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Texto
Eu e a serra
Olho o espinhaço da serra, encaroçado de gigantescas pedras parecendo contas de um rosário a se debulharem no oratório das nuvens. A serra sempre me desafiou. Muitas vezes, tenho planejado subi-la, mas me esmaece a vontade, na perspectiva de vê-la desaparecer, depois da posse. Assim, tenho preferido encantar-me de longe, mais uma miragem de céu e terra, do que o confronto com as pedras a desfazer o milagre.
Já uma vez, tentei escalá-la. Nem fui ao meio do caminho. À medida que subia o encantamento se desmanchava em tropeços e escorregões, como se eu fosse, pouco a pouco, acordando de um sonho bom, para a aspereza da vida. De longe, é melhor, pois solto a imaginação a ver gigantes encapuzados de nuvens, mistérios de locas escuras e úmidas, algumas flores pendentes das pedras como candelabros macios da festa de Deus.
Parece mesmo que, na distância, eu e a serra comungamos maior pureza, um sem desnudar-se ao outro, no êxtase de uma secreta paixão, para o orgasmo dos olhos deslumbrados. A distância e o perto têm dissonâncias. O intocável tem algo de místico, de transcendente, até o absurdo que é a fertilidade da imaginação. De perto, tudo esmorece, esmaece, apaga-se, a luz não é a mesma, a possibilidade do estreito contato perde o encanto do inatingível. [...]
MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande, Latus, 2014. p.165
Do enunciado “Muitas vezes, tenho planejado subi-la, mas me esmaece a vontade, na perspectiva de vê-la desaparecer, depois da posse”, pode-se afirmar:
I - Os termos “la” (em subi-la e vê-la) exercem a mesma função morfossintática e fazem referência à “serra”.
II - O termo “mas” é uma conjunção adversativa e encabeça uma oração coordenada, que indica uma ideia contrária.
III - O termo “Muitas vezes” não exerce nenhuma função coesiva no texto.
Analise as proposições e marque a alternativa adequada. Está(ão) CORRETA(S) apenas.
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As diretrizes que integram a nova Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) indicam as linhas de ações para o alcance do seu propósito, capazes de modificar os determinantes de saúde e promover a saúde da população.
A alternativa que NÃO constitui diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição é:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Tempos Loucos – Parte 2
Os adultos que educam hoje vivem na cultura que incentiva ao extremo o consumo. Somos levados a consumir de tudo um pouco: além de coisas materiais, consumimos informações, ideias, estilos de ser e de viver, conceitos que interferem na vida (qualidade de vida, por exemplo), o sexo, músicas, moda, culturas variadas, aparência do corpo, a obrigatoriedade de ser feliz etc. Até a educação escolar virou item de consumo agora. A ordem é consumir, e obedecemos muitas vezes cegamente a esse imperativo.
Quem viveu sem usar telefone celular por muito tempo não sabe mais como seria a vida sem essa inovação tecnológica, por exemplo. O problema é que a oferta cria a demanda em sociedades consumistas, que é o caso atual, e os produtos e as ideias que o mercado oferece passam a ser considerados absolutamente necessários a partir de então.
A questão é que temos tido comportamento exemplar de consumistas, boa parte das vezes sem crítica alguma. Não sabemos mais o que é ter uma vida simples porque almejamos ter mais, por isso trabalhamos mais etc. Vejam que a ideia de lazer, hoje, faz todo sentido para quase todos nós. Já a ideia do ócio, não. Ou seja: para descansar de uma atividade, nos ocupamos com outra. A vadiagem e a preguiça são desvalorizadas.
Bem, é isso que temos ensinado aos mais novos, mais do que qualquer outra coisa. Quando uma criança de oito anos pede a seus pais um celular e ganha, ensinamos a consumir o que é oferecido; quando um filho pede para o pai levá-la ao show do RBD, e este leva mesmo se considera o espetáculo ruim, ensinamos a consumir, seja qual for a estética em questão; quando um jovem pede uma roupa de marca para ir a uma festa e os pais dão, ensinamos que o que consumimos é mais importante do que o que somos.
Não há problema em consumir; o problema passa a existir quando o consumo determina a vida. Isso é extremamente perigoso, principalmente quando os filhos chegam à adolescência. Há um mercado generoso de oferta de drogas. Ensinamos a consumir desde cedo e, nessa hora, queremos e esperamos que eles recusem essa oferta. Como?!
Na educação, essa nossa característica leva a consequências sutis, mas decisivas na formação dos mais novos. Como exemplo, podemos lembrar que estes aprendem a avaliar as pessoas pelo que elas aparentam poder consumir e não por aquilo que são e pelas ideias que têm e que o grupo social deles é formado por pares que consomem coisas semelhantes. Não é à toa que os pequenos furtos são um fenômeno presente em todas as escolas, sejam elas públicas ou privadas.
Nessa ideologia consumista, é importante considerar que os objetos perdem sua primeira função. Um carro deixa de ser um veículo de transporte, um telefone celular deixa de ser um meio de comunicação; ambos passam a significar status, poder de consumo, condição social, entre outras coisas.
A educação tem o objetivo de formar pessoas autônomas e livres. Mas, sob essa cultura do consumo, esses dois conceitos se transformaram completamente e perderam o seu sentido original. Os jovens hoje acreditam que têm liberdade para escolher qualquer coisa, por exemplo. Na verdade, as escolhas que fazem estão, na maioria das vezes, determinadas pelo consumo e pela publicidade. Tempos loucos, ou não?
SAYÃO, Rosely. Tempos loucos – parte - 2
Disponível em http://blogaroselysayao.blog.uol.com.br
Sobre o emprego dos pronomes do texto, marque ( V) para verdadeiro ou ( F) para falso, conforme sejam verdadeiras ou falsas as proposições:
( ) “Para descansar de uma atividade, nos ocupamos com outra” No pronome destacado temos duas marcas de pessoa, uma das quais se encontra também inserida na forma verbal.
( ) “A ordem é consumir, e obedecemos muitas vezes cegamente a esse imperativo”. Esse retoma fato relatado anteriormente.
( ) “...ensinamos que o que consumimos é mais importante do que o que somos.” O pronome destacado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por “aquilo”.
( ) “A ordem é consumir, e obedecemos muitas vezes cegamente a esse imperativo.” “Muitas” remete a uma quantidade desconhecida, mas que pode ser facilmente identificada no contexto.
( ) “Quando uma criança de oito anos pede a seus pais um celular e ganha, ensinamos a consumir o que é oferecido” O pronome seus, nesse contexto, provocou uma ambiguidade.
A sequência CORRETA é:
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Observe a imagem abaixo e escreva (V) para Verdadeiro e (F) para Falso.

( ) O Brasil é um país que se preocupa, de verdade com o trabalho infantil.
( ) O trabalho infantil não acarreta nenhuma sequela para a criança.
( ) A imagem acima nos faz refletir sobre o trabalho infantil.
( ) A prioridade para a criança deve ser, entre outras, estudar e brincar.
Assinale a sequência CORRETA:
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Atente à tirinha e responda o que se pede:
Texto

Disponível em:>https://www.google.com.br/search?q=charges+sobre+
concursos+publicos&espv=2&biw=<. Data da consulta: 24/02/2016.
Observando-se atentamente o texto acima, é CORRETO se afirmar que:
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Tendo como conjunto universo U = C, o produto entre as raízes da equação x 2(x 2 + 4) = 5 é:
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Pensar a ação supervisora é também pensar a maneira como essa ação se intitula, pois o nome é, essencialmente, uma identificação, uma atribuição de identidade. Rangel (In: FERREIRA, 2000) observa que persiste não um nome, mas uma nomenclatura, um vocabulário, um conjunto de termos com que se mantêm desde o final dos anos 80, 90 os diversos modos, variáveis nos Estados e nas escolas, de designar a ação do supervisor, como: supervisão (educacional, escolar, pedagógica), orientação pedagógica, coordenação (pedagógica, de turno, de área ou disciplina).
Assinale a opção que NÃO contém o conjunto de elementos e seus elos articuladores capaz de explicar a visão de supervisão denominada por Rangel (In: FERREIRA, 2000):
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Leia com atenção o texto abaixo e responda a questão seguinte.
Texto
Como o Brasil eliminou o mosquito da dengue nos anos de 1950 e por que é tão difícil repetir a tarefa. (21/02/2016).
No início deste mês, o governo surpreendeu ao editar uma medida provisória que permite o acesso forçado a imóveis no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite, além da dengue, o zika vírus. Embora pareça invasivo, esse foi um dos métodos usados no início do século passado pelo diretor de Saúde Pública do Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz, que ajudou a erradicar o vetor. O temor naquela época eram a febre amarela e a varíola.
O sanitarista montou uma brigada que seguia um modelo militar no combate ao mosquito e aos ratos. Os agentes entravam nas casas das pessoas em busca dos transmissores das doenças. A população também foi incentivada a caçá-los, e o combate ocorria independentemente da época do ano. Em pouco tempo as medidas surtiram efeito e em 1907 a febre amarela foi erradicada do Rio de Janeiro.
Só mais tarde, em 1955, o Brasil inteiro foi considerado livre do mosquito Aedes aegypti. Ima Aparecida Braga, do Programa Nacional de Controle da Dengue, e Denise Valle, do Departamento de Entomologia da Fiocruz, explicam em um artigo que a eliminação do mosquito no Brasil veio de uma ação articulada da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, iniciada em 1947. As duas organizações decidiram coordenar a erradicação do mosquito no continente, por intermédio do Programa de Erradicação do Aedes aegypti no Hemisfério Oeste. “O Brasil participou da campanha de erradicação continental do mosquito e teve êxito na primeira eliminação desse vetor em 1955. O último foco do mosquito foi extinto no dia 2 de abril daquele ano, na zona rural do Município de Santa Terezinha, Bahia.”
Em 1967, o mosquito foi novamente introduzido no Brasil e eliminado em 1973. Autora do artigo 'Um desafio para a saúde pública brasileira: o controle da dengue', Maria Lucia Penna explica que a erradicação “se deu pela utilização do método perifocal que constituía na aplicação de inseticidas de efeito residual de seis meses em paredes externas e internas de todos os depósitos domiciliares com ou sem água, assim como nas paredes próximas até 1m de distância dos eventuais criadouros. Tal método torna os criadouros preferenciais do mosquito armadilhas mortais para fêmeas, além de eliminar as larvas provenientes dos ovos aderidos às paredes dos recipientes quando estes são novamente preenchidos por água.”
Se o Brasil já conseguiu eliminar o mosquito mais de uma vez, por que parece mais difícil agora? Maria Lucia explica no texto que “a organização atual do espaço dos grandes centros urbanos e a situação da população de mosquitos no País levaram à conclusão de que a erradicação do Aedes aegypti de forma semelhante não é mais viável.”
O pessimismo relacionado à dificuldade de eliminar o mosquito é antigo. Em 2002, o especialista em doenças infecciosas Marcos Boulos disse, em entrevista à Folha de S. Paulo, que é “inviável erradicar o mosquito”.
Na época, ele já dizia que era preciso conscientizar a população no combate ao mosquito também fora da época em que ele se prolifera e argumentava que a expansão da população impedia o controle, como foi feito há mais de cem anos.
Ao HuffPost Brasil, o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, ressaltou que o combate ao mosquito depende da questão sanitária: “Pouca gente olha a cidade como um todo. O Brasil é muito carente nisso. Só agora estão dando mais atenção ao saneamento básico de forma geral. Não é só a casa das pessoas, mas também na infraestrutura que cabe aos prefeitos, governadores.”
Em nota, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) classificou o momento que o Brasil vive como uma “tragédia sanitária”.
Erradicar o inimigo número 1 do Brasil, como o ministro da Saúde, Marcelo Castro, se refere ao mosquito, é uma tarefa que, segundo os sanitaristas, exige muito investimento em infraestrutura e um amplo trabalho de conscientização da população e dos governantes. A expectativa deles é que o País aproveite o momento para perceber a importância do saneamento básico.
Disponível em> http://www.tratabrasil.org.br/como-o-brasil-eliminou-o-mosquito-da-
dengue-nos-anos-1950-e-por-que-e-tao-dificil-repetir-a-tarefa-2<.Data da consulta: 22/02/2016.
Na sentença “Se o Brasil já conseguiu eliminar o mosquito mais de uma vez, por que parece mais difícil agora? ”, extraída do texto, as palavras sublinhadas são classificadas morfologicamente, na sequência, como:
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Sejam as funções:
I) !$ f:R\longrightarrow R/~f(x)=-x^2+4 !$
II) !$ g:R\longrightarrow R_+/~g(x)=\begin{vmatrix} x -2 \end{vmatrix} !$
III) !$ h:N\longrightarrow N~/~h(x)=x+3 !$
IV) !$ p:R^*\longrightarrow R^*~/~p(x)=-\large{1\over x} !$
Classificando as funções acima relacionadas em injetora ( I ), sobrejetora ( II ), bijetora ( III ) e nem injetora e nem sobrejetora ( IV ), encontramos respectivamente:
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Considerando o diálogo entre História e Antropologia, analise as proposições a seguir:
I - A perspectiva histórico-antropológica tem fundamentado inúmeras pesquisas empíricas em diferentes tempos e espaços na América, nas quais índios, africanos e seus descendentes são enfocados como sujeitos ativos nos processos históricos nos quais se inserem.
II - Ao se constituírem como disciplinas, no século XIX, História e Antropologia pouco dialogavam, e seus métodos, suas teorias, suas fontes e seus temas parecem nitidamente demarcados em campos específicos de investigação.
III - A prática de procurar compreender o significado de objetos, comportamentos e mentalidades levando em conta diferenças culturais entre os agentes em contato foi a grande contribuição da História para a Antropologia, marcando essencialmente o novo fazer antropológico.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) proposição(ões):
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