoa a pensar, ser dinâmico e conhecedor de suas habilidades e capacidades
cognitivas. Essas ferramentas, por certo, compõem a grande oferta de engenhos identificados como
tecnologias que estão a serviço desse homem que pensa, que sente, que critica, que julga, que assimila e
consegue filtrar o que melhor lhe convém para se manter no comando do seu destino, para usar sem se
25 deixar ser usado por quaisquer instrumentos.
Planejar e pensar andam juntos: o homem pensa, distribui suas atividades no tempo. Ele tem sempre em
mente o que fazer, como fazer, para que fazer, com que fazer. O que produzir, como produzir, para quem
produzir. Quem não planeja, robotiza. É preciso criar mecanismos que garantam segurança no fazer e
resultados que se prolonguem como prolongada deve ser a vida dos que aprendem a melhor maneira de
30 fazer diferente aquilo que outros já realizaram.
[...]
(COSTA, S. M. Disponível em: https://www.webartigos.com/artigos. Acesso em: 06/04/ 2019.)
No trecho Embora mais velho (linha 1), pode ser empregado o verbo ser na forma
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Instrução: Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões de 01 a 04.
Mas eu não aprendi assim!
“O mestre conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho, caminha com igualdade, enquanto seu
aprendiz escorrega e cai a todo instante. O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro e
continua a acompanhar seu mestre. Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar,
o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
5 __ - Você não me ensinou nada hoje - diz o aprendiz, levando mais um tombo.
- Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se
lida com os erros da vida.
- E como lidar com eles?
- Como deveria lidar com seus tombos - respondeu o mestre. Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde
10 caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.”
Nisso consiste uma das maiores lições que aprendemos na vida: Antes de falar, escute; antes de escrever,
leia; antes de ter, consiga; antes de pedir, agradeça; antes de julgar, sinta; antes de correr, ande; antes de
desistir, tente; antes de saber, aprenda; antes de aprender, queira; antes de ter, seja.
O desenvolvimento humano traz em si uma complexa estrutura de valores que se confunde enquanto se
15 propaga. Essa complexidade compromete a clareza e a coerência de propósitos quando deixa à deriva as
perspectivas com que os objetivos precisam ser alcançados a curto, médio e longo prazo. Tais objetivos
precisam resultar em melhoria na qualidade de pessoas que assumirão o comando do porvir, de ações que
perpetuem a espécie que se propõe a resistir, evoluindo efetivamente com conquistas e avanços cada vez
mais comprometidos com a vida.
20 __ Esse tão propagado desenvolvimento humano não pode nem deve representar um simples transmissor de
conhecimento, mas induzir a pessoa a pensar, ser dinâmico e conhecedor de suas habilidades e capacidades
cognitivas. Essas ferramentas, por certo, compõem a grande oferta de engenhos identificados como
tecnologias que estão a serviço desse homem que pensa, que sente, que critica, que julga, que assimila e
consegue filtrar o que melhor lhe convém para se manter no comando do seu destino, para usar sem se
25 deixar ser usado por quaisquer instrumentos.
Planejar e pensar andam juntos: o homem pensa, distribui suas atividades no tempo. Ele tem sempre em
mente o que fazer, como fazer, para que fazer, com que fazer. O que produzir, como produzir, para quem
produzir. Quem não planeja, robotiza. É preciso criar mecanismos que garantam segurança no fazer e
resultados que se prolonguem como prolongada deve ser a vida dos que aprendem a melhor maneira de
30 fazer diferente aquilo que outros já realizaram.
[...]
(COSTA, S. M. Disponível em: https://www.webartigos.com/artigos. Acesso em: 06/04/ 2019.)
Sobre o período O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre, assinale a afirmativa correta.
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As discussões acerca de teorias e práticas interdisciplinares no cenário educacional brasileiro intensificaram-se a partir da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394 de 1996) e com a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), em 1998. Tal arcabouço legal incentivou discussões e práticas de professores nos diversos níveis de ensino abrangendo os docentes de história. A perspectiva interdisciplinar exige dos professores um conjunto de atitudes. Quais são essas atitudes?
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Compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia, atitude de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito.
(BRASIL/MEC/SEF. Parâmetros curriculares nacionais. História, 5ª a 8ª séries. Brasília.)
Para atingir o objetivo proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais de História de contribuir para a construção da cidadania entre os alunos, qual deve ser a abordagem utilizada no ensino da disciplina?
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As dúvidas e questionamentos acerca da possibilidade do conhecimento histórico estabelecer uma verdade atravessam os séculos começando em Aristóteles, passando por Descartes e chegando até aos neopositivistas contemporâneos. As objeções à existência de uma verdade histórica são múltiplas. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma objeção à verdade do conhecimento histórico.
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A História se faz com documentos.
(LANGLOIS, Charles; SEIGNOBOS, Charles. Introducción a los Estudios Historicos. Alicante: Universidade de Alicante, 2003.)
Com essas palavras, os historiadores metódicos Charles Langlois e Charles Seignobos iniciam o primeiro capítulo de sua obra que se tornou o principal manual metodológico da Escola Metódica. Essa perspectiva historiográfica afirma a centralidade do documento para o conhecimento histórico. Em termos metodológicos, em quais etapas a Escola Metódica organiza o trabalho do historiador?
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Trata-se também, como se pode intuir, da proposta de historiar elementos relacionados com a linguagem como indicador de realidades mais globais ainda do que a própria linguagem, ao mesmo tempo em que é também uma história intelectual [...]Trata-se de um estudo através da linguagem que emprega, fixando o foco nos conceitos, em forma de denominar elementos fundamentais da cultura ou do pensamento. É uma história da semântica das palavras e das mudanças históricas dessas semânticas[...]
(ARÓSTEGUI, Julio. A pesquisa histórica. Bauru: EDUSC, 2006.)
A citação do historiador espanhol caracteriza uma corrente historiográfica contemporânea. Qual é essa corrente?
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