A Modinha, cantoria de salão, alcançou enorme prestígio nos Saraus da Corte e foi o primeiro gênero popular brasileiro a ser divulgado internacionalmente.
Segundo Mário de Andrade, após várias evoluções, a nacionalização da modinha é representada pelo gênero:
“A carta, como imagem que é, não pode ser considerada
simples ilustração, pois trata-se sobretudo de um instrumento
que se presta à informação, à pesquisa, à reflexão e serve
também como auxílio à decisão”.
(FONSECA, Fernanda e OLIVA, Jaime. A Geografia e suas linguagens: o caso da Cartografia,
in CARLOS, Fani (org.).A Geografia na sala de aula. Contexto: São Paulo, 2012, pág. 68)
A citação acima é uma paráfrase do artigo do geógrafo francês
Jean-Paul Bord, Le Géographe et la Carte, publicada em
1997 na revista Cybergeo (nº 17), onde é feito uma profunda
análise sobre o papel da Cartografia junto à Geografia, no
entendimento do espaço geográfico. Até os dias atuais, ainda,
é comum atribuir à representação cartográfica um caráter neutro,
estático e não ideológico. Dentre os exemplos abaixo, um
deles demonstra esse tipo de caráter, como é o caso:
“As novas formas de interatividade à distância e de integração de
hábitos culturais, que aproximam mais os jovens das sociedades
distantes do que os adultos de seu próprio país, confrontam-nos
com cenas tão desafiantes quanto as relações interétnicas, porém
de outra forma. A comunicação digital, principalmente a de
caráter móvel nos celulares, proporciona simultaneamente
interatividade interna e deslocalização, conhecimentos e novas
dúvidas. (...) A digitalização aumenta os intercâmbios de livros,
músicas e espetáculos e está criando redes de conteúdos e
formatos que combinam culturas diversas”.
(CANCLINI, Néstor García. Diversidade e Direitos na Interculturalidade Global. Revista
Observatório Itaú Cultural, N. 8 (abr/jul. 2009). São Paulo: Itaú Cultural, 2009, pág. 148).
Observa-se, na contemporaneidade, profundas transformações nas inter-relações humanas, desencadeadas pela conectividade no meio informacional, e que afetam diretamente a construção identitária dos jovens. Em termos geográficos, fala-se em “desterritorialização” e, sociologicamente, como afirma Canclini, uma “deslocalização”. Deste modo é possível inferir que, nos jovens, essas transformações estão processando:
André, professor de uma turma de 5º ano de escolaridade da
Rede Municipal de Ensino da Cidade do Rio de Janeiro, iniciou
o ano letivo propondo aos estudantes um projeto pedagógico,
cujo tema seria os Jogos Olímpicos que ocorrerão na
cidade. Os estudantes ficaram muito animados e o professor
planejou seu trabalho de modo que as atividades programadas,
a realização delas e a análise de desempenho de cada
estudante compartilhassem o mesmo tema e grau de dificuldade.
Segundo o sistema avaliativo de Cipriano Luckesi (2011),
o professor articula nesse trabalho:
Na Rede Municipal de Ensino da Cidade do Rio de Janeiro, os
Ginásios Experimentais Olímpicos (GEOs) vêm desenvolvendo
currículos que objetivam a formação de alunos-atletas-cidadãos.
Nessa perspectiva, os alunos têm um currículo organizado com
oferta de diversas modalidades esportivas e, também, aulas de
Educação Física. Essa oferta busca atender as seguintes orientações
emanadas pelo Parecer 04 CNE/SEB/98:
Em 2016, a Cidade do Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos.
A Cidade Olímpica precisou realizar diversos ajustes
para receber um evento desse porte. Uma das adequações é
a do calendário escolar da Rede Municipal de Ensino, cujo
período de recesso foi transferido para o mês de agosto. A
respeito desse assunto, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n° 9.394), de 20 de novembro de 1996, estabelece
que:
Seu Joaquim se descuidou do prazo de matrícula de seu filho,
Rafael, que completou seis anos em 03/03/2016. Mesmo sendo
permitida a matrícula após o início das aulas, Seu Joaquim não se
preocupou muito, já que acredita que a obrigatoriedade escolar
se inicia aos sete anos de idade. De acordo com a Resolução nº
07 de 14 de dezembro de 2010, Seu Joaquim está:
Em uma determinada escola, no início do ano, professores se
organizavam para planejar a proposta pedagógica para o
ano letivo. Um grupo de professores entregou à Coordena-
ção Pedagógica sua listagem de conteúdos que seriam desenvolvidos
ao longo do ano e preparava-se para ir embora.
A direção da escola solicitou que permanecessem para a reunião
de planejamento com todo o corpo docente. A diretora
tomou essa iniciativa baseada na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação nº 9394, de 20 de novembro de 1996, que anuncia
em seu Art. 13, que docentes incumbir-se-ão de:
O Parecer da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional
de Educação nº 04 de 1998 esclarece que os sistemas de
ensino possuem autonomia para desenvolver suas áreas
curriculares. Contudo, deixa claro que as propostas pedagógicas
das escolas devem integrar bases teóricas que favoreçam a organização
dos conteúdos do paradigma curricular da Base Nacional
Comum e sua Parte Diversificada, visando ser coerente:
“Certa vez, numa escola da rede municipal de São Paulo,
que realizava uma reunião de quatro dias com professores e
professoras de dez escolas da área para planejar em comum
suas atividades pedagógicas, visitei uma sala em que se expunham
fotografias das redondezas da escola. Fotografias de
ruas enlameadas, de ruas bem-postas também. Fotografias
de recantos feios que sugeriam tristeza e dificuldades. Fotografias
de corpos andando com dificuldade, lentamente, alquebrados,
de caras desfeitas, de olhar vago. Um pouco atrás
de mim dois professores faziam comentários em torno do que
lhes tocava mais de perto. De repente, um deles afirmou: “Há
dez anos ensino nesta escola. Jamais conheci nada de sua
redondeza além das ruas que lhe dão acesso. Agora, ao ver
esta exposição de fotografias que nos revelam um pouco de
seu contexto, me convenço de quão precária deve ter sido a
minha tarefa formadora durante todos estes anos. Como ensinar,
como formar sem estar aberto ao contorno geográfico,
social, dos educandos?"
(Freire, Pedagogia da autonomia,
1996)
A reflexão de Paulo Freire nos remete a uma dimensão do
currículo amplamente discutida por Tomaz Tadeu da Silva.
Trata-se de categorias como: