De acordo com Ermelinda A. Paz, o início do século XX foi o
grande marco do surgimento e evolução das doutrinas pedagógico-musicais.
As mutações na pedagogia musical
eclodiram, rapidamente, implicando o repensar e a revisão
de toda uma prática musical até então desenvolvida. Dessa
forma, pode-se afirmar que:
A elaboração das Orientações Curriculares para o ensino de Música, na Rede Pública Municipal do Rio de Janeiro (SME, RJ, 2016),
encontra-se organizada em torno de importantes pressupostos. Fundamentados em suas ideias pode-se afirmar que:
Uma professora colocou uma peça musical para seus alunos,
pedindo que se concentrassem em ouvir não a música em si,
mas todos os sons não musicais exteriores à peça executada.
Segundo Murray Schafer, este exercício é uma proposta
sensibilizadora para:
“Sobre a cabeça os aviões / Sob os meus pés os caminhões /
Aponta contra os chapadões / Meu nariz (...)”
O trecho acima se refere à canção manifesto Tropicália, do
movimento estético musical que surgiu a partir de 1967, liderado
por Caetano Veloso e que tinha como proposta:
“Perceber sentidos dos sons em sociedade como por exemplo:
o sinal da escola, o apito do guarda, o chamado do telefone
etc.”, de acordo com as Orientações Curriculares de Música,
têm como objetivo:
“Considerar a produção de arte dos alunos e de artistas
significa considerar suas possibilidades criadoras
correlacionadas com as realidades socioculturais e
comunicacionais em que vivem.”
(PCN – Arte)
No ensino e aprendizagem de Arte, essa afirmação trata da
relação entre:
Uma aula de música, que tem como proposta improvisações,
composições e interpretações, utilizando os sistemas musicais
-- modal, tonal e outros -- no processo ensino-aprendizagem,
relaciona-se ao eixo norteador: