Foram encontradas 1.222 questões.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O futuro no passado
Poucas previsões para o futuro feitas no
passado se realizaram. O mundo se mudava do
campo para as cidades, e era natural que o futuro
idealizado então fosse o da cidade perfeita. Mas
o helicóptero não substituiu o automóvel
particular e só recentemente começou-se a
experimentar carros que andam sobre faixas
magnéticas nas ruas, liberando seus ocupantes
para a leitura, o sono ou o amor no banco de trás.
As cidades não se transformaram em laboratórios
de convívio civilizado, como previam, e sim na
maior prova da impossibilidade da coexistência
de desiguais.
A ciência trouxe avanços espetaculares
nas lides de guerra, como os bombardeios com
precisão cirúrgica que não poupam civis, mas
não trouxe a democratização da prosperidade
antevista. Mágicas novas como o cinema
prometiam ultrapassar os limites da imaginação.
Ultrapassaram, mas para o território da
banalidade espetaculosa. A TV foi prevista, e a
energia nuclear intuída, mas a revolução da
informática não foi nem sonhada. As revoluções
na medicina foram notáveis, certo, mas a
prevenção do câncer ainda não foi descoberta.
Pensando bem, nem a do resfriado. A comida em
pílulas não veio — se bem que a nouvelle cuisine
chegou perto. Até a colonização do espaço, como
previam os roteiristas do “Flash Gordon”, está
atrasada. Mal chegamos a Marte, só para
descobrir que é um imenso terreno baldio. E os
profetas da felicidade universal não contavam
com uma coisa: o lixo produzido pela sua visão.
Nenhuma previsão incluía a poluição e o
aquecimento global.
Mas, assim como os videntes otimistas
falharam, talvez o pessimismo de hoje divirta
nossos bisnetos. Eles certamente falarão da Aids,
por exemplo, como nós hoje falamos da gripe
espanhola. A ciência e a técnica ainda nos
surpreenderão. Estamos na pré-história da
energia magnética e por fusão nuclear fria.
É verdade que cada salto da ciência
corresponderá a um passo atrás, rumo ao irracional. Quanto mais perto a ciência chegar
das últimas revelações do Universo, mais as
pessoas procurarão respostas no misticismo e
refúgio no tribal. E quanto mais a ciência avança
por caminhos nunca antes sonhados, mais leigo
fica o leigo. A volta ao irracional é a birra do
leigo.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. O futuro no passado.
Disponível em <https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/08/30/leia-10-cronicas-de-luis-fernando-verissimo-publicadas-noglobo.ghtml>.
Na mesma ordem em que se encontram, as palavras destacadas acima introduzem os sentidos de:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
O futuro no passado
Poucas previsões para o futuro feitas no
passado se realizaram. O mundo se mudava do
campo para as cidades, e era natural que o futuro
idealizado então fosse o da cidade perfeita. Mas
o helicóptero não substituiu o automóvel
particular e só recentemente começou-se a
experimentar carros que andam sobre faixas
magnéticas nas ruas, liberando seus ocupantes
para a leitura, o sono ou o amor no banco de trás.
As cidades não se transformaram em laboratórios
de convívio civilizado, como previam, e sim na
maior prova da impossibilidade da coexistência
de desiguais.
A ciência trouxe avanços espetaculares
nas lides de guerra, como os bombardeios com
precisão cirúrgica que não poupam civis, mas
não trouxe a democratização da prosperidade
antevista. Mágicas novas como o cinema
prometiam ultrapassar os limites da imaginação.
Ultrapassaram, mas para o território da
banalidade espetaculosa. A TV foi prevista, e a
energia nuclear intuída, mas a revolução da
informática não foi nem sonhada. As revoluções
na medicina foram notáveis, certo, mas a
prevenção do câncer ainda não foi descoberta.
Pensando bem, nem a do resfriado. A comida em
pílulas não veio — se bem que a nouvelle cuisine
chegou perto. Até a colonização do espaço, como
previam os roteiristas do “Flash Gordon”, está
atrasada. Mal chegamos a Marte, só para
descobrir que é um imenso terreno baldio. E os
profetas da felicidade universal não contavam
com uma coisa: o lixo produzido pela sua visão.
Nenhuma previsão incluía a poluição e o
aquecimento global.
Mas, assim como os videntes otimistas
falharam, talvez o pessimismo de hoje divirta
nossos bisnetos. Eles certamente falarão da Aids,
por exemplo, como nós hoje falamos da gripe
espanhola. A ciência e a técnica ainda nos
surpreenderão. Estamos na pré-história da
energia magnética e por fusão nuclear fria.
É verdade que cada salto da ciência
corresponderá a um passo atrás, rumo ao irracional. Quanto mais perto a ciência chegar
das últimas revelações do Universo, mais as
pessoas procurarão respostas no misticismo e
refúgio no tribal. E quanto mais a ciência avança
por caminhos nunca antes sonhados, mais leigo
fica o leigo. A volta ao irracional é a birra do
leigo.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. O futuro no passado.
Disponível em <https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/08/30/leia-10-cronicas-de-luis-fernando-verissimo-publicadas-noglobo.ghtml>.
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Identifique a atribuição comum do ACS em todas
as ações de saúde:
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Marque o objetivo da participação popular no
SUS segundo Lei 8.142/1990:
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Assinale o procedimento do ACS na malária em
área rural:
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Indique a ação integrada entre ACS e ACE no
controle de endemias:
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Marque a conduta do ACS ao identificar caso
suspeito de dengue:
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Identifique a função estabelecida pela Lei
8.142/1990:
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Ao realizar uma visita domiciliar a um idoso, o
ACS deve priorizar:
I - Risco de quedas (ambiente inadequado, iluminação, piso escorregadio).
II - Sinais de declínio cognitivo (confusão, desorientação, esquecimento).
III - Rede de apoio familiar/comunitária disponível para o cuidado.
É correto o que se afirma em:
I - Risco de quedas (ambiente inadequado, iluminação, piso escorregadio).
II - Sinais de declínio cognitivo (confusão, desorientação, esquecimento).
III - Rede de apoio familiar/comunitária disponível para o cuidado.
É correto o que se afirma em:
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Considere os princípios do SUS listados, abaixo:
I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.
II - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo.
III - ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde.
É correto afirmar que:
I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.
II - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo.
III - ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde.
É correto afirmar que:
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