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265810 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Leia o texto para responder à questão.

Guaraná – os bons olhos da Amazônia

Tu, meu filho, serás a maior força da natureza! Farás o bem e livrarás o homem das doenças. Foi com essas palavras que, diz a lenda dos índios saterés- maués, a mãe de um indiozinho morto, sábia no cultivo das ervas medicinais, o consagrou com o dom da cura. Seu olho direito foi enterrado, dando origem a uma trepadeira que produz frutos em tons avermelhados e que se abrem em feitio de pequenos olhos. Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o consomem diariamente para manter a boa disposição.

Há mais de 600 anos os indígenas descobriram o guaraná e até hoje, o fruto dos olhos é hábito dos amazonenses e está presente no café-da- manhã e no aperitivo do almoço de feijão e macaxeira. À noite ele acompanha o mingau de tapioca, mas só para quem está acostumado com o seu teor protéico e energético.Com três ou quatro vezes mais cafeína do que o café puro, o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. Um caboclo produtor e sua família sempre oferecem ao visitante o guaraná in natura, ralado na horana língua seca do peixe pirarucu. É um costume quase ritual que precede a conversa.

O Brasil é o único produtor comercial do guaraná no mundo. São necessárias algumas condições para seu cultivo, uma das quais, a de que ele tem de encontrar regiões com temperaturas médias entre 23 ºC e 28 ºC. Por isso, hoje ele é cultivado no sul da Bahia, no Mato Grosso e na Amazônia, de onde sai a maior produção nacional.

A cidade conhecida como Terra do guaraná é Maués. A fama da cidade não se deve só aos números da produção, mas também à tradição cultural. Antiga morada dos índios munducurus, recebeu os saterés-maués e as duas etnias foram as primeiras a cultivar o guaraná, o que fazem até hoje, disseminando a cultura aos moradores da região, que trabalham em cultivos familiares.

O fruto é pequeno, em tons de laranja e vermelho e, quando maduro, começa a se abrir, deixando à mostra a pequena semente escura, encoberta pela polpa clara. De outubro a fevereiro, os olhos do guaraná garantem o trabalho de colheita para esses produtores.

O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa poda, a fermentação, a extração da semente e a conseqüente secagem e a torra. Há produtores que vendem o guaraná nesse estágio; outros fazem o xarope e o extrato que agregam mais lucro, pois são vendidos para as indústrias de refrigerantes. Outra forma ainda é a venda do pó que pode ser acrescido em sorvetes, cremes e bebida e que é famoso mundialmente. Todo o processo ainda continua manual, para garantir, segundo os produtores, o potencial do fruto.

Mas nem tudo é tradição indígena. Desde a década de 1970, o governo federal faz pesquisas para melhorar as formas produtivas do guaraná. Quem também anda crescendo os olhos para o aprimoramento da produtividade são as indústrias de refrigerante, como a AmBev, que investe num centro de pesquisas para contribuir com os produtores locais.

No fim do ano, quando o guaraná começa a se abrir, expondo o escuro da semente no centro, são os olhos sagrados e curiosos do menino índio que querem espiar o capricho dos produtores.

(Planeta, dez. de 2007. Adaptado)

O título – Guaraná – os bons olhos da Amazônia – se explica no texto devido ao fato de o fruto do guaraná

 

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265805 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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O texto que segue é a letra da propaganda de uma famosa marca de guaraná e serve como base à questão.

Sou conhecido, querido no mundo inteiro,
Sou brasileiro daqui, sou natural.
Sou verde-amarelo, sou da nossa cor,
Eu tenho esse sabor gostoso original.

Eu tenho a alma e a cara desse país
Alto astral sempre feliz.(D)
Orgulho nacional.

Sou filho do Brasil,(C)
Essa nação fantástica,
Sou guaraná, guaraná (marca do produto).

É possível afirmar que

 

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Leia o texto para responder à questão.

Celular deve matar mais que o cigarro

O uso do celular deve matar mais que o cigarro em alguns anos, segundo estudo de um médico australiano publicado na internet. Vini Khurana, um neurocirurgião que recebeu 14 prêmios em 16 anos, pede que a população use o aparelho o mínimo possível, principalmente quando se trata de crianças.

O médico analisou cerca de cem trabalhos científicos publicados sobre o tema para chegar às suas conclusões. Segundo ele,há ao menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de celulares e certos tipos de tumor no cérebro.

“Já há previsões de que esse perigo tenha mais ramificações para a saúde pública do que o amianto ou o fumo. Isso gera preocupações para todos nós, especialmente com a geração mais nova”, afirma Khurana, que é professor de neurocirurgia na Faculdade Nacional de Medicina da Austrália.

A comparação entre as mortes causadas por cigarro e por celular se deve ao fato de, atualmente, cerca de 3 bilhões de pessoas usarem esses aparelhos, número três vezes maior que o defumantes, afirmou ele ao jornal The Independent.

Para Khurana, não há mais dados sobre o assunto pelo fato de a intensificação no uso dos celulares ainda ser recente. Ele afirma que o período de “incubação” dura de dez a vinte anos. “Entre os anos de 2008 e 2012, nós teremos atingido o tempo apropriado para começar a observar definitivamente o impacto dessa tecnologia global nos índices de câncer de cérebro”, diz ele.

Para evitar o problema, Khurana sugere, entre outras medidas, que as pessoas dêem preferência ao telefone fixo. Ele pede também moderação no uso de bluetooth e de headsets (fone de ouvido com microfone) sem fio. Outra dica, de acordo com o médico, é usar o viva-voz para falar, mantendo o celular a pelo menos 20 cm da cabeça.

Em janeiro deste ano, o governo francês pediu que as “famílias sejam prudentes e saibam usar estes aparelhos”, lembrando que é recomendado o uso moderado do celular, principalmente para as crianças, “que são mais sensíveis porque seus organismos ainda estão em desenvolvimento”.

(Folha Online, 31.03.2008. Adaptado)

No trecho do primeiro parágrafo – ... pede que a população use o aparelho o mínimo possível... – a oração destacada está corretamente substituída, sem alteração do modo verbal (subjuntivo) nem da informação do texto, por

 

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265737 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Leia o texto para responder à questão.

Guaraná – os bons olhos da Amazônia

Tu, meu filho, serás a maior força da natureza! Farás o bem e livrarás o homem das doenças. Foi com essas palavras que, diz a lenda dos índios saterés- maués, a mãe de um indiozinho morto, sábia no cultivo das ervas medicinais, o consagrou com o dom da cura. Seu olho direito foi enterrado, dando origem a uma trepadeira que produz frutos em tons avermelhados e que se abrem em feitio de pequenos olhos. Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o consomem diariamente para manter a boa disposição.

Há mais de 600 anos os indígenas descobriram o guaraná e até hoje, o fruto dos olhos é hábito dos amazonenses e está presente no café-da- manhã e no aperitivo do almoço de feijão e macaxeira. À noite ele acompanha o mingau de tapioca, mas só para quem está acostumado com o seu teor protéico e energético.Com três ou quatro vezes mais cafeína do que o café puro, o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. Um caboclo produtor e sua família sempre oferecem ao visitante o guaraná in natura, ralado na horana língua seca do peixe pirarucu. É um costume quase ritual que precede a conversa.

O Brasil é o único produtor comercial do guaraná no mundo. São necessárias algumas condições para seu cultivo, uma das quais, a de que ele tem de encontrar regiões com temperaturas médias entre 23 ºC e 28 ºC. Por isso, hoje ele é cultivado no sul da Bahia, no Mato Grosso e na Amazônia, de onde sai a maior produção nacional.

A cidade conhecida como Terra do guaraná é Maués. A fama da cidade não se deve só aos números da produção, mas também à tradição cultural. Antiga morada dos índios munducurus, recebeu os saterés-maués e as duas etnias foram as primeiras a cultivar o guaraná, o que fazem até hoje, disseminando a cultura aos moradores da região, que trabalham em cultivos familiares.

O fruto é pequeno, em tons de laranja e vermelho e, quando maduro, começa a se abrir, deixando à mostra a pequena semente escura, encoberta pela polpa clara. De outubro a fevereiro, os olhos do guaraná garantem o trabalho de colheita para esses produtores.

O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa poda, a fermentação, a extração da semente e a consequente secagem e a torra. Há produtores que vendem o guaraná nesse estágio; outros fazem o xarope e o extrato que agregam mais lucro, pois são vendidos para as indústrias de refrigerantes. Outra forma ainda é a venda do pó que pode ser acrescido em sorvetes, cremes e bebida e que é famoso mundialmente. Todo o processo ainda continua manual, para garantir, segundo os produtores, o potencial do fruto.

Mas nem tudo é tradição indígena. Desde a década de 1970, o governo federal faz pesquisas para melhorar as formas produtivas do guaraná. Quem também anda crescendo os olhos para o aprimoramento da produtividade são as indústrias de refrigerante, como a AmBev, que investe num centro de pesquisas para contribuir com os produtores locais.

No fim do ano, quando o guaraná começa a se abrir, expondo o escuro da semente no centro, são os olhos sagrados e curiosos do menino índio que querem espiar o capricho dos produtores.

(Planeta, dez. de 2007. Adaptado)

Na frase do 3.º parágrafo – O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa poda, a fermentação, a extração da semente e a consequente secagem e a torra. – foram usados os dois pontos (:) para

 

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265724 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o texto para responder à questão.
Guaraná – os bons olhos da Amazônia
Tu, meu filho, serás a maior força da natureza! Farás o bem e livrarás o homem das doenças. Foi com essas palavras que, diz a lenda dos índios saterés- maués, a mãe de um indiozinho morto, sábia no cultivo das ervas medicinais, o consagrou com o dom da cura. Seu olho direito foi enterrado, dando origem a uma trepadeira que produz frutos em tons avermelhados e que se abrem em feitio de pequenos olhos. Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o consomem diariamente para manter a boa disposição.
Há mais de 600 anos os indígenas descobriram o guaraná e até hoje, o fruto dos olhos é hábito dos amazonenses e está presente no café-da-manhã e no aperitivo do almoço de feijão e macaxeira. À noite ele acompanha o mingau de tapioca, mas só para quem está acostumado com o seu teor protéico e energético.Com três ou quatro vezes mais cafeína do que o café puro, o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. Um caboclo produtor e sua família sempre oferecem ao visitante o guaraná in natura, ralado na hora na língua seca do peixe pirarucu. É um costume quase ritual que precede a conversa.
O Brasil é o único produtor comercial do guaraná no mundo. São necessárias algumas condições para seu cultivo, uma das quais, a de que ele tem de encontrar regiões com temperaturas médias entre 23 ºC e 28 ºC. Por isso, hoje ele é cultivado no sul da Bahia, no Mato Grosso e na Amazônia, de onde sai a maior produção nacional.
A cidade conhecida como Terra do guaraná é Maués. A fama da cidade não se deve só aos números da produção, mas também à tradição cultural. Antiga morada dos índios munducurus, recebeu os saterés- maués e as duas etnias foram as primeiras a cultivar o guaraná, o que fazem até hoje, disseminando a cultura aos moradores da região, que trabalham em cultivos familiares.
O fruto é pequeno, em tons de laranja e vermelho e, quando maduro, começa a se abrir, deixando à mostra a pequena semente escura, encoberta pela polpa clara. De outubro a fevereiro, os olhos do guaraná garantem o trabalho de colheita para esses produtores.
O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa poda, a fermentação, a extração da semente e a consequente secagem e a torra. Há produtores que vendem o guaraná nesse estágio; outros fazem o xarope e o extrato que agregam mais lucro, pois são vendidos para as indústrias de refrigerantes. Outra forma ainda é a venda do pó que pode ser acrescido em sorvetes, cremes e bebida e que é famoso mundialmente. Todo o processo ainda continua manual, para garantir, segundo os produtores, o potencial do fruto.
Mas nem tudo é tradição indígena. Desde a década de 1970, o governo federal faz pesquisas para melhorar as formas produtivas do guaraná. Quem também anda crescendo os olhos para o aprimoramento da produtividade são as indústrias de refrigerante, como a AmBev, que investe num centro de pesquisas para contribuir com os produtores locais.
No fim do ano, quando o guaraná começa a se abrir, expondo o escuro da semente no centro, são os olhos sagrados e curiosos do menino índio que querem espiar o capricho dos produtores.
(Planeta, dez. de 2007. Adaptado)
A questão refere-se ao trecho que finaliza o 1.º parágrafo do texto – Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o consomem diariamente para manter a boa disposição.
Nesse texto, a palavra disposição significa
 

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265716 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o texto para responder à questão.
Guaraná – os bons olhos da Amazônia
Tu, meu filho, serás a maior força da natureza! Farás o bem e livrarás o homem das doenças. Foi com essas palavras que, diz a lenda dos índios saterés- maués, a mãe de um indiozinho morto, sábia no cultivo das ervas medicinais, o consagrou com o dom da cura. Seu olho direito foi enterrado, dando origem a uma trepadeira que produz frutos em tons avermelhados e que se abrem em feitio de pequenos olhos. Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o consomem diariamente para manter a boa disposição.
Há mais de 600 anos os indígenas descobriram o guaraná e até hoje, o fruto dos olhos é hábito dos amazonenses e está presente no café-da-manhã e no aperitivo do almoço de feijão e macaxeira. À noite ele acompanha o mingau de tapioca, mas só para quem está acostumado com o seu teor protéico e energético.Com três ou quatro vezes mais cafeína do que o café puro, o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. Um caboclo produtor e sua família sempre oferecem ao visitante o guaraná in natura, ralado na hora na língua seca do peixe pirarucu. É um costume quase ritual que precede a conversa.
O Brasil é o único produtor comercial do guaraná no mundo. São necessárias algumas condições para seu cultivo, uma das quais, a de que ele tem de encontrar regiões com temperaturas médias entre 23 ºC e 28 ºC. Por isso, hoje ele é cultivado no sul da Bahia, no Mato Grosso e na Amazônia, de onde sai a maior produção nacional.
A cidade conhecida como Terra do guaraná é Maués. A fama da cidade não se deve só aos números da produção, mas também à tradição cultural. Antiga morada dos índios munducurus, recebeu os saterés- maués e as duas etnias foram as primeiras a cultivar o guaraná, o que fazem até hoje, disseminando a cultura aos moradores da região, que trabalham em cultivos familiares.
O fruto é pequeno, em tons de laranja e vermelho e, quando maduro, começa a se abrir, deixando à mostra a pequena semente escura, encoberta pela polpa clara. De outubro a fevereiro, os olhos do guaraná garantem o trabalho de colheita para esses produtores.
O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa poda, a fermentação, a extração da semente e a consequente secagem e a torra. Há produtores que vendem o guaraná nesse estágio; outros fazem o xarope e o extrato que agregam mais lucro, pois são vendidos para as indústrias de refrigerantes. Outra forma ainda é a venda do pó que pode ser acrescido em sorvetes, cremes e bebida e que é famoso mundialmente. Todo o processo ainda continua manual, para garantir, segundo os produtores, o potencial do fruto.
Mas nem tudo é tradição indígena. Desde a década de 1970, o governo federal faz pesquisas para melhorar as formas produtivas do guaraná. Quem também anda crescendo os olhos para o aprimoramento da produtividade são as indústrias de refrigerante, como a AmBev, que investe num centro de pesquisas para contribuir com os produtores locais.
No fim do ano, quando o guaraná começa a se abrir, expondo o escuro da semente no centro, são os olhos sagrados e curiosos do menino índio que querem espiar o capricho dos produtores.
(Planeta, dez. de 2007. Adaptado)
A frase do 2.º parágrafo –...o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. – é base para a questão.
O sentido contrário da expressão em excesso é
 

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265713 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Leia o texto para responder à questão.

O cientista de Deus

Como um seminarista adolescente que se sente culpado, quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa. Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus, a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso. O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”.

O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo-se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus. Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo?

Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma sequ ência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreve esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?” Essas questões, sem respostas pelafísica, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: Imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro, ou à razão de ele ter sido escrito. Keller apazigua o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”

(ISTOÉ, 26.03.2008. Adaptado)

O pioneirismo de Keller deve-se ao fato de ele ter

 

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265701 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Leia o texto para responder à questão.

O cientista de Deus

Como um seminarista adolescente que se sente culpado, quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa. Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus, a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso. O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”.

O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo-se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus. Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo?

Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma sequ ência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreve esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?” Essas questões, sem respostas pelafísica, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: Imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro, ou à razão de ele ter sido escrito. Keller apazigua o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”

(ISTOÉ, 26.03.2008. Adaptado)

Assinale a alternativa que substitui, correta e respectivamente, no contexto da frase, as conjunções destacadas em:

... o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo...

Ocorre, porém, que Keller não é um menino...

Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra...

 

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Um certo capital foi aplicado, durante 10 meses, a uma taxa de juro simples de 30% ao ano e rendeu, de juros, R$ 1.125,00. O montante recebido pelo investidor, no final da aplicação, foi igual a

 

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Uma análise recente mostrou que um determinado tipo de café, ao contrário do que muitos acreditavam, é dotado de uma quantidade razoável de fibra: 0,75 g a cada 100 mL. Portanto, se uma mulher ingerir 5 xícaras, contendo 60 mL de café em cada uma, ela terá ingerido, da quantidade diária ideal de fibras para mulheres, que é 25 g,

 

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