Foram encontradas 697 questões.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Poluição por plásticos nos oceanos atinge níveis
sem precedentes em 15 anos
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com estudo
A poluição por plásticos nos oceanos em todo o mundo
alcançou níveis sem precedentes nos últimos 15 anos.
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com um estudo que alerta para esse
novo recorde preocupante.
Os autores do estudo, publicado nesta quarta-feira
(08/03/2023) na revista americana PLOS One, preveem
até uma aceleração do fenômeno se nada for feito para
impedir essa tendência e pedem ao mundo que conclua
o tratado internacional, previsto para 2024, que
supostamente salvará o planeta desse lixo.
O peso total dessa poluição representa 2,3 milhões de
toneladas, estima o estudo. Os resultados são baseados
em amostras de plástico coletadas em mais de 11 mil
estações de observação em todo o mundo, ao longo de
40 anos, de 1979 a 2019.
Os pesquisadores não encontraram nenhuma tendência
clara até 1990 e depois flutuações entre 1990 e 2005.
Mas, depois dessa data, "vemos um aumento muito
rápido, devido ao grande crescimento na produção [de
plástico] e um número limitado de políticas de controle de
eliminação na natureza", explicou Lisa Erdle, uma das
autoras da pesquisa.
No meio dos oceanos, essa poluição é formada
principalmente por equipamentos de pesca e boias,
enquanto roupas, pneus de carros e plásticos de uso
único costumam ser mais encontrados perto da costa. A
presença desses dejetos ameaça os animais, que ficam
presos nos pedaços maiores ou ingerem microplásticos,
que circulam na cadeia alimentar até chegar aos
humanos.
Se a tendência se confirmar, o uso de plásticos nos
países do G20 deve quase dobrar até 2050 em relação a
2019, para 451 milhões de toneladas por ano, de acordo
com um relatório internacional recente. Depois da guerra,
em 1950, eram apenas 2 milhões de toneladas
produzidas no planeta.
Os resíduos certamente diminuíram entre 1990 e 2005,
em parte devido a políticas eficazes, como a convenção
Marpol, de 1988, para acabar com as descargas por
navios. Mas a reciclagem, mesmo nos países mais ricos,
não tem sido suficiente para conter o problema.
No ano passado, 175 países concordaram em acabar
com essa poluição desenvolvendo um tratado, amparado
pela ONU, até o final de 2024. A próxima sessão de
negociação está marcada para maio, em Paris. Para os
autores, esse tratado deve ser ambicioso o suficiente
para reduzir a produção e o uso de plástico, mas
também gerenciar melhor sua eliminação.
"A coleta de plástico no meio ambiente tem apenas um
efeito limitado, por isso as soluções devem se concentrar
em limitar as liberações de plástico", indica o estudo.
Retirado e adaptado de: cossnnoos-oeeaos-atingee-neess-emm-prcee
dentes-em-15--anos.
por-plasticos-nos-oceanos-atinge-niveis-sem-precedentes-em-15-anos.
Acesso em: 13 mar. 2023.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Poluição por plásticos nos oceanos atinge níveis
sem precedentes em 15 anos
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com estudo
A poluição por plásticos nos oceanos em todo o mundo
alcançou níveis sem precedentes nos últimos 15 anos.
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com um estudo que alerta para esse
novo recorde preocupante.
Os autores do estudo, publicado nesta quarta-feira
(08/03/2023) na revista americana PLOS One, preveem
até uma aceleração do fenômeno se nada for feito para
impedir essa tendência e pedem ao mundo que conclua
o tratado internacional, previsto para 2024, que
supostamente salvará o planeta desse lixo.
O peso total dessa poluição representa 2,3 milhões de
toneladas, estima o estudo. Os resultados são baseados
em amostras de plástico coletadas em mais de 11 mil
estações de observação em todo o mundo, ao longo de
40 anos, de 1979 a 2019.
Os pesquisadores não encontraram nenhuma tendência
clara até 1990 e depois flutuações entre 1990 e 2005.
Mas, depois dessa data, "vemos um aumento muito
rápido, devido ao grande crescimento na produção [de
plástico] e um número limitado de políticas de controle de
eliminação na natureza", explicou Lisa Erdle, uma das
autoras da pesquisa.
No meio dos oceanos, essa poluição é formada
principalmente por equipamentos de pesca e boias,
enquanto roupas, pneus de carros e plásticos de uso
único costumam ser mais encontrados perto da costa. A
presença desses dejetos ameaça os animais, que ficam
presos nos pedaços maiores ou ingerem microplásticos,
que circulam na cadeia alimentar até chegar aos
humanos.
Se a tendência se confirmar, o uso de plásticos nos
países do G20 deve quase dobrar até 2050 em relação a
2019, para 451 milhões de toneladas por ano, de acordo
com um relatório internacional recente. Depois da guerra,
em 1950, eram apenas 2 milhões de toneladas
produzidas no planeta.
Os resíduos certamente diminuíram entre 1990 e 2005,
em parte devido a políticas eficazes, como a convenção
Marpol, de 1988, para acabar com as descargas por
navios. Mas a reciclagem, mesmo nos países mais ricos,
não tem sido suficiente para conter o problema.
No ano passado, 175 países concordaram em acabar
com essa poluição desenvolvendo um tratado, amparado
pela ONU, até o final de 2024. A próxima sessão de
negociação está marcada para maio, em Paris. Para os
autores, esse tratado deve ser ambicioso o suficiente
para reduzir a produção e o uso de plástico, mas
também gerenciar melhor sua eliminação.
"A coleta de plástico no meio ambiente tem apenas um
efeito limitado, por isso as soluções devem se concentrar
em limitar as liberações de plástico", indica o estudo.
Retirado e adaptado de: cossnnoos-oeeaos-atingee-neess-emm-prcee
dentes-em-15--anos.
por-plasticos-nos-oceanos-atinge-niveis-sem-precedentes-em-15-anos.
Acesso em: 13 mar. 2023.
"Os autores do estudo, publicado nesta quarta-feira (08/03/2023) na revista americana PLOS One, preveem até uma aceleração do fenômeno se nada for feito para impedir essa tendência [...]"
"Mas, depois dessa data , "vemos um aumento muito rápido [...]"
As expressões "essa tendência" e "dessa data" se referem, respectivamente, a:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Poluição por plásticos nos oceanos atinge níveis
sem precedentes em 15 anos
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com estudo
A poluição por plásticos nos oceanos em todo o mundo
alcançou níveis sem precedentes nos últimos 15 anos.
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com um estudo que alerta para esse
novo recorde preocupante.
Os autores do estudo, publicado nesta quarta-feira
(08/03/2023) na revista americana PLOS One, preveem
até uma aceleração do fenômeno se nada for feito para
impedir essa tendência e pedem ao mundo que conclua
o tratado internacional, previsto para 2024, que
supostamente salvará o planeta desse lixo.
O peso total dessa poluição representa 2,3 milhões de
toneladas, estima o estudo. Os resultados são baseados
em amostras de plástico coletadas em mais de 11 mil
estações de observação em todo o mundo, ao longo de
40 anos, de 1979 a 2019.
Os pesquisadores não encontraram nenhuma tendência
clara até 1990 e depois flutuações entre 1990 e 2005.
Mas, depois dessa data, "vemos um aumento muito
rápido, devido ao grande crescimento na produção [de
plástico] e um número limitado de políticas de controle de
eliminação na natureza", explicou Lisa Erdle, uma das
autoras da pesquisa.
No meio dos oceanos, essa poluição é formada
principalmente por equipamentos de pesca e boias,
enquanto roupas, pneus de carros e plásticos de uso
único costumam ser mais encontrados perto da costa. A
presença desses dejetos ameaça os animais, que ficam
presos nos pedaços maiores ou ingerem microplásticos,
que circulam na cadeia alimentar até chegar aos
humanos.
Se a tendência se confirmar, o uso de plásticos nos
países do G20 deve quase dobrar até 2050 em relação a
2019, para 451 milhões de toneladas por ano, de acordo
com um relatório internacional recente. Depois da guerra,
em 1950, eram apenas 2 milhões de toneladas
produzidas no planeta.
Os resíduos certamente diminuíram entre 1990 e 2005,
em parte devido a políticas eficazes, como a convenção
Marpol, de 1988, para acabar com as descargas por
navios. Mas a reciclagem, mesmo nos países mais ricos,
não tem sido suficiente para conter o problema.
No ano passado, 175 países concordaram em acabar
com essa poluição desenvolvendo um tratado, amparado
pela ONU, até o final de 2024. A próxima sessão de
negociação está marcada para maio, em Paris. Para os
autores, esse tratado deve ser ambicioso o suficiente
para reduzir a produção e o uso de plástico, mas
também gerenciar melhor sua eliminação.
"A coleta de plástico no meio ambiente tem apenas um
efeito limitado, por isso as soluções devem se concentrar
em limitar as liberações de plástico", indica o estudo.
Retirado e adaptado de: cossnnoos-oeeaos-atingee-neess-emm-prcee
dentes-em-15--anos.
por-plasticos-nos-oceanos-atinge-niveis-sem-precedentes-em-15-anos.
Acesso em: 13 mar. 2023.
(__)"presentes" é um adjetivo em "Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e microplásticos estariam presentes na superfície dos oceanos, de acordo com estudo".
(__)"alerta" é um verbo em "[...] de acordo com um estudo que alerta para esse novo recorde preocupante".
(__)"a" é um artigo em "Os resíduos certamente diminuíram entre 1990 e 2005, em parte devido a políticas eficazes [...]".
(__)"passado" é um substantivo em "No ano passado, 175 países concordaram em acabar com essa poluição desenvolvendo um tratado [...]".
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Poluição por plásticos nos oceanos atinge níveis
sem precedentes em 15 anos
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com estudo
A poluição por plásticos nos oceanos em todo o mundo
alcançou níveis sem precedentes nos últimos 15 anos.
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com um estudo que alerta para esse
novo recorde preocupante.
Os autores do estudo, publicado nesta quarta-feira
(08/03/2023) na revista americana PLOS One, preveem
até uma aceleração do fenômeno se nada for feito para
impedir essa tendência e pedem ao mundo que conclua
o tratado internacional, previsto para 2024, que
supostamente salvará o planeta desse lixo.
O peso total dessa poluição representa 2,3 milhões de
toneladas, estima o estudo. Os resultados são baseados
em amostras de plástico coletadas em mais de 11 mil
estações de observação em todo o mundo, ao longo de
40 anos, de 1979 a 2019.
Os pesquisadores não encontraram nenhuma tendência
clara até 1990 e depois flutuações entre 1990 e 2005.
Mas, depois dessa data, "vemos um aumento muito
rápido, devido ao grande crescimento na produção [de
plástico] e um número limitado de políticas de controle de
eliminação na natureza", explicou Lisa Erdle, uma das
autoras da pesquisa.
No meio dos oceanos, essa poluição é formada
principalmente por equipamentos de pesca e boias,
enquanto roupas, pneus de carros e plásticos de uso
único costumam ser mais encontrados perto da costa. A
presença desses dejetos ameaça os animais, que ficam
presos nos pedaços maiores ou ingerem microplásticos,
que circulam na cadeia alimentar até chegar aos
humanos.
Se a tendência se confirmar, o uso de plásticos nos
países do G20 deve quase dobrar até 2050 em relação a
2019, para 451 milhões de toneladas por ano, de acordo
com um relatório internacional recente. Depois da guerra,
em 1950, eram apenas 2 milhões de toneladas
produzidas no planeta.
Os resíduos certamente diminuíram entre 1990 e 2005,
em parte devido a políticas eficazes, como a convenção
Marpol, de 1988, para acabar com as descargas por
navios. Mas a reciclagem, mesmo nos países mais ricos,
não tem sido suficiente para conter o problema.
No ano passado, 175 países concordaram em acabar
com essa poluição desenvolvendo um tratado, amparado
pela ONU, até o final de 2024. A próxima sessão de
negociação está marcada para maio, em Paris. Para os
autores, esse tratado deve ser ambicioso o suficiente
para reduzir a produção e o uso de plástico, mas
também gerenciar melhor sua eliminação.
"A coleta de plástico no meio ambiente tem apenas um
efeito limitado, por isso as soluções devem se concentrar
em limitar as liberações de plástico", indica o estudo.
Retirado e adaptado de: cossnnoos-oeeaos-atingee-neess-emm-prcee
dentes-em-15--anos.
por-plasticos-nos-oceanos-atinge-niveis-sem-precedentes-em-15-anos.
Acesso em: 13 mar. 2023.
Primeira coluna: valores semânticos (1)Explicação (2)Oposição (3)Condição (4)Causa
Segunda coluna: exemplos do texto (__)"Os autores do estudo, publicado nesta quarta-feira (08/03) na revista americana PLOS One, preveem até uma aceleração do fenômeno se nada for feito para impedir essa tendência [...]"
(__)"Mas, depois dessa data, 'vemos um aumento muito rápido, devido ao grande crescimento na produção [de plástico] e um número limitado de políticas de controle de eliminação na natureza' [...]"
(__)"A presença desses dejetos ameaça os animais, que ficam presos nos pedaços maiores ou ingerem microplásticos [...]"
(__)"Os resíduos certamente diminuíram entre 1990 e 2005, em parte devido a políticas eficazes, como a convenção Marpol, de 1988, para acabar com as descargas por navios. Mas a reciclagem, mesmo nos países mais ricos, não tem sido suficiente para conter o problema."
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Poluição por plásticos nos oceanos atinge níveis
sem precedentes em 15 anos
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com estudo
A poluição por plásticos nos oceanos em todo o mundo
alcançou níveis sem precedentes nos últimos 15 anos.
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com um estudo que alerta para esse
novo recorde preocupante.
Os autores do estudo, publicado nesta quarta-feira
(08/03/2023) na revista americana PLOS One, preveem
até uma aceleração do fenômeno se nada for feito para
impedir essa tendência e pedem ao mundo que conclua
o tratado internacional, previsto para 2024, que
supostamente salvará o planeta desse lixo.
O peso total dessa poluição representa 2,3 milhões de
toneladas, estima o estudo. Os resultados são baseados
em amostras de plástico coletadas em mais de 11 mil
estações de observação em todo o mundo, ao longo de
40 anos, de 1979 a 2019.
Os pesquisadores não encontraram nenhuma tendência
clara até 1990 e depois flutuações entre 1990 e 2005.
Mas, depois dessa data, "vemos um aumento muito
rápido, devido ao grande crescimento na produção [de
plástico] e um número limitado de políticas de controle de
eliminação na natureza", explicou Lisa Erdle, uma das
autoras da pesquisa.
No meio dos oceanos, essa poluição é formada
principalmente por equipamentos de pesca e boias,
enquanto roupas, pneus de carros e plásticos de uso
único costumam ser mais encontrados perto da costa. A
presença desses dejetos ameaça os animais, que ficam
presos nos pedaços maiores ou ingerem microplásticos,
que circulam na cadeia alimentar até chegar aos
humanos.
Se a tendência se confirmar, o uso de plásticos nos
países do G20 deve quase dobrar até 2050 em relação a
2019, para 451 milhões de toneladas por ano, de acordo
com um relatório internacional recente. Depois da guerra,
em 1950, eram apenas 2 milhões de toneladas
produzidas no planeta.
Os resíduos certamente diminuíram entre 1990 e 2005,
em parte devido a políticas eficazes, como a convenção
Marpol, de 1988, para acabar com as descargas por
navios. Mas a reciclagem, mesmo nos países mais ricos,
não tem sido suficiente para conter o problema.
No ano passado, 175 países concordaram em acabar
com essa poluição desenvolvendo um tratado, amparado
pela ONU, até o final de 2024. A próxima sessão de
negociação está marcada para maio, em Paris. Para os
autores, esse tratado deve ser ambicioso o suficiente
para reduzir a produção e o uso de plástico, mas
também gerenciar melhor sua eliminação.
"A coleta de plástico no meio ambiente tem apenas um
efeito limitado, por isso as soluções devem se concentrar
em limitar as liberações de plástico", indica o estudo.
Retirado e adaptado de: cossnnoos-oeeaos-atingee-neess-emm-prcee
dentes-em-15--anos.
por-plasticos-nos-oceanos-atinge-niveis-sem-precedentes-em-15-anos.
Acesso em: 13 mar. 2023.
I.O tratado internacional, que deverá ser assinado por quase 200 países, certamente garantirá a redução da produção e do consumo de plástico no mundo.
II. A produção, o consumo e o abandono de plástico são um problema sério, que tem causado poluição nos oceanos, afetando não apenas a vida marinha, mas também a humana.
III.Medidas de recolhimento e reciclagem de lixo contribuem para minimizar o problema da poluição, mas são insuficientes para resolvê-lo.
IV. O objetivo da pesquisa na qual o artigo lido se baseou foi resolver o problema da poluição dos oceanos.
É correto o que se afirma em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Poluição por plásticos nos oceanos atinge níveis
sem precedentes em 15 anos
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com estudo
A poluição por plásticos nos oceanos em todo o mundo
alcançou níveis sem precedentes nos últimos 15 anos.
Cerca de 170 trilhões de pedaços de plástico e
microplásticos estariam presentes na superfície dos
oceanos, de acordo com um estudo que alerta para esse
novo recorde preocupante.
Os autores do estudo, publicado nesta quarta-feira
(08/03/2023) na revista americana PLOS One, preveem
até uma aceleração do fenômeno se nada for feito para
impedir essa tendência e pedem ao mundo que conclua
o tratado internacional, previsto para 2024, que
supostamente salvará o planeta desse lixo.
O peso total dessa poluição representa 2,3 milhões de
toneladas, estima o estudo. Os resultados são baseados
em amostras de plástico coletadas em mais de 11 mil
estações de observação em todo o mundo, ao longo de
40 anos, de 1979 a 2019.
Os pesquisadores não encontraram nenhuma tendência
clara até 1990 e depois flutuações entre 1990 e 2005.
Mas, depois dessa data, "vemos um aumento muito
rápido, devido ao grande crescimento na produção [de
plástico] e um número limitado de políticas de controle de
eliminação na natureza", explicou Lisa Erdle, uma das
autoras da pesquisa.
No meio dos oceanos, essa poluição é formada
principalmente por equipamentos de pesca e boias,
enquanto roupas, pneus de carros e plásticos de uso
único costumam ser mais encontrados perto da costa. A
presença desses dejetos ameaça os animais, que ficam
presos nos pedaços maiores ou ingerem microplásticos,
que circulam na cadeia alimentar até chegar aos
humanos.
Se a tendência se confirmar, o uso de plásticos nos
países do G20 deve quase dobrar até 2050 em relação a
2019, para 451 milhões de toneladas por ano, de acordo
com um relatório internacional recente. Depois da guerra,
em 1950, eram apenas 2 milhões de toneladas
produzidas no planeta.
Os resíduos certamente diminuíram entre 1990 e 2005,
em parte devido a políticas eficazes, como a convenção
Marpol, de 1988, para acabar com as descargas por
navios. Mas a reciclagem, mesmo nos países mais ricos,
não tem sido suficiente para conter o problema.
No ano passado, 175 países concordaram em acabar
com essa poluição desenvolvendo um tratado, amparado
pela ONU, até o final de 2024. A próxima sessão de
negociação está marcada para maio, em Paris. Para os
autores, esse tratado deve ser ambicioso o suficiente
para reduzir a produção e o uso de plástico, mas
também gerenciar melhor sua eliminação.
"A coleta de plástico no meio ambiente tem apenas um
efeito limitado, por isso as soluções devem se concentrar
em limitar as liberações de plástico", indica o estudo.
Retirado e adaptado de: cossnnoos-oeeaos-atingee-neess-emm-prcee
dentes-em-15--anos.
por-plasticos-nos-oceanos-atinge-niveis-sem-precedentes-em-15-anos.
Acesso em: 13 mar. 2023.
Não compreendo você partiu. ? Sei apenas o do nosso encontro, resgato na memória os bons momentos que vivemos juntos.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 1:
Pobres, negros e da periferia
Pesquisador da UFSC identifica como o sistema penal
criminaliza jovens com menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as medidas
socioeducativas do sistema penal brasileiro produzem o
jovem "menor infrator" e consolidam essa figura. É o que
defende a tese de Gustavo Meneghetti no Programa de
Pós-Graduação em Serviço Social (PGSS) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes cumprem alguma
medida socioeducativa no Brasil. Dentre as mais
utilizadas estão as ações de internação, semiliberdade e
internação provisória, segundo o levantamento anual do
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(Sinase) de 2016, último ano da pesquisa. Essas
medidas são aplicadas a jovens com menos de 18 anos
que cometeram algum ato considerado infracional, de
acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa Catarina, a polícia, o
judiciário e as medidas socioeducativas agem de
maneira coordenada na criminalização, principalmente,
de jovens pobres, negros e moradores das regiões
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo investigou
documentos do Juizado da Infância e Juventude e das
comarcas de Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 2015.
Naquele ano, entrava em vigor a Lei do Sinase, que
estabelece as normas de execução de medidas para
jovens e adolescentes que cometem atos infracionais.
Ao todo, chegou a analisar 20 processos de apuração e
mais 20 processos de execução. "Totalizaram mais de
dez mil páginas", ele afirma. Esses arquivos se referiam
a processos de apuração de ato infracional, aplicado em
investigações e processos de execução de medida
socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem gradativa e
cumulativa do rótulo de menor infrator sem sequer nos
darmos conta disso, apenas cumprindo o nosso dever
profissional", comenta Gustavo, que também é
assistente social do Judiciário catarinense. Em sua tese,
o pesquisador enquadra e detalha as três fases da
construção do 'menor infrator', como produto final do
ciclo que deveria ressocializar.
A polícia inicia esta rede de criminalização juvenil, com a
produção do "menor suspeito", "a partir de estereótipos e
preconceitos sociais e raciais, passando a vigiá-lo e
persegui-lo até lograr sua apreensão", afirma Gustavo.
Na segunda etapa, descreve o pesquisador, o Poder
Judiciário processa, julga e condena o adolescente
criminalizado, principalmente a partir do mecanismo de
confissão, independente da gravidade do ato infracional.
Nesta segunda etapa, cria-se o perfil do "menor
perigoso", portador de antecedentes criminais, o que lhe
causa maior exclusão.
A terceira e última fase do processo de criminalização de
adolescentes negros e moradores de periferia passa
pelo Sistema Socioeducativo, onde o jovem tem de
enfrentar condições desumanas que fracassam em
ressocializar, mas têm êxito em produzir o "menor
infrator", que interioriza e reproduz este rótulo
definitivamente, segundo Gustavo. "O atestado de
reclusão e a certidão de óbito são os
documentos-símbolos desse fracasso/sucesso", escreve
Gustavo.
Problema complexo
Antes de propor algumas estratégias de resistência,
Gustavo alerta: "Não existem soluções simples para
problemas de tamanha complexidade". Com ações
voltadas para a opinião pública, ele ressalta a
importância de promover debates sobre criminalização
juvenil e a violência do sistema penal contra
adolescentes, que indiquem formas alternativas de
controle social e que defendam os direitos humanos
desses jovens. Ele também sugere ações mais práticas,
como a abolição de medidas restritivas de liberdade.
"Creio que seja necessário subverter a lógica disciplinar
socioeducativa, para estimular o pensar e o agir político
do adolescente criminalizado e, em vez de discipliná-lo,
tratar de reconhecer sua capacidade política", propõe
Gustavo.
Retrato do Sistema Socioeducativo
Pesquisa de Gustavo Meneghetti
- 82,2% com renda per capita familiar de até meio salário
mínimo
- 86,66% têm ensino fundamental incompleto
- 73,33% são pardos, negros ou não-brancos
Medidas Socioeducativas*
- Total de 26.450 atendidos, sendo:
- 18.567 em medida de internação (70%)
- 2.178 em regime de semiliberdade (8%)
- 5.184 em internação provisória (20%)
Perfil demográfico*
- 25.360 são homens e 1.090 são mulheres
- 15. 627 são pretos ou pardos
(* Fonte: Sinase - 2016)
Retirado e adaptado de: https://ciencia.ufsc.br/2019/12/19/pobresnegros-e-da-periferia/. Acesso em: 17 mar. 2023.
Texto 2:
Em ação racista, homem joga marmita em
funcionária de padaria em Ribeirão Preto: "Essa
raça?"
Rafael Beutler Marconato é acusado de promover o ato racista
Uma denúncia de racismo está mobilizando a Polícia de
São Paulo. A agressão aconteceu em frente à porta
lateral de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que já
estava fechada.
De acordo com denúncia reproduzida no portal G1, um
homem sem camisa, o advogado Rafael Beutler
Marconato, queria fazer uma reclamação para a gerente.
Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não
aceitou.
"Ele entrou na padaria e pediu para falar com a gerente.
Foi na hora que eu virei e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou
eu a gerente'. Ele virou para mim e falou assim: 'Essa
raça?' Foi essa a frase que ele falou", conta Alessandra
Silva Biserra.
Os funcionários contaram que ele invadiu o corredor
querendo trocar a marmita, que teria vazado e sujado o
carro dele. "Ele questionou que caiu dentro do carro
dele, que sujou tudo o carro dele, que o carro dele
estava todo cheirando a feijão, que o carro dele,
inclusive, valia R$ 250 mil. Que eu tinha que ressarcir ele
e ainda fazer a limpeza do mesmo", diz Alessandra.
Depois, Rafael joga a marmita nela. Outros funcionários
também disseram que foram ofendidos por ele:
"Acabando com todo mundo, falando que a gente era
favelado. Foi isso que aconteceu. Ele estava muito
alterado", relembra a operadora de caixa Cristiane
Aparecida do Nascimento.
Retirado e adaptado de:
https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/emaoo-racista-homem-joga-marmita-em-funcionaria-de-padaria-em-ribeiraopreto-essa-raca. Acesso em: 17 mar. 2023
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 1:
Pobres, negros e da periferia
Pesquisador da UFSC identifica como o sistema penal
criminaliza jovens com menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as medidas
socioeducativas do sistema penal brasileiro produzem o
jovem "menor infrator" e consolidam essa figura. É o que
defende a tese de Gustavo Meneghetti no Programa de
Pós-Graduação em Serviço Social (PGSS) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes cumprem alguma
medida socioeducativa no Brasil. Dentre as mais
utilizadas estão as ações de internação, semiliberdade e
internação provisória, segundo o levantamento anual do
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(Sinase) de 2016, último ano da pesquisa. Essas
medidas são aplicadas a jovens com menos de 18 anos
que cometeram algum ato considerado infracional, de
acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa Catarina, a polícia, o
judiciário e as medidas socioeducativas agem de
maneira coordenada na criminalização, principalmente,
de jovens pobres, negros e moradores das regiões
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo investigou
documentos do Juizado da Infância e Juventude e das
comarcas de Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 2015.
Naquele ano, entrava em vigor a Lei do Sinase, que
estabelece as normas de execução de medidas para
jovens e adolescentes que cometem atos infracionais.
Ao todo, chegou a analisar 20 processos de apuração e
mais 20 processos de execução. "Totalizaram mais de
dez mil páginas", ele afirma. Esses arquivos se referiam
a processos de apuração de ato infracional, aplicado em
investigações e processos de execução de medida
socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem gradativa e
cumulativa do rótulo de menor infrator sem sequer nos
darmos conta disso, apenas cumprindo o nosso dever
profissional", comenta Gustavo, que também é
assistente social do Judiciário catarinense. Em sua tese,
o pesquisador enquadra e detalha as três fases da
construção do 'menor infrator', como produto final do
ciclo que deveria ressocializar.
A polícia inicia esta rede de criminalização juvenil, com a
produção do "menor suspeito", "a partir de estereótipos e
preconceitos sociais e raciais, passando a vigiá-lo e
persegui-lo até lograr sua apreensão", afirma Gustavo.
Na segunda etapa, descreve o pesquisador, o Poder
Judiciário processa, julga e condena o adolescente
criminalizado, principalmente a partir do mecanismo de
confissão, independente da gravidade do ato infracional.
Nesta segunda etapa, cria-se o perfil do "menor
perigoso", portador de antecedentes criminais, o que lhe
causa maior exclusão.
A terceira e última fase do processo de criminalização de
adolescentes negros e moradores de periferia passa
pelo Sistema Socioeducativo, onde o jovem tem de
enfrentar condições desumanas que fracassam em
ressocializar, mas têm êxito em produzir o "menor
infrator", que interioriza e reproduz este rótulo
definitivamente, segundo Gustavo. "O atestado de
reclusão e a certidão de óbito são os
documentos-símbolos desse fracasso/sucesso", escreve
Gustavo.
Problema complexo
Antes de propor algumas estratégias de resistência,
Gustavo alerta: "Não existem soluções simples para
problemas de tamanha complexidade". Com ações
voltadas para a opinião pública, ele ressalta a
importância de promover debates sobre criminalização
juvenil e a violência do sistema penal contra
adolescentes, que indiquem formas alternativas de
controle social e que defendam os direitos humanos
desses jovens. Ele também sugere ações mais práticas,
como a abolição de medidas restritivas de liberdade.
"Creio que seja necessário subverter a lógica disciplinar
socioeducativa, para estimular o pensar e o agir político
do adolescente criminalizado e, em vez de discipliná-lo,
tratar de reconhecer sua capacidade política", propõe
Gustavo.
Retrato do Sistema Socioeducativo
Pesquisa de Gustavo Meneghetti
- 82,2% com renda per capita familiar de até meio salário
mínimo
- 86,66% têm ensino fundamental incompleto
- 73,33% são pardos, negros ou não-brancos
Medidas Socioeducativas*
- Total de 26.450 atendidos, sendo:
- 18.567 em medida de internação (70%)
- 2.178 em regime de semiliberdade (8%)
- 5.184 em internação provisória (20%)
Perfil demográfico*
- 25.360 são homens e 1.090 são mulheres
- 15. 627 são pretos ou pardos
(* Fonte: Sinase - 2016)
Retirado e adaptado de: https://ciencia.ufsc.br/2019/12/19/pobresnegros-e-da-periferia/. Acesso em: 17 mar. 2023.
Texto 2:
Em ação racista, homem joga marmita em
funcionária de padaria em Ribeirão Preto: "Essa
raça?"
Rafael Beutler Marconato é acusado de promover o ato racista
Uma denúncia de racismo está mobilizando a Polícia de
São Paulo. A agressão aconteceu em frente à porta
lateral de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que já
estava fechada.
De acordo com denúncia reproduzida no portal G1, um
homem sem camisa, o advogado Rafael Beutler
Marconato, queria fazer uma reclamação para a gerente.
Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não
aceitou.
"Ele entrou na padaria e pediu para falar com a gerente.
Foi na hora que eu virei e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou
eu a gerente'. Ele virou para mim e falou assim: 'Essa
raça?' Foi essa a frase que ele falou", conta Alessandra
Silva Biserra.
Os funcionários contaram que ele invadiu o corredor
querendo trocar a marmita, que teria vazado e sujado o
carro dele. "Ele questionou que caiu dentro do carro
dele, que sujou tudo o carro dele, que o carro dele
estava todo cheirando a feijão, que o carro dele,
inclusive, valia R$ 250 mil. Que eu tinha que ressarcir ele
e ainda fazer a limpeza do mesmo", diz Alessandra.
Depois, Rafael joga a marmita nela. Outros funcionários
também disseram que foram ofendidos por ele:
"Acabando com todo mundo, falando que a gente era
favelado. Foi isso que aconteceu. Ele estava muito
alterado", relembra a operadora de caixa Cristiane
Aparecida do Nascimento.
Retirado e adaptado de:
https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/emaoo-racista-homem-joga-marmita-em-funcionaria-de-padaria-em-ribeiraopreto-essa-raca. Acesso em: 17 mar. 2023
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 1:
Pobres, negros e da periferia
Pesquisador da UFSC identifica como o sistema penal
criminaliza jovens com menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as medidas
socioeducativas do sistema penal brasileiro produzem o
jovem "menor infrator" e consolidam essa figura. É o que
defende a tese de Gustavo Meneghetti no Programa de
Pós-Graduação em Serviço Social (PGSS) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes cumprem alguma
medida socioeducativa no Brasil. Dentre as mais
utilizadas estão as ações de internação, semiliberdade e
internação provisória, segundo o levantamento anual do
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(Sinase) de 2016, último ano da pesquisa. Essas
medidas são aplicadas a jovens com menos de 18 anos
que cometeram algum ato considerado infracional, de
acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa Catarina, a polícia, o
judiciário e as medidas socioeducativas agem de
maneira coordenada na criminalização, principalmente,
de jovens pobres, negros e moradores das regiões
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo investigou
documentos do Juizado da Infância e Juventude e das
comarcas de Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 2015.
Naquele ano, entrava em vigor a Lei do Sinase, que
estabelece as normas de execução de medidas para
jovens e adolescentes que cometem atos infracionais.
Ao todo, chegou a analisar 20 processos de apuração e
mais 20 processos de execução. "Totalizaram mais de
dez mil páginas", ele afirma. Esses arquivos se referiam
a processos de apuração de ato infracional, aplicado em
investigações e processos de execução de medida
socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem gradativa e
cumulativa do rótulo de menor infrator sem sequer nos
darmos conta disso, apenas cumprindo o nosso dever
profissional", comenta Gustavo, que também é
assistente social do Judiciário catarinense. Em sua tese,
o pesquisador enquadra e detalha as três fases da
construção do 'menor infrator', como produto final do
ciclo que deveria ressocializar.
A polícia inicia esta rede de criminalização juvenil, com a
produção do "menor suspeito", "a partir de estereótipos e
preconceitos sociais e raciais, passando a vigiá-lo e
persegui-lo até lograr sua apreensão", afirma Gustavo.
Na segunda etapa, descreve o pesquisador, o Poder
Judiciário processa, julga e condena o adolescente
criminalizado, principalmente a partir do mecanismo de
confissão, independente da gravidade do ato infracional.
Nesta segunda etapa, cria-se o perfil do "menor
perigoso", portador de antecedentes criminais, o que lhe
causa maior exclusão.
A terceira e última fase do processo de criminalização de
adolescentes negros e moradores de periferia passa
pelo Sistema Socioeducativo, onde o jovem tem de
enfrentar condições desumanas que fracassam em
ressocializar, mas têm êxito em produzir o "menor
infrator", que interioriza e reproduz este rótulo
definitivamente, segundo Gustavo. "O atestado de
reclusão e a certidão de óbito são os
documentos-símbolos desse fracasso/sucesso", escreve
Gustavo.
Problema complexo
Antes de propor algumas estratégias de resistência,
Gustavo alerta: "Não existem soluções simples para
problemas de tamanha complexidade". Com ações
voltadas para a opinião pública, ele ressalta a
importância de promover debates sobre criminalização
juvenil e a violência do sistema penal contra
adolescentes, que indiquem formas alternativas de
controle social e que defendam os direitos humanos
desses jovens. Ele também sugere ações mais práticas,
como a abolição de medidas restritivas de liberdade.
"Creio que seja necessário subverter a lógica disciplinar
socioeducativa, para estimular o pensar e o agir político
do adolescente criminalizado e, em vez de discipliná-lo,
tratar de reconhecer sua capacidade política", propõe
Gustavo.
Retrato do Sistema Socioeducativo
Pesquisa de Gustavo Meneghetti
- 82,2% com renda per capita familiar de até meio salário
mínimo
- 86,66% têm ensino fundamental incompleto
- 73,33% são pardos, negros ou não-brancos
Medidas Socioeducativas*
- Total de 26.450 atendidos, sendo:
- 18.567 em medida de internação (70%)
- 2.178 em regime de semiliberdade (8%)
- 5.184 em internação provisória (20%)
Perfil demográfico*
- 25.360 são homens e 1.090 são mulheres
- 15. 627 são pretos ou pardos
(* Fonte: Sinase - 2016)
Retirado e adaptado de: https://ciencia.ufsc.br/2019/12/19/pobresnegros-e-da-periferia/. Acesso em: 17 mar. 2023.
Texto 2:
Em ação racista, homem joga marmita em
funcionária de padaria em Ribeirão Preto: "Essa
raça?"
Rafael Beutler Marconato é acusado de promover o ato racista
Uma denúncia de racismo está mobilizando a Polícia de
São Paulo. A agressão aconteceu em frente à porta
lateral de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que já
estava fechada.
De acordo com denúncia reproduzida no portal G1, um
homem sem camisa, o advogado Rafael Beutler
Marconato, queria fazer uma reclamação para a gerente.
Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não
aceitou.
"Ele entrou na padaria e pediu para falar com a gerente.
Foi na hora que eu virei e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou
eu a gerente'. Ele virou para mim e falou assim: 'Essa
raça?' Foi essa a frase que ele falou", conta Alessandra
Silva Biserra.
Os funcionários contaram que ele invadiu o corredor
querendo trocar a marmita, que teria vazado e sujado o
carro dele. "Ele questionou que caiu dentro do carro
dele, que sujou tudo o carro dele, que o carro dele
estava todo cheirando a feijão, que o carro dele,
inclusive, valia R$ 250 mil. Que eu tinha que ressarcir ele
e ainda fazer a limpeza do mesmo", diz Alessandra.
Depois, Rafael joga a marmita nela. Outros funcionários
também disseram que foram ofendidos por ele:
"Acabando com todo mundo, falando que a gente era
favelado. Foi isso que aconteceu. Ele estava muito
alterado", relembra a operadora de caixa Cristiane
Aparecida do Nascimento.
Retirado e adaptado de:
https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/emaoo-racista-homem-joga-marmita-em-funcionaria-de-padaria-em-ribeiraopreto-essa-raca. Acesso em: 17 mar. 2023
I.A gerente não se apresentou adequadamente ao cliente que fazia uma reclamação. II.A reclamação apresentada pelo cliente era improcedente ao se afirmar no racismo. III.O cliente usou argumentos relativos à cor e à condição socioeconômica, ao apresentar sua reclamação.
É correto o que se afirma em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 1:
Pobres, negros e da periferia
Pesquisador da UFSC identifica como o sistema penal
criminaliza jovens com menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as medidas
socioeducativas do sistema penal brasileiro produzem o
jovem "menor infrator" e consolidam essa figura. É o que
defende a tese de Gustavo Meneghetti no Programa de
Pós-Graduação em Serviço Social (PGSS) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes cumprem alguma
medida socioeducativa no Brasil. Dentre as mais
utilizadas estão as ações de internação, semiliberdade e
internação provisória, segundo o levantamento anual do
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(Sinase) de 2016, último ano da pesquisa. Essas
medidas são aplicadas a jovens com menos de 18 anos
que cometeram algum ato considerado infracional, de
acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa Catarina, a polícia, o
judiciário e as medidas socioeducativas agem de
maneira coordenada na criminalização, principalmente,
de jovens pobres, negros e moradores das regiões
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo investigou
documentos do Juizado da Infância e Juventude e das
comarcas de Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 2015.
Naquele ano, entrava em vigor a Lei do Sinase, que
estabelece as normas de execução de medidas para
jovens e adolescentes que cometem atos infracionais.
Ao todo, chegou a analisar 20 processos de apuração e
mais 20 processos de execução. "Totalizaram mais de
dez mil páginas", ele afirma. Esses arquivos se referiam
a processos de apuração de ato infracional, aplicado em
investigações e processos de execução de medida
socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem gradativa e
cumulativa do rótulo de menor infrator sem sequer nos
darmos conta disso, apenas cumprindo o nosso dever
profissional", comenta Gustavo, que também é
assistente social do Judiciário catarinense. Em sua tese,
o pesquisador enquadra e detalha as três fases da
construção do 'menor infrator', como produto final do
ciclo que deveria ressocializar.
A polícia inicia esta rede de criminalização juvenil, com a
produção do "menor suspeito", "a partir de estereótipos e
preconceitos sociais e raciais, passando a vigiá-lo e
persegui-lo até lograr sua apreensão", afirma Gustavo.
Na segunda etapa, descreve o pesquisador, o Poder
Judiciário processa, julga e condena o adolescente
criminalizado, principalmente a partir do mecanismo de
confissão, independente da gravidade do ato infracional.
Nesta segunda etapa, cria-se o perfil do "menor
perigoso", portador de antecedentes criminais, o que lhe
causa maior exclusão.
A terceira e última fase do processo de criminalização de
adolescentes negros e moradores de periferia passa
pelo Sistema Socioeducativo, onde o jovem tem de
enfrentar condições desumanas que fracassam em
ressocializar, mas têm êxito em produzir o "menor
infrator", que interioriza e reproduz este rótulo
definitivamente, segundo Gustavo. "O atestado de
reclusão e a certidão de óbito são os
documentos-símbolos desse fracasso/sucesso", escreve
Gustavo.
Problema complexo
Antes de propor algumas estratégias de resistência,
Gustavo alerta: "Não existem soluções simples para
problemas de tamanha complexidade". Com ações
voltadas para a opinião pública, ele ressalta a
importância de promover debates sobre criminalização
juvenil e a violência do sistema penal contra
adolescentes, que indiquem formas alternativas de
controle social e que defendam os direitos humanos
desses jovens. Ele também sugere ações mais práticas,
como a abolição de medidas restritivas de liberdade.
"Creio que seja necessário subverter a lógica disciplinar
socioeducativa, para estimular o pensar e o agir político
do adolescente criminalizado e, em vez de discipliná-lo,
tratar de reconhecer sua capacidade política", propõe
Gustavo.
Retrato do Sistema Socioeducativo
Pesquisa de Gustavo Meneghetti
- 82,2% com renda per capita familiar de até meio salário
mínimo
- 86,66% têm ensino fundamental incompleto
- 73,33% são pardos, negros ou não-brancos
Medidas Socioeducativas*
- Total de 26.450 atendidos, sendo:
- 18.567 em medida de internação (70%)
- 2.178 em regime de semiliberdade (8%)
- 5.184 em internação provisória (20%)
Perfil demográfico*
- 25.360 são homens e 1.090 são mulheres
- 15. 627 são pretos ou pardos
(* Fonte: Sinase - 2016)
Retirado e adaptado de: https://ciencia.ufsc.br/2019/12/19/pobresnegros-e-da-periferia/. Acesso em: 17 mar. 2023.
Texto 2:
Em ação racista, homem joga marmita em
funcionária de padaria em Ribeirão Preto: "Essa
raça?"
Rafael Beutler Marconato é acusado de promover o ato racista
Uma denúncia de racismo está mobilizando a Polícia de
São Paulo. A agressão aconteceu em frente à porta
lateral de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que já
estava fechada.
De acordo com denúncia reproduzida no portal G1, um
homem sem camisa, o advogado Rafael Beutler
Marconato, queria fazer uma reclamação para a gerente.
Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não
aceitou.
"Ele entrou na padaria e pediu para falar com a gerente.
Foi na hora que eu virei e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou
eu a gerente'. Ele virou para mim e falou assim: 'Essa
raça?' Foi essa a frase que ele falou", conta Alessandra
Silva Biserra.
Os funcionários contaram que ele invadiu o corredor
querendo trocar a marmita, que teria vazado e sujado o
carro dele. "Ele questionou que caiu dentro do carro
dele, que sujou tudo o carro dele, que o carro dele
estava todo cheirando a feijão, que o carro dele,
inclusive, valia R$ 250 mil. Que eu tinha que ressarcir ele
e ainda fazer a limpeza do mesmo", diz Alessandra.
Depois, Rafael joga a marmita nela. Outros funcionários
também disseram que foram ofendidos por ele:
"Acabando com todo mundo, falando que a gente era
favelado. Foi isso que aconteceu. Ele estava muito
alterado", relembra a operadora de caixa Cristiane
Aparecida do Nascimento.
Retirado e adaptado de:
https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/emaoo-racista-homem-joga-marmita-em-funcionaria-de-padaria-em-ribeiraopreto-essa-raca. Acesso em: 17 mar. 2023
I)"[...] chegou a analisar 20 processos de apuração e mais 20 processos de execução."
(1)A Lei do Sinase (2)Gustavo
II)"[...] mas têm êxito em produzir o "menor infrator" [...]"
(1)Condições desumanas (2)Sistema Socioeducativo
III)"[...] que indiquem formas alternativas de controle social e que defendam os direitos humanos desses jovens."
(1)Debates (2)Ações
IV)"Acabando com todo mundo, falando que a gente era favelado."
(1)Funcionários (2)Negros
Assinale a alternativa que apresenta a correta indicação dos anafóricos e seus antecedentes:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container