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Feliz aniversário
[...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.
Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.
E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.
De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]
Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.
— Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.
Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.
— Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.
A velha não se manifestava.
Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.
— Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.
A velha não se manifestava...
(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)
Considerando o contexto, assinale o significado corretamente atribuído ao vocábulo destacado.
 

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1317045 Ano: 2016
Disciplina: Odontologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
“Durante a fase de planejamento de um tratamento ortodôntico um profissional encaminhou um paciente para uma clínica de radiologia para a realização de um exame. O exame realizado pela clínica consistiu de: posicionamento do paciente no aparelho por meio de um sistema de coordenadas laser; aquisição da imagem sendo que no aparelho de um lado havia o feixe de raios-x e de outro o sistema de elementos detectores; esse complexo girou em torno da cabeça do paciente e um feixe de raios-x em forma de cone foi emitido em pulsos enquanto ocorria a rotação; após a aquisição das imagens essas foram reconstruídas na workstation do aparelho.” Qual foi o exame solicitado pelo profissional?
 

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1316639 Ano: 2016
Disciplina: Farmácia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
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“Em um laboratório será realizada a coleta de sangue de um paciente para os exames de: ureia sanguínea, hemograma completo, tempo de protrombina.” Referente à cor da tampa dos tubos de coletas de cada um, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos exames solicitados.
 

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A dona do ar
Quando completou três anos de idade, em 1922, Rosa Helena Schorling, conhecida como Rosita, ganhou de presente um velocípede de madeira construído pelo pai. Aos 12, o brinquedo havia ficado para trás e seu principal meio de transporte era um Opel 1896 de fabricação alemã e direção do lado direito. Aos 19, tornou-se a oitava brasileira apta a pilotar aviões e, aos 21, se tornou a primeira mulher a saltar de paraquedas no País.
Hoje, por força de seus 94 anos, caminha mais devagar, mas olha o céu do mesmo modo como olhava quando avistou, pela primeira vez, o imenso balão prateado Graf Zeppelin, que sobrevoou o território capixaba em 1932, inaugurando o tráfego aéreo entre a Europa e a América Latina. O acordo feito com o pai era o seguinte: primeiro Rosa Helena terminaria os estudos no tradicional colégio de freiras em que aprendia letras, ciências, piano e costura. Depois, tão logo conquistasse o canudo de professora- normalista, estaria autorizada a estudar aviação.
O trato foi cumprido. Em 1938, começou o curso, orientada a observar o terreno e sentir a altitude e os comandos. “No ar, eu me sinto livre como em nenhum outro lugar”, define a aviadora que o presidente Getúlio Vargas chamava de “capixaba endiabrada”.
Diante do xeque-mate de um noivo que a mandou escolher entre voar e o casamento, ficou com o avião. Aos 35 anos, por causa da morte do pai, Rosita voltou ao interior para cuidar da mãe e trabalhar como professora. As crianças, curiosas, a enchiam de perguntas sobre suas peripécias no ar. Casou-se anos depois, na década de 1960, e teve um único filho. O bebê, no entanto, viveu apenas cinco meses e 16 dias. “Perdi muita gente”, lamenta. O pai, sem dúvida, foi o maior incentivador. Um dia, o general que presidia o Aeroclube do Brasil quis conhecer a família da aluna. Diante do pai de Rosita, João Ricardo Schorling, perguntou:
– E se alguma coisa acontecer a ela?
Decidido como a filha, Schorling respondeu prontamente:
– Então ela terá a morte dos seus sonhos.
(Ana Laura Nahas. Vida simples, janeiro de 2014.)
Dentre as expressões destacadas a seguir, todas apresentam a mesma indicação quanto ao sentido que representam na frase em que estão inseridas, com EXCEÇÃO de:
 

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1316011 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
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Agora é científico: pessoas mal amadas sentem menos empatia
Cientistas descobrem a relação entre o “hormônio do amor”
e a falta de sensibilidade aos problemas dos outros.
Quando estamos apaixonados tudo é mil maravilhas. Não interessa se faz frio, calor ou se você perdeu o ônibus – o importante é estar com a pessoa amada. Não que seu parceiro ou parceira não tenha parte nessa sensação de plenitude, mas a grande responsável é a ocitocina, conhecida como hormônio do amor. A ocitocina é aquele sentimento de bem-estar quando abraçamos uma pessoa querida. Ela é produzida no hipotálamo e liberada quando nos ligamos emocionalmente a alguém – podem ser laços familiares, românticos e de amizade.
Além de interferir no estado de espírito, o “hormônio do amor” controla várias funções vitais do organismo como apetite, sede, sono, libido e controle de estresse. Quando o corpo não dá conta de produzir ocitocina o suficiente, a forma como a reagimos aos estímulos sociais é diretamente afetada, como lidamos com a nossa vida social. O que os cientistas não sabiam era que isso poderia interferir também no que sentimos por outras pessoas. Um novo estudo realizado pela Universidade de Cardiff, no Reino Unido, descobriu que pessoas com baixos índices de ocitocina sentem menos empatia pelos outros.
Os cientistas avaliaram 20 indivíduos com Diabetes insipidus CDI, que acontece quando o corpo não consegue tratar corretamente os fluidos. Trata-se de uma disfunção hormonal em que não há produção ou liberação dos hormônios diuréticos. Pacientes com CDI têm taxas muito reduzidas de vasopressina, o hormônio responsável pelo controle da urina, cuja estrutura é muito parecida com a da ocitocina. Eles também acompanharam 15 pessoas com hipopituitarismo, uma condição que diminui a liberação dos hormônios sintetizados na hipófise – e, consequentemente, também da ocitocina. Esses dois grupos de pacientes com níveis baixos de “hormônio do amor” foram comparados com 20 pessoas saudáveis.
Todos eles fizeram duas atividades para testar suas demonstrações de empatia com base em reconhecimento das expressões de emoções. Além dos testes, os cientistas também examinaram os voluntários para medir as taxas de ocitocina e perceberam que os dois grupos doentes foram os que tiveram os piores resultados nas tarefas de empatia e os níveis mais baixos do hormônio. Ou seja, quanto menos hormônio do amor no organismo, menos sensibilidade aos problemas e sofrimentos alheios.
A pesquisa, apresentada na conferência anual da Sociedade de Endocrinologia, em Brighton, é pioneira ao estudar seres humanos com ocitocina reduzida (hormonalmente falando, os “mal amados”) como resultado de problemas clínicos e não a partir de disfunções psicológicas como depressão e estresse, por exemplo.
Os cientistas querem replicar o estudo para comprovar se a reposição da substância pode ser uma boa saída para melhorar as condições psicológicas dos pacientes que sofrem com poucas doses do hormônio do amor no organismo. Suplementação de ocitocina para aqueles casos em que um abraço não resolve.
(Por: Pamela Carbonari. Revista Superinteressante. Disponível
em: http://super.abril.com.br/saude/agora-e-cientifico-pessoas-mal-amadassentem- menos-empatia/. Acesso em: 01/12/2016. Adaptado.)
O texto tem como finalidade informar que
 

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1315905 Ano: 2016
Disciplina: Saúde Pública
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
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A respeito dos principais modelos de assistência à saúde no Brasil, assinale a alternativa correta.
 

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1315358 Ano: 2016
Disciplina: Geografia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
Sobre o cenário da agricultura brasileira, analise as afirmativas a seguir.
I. Os parceiros são lavradores que se instalam em terras “devolutas” (do governo) ou de terceiros e passam a cultivá-las.
II. As condições de trabalho do homem do campo são uma das melhores da América Latina, o que faz do Brasil um sucesso nas chamadas commodities agrícolas. A participação desse ramo no PIB do Brasil já responde por cerca de 30% a 35%.
III. O Brasil possui dois tipos de solos que são considerados extremamente férteis: os latossolos de terra roxa e o massapé.
IV. A estrutura fundiária do Brasil é herdeira dos processos de ocupação e divisão das terras no período colonial.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
 

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1315181 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
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Observe a imagem de TC pulmonar, em que um achado foi marcado por uma seta:
Enunciado 1315181-1
A imagem anterior refere-se a
 

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1314111 Ano: 2016
Disciplina: Direito Penal
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Sabará-MG
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“O ato ilícito, para o cirurgião-dentista, é aquele praticado culposamente, em desacordo com a norma jurídica; é o que viola direito subjetivo individual, causando prejuízo a outrem, criando o dever de reparar tal lesão. Para que se configure o ilícito, é imprescindível haver um dano oriundo de uma atividade culposa.”
(Rovida & Garbin, 2013.)
Como se chama a modalidade de culpa, na qual o profissional, no caso o cirurgião-dentista, deixa de realizar determinada ação considerada necessária ou obrigatória, por imposição técnica ou por segurança, ou mesmo decorrente de imposição legal?
 

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“As autoridades sul-coreanas anunciaram, neste domingo (25/12/2016), que sacrificaram 22,5 milhões de aves para impedir a propagação da gripe aviária, as quais se somarão outras 3 milhões nos próximos dias. Com esta medida, a Coreia do Sul tenta conter o surto da cepa H5N6 detectada no dia 16 de novembro nos sedimentos de aves migratórias.”
(Disponível em: https://saude.terra.com.br/coreia-do-
sul-sacrifica-mais-de-25-milhoes-de-aves-por-causa-de-gripe-aviaria,fbf4f41bc1a0fcb1387 a475f5c6ab96evx6j0vf1.html.)
Essa doença que se espalhou a outras partes do país já representa o pior caso desde 2014. É uma doença altamente contagiosa provocada por:
 

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