Foram encontradas 1.358 questões.
Leia o poema de Carlos Pena Filho para responder a questão.
A solidão e sua porta
Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).
Quando pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal te resta a vida
com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório.
(Livro geral. Olinda: Gráfica Vitória, 1977)
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Para responder à questão, leia a tira.

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Leia a tira a seguir, para responder à questão de número 09.

O comentário de Mafalda à resposta de sua mãe revela que, para a menina,
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Lidando com o ’mimimi’
Quase todo mundo conhece a expressão “mimimi” da linguagem informal. Eu me espantei ao saber que ela surgiu
com o personagem Chaves, de um seriado cultuado até hoje.
Chaves, um moleque órfão, sempre que contrariado, emitia
esse som “mimimi” para indicar seu choro. Essa expressão
passou a ser usada, sempre de modo pejorativo, para indicar
reclamações sem justa causa, frescura, manha etc.
Agora, professores e pais têm usado a expressão com
bastante frequência para nomear diversos comportamentos
dos mais novos. Tudo agora virou mimimi.
Nós, educadores formais e informais, temos dado atenção a muitas reclamações de filhos e alunos, o que emperra
e/ou paralisa o processo de crescimento e de aprendizagem
deles, e não apenas no aspecto cognitivo.
Filhos reclamam das tarefas domésticas que devem realizar, do tamanho ou da dificuldade das lições que precisam
fazer ou estudar, dos colegas que se comportam desta ou
daquela maneira etc. E, quase sempre, os pais atendem, ou
seja, dão importância a tais reclamações, e interferem.
O problema é que dar conta sozinhas de suas obrigações
– todas possíveis – e enfrentar as adversidades da vida fortalece as crianças porque permite que elas criem mecanismos
pessoais de defesa e, principalmente, de resiliência. Em todas
essas situações a interferência dos pais prejudica o desenvolvimento dos filhos em vez de ajudar! O que eles podem fazer
de melhor nesses momentos é acolher as reclamações como
legítimas, mas incentivar e encorajar o filho a realizar o que
precisa, mesmo que isso exija muito esforço e dedicação.
A criança percebe, ao realizar sozinha suas responsabilidades, seu potencial sendo colocado em ação, o que lhe dá
mais confiança em si mesma.
Na escola, quando os professores cedem, perdem sua
autoridade e, principalmente, passam a ideia de falta de compromisso com a formação de seus alunos. Pressionar e exigir
são conceitos diferentes do conceito de cobrar. Os mais novos
precisam ser cobrados a crescer já que esse é o destino deles.
(Folha de S.Paulo, 29.11.2016. Adaptado)
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Leia o texto e responda à questão.
Metade dos artigos científicos
no Brasil são escritos por mulheres
Recentemente circulou com força pelas redes sociais um
relatório que destaca o Brasil como um dos exemplos de sucesso em promover a igualdade entre homens e mulheres no
ambiente acadêmico. O documento, feito pela editora Elsevier, é de 2017 e leva em conta dados de artigos científicos
escritos entre 1995 e 2015.
Nesses 20 anos, as mulheres brasileiras passaram a assinar a mesma proporção de artigos científicos que os homens
– um crescimento considerável, já que, entre 1996 e 2000, só
38% dos artigos publicados tinham sido escritos por mulher.
Outras facetas positivas do Brasil aparecem no relatório.
Aumentou o número de inventoras brasileiras: elas registram
17% das patentes criadas desde 2000. A única notícia ruim
do relatório é que as mulheres permanecem sendo menos citadas que seus colegas homens em outros artigos – e isso é
verdade não apenas no Brasil, mas em outros países latinos,
como Chile e México.
(Ana Carolina Leonardi. https://super.abril.com.br. 28.03.2018. Adaptado)
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Leia a tirinha e responda a questão.

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Leia trecho de entrevista com o escritor moçambicano Mia
Couto e responda a questão:
Revista Nova Escola: Em algum momento, a escola
seduziu você?
Mia Couto: Eu sempre conto essa mesma história. Foi de
um professor que não deu uma aula, e sim uma lição – que é
uma coisa diferente. Ele nos mandou fazer uma redação que
seria apresentada à turma. No dia seguinte, ele trouxe um
caderno e sentou-se em uma das nossas cadeiras. Ele era
um homem enorme, muito grande. Ficou ali todo desajeitado.
Converteu-se num menino, como nós, numa criança – e com
as mãos tremendo, leu a redação que tinha feito em casa, à
noite, como se fosse um de nós. O texto dele chamava-se As
mãos da minha mãe. E as mãos da mãe dele também eram
as mãos da minha mãe: ele falava de mãos marcadas pelo
trabalho, pelo sofrimento, pela vida e de como ele gostava
daquelas mãos marcadas. Eu tinha talvez uns 9 ou 10 anos,
mas nunca me esqueci disso. Esse foi o momento em que eu
pensei que a escola fazia algum sentido.
NE: Como esse episódio se reflete na sua carreira
como escritor?
Couto: Aquilo deixou uma grande impressão por duas
razões: a primeira é que percebi que o que eu via como um
texto obrigatório era sem sabor nenhum. Simplesmente porque tinha que estar atento à ortografia e normas da gramática. Eu notei que o prazer que tinha ao escrever uma história
é o de viver no texto o que está dentro do nosso peito. A
segunda razão é que aquele professor, de repente desamparado na cadeira, transformou-se num colega meu. Não é
só uma questão curricular, uma questão de programa. É uma
questão de atitude do professor.
(Wellington Soares. “Mia Couto: ‘O professor tem que ser um contador de
histórias’”. https://novaescola.org.br, 10.04.2018. Adaptado)
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A lua foi ao cinema
A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava para ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
Amanheça, por favor!
(Paulo Leminski. Disponível em: https://peregrinacultural.wordpress.com. Acesso em: 26.03.2018)
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Leia trecho de entrevista com o escritor moçambicano Mia
Couto e responda a questão:
Revista Nova Escola: Em algum momento, a escola
seduziu você?
Mia Couto: Eu sempre conto essa mesma história. Foi de
um professor que não deu uma aula, e sim uma lição – que é
uma coisa diferente. Ele nos mandou fazer uma redação que
seria apresentada à turma. No dia seguinte, ele trouxe um
caderno e sentou-se em uma das nossas cadeiras. Ele era
um homem enorme, muito grande. Ficou ali todo desajeitado.
Converteu-se num menino, como nós, numa criança – e com
as mãos tremendo, leu a redação que tinha feito em casa, à
noite, como se fosse um de nós. O texto dele chamava-se As
mãos da minha mãe. E as mãos da mãe dele também eram
as mãos da minha mãe: ele falava de mãos marcadas pelo
trabalho, pelo sofrimento, pela vida e de como ele gostava
daquelas mãos marcadas. Eu tinha talvez uns 9 ou 10 anos,
mas nunca me esqueci disso. Esse foi o momento em que eu
pensei que a escola fazia algum sentido.
NE: Como esse episódio se reflete na sua carreira
como escritor?
Couto: Aquilo deixou uma grande impressão por duas
razões: a primeira é que percebi que o que eu via como um
texto obrigatório era sem sabor nenhum. Simplesmente porque tinha que estar atento à ortografia e normas da gramática. Eu notei que o prazer que tinha ao escrever uma história
é o de viver no texto o que está dentro do nosso peito. A
segunda razão é que aquele professor, de repente desamparado na cadeira, transformou-se num colega meu. Não é
só uma questão curricular, uma questão de programa. É uma
questão de atitude do professor.
(Wellington Soares. “Mia Couto: ‘O professor tem que ser um contador de
histórias’”. https://novaescola.org.br, 10.04.2018. Adaptado)
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